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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Resumo da Vida de Santa Rita de Cássia



Ela nasceu, na Itália, a 22 de maio de 1381, na região da Úmbria, num lugarejo chamado, naquele tempo, Roca Porena. Seus pais, Antônio e Amada Mancini, já idosos, rogavam a Deus a vinda de um filho. Nasceu-lhes a pequena Margherita, daí sua abreviatura: Rita.

Educada, com muito esmêro cristão, Rita passou sua infância e sua juventude, auxiliando seus pais na lavoura. Recém-nascida e sempre colocada num cesto, que fazia às vezes de berço, no próprio campo, certa vez foi encontrada envolta de abelhas brancas que lhe pousavam na face, sem ferí-la. Quando jovem casou-se com Paulo Fernando. Tiveram dois filhos: João Tiago e Paulo Maria. O marido, de gênio forte e colérico, maltratou-a muitas vezes. Rita, graças à bondade de coração e às suas preces, conseguiu convertê-lo para Deus. Ele morreu assassinado, vítima de lutas políticas de época. Os filhos, jovens, quiseram vingar a morte do pai. Rita, preferindo vê-los mortos que transgredindo a lei divina, pediu a Deus que os levasse para o céu antes de se mancharem com aquele crime. Morreram ambos, dizimados por uma peste que arrasou a Europa naquela época.

Viúva e sem filhos, Rita dedicou-se ao socorro dos pobres e enfermos, ajudando a uns e outros, com alimento, visita, conforto e trabalho. Sentindo o chamado de Deus, procurou o Convento das Irmãs Agostinianas de Santa Maria Madalena, em Cássia, para tornar-se religiosa. As regras daquele tempo impediam o ingresso de viúvas. Certa vez, madrugada ainda, Rita foi encontrada pelas freiras, rezando na capela do Mosteiro, com portas e janelas fechadas. A Madre Superiora viu naquele fato um desígnio do céu e admitiu-a como Irmã. Para provar sua vontade, mandou que regasse diariamente, um ramo seco de videira. Com o tempo, o ramo verdejou e floresceu numa viçosa videira.

Um dia, rezando perante o crucifixo, pediu a Cristo a graça de sofrer com Ele. Um espinho desprendeu-se da imagem e fincou-se-lhe na fronte, abrindo uma chaga dolorosa e purulenta, que durante mais de quinze anos a fez sofrer muito. Em 1450 ano santo, desejando ir a Roma, com suas companheiras de hábito e não o podendo por causa da chaga na fronte, Rita a Deus pediu esta graça e a chaga fechou-se, tornando-se a abrir quando de volta ao Convento. Muito jejum, muita penitência, muita oração eram sua maneira de viver. Gravemente enferma, vivendo num pobre catre, no fundo de uma humilde cela, Rita recebeu a visita de sua prima. Pediu a esta que fosse até Roca Porena e lá em sua antiga casa, colhesse para ela um figo e um botão de rosa. Era pleno inverno, tudo sepultado sobre a mais densa neve, e no entanto a prima encontrou o figo e rosa no jardim de Rita.

No dia 22 de maio de 1457, Rita entregou sua bela alma a Deus. No campanário do Convento, os sinos começaram a repicar festivamente, tangidos por mãos misteriosas. A chaga da fronte fechou-se na mesma hora e no lugar do habitual mal cheiro que dela se exalava, passou a exalar um discreto perfume. Tantos foram os milagres e as graças que milhares de devotos seus receberam de Deus, por intercessão sua, que ficou conhecida como a “Santa dos Impossíveis”. O Papa Leão XIII, canonizou-a no dia de Pentecostes, 24 de maio de 1900, Ano Santo.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

São Joaquim e Sant’Ana: O Lugar do Vovô e da Vovó em nossa vida?

Neste dia 26 de julho celebramos a memória de São Joaquim e Santa Ana, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus. Como é lindo o mistério do nosso Deus, que se aproximou tanto de nossa natureza para salvá-la que quis experimentar a ternura de ter avós. Lembro de minhas avós, pois só conheci minhas avós e não meus avôs eles já tinham falecido. Desde criança, era marcante a sua presença e seu carinho, minha avó por parte de pai morava mais perto, vó Almira. Minha avó mãe de minha mãe Maria Gracinda, morava na roça mais distante, mas todas as férias escolares eu ia passar com ela. Era muito bom, casa aconchegante, fogão à lenha e subir no pé de umbu e chupar jabuticaba.

Com cada uma aprendi uma grande lição para vida toda. Com minha “vó” Almira mãe do meu pai, aprendi a grandeza da alma, do silêncio e da oração, ela me ensinou os primeiros passos para Deus, a via rezar o terço e ir para Santa Missa todos os Domingos. Era mais de fazer do que de falar, ensinava pelo testemunho, por isso, via na pessoa de minha avó a figura de Nossa senhora. Mulher de sabedoria e discernimento ficava sempre bem quando estava ao seu lado, quando fazia estripulia corria para sua casa para me livrar da surra, que poderia levar do meu pai ou da minha mãe.

Com minha avó Maria Gracinda, que tinha o apelido carinhoso de Duduzinha aprendi a Humildade, fortaleza da alma do homem. Simplicidade e pobreza na vida e no coração. Mulher da roça, do trabalho pesado e diário, um linguajar simples, um coração grande, acolhia a todos, sempre tinha em sua casa em sua mesa lugar para mais um. Porque era humilde era profundamente generosa, sabia dar o que tinha e até o que não tinha. Tinha uma pequena casa de farinha, que dividia com todos os amigos da redondeza, todos vinham fazer farinha na casa de Duduzinha, tinha um pequeno deposito de milho em um dos quartos de sua casa, sabia guardar e sabia dividir.

Dois grandes tesouros que passaram pela minha vida, dois grandes testemunhos de vida e de amor. Sofri pela perda das duas, mas aprendi que o que elas como minhas avós, mulheres idosas e cheias de sabedoria me ensinaram é para vida toda. Ser um homem humilde e de oração faz a diferença, pois aprendi no catecismo da vida de minhas avós o que realmente vale a pena nesta vida. Com certeza os meus avôs eram homens bons e justos, reconheço isso pela vida de minhas avós e pelos meus pais e meus tios. Como diz a Palavra de Deus: “Façamos o elogio dos homens ilustres, que são nossos antepassados, em sua linhagem. O Senhor deu-lhes uma glória abundante, desde o princípio do mundo, por um efeito de sua magnificência. Eles foram soberanos em seus estados, foram homens de grande virtude, dotados de prudência. As predições que anunciaram adquiriram-lhes a dignidade de profetas: eles governaram os povos do seu tempo e, com a firmeza de sua sabedoria, deram instruções muito santas ao povo”. (cf. Eclo 44,1-4).

Existe lugar hoje em nossa sociedade para os nossos idosos? Será que por causa de tantas conquistas tecnológicas e cientificas nós nos arrogamos em dispensar a sabedoria e o discernimento, a experiência de vida e o amor de nossos avôs? Em nossas casas não há mais lugar para cadeira da vovó, não há mais paciência, mais tempo para perder, por isso, falte também tanto amor e ternura em nossos lares. Quero aqui com este texto fazer um elogio verdadeiro aos meus avôs, que me ensinaram as riquezas das coisas simples e pequenas. Obrigado Senhor, pela experiência, pelo carinho, pelo colo que meus avôs me deram e hoje quero continuar acolhendo os de muitos idosos, vovós e vovôs que hoje celebram o seu dia.

Oração: Ó Deus, Forte e Imortal, que concedestes a Santa Ana e a São Joaquim a graça de serem os pais daquela que foi concebida sem a mancha do pecado original, Maria Santíssima dai-me a Graça que tanto vos peço. Por Cristo e Maria, amém.

Fonte: http://blog.cancaonova.com/padreluizinho/

terça-feira, 22 de maio de 2012

Santa Rita de Cássia


Nasceu na Itália, em Cássia, no ano de 1380. Seu grande desejo era consagrar-se numa vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.

Tiveram dois filhos, e ela como mãe buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.

Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo.

Seu esposo acabou sendo assassinado. Não demorou muito, seus filhos também morreram.

Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor.

Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa.

Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito, devido a humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava aos outros. E teve que viver resguardada.

Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez sofrer por 4 anos.

Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

segunda-feira, 19 de março de 2012

São José, modelo de santidade para os homens!

A Igreja hoje abre um espaço no tempo da Quaresma para celebrar uma solenidade, a festa do ultimo dos patriarcas, guardião dos maiores tesouros de Deus Pai a Virgem Maria e Jesus Salvador. São José é patrono universal da Igreja, Esposo de Maria e pai de Jesus. Ele teve a sublime missão de guardar, zelar, amar e defender a Virgem Maria e a Cristo o nosso Salvador. Neste tempo de Quaresma riquíssimo em espiritualidade é propicio meditarmos e rezarmos com este grande homem de Deus.



Nestes nossos tempos fracos e pobres em referências autenticas de homens de verdade, forjados no caráter pela justiça, temor de Deus, da castidade e paternidade responsável, cheia de ternura e força do ser masculino, São José nos é apresentado hoje como modelo para todo homem. Seus valores, virtudes e sua fé podem ser imitados por todo menino, rapaz ou homem feito que busquem a realização e fidelidade à sua vocação de ser guardião e defensor da humanidade. Os evangelhos destacam algumas qualidades do homem José:

“Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado” (cf. Mateus 1,16. 18-21.24ª).

Justo, respeitou Maria, humano, tinha medos e dúvidas, mas também um homem cheio de fé e confiança em Deus. Casto e submisso, ou seja, obediente à missão que o Senhor lhe confiou, guardar Maria e ser Pai de Jesus. Responsável, trabalhador e apaixonado pela sua família. Protegeu sua mulher e seu filho quando perseguidos.

Guarda fiel e providente

É esta a regra geral de todas as graças especiais concedidas a qualquer criatura racional: quando a providência divina escolhe alguém para uma graça particular ou estado superior, também dá à pessoa assim escolhida todos os carismas necessários para o exercício de sua missão. Isto verificou-se de forma eminente em São José, pai adotivo do Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da rainha do mundo e senhora dos anjos. Com efeito, ele foi escolhido pelo Pai eterno para ser o guarda fiel e providente dos seus maiores tesouros: o Filho de Deus e a Virgem Maria. E cumpriu com a máxima fidelidade sua missão. Eis por que o Senhor lhe disse: Servo bom e fiel! Vem participar da alegria do teu Senhor! (Mt 25,21).

Consideremos São José diante de toda a Igreja de Cristo: acaso não é ele o homem especialmente escolhido, por quem e sob cuja proteção se realizou a entrada de Cristo no mundo de modo digno e honesto? Se, portanto, toda a santa Igreja tem uma dívida para com a Virgem Mãe, por ter recebido a Cristo por meio dela, assim também, depois dela, deve a São José uma singular graça e reverência.

Ele encerra o Antigo Testamento; nele a dignidade dos patriarcas e dos profetas obtém o fruto prometido. Mas ele foi o único que realmente possuiu aquilo que a bondade divina lhes tinha prometido. E não duvidemos que a familiaridade, o respeito e a sublimíssima dignidade que Cristo lhe tributou, enquanto procedeu na terra como um filho para com seu pai, certamente também nada disso lhe negou no céu, mas antes, completou e aperfeiçoou.

Por isso, não é sem razão que o Senhor lhe declara: Vem participar da alegria do teu Senhor! Embora a alegria da felicidade eterna penetre no coração do homem, o Senhor preferiu dizer: Vem participar da alegria. Quis assim insinuar misteriosamente que a alegria não está só dentro dele, mas o envolve de todos os lados e o absorve e submerge como um abismo sem fim.

Lembrai-vos de nós, São José, e intercedei com vossas orações junto de vosso Filho adotivo; tornai-nos também propícia vossa Esposa, a santíssima Virgem, mãe daquele que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos sem fim. Amém.

Dos Sermões de São Bernardino de Sena, presbítero.
(Sermo 2, de S. Ioseph: Opera 7,16. 27-30) (Séc. XV).

Deus me fez, como se eu fosse o pai do rei e me fez senhor de toda a sua casa. Para salvar a muitos povos me exaltou. O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar, pois foi ele neste dia para mim libertação.
Cf. Gn 45,8; 50,20; Sl 104(105), 21; Sl 117(118), 14.

Oração: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à plenitude os mistérios da salvação. Concedei-nos ainda Senhor pela Vossa fidelidade as virtudes e qualidades de vosso querido amigo e guardião São José, para que sejamos homens mais justos e santos para nossas familias e para a humanidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

“Óh, Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vos!”


Há 150 anos em Lourdes, na França, Nossa Senhora apareceu para a menina Bernadette. Era o ano de 1858. Em 1854 o Papa Pio XI tinha proclamado solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria. Então, quatro anos depois, a própria Virgem Maria, em pessoa, quis confirmar este dogma. Foi quando em 25 de março de 1858, na festa da Anunciação, revelou seu Nome a Santa Bernadette nas aparições de Lourdes. Disse-lhe ela:

“Eu sou a Imaculada Conceição”.

A partir daí, o padre Peyramale, que era o Cura de Lourdes, passou a acreditar nas aparições de Maria à pobre Bernadette, e com ele toda a Igreja.

“Na plenitude dos tempos”, diz o Apóstolo, “Deus enviou Seu Filho ao mundo nascido de uma mulher” (Gl 4,4). No ponto central da história da salvação se dá um acontecimento ímpar em que entra em cena a figura de uma Mulher. O mesmo Apóstolo nos lembra: “Não foi Adão o seduzido, mas a mulher” (1Tm 2,14); portanto, devia ser também por meio da mulher que a salvação chegasse à terra.

Para isso foi preciso que Deus preparasse uma nova Mulher, uma nova Virgem, uma nova Eva, que fosse isenta do pecado original, que pudesse trazer em seu seio virginal o autor da salvação. A Mãe de Deus não poderia ter o pecado original.

Como nenhum ser humano era livre do pecado e de Satanás, foi então preciso que Deus preparasse uma mulher livre, para que Seu Filho fosse também isento da culpa original, e pudesse libertar Seus irmãos.

Assim, o Senhor antecipou para Maria, a escolhida entre todas, a graça da Redenção que seu Filho conquistaria com Sua Paixão e Morte. A Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi o primeiro fruto que Jesus conquistou com Sua morte. E Maria foi concebida no seio de sua mãe, Santa Ana, sem o pecado original.

Como disse o cardeal Suenens:

“A santidade do Filho é causa da santificação antecipada da Mãe, como o sol ilumina o céu antes de ele mesmo aparecer no horizonte” .

O cardeal Bérulle explica assim:

“Para tomar a terra digna de trazer e receber seu Deus, o Senhor fez nascer na terra uma pessoa rara e eminente que não tomou parte alguma no pecado do mundo e está dotada de todos os ornamentos e privilégios que o mundo jamais viu e jamais verá, nem na terra e nem no céu” (Con. Vidigal, Temas Marianos, p. 307).

O Anjo Gabriel lhe disse na Anunciação: “Ave, cheia de graça…” (Lc 1,28). Nesse “cheia de graça”, a Igreja entendeu todo o mistério e dogma da Conceição Imaculada de Maria. Se ela é “cheia de graça”, mesmo antes de Jesus ter vindo ao mundo, é porque é desde sempre toda pura, bela, sem mancha alguma; isto é, Imaculada.

Em 8 de dezembro de 1854 o Papa Pio IX declarava dogma de fé a doutrina que ensinava ter sido a Mãe de Deus concebida sem mancha por um especial privilégio divino. Na Bula “Ineffabilis Deus”, o Papa diz:

“Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis”.

É de notar que em 1476 a festa da Imaculada foi incluída no Calendário Romano. Em 1570, o papa Pio V publicou o novo Ofício e, em 1708, o papa Clemente XI estendeu a festa a toda a Cristandade tornando-a obrigatória.

Neste seio virginal, diz S. Luiz, Deus preparou o “paraíso do novo Adão” (Tratado da Verdadeira Devoção , n. 18).

Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja e ardoroso defensor de Maria, falecido em 1787, disse:

“Maria tinha de ser medianeira de paz entre Deus e os homens. Logo, absolutamente não podia aparecer como pecadora e inimiga de Deus, mas só como Sua amiga, toda imaculada” (Glórias de Maria, p. 209). E ainda: “Maria devia ser mulher forte, posta no mundo para vencer a Lúcifer, e portanto devia permanecer sempre livre de toda mácula e de toda a sujeição ao inimigo” (idem, p. 209).

S. Bernardino de Sena (†1444), diz a Maria: “Antes de toda criatura fostes, ó Senhora, destinada na mente de Deus para Mãe do Homem Deus. Se não por outro motivo, ao menos pela honra de seu Filho, que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda mancha” (GM, p. 210).

Diz o livro dos Provérbios: “A glória dos filhos são seus pais” (Pr 17,6); logo, é certo que Deus quis glorificar Seu Filho humanado também pelo nascimento de uma Mãe toda pura.

S. Tomas de Vilanova (†1555), chamado de São Bernardo espanhol, disse em sua teologia sobre Nossa Senhora:

“Nenhuma graça foi concedida aos santos sem que Maria a possuísse desde o começo em sua plenitude” (GM, p. 211).

S. João Damasceno, doutor da Igreja (†749), afirma:

“Há, porém, entre a Mãe de Deus e os servos de Deus uma infinita distância” (GM, p. 211).

E pergunta S. Anselmo, bispo e doutor da Igreja (†1109), e grande defensor da Imaculada Conceição:

“Deus, que pôde conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não teria podido concedê-la também a Maria?”

“A Virgem, a quem Deus resolveu dar Seu Filho Único, tinha de brilhar numa pureza que ofuscasse a de todos os anjos e de todos os homens e fosse a maior imaginável abaixo de Deus” (GM, p. 212).

É importante notar que S. Afonso de Ligório afirma:



“O espírito mal buscou, sem dúvida, infeccionar a alma puríssima da Virgem, como infeccionado já havia com seu veneno a todo o gênero humano. Mas louvado seja Deus! O Senhor a preveniu com tanta graça, que ficou livre de toda mancha do pecado. E dessa maneira pode a Senhora abater e confundir a soberba do inimigo” (GM , p. 210).

Nenhum de nós pode escolher sua Mãe; Jesus o pode. Então pergunta S. Afonso: “Qual seria aquele que, podendo ter por Mãe uma

rainha, a quisesse uma escrava? Por conseguinte, deve-se ter por certo que a escolheu tal qual convinha a um Deus” (GM, p. 213).

Quando Deus eleva alguém a uma alta dignidade, também o torna apto para exercê-la, ensina S. Tomás de Aquino. Portanto tendo eleito Maria para Sua Mãe, por Sua graça a tornou digna de ser livre de todo o pecado, mesmo venial, ensinava S. Tomás; caso contrário, a

ignomínia da Mãe passaria para o Filho (GM, p. 215).

Nesta mesma linha afirmava S. Agostinho de Hipona, Bispo e doutor da Igreja (†430), já no século V:

“Nem se deve tocar na palavra “pecado” em se tratando de Maria; e isso por respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça” (GM, p. 215).

Pergunta S. Cirilo de Alexandria (370-444), bispo e doutor da Igreja: “Que arquiteto, erguendo uma casa de moradia, consentiria que seu inimigo a possuísse inteiramente e habitasse?” (GM, p. 216).

S. Bernardino de Sena ensina que Jesus veio para salvar a todos, inclusive Maria. Contudo, há dois modos de remir: levantando o decaído ou preservando-o da queda. Este último modo Deus aplicou a Maria.

Podendo o Espírito Santo criar Sua Esposa toda bela e pura, é claro que assim o fez. É dela que fala: “És toda formosa minha amiga, em ti não há mancha original” (Ct 4,7). Chama ainda Sua Esposa de “jardim fechado e fonte selada” (Ct 4,12), onde jamais os inimigos

entraram para ofendê-la.

“Ave, cheia de graça!” Aos outros santos a graça é dada em parte, contudo a Maria foi dada em sua plenitude. Assim “a graça santificou não só a alma mas também a carne de Maria, a fim de que com ela revestisse depois o Verbo Eterno”, afirma S. Tomás (GM, p. 220).

O´ Maria concebida sem pecado; rogai por nós que recorremos a Vós!

Prof. Felipe Aquino – Fonte: formação.cancaonova.com

Nossa Senhora da Imaculada Conceição


Mais do que memória ou festa de um dos santos de Deus, neste dia estamos solenemente comemorando a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos.

Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant'Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: "Ó Mariaconcebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: "Maria isenta do pecado original".

A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: "Eu Sou a Imaculada Conceição".

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

sábado, 26 de novembro de 2011

A Medalha Milagrosa

Simbolismo da Medalha Milagrosa

A serpente: Maria aparece esmagando a cabeça da serpente.

A mulher que esmaga a cabeça da serpente, que é o demônio já estava predita na Bíblia, no livro do Gênesis: “Porei inimizade entre ti e a mulher… Ela te esmagará a cabeça e tu procurarás, em vão, morder-lhe o calcanhar”.

Deus declara iniciada a luta entre o bem e o mal. Essa luta é vencida por Jesus Cristo, o “novo Adão”, juntamente com Maria, a “nova Eva”. É em Maria que se cumpre essa sentença de Deus: a mulher finalmente esmaga a cabeça da serpente, para que não mais a morte pudesse escravizar os homens.

Os raios:
Simbolizam as graças que Nossa Senhora derrama sobre os seus devotos. A Santa Igreja, por isso, a chama Tesoureira de Deus.

As 12 estrelas:
Simbolizam as 12 tribos de Israel.
Maria Santíssima também é saudada como “Estrela do Mar” na oração Ave, Maris Stella.

O coração cercado de espinhos:
É o Sagrado Coração de Jesus. Foi Maria quem o formou em seu ventre. Nosso Senhor prometeu a Santa Margarida Maria Alacoque a graça da vida eterna aos devotos do seu Sagrado Coração, que simboliza o seu infinito e ilimitado Amor.

O coração transpassado por uma espada:
É o Imaculado Coração de Maria, inseparável ao de Jesus: mesmo nas horas difíceis de Sua Paixão e Morte na Cruz, Ela estava lá, compartilhando da Sua dor.

O M:
Significa Maria. Esse M sustenta o travessão e a Cruz, que representam o calvário. Essa simbologia indica a íntima ligação de Maria e Jesus na história da salvação.

O travessão e a Cruz:
Simbolizam o calvário. Para a doutrina católica, a Santa Missa é a repetição do sacrifício do Calvário, portanto, ressaltam a importância do Sacrifício Eucarístico na vida do cristã.

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mãe, medianeira de todas as graças

Sim é Ela, nossa Senhora.

A devoção, o amor filial à Virgem Maria, nasceu aos pés da Cruz, quando Jesus disse à João:“Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. (São João 19,27).

Mas, sua intercessão amorosa veio muito antes, quando nas Bodas de Caná, em uma festa de casamento, ela pediu a seu Filho pelos noivos e sua família.

Maria, participou de forma decisiva, simples e humilde com o Plano de Deus. Desde a Encarnação à Pentecostes, momento solene do nascimento da Igreja. Assim, por sua maternidade divina, Maria se tornou Co-redentora, com a missão de Medianeira e se tornou Mãe da Igreja, da qual ela é o modelo perfeito.

A festa de Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, foi instituída pelo Papa Bento XV em 1921 e logo chegou ao Brasil.(saiba mais)

As festividades iniciam a partir do dia 08 de novembro.

Oração a Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças
Agradeço-vos, meu Deus, o novo dia que para mim desponta.
Pelas mãos de Maria Medianeira, minha Mãe do Céu, aceitai as minhas alegrias e dores, minhas esperanças e desenganos, minhas folgas e meus trabalhos de hoje, em remissão de meus pecados, para a felicidade do meu próximo e pelas almas do purgatório.
Fazei, Senhor, que aumente em minha alma o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo.
Faço intenção de lucrar todas as indulgências aplicadas a meus atos de piedade neste dia, a fim de que a sinceridade e a bondade do meu coração caracterizem todos os meus pensamentos todas as minhas palavras e todas as minhas obras deste dia que vou começar.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia de todos os santos – Dia 1 de Novembro



Vocação à santidade.

A liturgia de hoje nos permite relembrar que a santidade é um chamado feito por Cristo a todos nós. Pertencemos a uma multidão de homens e mulheres chamados ao seguimento de Cristo que é impossível de ser contada (Apocalipse 7).

A Festa de todos os santos é a celebração de todos que já dedicaram suas vidas à vivência da caridade ao próximo, dos santos e santas que hoje recebem as honras nos altares e são patronos de nossas comunidades. É a festa de todos os cristãs que, mesmo sem terem seu nome inscrito na lista dos santos da Igreja, foram fiéis à proposta do Reino de Deus. É, também, a nossa festa, todos nós, filhos muito amados por Deus, santos desde já, embora ainda não plenamente, como nos lembra São Paulo.

O dia de hoje deve promover a renovação de nosso desejo de busca da santidade. Não uma visão de santidade romântica, longe de nossa vida. Como vemos no sermão das Bem-aventuranças, a santidade se dá no encontro com o irmão, na compaixão por suas necessidades, na promoção da paz. Buscar a realização do bem, é buscar a implantação do Reino de Deus. E, como Jesus afirma, estes são os filhos de Deus, estes são santos. Santidade, nesta perspectiva, além de dom e chamado de Deus, implica na adesão e resposta consciente pela proximidade de Jesus e o irmão.

Estes devem ser os santos que queremos nos tornar. Queremos ser santos como Deus é santo e nos mostrou na vida de Jesus. Ouvir a Jesus e promover as bem-aventuranças significa nos colocar no caminho de encontro ao Pai. Que todos os santos de Deus nos ajudem nesta caminhada!

Você pode ser santo na sua realidade!



Em 1991 quando João Paulo II visitou o Brasil ele foi enfático sobre as necessidades desse país e declarou com a voz de um pastor “O Brasil precisa de santos: o Brasil precisa de muitos santos”. Hoje em especial a Igreja Católica comemora o dia de todos os santos, uma festa que busca lembrar a memória de todos aqueles que no dia-a-dia fizeram a vontade de Cristo e souberam viver em sua própria realidade o amor.

A ordem hoje para nós é que assumamos as palavras de João Paulo II em nossas vidas, o nosso país precisa de santos e nós podemos ser esses santos que o Papa clamou para o Brasil.

O que é mais belo nessas palavras é que essa realidade de santidade é possível. Ser santo é ser humano, é saber reconhecer os próprios erros, é saber viver sua própria realidade diária de forma diferente. Santo não é ninguém extraordinário que nasceu com uma auréola na cabeça. O santo é aquele que não concorda com as facilidades que o mundo oferece e busca fazer tudo diferente.

Muitas pessoas ainda se questionam se para serem santas precisam ser freiras, padres, etc. e acreditam nessa teoria que só as pessoas que assumiram uma consagração sacerdotal e vida consagrada poder assumir a santidade. Mas hoje eu digo com toda a convicção a todos que ainda acreditam que ser santo é só para essas pessoas, você pode ser santo na sua realidade! Você por ser santo na sua família, no seu trabalho, na sua faculdade, é possível viver a santidade no seu dia-a-dia.

Nas palavras de Levítico 11, 44 Deus faz um convite a cada um de nós: “Eu sou o senhor, vosso Deus. Vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo” (Lv 11,44). Mais do que um convite, essa passagem é uma ordem de Deus para cada um. Fomos feitos para ser santos, a santidade é o maior desejo do Pai para nós. Precisamos assumir esse dom que Deus nos deu gratuitamente que é o da santidade.

Comece a agir diferente naquilo que é seu limite, surpreenda as pessoas com um carinho e um amor diferente. A santidade foi dada para todos, você pode ser santo, basta querer e assumir esse dom gratuito para sua vida.

Sejamos santos ou nada! Estamos juntos.

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

São Simão e São Judas Tadeu

Celebramos na alegria da fé os apóstolos São Simão e São Judas Tadeu. Os apóstolos foram colunas e fundamento da verdade do Reino.

São Simão:

Simão tinha o cognome de Cananeu, palavra hebraica que significa "zeloso".

Nicéforo Calisto diz que Simão pregou na África e na Grã-Bretanha. São Fortunato, Bispo de Poitiers no fim do século VI, indica estarem Simão e Judas enterrados na Pérsia.

Isto vem das histórias apócrifas dos apóstolos; segundo elas, foram martirizados em Suanir, na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido ambos decapitados. É o que rege o martirológio jeronimita.

Outros dizem que Simão foi sepultado perto do Mar Negro; na Caucásia foi elevada em sua honra uma igreja entre o VI e o VIII séculos. Beda, pelo ano de 735, colocou os dois santos no martirológio a 28 de outubro; assim ainda hoje os celebramos.

Na antiga basílica de São Pedro do Vaticano havia uma capela dos dois santos, Simão e Judas, e nela se conservava o Santíssimo Sacramento.

São Judas Tadeu:

Judas, um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor: "Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?" (Jo 14,22).

Temos uma epístola de Judas "irmão de Tiago", que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos, e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: "Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente". Orígenes achava esta epístola "cheia de força e de graça do céu".

Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa), sendo rei Abgar. Terá evangelizado a Mesopotâmia, segundo Nicéforo Calisto. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo da Líbia.

Conta-se que Nosso Senhor, em revelações particulares, teria declarado que atenderá os pedidos daqueles que, nas suas maiores aflições, recorrerem a São Judas Tadeu.

Santa Brígida refere que Jesus lhe disse que recorresse a este apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.

São Judas é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.


São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão


Conhecido como "o homem da paz e da caridade", Antônio de Sant'Anna Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá (SP).

Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal, e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política.

O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas.

Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo.

Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição.

Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do "recolhimento".

Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis.

Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: "Aqui jaz Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822". Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado.

Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: "O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades".

O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.


Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, rogai por nós!

domingo, 23 de outubro de 2011

Papa Bento XVI eleva três santos aos altares

Neste domingo, na Praça de São Pedro, no dia em que a Igreja celebra o Dia Mundial das Missões, o Papa Bento XVI, celebrou a solenidade que deu de presente a Igreja três novos santos: os italianos, Dom Guido Maria Conforti e padre Luis Guanella, e a espanhola, irmã Bonifácia Rodriguez de Castro.



.: Confira mais fotos da Solenidade
.: Confira íntegra da homilia do Papa

Durante a homilia, o Papa Bento XVI destacou, a luz da Liturgia de hoje, que a exigência principal para cada um de nós é que Deus esteja presente na nossa vida: “Ele deve, como diz a Escritura, penetrar todos os cantos do nosso ser e preencher-nos completamente”.

“Jesus leva a entender que a caridade pelo próximo é tão importante quando o amor a Deus. De fato, o sinal visível que o cristão pode mostrar para testemunhar ao mundo o amor de Deus é o amor pelos irmãos”, disse, assinalando que os três novos santos, canonizados hoje, se deixaram transformar pela caridade divina e a ela dedicaram sua existência.

Mencionou o Salmo 17 que diz que o Senhor é fiel ao seu consagrado e recordou a vida de São Guido Maria Conforti. “Desde quando, ainda criança, teve que superar a oposição do pai para entrar no Seminário, deu prova de um caráter firme no seguir a vontade de Deus, no corresponder por completo àquela caritas Christi que, na contemplação do Crucificado, o atraía a si”.

Falando de São Luís Guanella, sublinhou: “O testemunho humano e espiritual dele é, para toda a Igreja, um particular dom de graça. Durante a sua existência terrena, ele viveu com coragem e determinação o Evangelho da Caridade, o “grande mandamento” que também hoje a Palavra de Deus nos recordou”.

O Papa remeteu-se a Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses e comparou a metáfora dos trabalhos manuais na ação evangelizadora as virtudes de Santa Bonifácia Rodríguez de Castro: “Quando São Paulo escreve a carta, trabalhe para ganhar o pão; parece evidente, pelo tom e exemplos empregados, que é no trabalho que ele prega e encontra seus primeiros discípulos. Esta mesma intuição moveu a Santa Bonifacia, que desde o início soube aliar seu seguimento a Jesus Cristo com o esmerado trabalho cotidiano”.

“Te amo, Senhor, minha força”, conclui Bento XVI pedindo que a exemplo do amor dos novos santos para com Deus, os cristãos deixem-se guiar por seus ensinamentos. “Que a nossa existência torne-se testemunho de autêntico amor por Deus e pelo próximo”, finalizou.




Os novos santos

Guido Maria Conforti

- Nasceu em Ravadese (Parma, It) em 30/03/1865. Foi batizado no mesmo dia¬.
- Com 11 anos ingressou no seminário, mas uma doença atrasou dua ordenação
- Ainda seminarista, foi nomeado vice-reitor do seminário e orientou os jovens a santidade
- Ordenado em 1888
- Jovem sacerdote, nomeado diretor da Pia Obra da Congregação da Fé e, antes de completar 30 anos, chamado a ser vigário geral.
- Fundou a Pia Sociedade de São Francisco Xavier
- Em 1902, com 37 anos, foi chamado pelo Papa Leão XIII a dirigir Arquidiocese de Ravenna
- Em 1907, o Papa o fez bispo da Diocese de Parma, onde permaneceu por 24 anos e promoveu a instrução religiosa
- Morreu em 5 de novembro de 1931. Os milagres para sua beatificação foram verificados no Barundi e no Brasil
- Foi canonizado por João Paulo II em 17 de março de 1996

São Luís Guanella

- Nasceu em Frascicio, Campodolcino, Diocese de Como, em 19 de dezembro de 1842. Recebeu o Sacramento do Batismo no dia seguinte.
- Filho de cristãos exemplares, dedicados a família, ao trabalho do campo e pastoreio. Juntos recitavam o rosário e liam sobre a vida dos santos
- Foi ordenado sacerdote na Diocese de Como
- Por um triênio foi estar com Dom Bosco, em Turim
- Regressou para sua Diocese e fundou as “Filhas de Santa Maria da Providência”
- A expansão da obra deu origem a “Casa da Divina Providência” e para auxiliar na assistência aos pobres se reuniu a um grupo de sacerdotes: “Servos da Caridade”
- Frase deste santo: “Não se pode parar enquanto houver pobres a socorrer”
- As congregações se espandiram na Itália, países vizinhos e América do Norte
- Em 1915 ajudou as vítimas do terremoto no Abruzzo, na Itália
- Morreu em 24 de outubro de 1915. “ A morte é uma mãe que abraça seu filho (…) é o anjo que nos reconduz a pátria”.

Santa Bonifácia Rodriguez de Castro

- Nasceu em Salamanca, na Espanha, em 6 de junho de 1837
- é a primogênita de 6 irmãos
- Precisou trabalhar cedo, pro ocasião da morte de seu pai. Trabalhou fazendo terços e depois um simples laboratório de artesanato
- Seu testemunho começa nesta fase, quando suas amigas iam a sua casa- laboratório para se sentirem protegidas dos perigos da época. Elas a tinham como uma mestre-espiritual. Passavam parte do domingo rezando a Nossa Senhora e a São José
- Em 1970, partilhou com um jesuíta, sua experiência com estas jovens. Ele propôs que ela fundasse uma congregação. Se tornariam, em 10 de janeiro de 1874, as Servas de São José
- Passou por muitas provações, precisou unir-se a outra congregação
- Para resolver os problemas precisou fundar uma nova comunidade. Em Zamora, cumpre fielmente o objetivo de sua primeira congregação: recolher jovens abandonadas, dar trabalhos a domesticas, proporcionar uma vida digna para encontrar Deus
- Em 1901, Papa aprova sua congregação
- Morre em 18 de agosto de 1905

sábado, 22 de outubro de 2011

Alcancei uma Graça por intercessão do beato João Paulo II

A Igreja celebra, neste sábado, 22 de outubro, a primeira festividade litúrgica do beato João Paulo II, segundo estipulou o Papa Bento XVI em 1º de maio, dia de sua beatificação.

No ano de 2007 no mês de agosto eu e minha família passamos por um grande susto. Repentinamente minha sobrinha de dezoito anos, muito bonita e inteligente fica doente e é internada, uma enfermidade misteriosa que durou cerca de um mês, sem contar os quinze dias que ela passou no hospital, toda minha família ficou desestruturada, porque ninguém esperava por aquela enfermidade. Eu estava em Queluz interior de São Paulo e fui avisado pela minha irmã mais nova pelo telefone, de manhã bem cedo chorando e pedindo orações. Eu sempre amei o papa João Paulo II e logo me apeguei a ele nas minhas orações pedindo a cura da minha sobrinha. Neste período ganhei uma foto do papa com uma oração para implorar graças pela intercessão do servo de Deus o Papa João Paulo II. Fui para Bahia a fim de ficar com minha sobrinha e com minha família, foram dias de muito sofrimento, mas também de muita confiança. Como sabia que o Papa amava muito os jovens não tive duvida, ele vai alcançar essa graça para nós!

Uniram-se a mim toda minha família e amigos, rezávamos todos os dias a QUARESMA DE SÃO MIGUEL ARCANJO e esta oração do Papa. Pedíamos um milagre pela intercessão do Servo de Deus, que a recuperação dela fosse total, física, psicológica e espiritual e que ela não ficasse com nenhuma seqüela. A recuperação dela foi total, não ficou com nenhuma seqüela e hoje continua sendo uma jovem linda e inteligente, já esteve este ano trabalhando e quer voltar a estudar, gosta de tocar violão e de cantar. Nós te louvamos ó Pai por esta graça alcançada por intercessão deste Servo que sempre dizia aos Jovens: “Não tenhais medo!”

“A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus”. (Apocalipse 8,4).

Hoje imagino o tanto de graças que pelo mundo o nosso querido “João de Deus”, que amava tanto os jovens e as famílias deve ter feito chover do céu sobre a terra, quis partilhar e rezar com você pelas suas intenções, pois isso é uma prova da santidade de João Paulo II e que a intercessão dos santos existe. Clique em comentários e deixe seu pedido de oração e seu testemunho.

Oração para Implorar graças pela intercessão Papa João Paulo II

Ó Trindade Santa, nós Vos agradecemos por ter dado à Igreja o papa João Paulo II e por ter feito resplandecer nele a ternura da Vossa Paternidade, a glória da Cruz de Cristo e o esplendor do Espírito de Amor. Confiado totalmente na Vossa infinita misericórdia e na materna intercessão de Maria, ele foi para nós uma imagem viva de Jesus Bom Pastor, indicando-nos a santidade como a mais alta medida da vida cristã ordinária, caminho para alcançar a comunhão eterna convosco. Segundo a Vossa vontade, concedei-nos, por sua intercessão, a graça que imploramos, (coloque aqui a sua intenção) na esperança de que ele seja logo inscrito no número dos Vossos santos. Amém.

1 Pai Nosso 1 – Ave-Maria – 1 gloria ao pai.

Bem-aventurado João Paulo II rogai por nós!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil


Comemoramos hoje a Solenidade da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem foi encontrada no Rio Paraíba pelos pescadores da região no ano de 1717, o vigário de Guaratinguetá na ocasião era o Padre José Alves Vilela (1715 a 1745). No início, a pequena imagem da Senhora da Conceição foi levada para a casa de um dos pescadores, Filipe Cardoso. Em 1737, foi edificada num oratório e prestavam-lhe culto os moradores das redondezas. Em 1745 foi construída uma igreja em sua homenagem. Em 24 de Junho de 1888, o templo foi solenemente benzido e, hoje, é chamado de “básilica velha”. A monumental basílica actual foi consagrada pelo Papa João Paulo II no dia 04 de Julho de 1980. Desde os primeiros cultos dedicados a Nossa Senhora pelos pescadores (oração do terço e outras devoções) até nossos dias, os peregrinos jamais cessaram de depositar aos pés da Virgem Aparecida as suas súplicas, dores, sofrimentos e alegrias. Foi em 28 de outubro de 1894, como padres capelães e missionários de Nossa Senhora Aparecida, que chegaram os primeiros padres e irmãos redentoristas, vindos da Baviera, a convite pessoal de Dom Joaquim Arcoverde, então Bispo de São Paulo. Daí em diante os filhos de Santo Afonso têm prestado assistência religiosa às multidões de romeiros que visitam o Santuário. Actualmente, são milhões os romeiros que se dirigem à cidade de Aparecida do Norte, a fim de agradecer e pedir graças.
Os triunfos da “Senhora Aparecida” começaram com as romarias paroquiais e diocesanas. A primeira realizou-se a 08 de Setembro de 1900, com 1200 peregrinos vindos de comboio, de São Paulo, com o seu bispo. Hoje os romeiros são milhões vindos de todo Brasil e dos países vizinhos. No dia 08 de Setembro de 1904, na presença do Núncio Apostólico, de 12 bispos e de uma grande multidão de peregrinos do Rio, São Paulo e das cidades do Vale do Paraíba, o bispo de São Paulo, Dom José Camargo Barros, coroou solenemente a veneranda Imagem com a preciosa coroa oferecida pela Princesa Isabel. No ano de 1929, no encerramento do Congresso Mariano, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada a Rainha do Brasil, sob invocação de Aparecida.
Foi em 31 de Maio de 1931 que, a imagem aparecida foi levada ao Rio, para que diante dela, Nossa Senhora recebesse as homenagens oficiais de toda a nação, estando presente também o Presidente da República, Getúlio Vargas. Nossa Senhora foi aclamada então por todos “RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL”. A devoção do povo brasileiro a Nossa Senhora, a peregrinação da Padroeira por toda a Pátria, a abertura de vias rápidas de condução e uma equipe especializada de sacerdotes e irmãos coadjutores puseram a Aparecida entre os maiores centros de peregrinação do mundo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

“O Milagre do Sol”, aparição de Outubro

6ª Aparição de Nossa Senhora

Estamos nos aproximando da última festa das aparições de Nossa Senhora em Fátima que aconteceu no mês de Outubro. Essa foi uma aparição muito importante, pois NossaSenhora havia prometido relaizar um milagre pois muitos ainda não acreditavam em suas aparições e muito menos em suas mensagens, e por isso, Nossa Senhora é quase obrigada a realizar este milagre a fim de que o povo acreditasse em suas mensagens.

Vamos conhecer como se deu esta aparição.



13 de Outubro

Debaixo de uma forte chuva e cercados por uma multidão de mais de 70 mil pessoas, a Cova da Iria tornou-se palco do mais belo espetáculo atmosférico, jamais visto até hoje.

“Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas.

- Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir: se curava uns doentes, se convertia uns pecadores, etc.

Uns, sim: outros, não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados.

E tomando um aspecto mais triste:

Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido.

E abrindo as mãos, fê-las refletir o sol, prometido três meses antes, como prova da verdade das aparições de Fátima. Pára a chuva e o sol por três vezes gira sobre si mesmo lançando para todos os lados feixes de luz e de várias cores. Parece a dada altura desprender-se do firmamento e cair sobre a multidão. Após dez minutos de prodígio, tomou o sol o seu estado normal. Entretanto, os Pastorinhos eram favorecidos com outras aparições.

Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, vimos ao lado do sol, São José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. São José com o Menino parecia abençoar o Mundo, com um gesto que fazia com a mão em forma de cruz. Pouco depois, desvanecida esta aparição, vi Nosso Senhor e Nossa Senhora que me dava a idéia de ser Nossa Senhora das Dores. Nosso Senhor parecia abençoar o Mundo da mesma forma que São José. Desvaneceu-se esta aparição e pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo”.

Memórias da Irmã Lúcia

Assim encerrou-se o segundo ciclo das aparições em Fátima, que aconteceram durante seis meses seguidos de Maio a Outubro de 1917.



Como Francisco faleceu em 1919 e Jacinta em 1920, Lúcia passou a ser então, a única vidente dos três Pastorinhos com a missão de levar as mensagens de Nossa Senhora até os confins da terra. Portanto, todo o contexto das aparições e da mensagem de Fátima, ficou registrado em dois livros que a próprio punho da irmã Lúcia foram escritos. “Apelos às Mensagens de Fátima” e“Memórias da Irmã Lúcia”.



Há ainda, um terceiro ciclo das aparições de Fátima chamado de “Ciclo Cordimariana”, que é representado pelas aparições de Nossa Senhora a Irmã Lúcia que continuaram a acontecer na Espanha algum tempo depois.

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

Beatos Francisco e Jacinta, rogai por nós!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Santa Faustina

É impressionante como Deus em sua Misericórdia pensa nas necessidades de cada um de nós, e, mais impressionante ainda como Ele através dos seus santos, da vida e dos escritos dos mesmos tenha a capacidade de atingir e auxiliar a nossa vida de uma maneira tão potente, tão forte como jamais poderíamos pensar.
Santa Faustina é uma dessas santas que a Misericórdia de Deus pensou não somente para uma pessoa, mas para uma multidão de homens e mulheres de todos os tempos e lugares. Minha identificação pessoal com a mesma, foi devido ao ministério que me foi confiado desde o início da minha vida sacerdotal: difundir a Mensagem da Misericórdia de Deus transmitida por Jesus a ela.
Aos poucos, na medida em que ia adentro na leitura dos seus escritos e da sua vida, foi se dando uma identificação, foi se criando uma amizade espiritual, pois é assim que sinto Santa Faustina: uma grande amiga, aquela com quem sempre posso contar. È mais que simpatia o que sinto por ela. Os escritos que o próprio Jesus pediu a ela que fizesse para que as almas “lendo experimentem consolo”; são de fato uma escola de encontro com a Misericórdia.
Quero agradecer a Deus pela vida, pelo testemunho, pela vida de tão querida Santa. Quero agradecer a Deus pela sua Missão, pela Misericórdia que Ele decidiu derramar sobre o mundo a partir desta mulher. Deus seja louvado e Viva Santa Faustina!
Padre Antônio

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dia 4 de outubro – Dia do padroeiro dos animais e da ecologia: São Francisco de Assis.

São Francisco de Assis

Comemora-se hoje o Dia de São Francisco de Assis, uma data especial para os católicos do mundo inteiro. Um dos santos mais populares da Igreja, São Francisco é considerado também o protetor dos animais.

São Francisco nasceu na cidade de Assis, na Itália. Filho de um rico comerciante, decidiu fazer voto de pobreza e se dedicou como poucos à pregação do cristianismo. Ele morreu no dia 3 de outubro de 1226 e foi sepultado no dia seguinte (4). Dois anos depois de morrer, São Francisco foi canonizado e se consagrou como o padroeiro dos animais e da ecologia.
Frases de São Francisco

“E depois que o Senhor me deu irmãos ninguém me mostrou o que eu deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho.”

“E se por esse motivo tiver de suportar perseguições da parte de alguém, que então o ame ainda mais por amor de Deus.”

“Onde a pobreza se une à alegria, não há cobiça nem avareza.”
Oração de São Francisco de Assis



Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.Onde houver ódio, que eu leve o amor;Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;Onde houver discórdia, que eu leve a união;Onde houver dúvida, que eu leve a fé;Onde houver erro, que eu leve a verdade;Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, Fazei que eu procure mais Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado.Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Igreja celebra Festa dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu

A Igreja Católica celebra a memória dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, nesta segunda-feira, 3 de outubro. No Rio Grande do Norte hoje é feriado estadual.

A Arquidiocese de Natal celebrará a data, na Comunidade de Uruaçu, no município de São Gonçalo do Amarante, no local onde há um Monumento em honra dos Mártires. Lá, na segunda-feira, às 15 horas, haverá show com a banda católica Nova Aliança e, às 16 horas, show com a cantora Maria do Rosário. Às 18 horas, será celebrada missa, presidida pelo Arcebispo, Dom Matias Patrício de Macêdo. Caravanas de fiéis, de todos os recantos da Arquidiocese, se dirigirão a Uruaçu, no dia 3, para participarem das festividades.

No território da Arquidiocese de Natal, existem quatro paróquias dedicadas aos Mártires. Todas também estão em festa, nestes dias.

Na Paróquia do Beato André de Soveral, em Emaús, a programação festiva começou dia 25 de setembro e segue até o dia 3. Diariamente, às 5 horas da manhã, há caminhadas penitenciais, e, às 19h30, missa. Na próxima segunda-feira, às 16 horas, haverá procissão e missa, encerrando a programação.

No bairro de Cidade Verde, a Paróquia do Beato Mateus Moreira, encerra a festa do padroeiro, no domingo, dia 2, às 18 horas, com a apresentação de uma peça teatral sobre a história dos Mártires. A peça é dirigida pelo pároco, Padre Tomás Silveira Neto.

O Santuário dos Mártires, no bairro de Nazaré, em Natal, encerrará os festejos em honra dos padroeiros, na segunda-feira, às 9 horas, com missa solene, presidida pelo Arcebispo, Dom Matias Patrício de Macêdo. À tarde, os fiéis irão, em peregrinação, para a comunidade de Uruaçu.

Já a Paróquia do Beato Ambrósio Francisco Ferro, no Planalto, em Natal, só celebrará a festa do padroeiro, no período de 21 a 31 de outubro.

Os Bem Aventurados Padre André de Soveral, Padre Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e companheiros leigos foram beatificados, pelo Papa João Paulo II, em 5 de março de 2000, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Protomártires do Brasil

Dentro da conturbada invasão dos holandeses no nordeste do Brasil, encontram-se os dois martírios coletivos: o de Cunhaú e o de Uruaçu. Estes martírios aconteceram no ano de 1645, sendo que o Pe. André de Soveral e Domingos de Carvalho foram mártires em Cunhaú e o Pe. Ambrósio Francisco Ferro e Mateus Moreira em Uruaçu; dentre outros.

No Engenho de Cunhaú, principal pólo econômico da Capitania do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Norte), existia uma pequena e fervorosa comunidade composta por 70 pessoas sob os cuidados do Pe. André de Soveral. No dia 15 de julho chegou em Cunhaú Jacó Rabe, trazendo consigo seus liderados, os ferozes tapuias, e, além deles, alguns potiguares com o chefe Jerera e soldados holandeses. Jacó Rabe era conhecido por seus saques e desmandos, feitos com a conivência dos holandeses, deixando um rastro de destruição por onde passava.

Dizendo-se em missão oficial pelo Supremo Conselho Holandês do Recife, convoca a população para ouvir as ordens do Conselho após a missa dominical no dia seguinte. Durante a Santa Missa, após a elevação da hóstia e do cálice, a um sinal de Jacó Rabe, foram fechadas todas as portas da igreja e se deu início à terrível carnificina: os fiéis em oração, tomados de surpresa e completamente indefesos, foram covardemente atacados e mortos pelos flamengos com a ajuda dos tapuias e dos potiguares.

A notícia do massacre de Cunhaú espalhou-se por todo o Rio Grande e capitanias vizinhas, mesmo suspeitando dessa conivência do governo holandês, alguns moradores influentes pediram asilo ao comandante da Fortaleza dos Reis Magos. Assim, foram recebidos como hóspedes o vigário Pe. Ambrósio Francisco Ferro, Antônio Vilela, o Moço, Francisco de Bastos, Diogo Pereira e José do Porto. Os outros moradores, a grande maioria, não podendo ficar no Forte, assumiram a sua própria defesa, construindo uma fortificação na pequena cidade de Potengi, a 25 km de Fortaleza.

Enquanto isso, Jacó Rabe prosseguia com seus crimes. Após passar por várias localidades do Rio Grande e da Paraíba, Rabe foi então à Potengi, e encontrou heróica resistência armada dos fortificados. Como sabiam que ele mandara matar os inocentes de Cunhaú, resistiram o mais que puderam, por 16 dias, até que chegaram duas peças de artilharia vindas da Fortaleza dos Reis Magos. Não tinham como enfrentá-las. Depuseram as armas e entregaram-se nas mãos de Deus.

Cinco reféns foram levados à Fortaleza: Estêvão Machado de Miranda, Francisco Mendes Pereira, Vicente de Souza Pereira, João da Silveira e Simão Correia. Desse modo, os moradores do Rio Grande ficaram em dois grupos: 12 na Fortaleza e o restante sob custódia em Potengi.

Dia 2 de outubro chegaram ordens de Recife mandando matar todos os moradores, o que foi feito no dia seguinte, 3 de outubro. Os holandeses decidiram eliminar primeiro os 12 da Fortaleza, por serem pessoas influentes, servindo de exemplo: o vigário, um escabino, um rico proprietário.

Foram embarcados e levados rio acima para o porto de Uruaçu. Lá os esperava o chefe indígena potiguar Antônio Paraopaba e um pelotão armado de duzentos índios seus comandados. Repetiram-se então as piores atrocidades e barbáries, que os próprios cronistas da época sentiam pejo em contá-las, porque atentavam às leis da moral e modéstia.

Um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, foi-lhe arrancado o coração das costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia, dizendo: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".

A 5 de março de 2000, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa João Paulo II beatificou os 30 protomártires brasileiros, sendo 2 sacerdotes e 28 leigos beatificados.


Protomártires do Brasil, rogai por nós!

sábado, 1 de outubro de 2011

Santa Teresinha do Menino Jesus




"Não quero ser Santa pela metade, escolho tudo".

Francesinha, que nasceu em Aliçon 1873, e morreu no ano de 1897. Santa Terezinha não só descobriu no coração da Igreja que sua vocação era o amor, mas sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar.

Terezinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas, com a autorização do Papa e sua vida passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus, pela salvação das almas, e na intenção da Igreja.

Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o pai, livre igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus, e tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou a pequena via da infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Terezinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo, até a consumação dos séculos".



Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia "História de uma alma", e como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944, e Doutora da Igreja, que nos ensina o caminho da santidade pela humildade em 1997, na data do seu centenário, ela mesma testemunha que a primeira palavra que leu sozinha foi: " céus "; agora a última sua entrada nesta morada, pois exclamou : " meu Deus, eu vos amo...eu vos amo ".

Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face



Teresa de Lisieux (Alençon, 2 de janeiro de 1873 — Lisieux, 30 de Setembro de 1897) foi uma religiosa carmelita francesa e Doutora da Igreja. É conhecida como Santa Teresa do Menino Jesus e da Santa Face ou, popularmente, Santa Teresinha.

Nascida Marie Françoise Thérèse Martin (Maria Francisca Teresa Martin), era filha de Louis Martin e Zélie Guérin. Quando nasceu, era muito franzina e doente e, desde o nascimento, exigia muitos cuidados.

Infância e adolescência

Aos dois anos de idade, Teresa já tem na sua ideia seguir a vida religiosa para grande alegria da sua mãe, mas para desgosto do seu tio Isidore Guérin (seu futuro tutor sub-rogado).

Em Agosto de 1876, sua mãe toma conhecimento de que padece de câncer. Quando esta falece, seu pai muda-se com as quatro filhas para Lisieux em 1877.

A prematura morte da sua mãe, quando tinha apenas quatro anos fez com que ela se apegasse a sua irmã Pauline, que elegeu para sua "segunda mãe". A repentina entrada dessa irmã no Carmelo, fez a jovem Thérèse, adoecer. Curada pela ‘Virgem do Sorriso’, imagem da Imaculada Conceição por quem seus pais tinham afeição, tomou uma forte resolução de entrar para o Carmelo.

Entrou para ser aluna na Abadia das Beneditinas de Lisieux, e lá permaneceu por cinco anos, porém após sofrer muitas humilhações, de lá saiu e passou a receber aulas particulares.



Quase ao completar quatorze anos, no Natal de 1886, Teresa passa por uma experiência que chamou de "Noite da minha conversão". Ao voltar da missa e procurar seus presentes, percebe que seu pai se aborrece por ela apresentar comportamento infantil. A menina decide então a renunciar a infância e toma o acontecido como um sinal inspirador de força e coragem para o porvir.

Vida no Carmelo

Seis meses depois, Teresa decide que quer entrar para o Carmelo (Ordem das Carmelitas Descalças). Como a pouca idade a impede, é levada por familiares, em novembro de 1887, para uma audiência com o Papa, em Roma, para pedir a exceção, a chorar, ao Papa Leão XIII, contra a vontade do então Bispo de Lisieux. Em Abril do ano seguinte é finalmente aceita. Concedida a autorização ingressou em 9 de Abril de 1888 e tomou o nome de Thérèse de l'Enfant Jesus.

Fez sua profissão religiosa, em 8 de Setembro de 1890, e tomou o nome de Thérèse de l'Enfant Jesus et de Sainte Face, mas ficou conhecida após sua morte como Thérèse de Lisieux.




Inclinada por temperamento à calma e a tristeza, Thérèse com lindos cabelos castanhos, olhos claros e traços delicados, quando escrevia no seu diário “Oh! Sim, tudo me sorrirá aqui na terra”, atravessava uma época em que experimentava injustiças e incompreensões.





Já atingida pela tuberculose, debilitada nas forças, não rejeitava trabalho algum e continuava a “jogar para Jesus flores de pequenos sacrifícios”.

Após seis anos na ordem, em 1894, almejando o caminho da santidade, Teresa percebe que não conseguiria pelas tradicionais mortificação, disciplina e sacrifício observadas pelos santos a quem se dedica a estudar.

Inspirada nas palavras de um padre, Teresa adota a "Pequena Via", um caminho pequeno e reto para a santidade, que consiste simplesmente em se entregar ao amor de Jesus Cristo, para que Ele conduza pelo caminho.




Morreu em 30 de Setembro de 1897, com apenas 24 anos. Disse, na manhã de sua morte: “eu não me arrependo de me ter abandonado ao amor”, e na iminência de sua morte disse às religiosas que estavam à sua volta: "Farei cair uma chuva de rosas sobre o mundo!". No dia 4 de outubro de 1897, foi sepultada no cemitério de Lisieux.
Canonização



A sua irmã, Paulina, também carmelita, publicou em 1898 os escritos de Santa Teresinha, intitulados "História de uma alma".

No dia 17 de Maio de 1925, Teresinha foi canonizada pelo Papa Pio XI.

O mesmo Papa a declara Patrona Universal das Missões Católicas em 1927. O Papa João Paulo II a declara Doutora da Igreja no dia 19 de outubro de 1997.

Em carta tornada pública em 1 de outubro de 2007, o Papa Bento XVI recordou que

"Teresa de Lisieux, sem haver saído de seu Carmelo, (...) viveu à sua maneira, um autêntico espírito missionário (...) oferecendo ao mundo uma nova via espiritual lhe obteve o título de Doutora da Igreja.
Desde Pio XI até os nossos dias, os Papas não têm deixado de recordar os laços entre oração, caridade e ação na missão da Igreja."

Beatificação dos Pais


No dia 19 de outubro de 2008, Dia Mundial das Missões, em Lisieux, na basílica dedicada precisamente à sua filha, os pais de Santa Teresinha, Luís Martin e Zélia Guérin foram beatificados pela Igreja, em cerimônia presidida pelo cardeal José Saraiva Martins. Na ocasião Saraiva Martins conclamou as famílias presentes "para que imitem os dois esposos e se tornem eles próprios lares santos e missionários." Foi o segundo casal a ser beatificado pela Igreja Católica.

Novena Milagrosa das Rosas

Se você está correndo algum tipo de perigo, vivendo momento de aflição ou angústia, faça a Novena Milagrosa de Santa Terezinha das Rosas.
Diz a tradição que, após a Novena, a pessoa receberá de alguém, de uma maneira bem inesperada, uma rosa, sinal de que seu pedido será atendido pela querida e poderosa Santa Terezinha das Rosas.

Esta novena pode ser começada em qualquer dia do mês; há um grande número de amigos de Santa Terezinha que fazem a novena entre os dias 9 e 17 de cada mês.



Reze durante 9 dias:

0RAÇÃO - "Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos agradeço todos os favores, todas as graças com que enriquecestes a alma de Vossa serva Santa Terezinha do Menino Jesus, durante os 24 anos que passou na terra e, pelos méritos de tão querida Santinha, concedei-me a graça que ardentemente Vos peço (faça o pedido da graça que deseja) - se for conforme a Vossa Santíssima vontade e para salvação de minha alma.
Ajudai minha fé e minha esperança, ó Santa Terezinha, cumprindo mais uma vez sua promessa de que ninguém Vos invocaria em vão, fazendo-me ganhar uma rosa, sinal de que alcançarei a graça pedida.

Reza-se em seguida 24 vezes: "Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos e séculos, amém."
Santa Terezinha do Menino Jesus, rogai por nós.

Rezar 1 Pai-Nosso, 1 Ave Maria


Estátua e Basílica de Santa Terezinha em Lisieux, França.

ALGUMAS FOTOS DE SANTA TEREZINHA:








SANTA TEREZINHA TRABALHANDO
AO FUNDO NO CENTRO.







SANTA TEREZINHA
FAZENDO O PAPEL DE JOANA DARC.


SANTA TEREZINHA (SEGURANDO A AMPULHETA)
COM NOVIÇAS
E A TIA GUERIM SEGURANDO O MENINO JESUS.





Santa Terezinha doente




No papel de Joana darc