sábado, 31 de março de 2012

O demônio tem mais poder a noite ou em determinada época do ano?

A força do demônio é e sempre será limitada pela ordem de Deus!

Quem nos responde esta pergunta é o Padre Jose Fortea. Ele é um padre com o Ministério de Exorcismo em sua diocese em Mari, Espanha! Também é o responsável por estar acompanhando um dos casos mais graves de possessão diabólica da Espanha.


Vamos então a resposta:

“O poder do demônio sobre nós depende somente da permissão de Deus e da nossa fraqueza. Deus pode não permitir que alguém seja tentado, ou que alguém não seja tentado além de suas forças. Por outro lado, quanto mais fraca for uma pessoa, mais poder e influencias tem a tentação sobre ela.

Mas estes esclarecimentos devem deixar claro que a hora do dia, a data e o lugar são indiferentes! Eles constituem somente o ambiente da tentação, sem que estes influenciem em nada.

Embora seja verdade que se peque mais a noite já por estar mais cansados e por não ter a mente ocupado com os nossos trabalhos.

Também o dispor de tempo livre, nos ajuda a fazer mais bem ou mais mal, de podermos nos dedicar a oração, as obras de caridade, etc…ou então o de podermos nos dedicar a luxuria, as rixas familiares, ao jogo, a bebida e etc…

Este esquema pode parecer simplista, mas a experiência nos mostra que por vezes os esquemas simplistas funcionam!”

Fonte: Blog Livres de todo mal

Tenhamos cuidado com os nossos pensamentos e palavras

A mensagem central de hoje – e de todo o Evangelho de São João – é que “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho Unigênito para que não morra todo aquele que nele crê, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). A presença de Jesus, como Luz do mundo, divide os seres humanos entre os que se decidem pela Luz e, por isso, ficam do lado da vida, e os que se decidem pelas trevas, ficando do lado da morte.

Assim, os fariseus, escribas e sacerdotes não descansaram enquanto não conseguiram um jeito de anular a pessoa de Jesus Cristo. Preocupados com a fama d’Ele e a multiplicação dos milagres, estavam sem saber o que fazer. Foram muitos os enfrentamentos entre eles e Jesus, pois questionavam a pessoa de Cristo. Até que, finalmente, os sacerdotes e os fariseus convocaram o Conselho. Desde aquele momento, resolveram tirar-Lhe a vida. Decidiram matar Jesus.

Resolveram matá-lo por Ele fazer o bem, por curar e ressuscitar pessoas, por aconselhar os homens a seguir o caminho reto, a não se preocuparem com o dia de amanhã e a não ter medo, mas crer n’Ele e no Pai. O que mais indignou os sumos sacerdotes foi Jesus dizer que era o Filho de Deus. Para os judeus, isso foi blasfêmia, mas, na verdade, eles queriam “apagar” o concorrente. Então, aquele Conselho foi um pré-julgamento de Jesus, no qual o Filho de Deus foi, de antemão, condenado.

Também nós condenamos e até mesmo “queimamos” os nossos concorrentes, arrumando um jeito de diminuir as suas qualidades, seja no emprego, por ciúmes dos colegas que são mais capazes do que nós, ou por aquele “cara forte que arrasa” quando chega na área.

Jesus era consciente de que um efeito, ainda que não desejado, do Seu trabalho fosse ser causa de divisão entre os partidários do imobilismo e os que lutam por um mundo novo. Por isso, inflamou a ira dos funcionários do Templo e de todos os que se consideravam “donos da verdade”.

Aproximando-nos da festa da Páscoa, vamos ao encontro do Senhor da Nova e Eterna Aliança. A Quaresma é ocasião oportuna para reforçarmos nossa decisão pela Luz, que é Cristo, e ajudarmos os que estão nas trevas a optar pela Luz e abandonar a morte.

Que essa Quaresma, tempo favorável da graça de Deus, nos dê as forças necessárias para renovarmos nossos corações e, assim, podemos viver a Páscoa do Senhor, que deseja nos devolver a alegria de viver.

Precisamos tomar cuidado para não fazer como os líderes judaicos daquele tempo. Tenhamos cuidado com os nossos pensamentos e palavras, e lembremos, acima de tudo, o que nos disse o Ressuscitado: “Não julguem e não serão julgados! Não condenem e não serão condenados!”

Padre Bantu Mendonça
Fonte: Blog Canção Nova

sexta-feira, 30 de março de 2012

O Rosto Pascal da Igreja

Páscoa é avitória da vida sobre a morte, trazendo a esperança e a grande oportunidadepara a criatura humana assumir uma vida nova, uma vida diferente. Na Igreja,“memória”, “presença” e “profecia” é um trinômio que só se compreende a partirda Páscoa, tendo o Senhor Ressuscitado como o centro.


Nós cristãos,que moramos nesta cidade de Fortaleza, devemos ter uma ação concreta, queresponda aos anseios de todos os que aqui vivem. Dom Aloísio, na carta pastoralsobre o uso e a posse do solo urbano de 31.05.1989, afirmava: “A cidade deveser para o homem e não o homem para a cidade. Deve ser um espaço de convivênciasolidária para todos os que nela moram, convivência que seja resultante daconvergência de esforços para tornar a cidade mais humana e também cristã” –uma cidade, de verdade, mais pascal.

A Páscoa deveser um processo que se realiza e que acontece, através do compromisso ético, naação pastoral, no trabalho, no convívio social e nas mais diferenciadasatividades das pessoas que t6em fé e que acreditam no futuro da humanidade e que“O Cristo, Nossa Páscoa”, com toda sua força, renova e deixa repleta de graça aface da terra, concretamente na nossa cidade de Fortaleza.

Em 1968, osbispos da América Latina, reunidos na 2ª Conferência de Medellín, Colômbia que,na abertura, contou com a presença do Papa Paulo VI, comprometeu-se quemostrariam ao mundo o rosto de uma Igreja pascal, querendo dizer ao mundo queela era capaz de caminhar com a humanidade, peregrina e missionária nahistória, querendo concretamente libertar o seu povo e ser sinal do Reino deDeus e do seu projeto de amor (cf. Medellín, 5, 15).

Em Medellín, “libertação” era a palavra chavee a mais importante. O grande desafio de todos nós é apresentar ao mundohodierno, sinais de que somos cristãos apaixonados pelo projeto pascal de Jesus,e que “não se constrói sem sacrifício, sem renúncia de si mesmo, sem cruz”(Cardeal Lorscheider).

A liturgia daPáscoa (Vigília Pascal), no dizer de Santo Agostinho, é a “Mãe de todas ascelebrações” que, com seus ritos antigos, com toda sua beleza, sua profundidadepoética e ao mesmo tempo profética, deve nos estimular e desafiar. Ficar só norito, seria muito triste ao coração de Deus.

A Páscoa deveser um grito, um clamor, um anúncio e a proclamação, numa só fé, da busca de ummundo novo que tem seu início na esperança e no amor de Deus, que quer a pessoahumana realizada e de bem com a vida. Quando é que teremos uma Igrejaverdadeiramente pascal? Somos desafiados a construir essa Igreja, pela força egraça, que nasce da Páscoa.Feliz Páscoa!


Pe Geovane Saraiva,Pároco de Santo Afonso


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O Rosto Pascal da Igreja

"VINDE, ESPÍRITO CRIADOR": Pe. Cantalamessa explica o trabalho ordenador do Espírito Santo

Na sua terceira pregação de Quaresma Padre Raniero Cantalamessa mostrou a obra iluminante e criadora do Espírito Santo.Referindo-se aos ensinamentos de São Basílio, o Grande, (329-379), o pregador da Casa Pontifícia explicou que o Espírito Santo "não pertence ao mundo das criaturas, mas ao do Criador e a prova é que o seu contato nos santifica, nos diviniza, o que não poderia fazer se não fosse ele mesmo Deus".
Ambrósio disse a este respeito que "Quando o Espírito começou a pairar sobre ele, o criado ainda não tinha nenhuma beleza. Em vez disso, quando a criação recebeu a operação do Espírito, obteve todo este esplendor de beleza que a fez brilhar como 'mundo' ".
"Em outras palavras - disse o padre Cantalamessa - o Espírito Santo é aquele que transforma a criação, do caos para o cosmos, que faz dela algo belo, ordenado, limpo: um “mundo" (mundus), precisamente, segundo o significado original desta palavra e desta palavra grega cosmos".
Segundo o Pregador da Casa Pontifícia “a ação criadora de Deus não se limita ao instante inicial, como se acreditava na visão deísta ou mecanicista do universo. Deus não 'foi' uma vez, mas sempre "é" criador ".
"Isso significa - acrescentou - que o Espírito Santo é aquele que muda continuamente o universo, a Igreja e cada pessoa, do caos para o cosmos, isto é: da desordem para a ordem, da confusão para a harmonia, da deformidade para a beleza, do velho para o novo".
Em breve, o Espírito Santo é aquele que sempre "cria e renova a face da terra" (cf. Sl 104, 30).
São Basílio diz que através do Espírito Santo "os corações se elevam, os fracos são levados pela mão, aqueles que progridem chegam à perfeição".
"Ele - escreveu São Basílio – iluminando os que foram purificados de toda mancha, torna-os espirituais através da comunhão com ele. E como os corpos claros e transparentes, quando um raio os atinge, se tornam eles próprios brilhantes e refletem outro raio, assim as almas portadoras do Espírito Santo são iluminadas pelo Espírito; elas mesmas se tornam plenamente espirituais e repassam sobre os outros a graça”.
Para explicar o trabalho de purificação conduzido pelo Espírito Santo, o padre Cantalamessa usou o exemplo da escultura.
Leonardo da Vinci dizia que a escultura é a arte do tirar. Conta-se que Michelangelo viu um bloco de mármore bruto coberto de poeira e lama. Parou para observá-lo, depois, como que iluminado súbitamente por um clarão, disse aos presentes: "Nesta massa de pedra está escondido um anjo: quero retirá-lo daí!" E começou a trabalhar com um cinzel para moldar o anjo que havia vislumbrado.
Assim é também conosco, sublinhou o Pregador da Casa Pontifícia: "Nós ainda somos massas de pedra bruta, com muita “terra” encima e muitos pedaços inúteis. Deus Pai nos olha e diz: "Neste pedaço de pedra está escondida a imagem do meu Filho; quero tirá-la daí, para que brilhe para sempre comigo no paraíso!" E para isso usa o cinzel da cruz, nos poda ( cf. Jo. 15,2)
"Se queremos brilhar também nós, como os Bronzes de Riace depois da sua restauração – comentou – a Quaresma é o tempo oportuno para colocar mãos à obra na empresa”.
No final da Pregação de Quaresma, padre Cantalamessa propôs recitar o primeiro verso do hino "Veni Creator" pedindo ao Espírito Santo "para fazer passar também o nosso mundo e a nossa alma do caos para o cosmos, da feiura do pecado para a beleza da graça".

[Tradução Thácio Siqueira]


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"VINDE, ESPÍRITO CRIADOR"

quarta-feira, 28 de março de 2012

À medida que servimos a Deus somos livres

O Evangelho de hoje, dentre tantas coisas, nos traz o caminho de santidade que passa pelo seguimento a Cristo, pois esse é, na realidade, um caminho na liberdade e na verdade.

De fato, Jesus diz: “Se permanecerdes fiéis à minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos; conhecereis a verdade e a verdade libertar-vos-á” (João 8,31-32).

Propor a santidade de vida nada mais é do que oferecer o caminho da autenticidade e da liberdade. À luz da fé, ser santo é viver a verdade total, não limitada às realidades materiais ou apenas à vida terrena. Com efeito, o santo tem em consideração tanto os bens materiais como os espirituais; ele considera tanto a realidade terrena como a sobrenatural, contempla a própria vida não apenas na perspectiva temporal, mas também eterna. Por outras palavras, o santo vive a pureza de intenções, considerando todos os aspectos da própria existência.

O aspecto mais importante é que quem deseja a santidade abre-se para Deus, o bem supremo e fonte verdadeira. Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Depois da Sua Morte e Ressurreição, o Senhor prometeu que nos enviaria o Espírito Santo como “o Espírito da Verdade” (Jo 16,13).

Diante de Pilatos, Jesus disse: “Foi por isso que nasci e para isso vim ao mundo: para dar testemunho da verdade” (Jo 18,37). Seguindo radicalmente a Cristo, caminhamos na autenticidade total.

A santidade de vida e a abertura à graça nos ajudam, na realidade, a compreender mais profundamente as verdades de Deus. São Paulo escreve: “O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus; para ele são loucura, e não é capaz de as compreender” (1Cor 2,14). Ou ainda: “Todo aquele que peca não viu Deus nem o conheceu” (1Jo 3,6).

Não alcançamos a contemplação plena do rosto do Senhor unicamente com as nossas forças, mas deixando-nos guiar pela Sua graça. Só a experiência do silêncio e da oração oferecem o horizonte adequado, nos quais pode maturar e desenvolver-se o conhecimento mais verdadeiro, aderente e coerente ao mistério de Deus. Por este motivo, com frequência nos surpreende a compreensão perspicaz sobre Deus que os santos demonstram, mesmo os que não fizeram muitos estudos.

No Evangelho, Jesus fala da liberdade espiritual. Na realidade, o olhar sobre todos os aspectos da nossa existência, ajuda-nos a encontrar uma justa escala de valores. Auxilia-nos, por conseguinte, a não nos tornarmos dependentes nem permanecermos escravos dos bens materiais e das nossas concupiscências, dos vícios, do pecado; mas nos estimula e nos torna capazes de desejar os valores mais importantes, indestrutíveis, perenes.

Jesus, no Evangelho de hoje, responde aos judeus de maneira clara: “Em verdade, em verdade vos digo: aquele que cometer pecado é escravo do pecado”. Vem à nossa mente tantos jovens que, hoje, são escravos da droga, do sexo, do prazer, do dinheiro, do orgulho, da preguiça, da inveja, etc. Não são livres para desejar valores maiores.

Contudo, quem de nós não experimentou – e não experimenta em maior ou menor medida – a escravidão de vários vícios e debilidades? Santo Agostinho, que depois de uma vida tão libertina teve que se esforçar bastante para encontrar esta liberdade espiritual, isto é, para partir as correntes dos seus maus hábitos e da paixão carnal, escreveu com convicção: “Ouso dizer que à medida que servimos a Deus somos livres, enquanto que, à medida que servimos a lei do pecado, somos escravos”.

Santo Agostinho também tinha a consciência de que a liberdade espiritual não se alcança plenamente com as próprias forças, mas unicamente por meio da graça, da ajuda do Senhor. Contudo, Jesus afirma isso de maneira clara no Evangelho que ouvimos: “Por conseguinte, se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres”.

O caminho de santidade é para a liberdade espiritual, que pode se manifestar “até em condições de constrição exterior”, como nos ensina o Papa João Paulo II, na Carta Encíclica “Redemptor Hominis”, 12.

A condição da sua autenticidade é “a exigência de uma relação honesta em relação a toda verdade acerca do homem e do mundo”, continua Sua Santidade. Assim, voltam à nossa mente as palavras de Jesus no Evangelho de hoje: “a verdade libertar-vos-á”.

Peçamos ao Senhor que nos ajude a aceitar, seriamente, o convite à santidade nas nossas condições de vida cotidiana, que não é mais que um convite a caminhar na verdade total e na liberdade autêntica.

Padre Bantu Mendonça
Fonte: canção nova

segunda-feira, 26 de março de 2012

Anunciação do Senhor

Neste dia, a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus. O tema central desta grande festa é o Verbo Divino que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço.

Hoje é o dia em que a eternidade entra no tempo ou, como afirmou o Papa São Leão Magno: "A humildade foi assumida pela majestade; a fraqueza, pela força; a mortalidade, pela eternidade."

Com alegria contemplamos o mistério do Deus Todo-Poderoso, que na origem do mundo cria todas as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe depender da Palavra de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor:

"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem e disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.’ Não temas , Maria, conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Maria perguntou ao anjo: ‘Como se fará isso, pois não conheço homem?’ Respondeu-lhe o anjo:’ O Espírito Santo descerá sobre ti. Então disse Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tu palavra’" (cf. Lc 1,26-38).

Sendo assim, hoje é o dia de proclamarmos: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14a). E fazermos memória do início oficial da Redenção de TODOS, devido à plenitude dos tempos. É o momento histórico, em que o SIM do Filho ao Pai precedeu o da Mãe: "Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade" (Hb 10,7). Mas não suprimiu o necessário SIM humano da Virgem Santíssima.

Cumprindo desta maneira a profecia de Isaías: "Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco" (Is 7,14). Por isso rezemos com toda a Igreja:

"Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo".

domingo, 25 de março de 2012

Até que ponto assumimos o compromisso de viver como cristãos?

Estamos quase no fim da Quaresma. Como discípulos, somos convidados a dedicar nossas vidas à missão do anúncio da esperança e à comunicação do amor e da vida, que é a glória de Deus. A “lei no coração”, anunciada por Jeremias, é o mandamento do amor comunicado por Jesus que une a todos e traz a paz.

Nesse tempo de graça, estamos nos dias finais para aqueles que souberem acolher o convite de Deus em considerar a “saúde” de sua vida interior. Graças, da mesma forma, para toda comunidade, pois, com certeza, muitos de nós levaram a sério a proposta de cultivar a vida interior a partir do Evangelho, que indica uma mentalidade e um modo de viver e conviver com as pessoas. Trata-se, portanto, de uma celebração especial no sentido de que somos convidados a selar, a assinar esse empenho de cultivar a vida interior na ótica do Evangelho.

É hora de nos questionarmos: “Até que ponto assumimos o compromisso de viver como cristãos? Até que ponto estamos comprometidos com o plano divino de colocar o Espírito de Deus entre nós pela realização do projeto do Reino?”.

Em que você coloca o seu coração? Com quem estabelece relações? Fazer aliança com Deus e viver de acordo com o projeto divino faz com que as nossas relações sejam firmes e douradoras, pois se trata de um compromisso assinado com a vida, com aquilo que representa a centralidade dela: o coração amoroso de Deus Pai.

Ser infiel a essa união é o mesmo que “rasgar” a vida, desperdiçá-la, perdê-la como diz Jesus no Evangelho: “Quem quiser ganhar a vida, vai perdê-la”. Quem quiser colocar, no seu coração, outro projeto que não seja o de Deus, perderá o sentido de viver. É por isso que, antes de iniciar a celebração, fazemos o ato penitencial.

Colocar Deus no coração, no centro da existência pessoal, não é tarefa fácil para nenhum de nós. Em nossos dias, as situações parecem mais confusas que outrora. Somos como aqueles que estavam com Jesus e ouviram a voz divina, mas não souberam identificá-la, achando que fosse voz de anjos, trovões ou algo assim. Há tantas vozes que falam e acabam nos confundindo ao invés de nos ajudar a identificar o projeto de Deus.

É preciso considerar a resposta que Jesus deu aos gregos, os quais queriam ver o Senhor para entender bem o sentido de “colocar Deus como centro da vida interior”. Se aqueles gregos queriam ver um Jesus “famoso”, “milagreiro” ou “pregador”, tiveram uma bela decepção!

Jesus fala que o compromisso com o plano divino é exigente, a ponto de termos de morrer para viver de outro modo. Isso exige desapego da própria vida, assumindo a mentalidade do Evangelho, ou seja, tomando para sim um compromisso exigente e só realizável por quem tem o Espírito de Deus dentro de si.

O Plano de Deus foi plenamente realizado por Jesus. Hoje, ainda continua a ser realizado pelos discípulos de Cristo que têm o Espírito Santo em seu coração, por aqueles que levam a sério a aliança assinada no dia do batismo, também por aqueles que não são cristãos “de nome”, mas assumem a mentalidade do Evangelho e fazem dele o seu modo de viver e agir.

Concluo com as seguintes perguntas: O que está no centro de sua vida interior? Qual a coisa mais importante que está em seu coração? O Espírito de Deus ou uma outra mentalidade ajustada a este mundo? Vamos pensar nisso, durante essa semana, para tomar uma decisão sincera sobre nosso modo de ser cristão a partir da Semana Santa.

Quaresma é tempo de preparação para a Páscoa. Duas são as atitudes fundamentais desse tempo para você e para mim: a conversão do coração e a solidariedade aos necessitados. A oração é o melhor meio para orientar a vida nesse caminho.

Padre Bantu Mendonça
Fonte: Blog Canção Nova

Passos para discernirmos a ação do demônio

Os sinais da ação do Mal…

Como conseguir discernir se de fato estamos diante de uma pessoa que esta sofrendo algum tipo de ataque direto do demônio? Existe um caminho a seguir para se chegar à esta conclusão?

Estas são as perguntas mais frequentes que geralmente fazemos para se chegar a um discernimento mais preciso do que esta acontecendo com uma pessoa que diz sofrer ataques diretos do demônio.

Mas antes de dar alguns conselhos sobre como podemos chegar a um discernimento mais preciso, é bom lembrar o que escrevi há alguns meses atrás sobre os tipos de ataques e de influências que o demônio pode ter sobre uma pessoa. (Tipos de Ações Diabólicas)

Descrevi estes tipos de ações como ações extraordinárias, na qual nem todos estão sempre sujeitos. Diferente das ações ordinárias na qual todos nós passamos que é a Tentação.

Como ações Extraordinárias descrevi estas:

- Distúrbios Externos

- Possessões Diabólicas

- Vexações Diabólicas

- Obsessões Diabólicas

- Infestações Diabólicas

- Sujeições Diabólicas

Tendo em mente estes tipos de ações do Inimigo é importante que interroguemos os familiares ou a pessoa que se apresentou para receber Oração de Libertação ou o Exorcismo ( somente relembrando que no caso de Exorcismo, somente um Sacerdote devidamente autorizado pelo seu Bispo pode proceder com o mesmo.) se existem realmente razões válidas para que se proceda com tais orações. Para isso é preciso estabelecer um diagnóstico. Podemos então começar com os sintomas que a pessoa ou os seus familiares dizem estar sendo vitimas.

Começamos então pelos sintomas dos Males Físicos:

- Na grande maioria das vezes as regiões mais atingidas por influências maléficas são a cabeça e o estômago. Geralmente a pessoa pode sofrer de dores de cabeça agudas e intensas por muitos dias, meses e até por anos; e os medicamentos se mostram ineficazes nestes casos. Ainda relacionado à cabeça e também aos jovens; é peculiar um sintoma que acontece no jovem que sofre algum tipo de influência maléfica uma rejeição brusca pelos estudos. Crianças e jovens que até ali nunca tiveram nenhuma dificuldade nos estudos e até mesmo gostavam de ir à escola de repente começam a detestar os estudos, o ambiente de escola, começam a ter muitas dificuldades de aprender, falta de concentração, suas memórias se tornam falhas e por isso não querem mais estudar, se tornam rebeldes e indisciplinadas. Uma observação importante: aqui não se trata de pessoas que não gostam de estudar ou somente estão passando por alguma dificuldade nos estudos, mas estou dizendo de uma mudança muito brusca no seu comportamento.

- A boca do estômago também é um ponto geralmente atingido por influências maléficas. Dores quase que insuportáveis e constantes, e todo o tratamento se mostra ineficaz á estas dores. Muito comum é vermos estas dores na boca do estômago se deslocar por vezes para o intestino, para os rins, ovários; e os médicos não conseguem uma explicação para o mesmo.

- Um dos sintomas mais típicos da necessidade de Oração de Libertação ou exorcismo é a aversão ao Sagrado: Pessoas que deixaram de rezar, embora tinham uma vida de oração; já não querem mais ir a igreja, participar das Santas Missas, e experimentam um sinal externos de raiva em relação as coisas de Deus, chegando até mesmo se tornarem violentas quando o assunto é Deus e as coisas sagradas, assim como aos objetos sagrados.

O Ritual do Exorcismo ainda nos da como auxílio alguns sinais suspeitos, algumas manifestações mais espetaculares, mas que particularmente só as vi acontecer quando começamos a proceder com as Orações de Libertação ou em meio ao Ritual do Exorcismo, e não antes.

Elas são: Falar ou compreender línguas diferentes, sem que a pessoa nem mesmo tenha tido contato com essa língua, por exemplo, o Latim. Outro fato é da pessoa conhecer coisas futuras ou secretas, e ainda demonstrarem uma força sobre-humana.

Ainda durante as orações é comum acontecer casos de grande violência, comportamentos estranhos, blasfêmias e xingamentos.

Uma coisa importante a se destacar é que quando estas pessoas se dirigirem a nós, precisamos perguntar se as mesmas já recorreram aos médicos e se submeteram aos tratamentos que os mesmos recomendaram. Se sim, é muito provável que os medicamentos se tornaram ineficazes diante de uma real influência maléfica, mas mesmo assim não temos autorização de recomendar as pessoas a deixarem de tomar qualquer tipo de medicamento. E iremos perceber que após algumas orações a pessoa sentirá certo alívio em relação aos males reclamados. Nem sempre terão a cura total, pois isso dependerá do grau na qual esta pessoa esta sofrendo estas influências e da quantidade de orações que ela precisará receber para a total cura e libertação.

Espero que eu possa ter ajudado há esclarecer um pouco mais sobre como agirmos diante das pessoas que se apresentarem a nós reclamando de problemas espirituais.

Fonte Blog Canção Nova

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Sacerdote



Ah! Quão belo quão divino e cheio de grandeza é o Sacerdote! Participe e completa a paternidade de Deus pai.
Depois de fazer o verbo se encarnar sobre o altar, dá às almas este mesmo Verbo, eternamente gerado pelo Pai! E dá ao Pai o seu divino filho, que o Glorifica por meio de todos os mistérios de sua vida de Homem-Deus.
Ah! O Pai ama o Sacerdote, e nele se compraz quando o vê celebrando o Augusto Mistério!
O espírito Santa ama o Sacerdote, porque é o instrumento de que se serve para gerar nas almas a vida divina e renovar, em suas mãos, a obra admirável da Encarnação operada no seio de Maria. O Espírito Santo está nele e com ele; faz-lhe palpitar o coração, opera por suas mãos, fala por seus lábios quando ele anuncia a palavra de Deus, e, de um modo mais eficaz e sublime, quando ele pronuncia as palavras da Consagração.
E Nosso Senhora Jesus Cristo? Ah! Ele ama o Sacerdote, e o ama acima de tudo, pois que lhe concedeu todo o poder sobre a sua Pessoa, que somente pode viver com os homens, trabalhar entre eles e acerca-se dos pecadores, por intermédio do Sacerdote! Nosso Senhor não pode passar sem o seu Sacerdote!
O Sacerdote é o homem do Coração de Nosso Senhor, que o ama sobre todas as coisas. Foi por amor que o tornou Sacerdote; é o fruto de suas mãos e de seu Coração. O Sacerdote brota das chagas de Jesus Cristo. A maior Graça que Deus concede a um povo é o Sacerdote, o Sacerdote segundo o seu Coração.


São Pedro Julião Eymard, Flores da Eucaristia.

Quais critérios você estabelece para reconhecer Jesus?

No Evangelho de hoje, João nos destaca – diferente do que os sinóticos fazem – o conflito entre Jesus e os judeus, pois, nos Evangelhos sinóticos, o Senhor restringiu-se aos dirigentes, fariseus, escribas e sacerdotes. Mas isso por que este Evangelho tem como base a comunidade cristã samaritana? Talvez sim, talvez não. Estamos diante da expressão do tradicional conflito entre Israel (reino do norte) e Judá (reino davídico do sul). O messias esperado pelo Judaísmo seria um líder que conquistaria a liberdade nacional dos judeus e imporia ao mundo sua religião. Portanto, tratar-se-ia de uma salvação que atingiria todos os homens e mulheres do mundo inteiro, já que os destinatários da salvação o rejeitaram.

A atividade de Jesus denuncia o agir perverso da sociedade e, por isso, provoca ódio. Seus parentes pensam no sucesso, as autoridades O procuram, pois vêem n’Ele um perigo. E o povo expressa opinião diversa a respeito do Senhor: uns julgam-nO a partir das obras que Ele realiza; outros, a partir de leis e estruturas estabelecidas. Assim, a presença de Jesus é sinal de contradição que vai revelando a face das pessoas.

Os chefes religiosos do Templo e das sinagogas rejeitavam o messianismo de Jesus e procuravam-nO para prendê-Lo e matá-Lo, pois para eles Jesus era uma ameaça. No meio do povo, a divisão continuava e o tema da discussão era a origem do tal Messias. Uns não aceitavam Jesus, baseados numa tradição teórica sobre a origem do verdadeiro redentor; outros – que já são muitos – acreditavam que Ele era o Redentor, porque prestavam atenção às Suas práticas redentoras e viam nisso um sinal da presença de Deus.

Jesus, descartando qualquer aspiração ao poder, revela-se como o enviado que comunica a verdadeira vinda de Seu Pai. Desafiando-os diz: “Será que vocês me conhecem mesmo e sabem de onde eu sou? Eu não vim por minha própria conta. Aquele que me enviou é verdadeiro, porém vocês não O conhecem. Mas eu O conheço, porque venho d’Ele e fui mandado por Ele”.

Assim, Jesus mostra o verdadeiro critério para que reconheçamos o Salvador. Não é o lugar de Sua origem, mas o fato d’Ele ser o enviado de Deus, cuja atividade deve ser reconhecida pelas obras que faz.

Depois de tudo o que você leu e tocou sobre o Verbo Divino feito homem para a nossa salvação, quais critérios você estabelece para reconhecer Jesus?

“Pai, ajude-nos a acolher, sem preconceitos, a revelação de Jesus, pois Sua identidade messiânica de Filho de Deus transparece nas Palavras e nos sinais que Ele realizou.

Padre Bantu Mendonça

Fonte: Blog Canção Nova