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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A Virgem Maria, Mãe da Igreja

A Virgem Maria, Mãe da Igreja, no desígnio divino de Salvação da humanidade.


O “sim” da Virgem Maria, Mãe da Igreja, ao desígnio foi um ato de fé importantíssimo para o desígnio de salvação da humanidade. Pois, o “sim” da Virgem de Nazaré foi a abertura necessária para a Encarnação do Verbo, para o nascimento do Filho do Altíssimo (cf. Lc 1, 32). Por seu “sim” sem reservas à vontade do Pai, Maria foi digna de ser Mãe de Deus e Mãe da Igreja. O “sim” de Nossa Senhora, dito não somente por palavras, mas de todo coração, de corpo e alma, foi também a abertura para a maternidade espiritual dos filhos da Igreja.

Na concepção de Jesus, é exigido de Maria um ato de fé infinitamente maior do que o de Abraão. Pois, a Palavra de Deus que quer tomar carne em Maria precisa de um “sim” acolhedor, que seja dito por toda sua pessoa, corpo e espírito, sem qualquer resistência, oferecendo toda a sua natureza humana como lugar da encarnação. “Se no ‘sim’ de Maria tivesse havido a sombra de uma reserva, um ‘até aqui e não mais adiante’, a sua fé teria tido uma mancha e a criança não teria podido tomar posse de toda a natureza humana” (Hans Urs Von Balthasar, Maria, Primeira Igreja, p. 105). Este “sim” incondicional de Maria aparece mais claramente na aceitação do casamento com José e no abandono a Deus da conciliação do seu casamento com a sua nova missão (cf. Mt 1, 18-25).

A qualidade do “sim” de Maria e os dogmas a este relacionados, da sua virgindade e a sua concepção imaculada, dependem inteiramente de Cristo. A concepção imaculada de Maria é indispensável para a incondicionalidade do “sim”, pois se ela fosse tocada de alguma forma pela mancha original e suas consequências, não conseguiria uma tal abertura pura a qualquer disposição divina. A virgindade de Maria, por sua vez, assegura o fato de Jesus ter reconhecido apenas um pai, o Pai do Céu (cf. Lc 2, 49).

Esta virgindade motivada em Cristo tem seu sentido principal não numa integridade exclusivamente física e hostil ao sexo, integridade que em si própria tem importância religiosa, mas sim na maternidade de Maria. Para ser Mãe do Messias, que não pode ter outro Pai senão Deus, ela tem que ser envolvida pelo Espírito Santo e dizer seu “sim” abrangendo toda sua pessoa, corpo e alma. Esta virgindade adquirirá um novo sentido mais tarde na Igreja. Num seguimento longínquo de Maria, o cristão não dividido, santo de corpo e alma, consagrado a Deus, pode “cuidar das coisas do Senhor” (2 Cor 7, 34), numa espécie de maternidade espiritual, que o próprio Jesus prometeu àqueles que, numa fé pura, escutam a Palavra de Deus e a põe em prática (cf. Lc 8, 21).

Assim, a Virgem Maria é modelo de mãe, de abertura ao dom vida, mas também é paradigma de consagração total ao desígnio da Salvação da humanidade. Maria é modelo de vida dedicada a Deus e à Igreja, seja na vida oculta de Jesus em Nazaré (cf. Lc 2, 51), ou na oração perseverante com os apóstolos e discípulos no Cenáculo, em Jerusalém (cf. At 1, 14). Mas, a maior colaboração de Nossa Senhora na obra de seu Filho Jesus Cristo consiste na maternidade espiritual sobre todos os filhos da Igreja. “Esta maternidade de Maria na economia da graça perdura sem interrupção, desde o consentimento, que fielmente deu na anunciação e que manteve inabalável junto da Cruz, até à consumação perpétua de todos os eleitos. De fato, depois de elevada ao céu, não abandonou esta missão salvadora, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna [...]. Por isso, a Virgem é invocada na Igreja com os títulos de advogada, auxiliadora, socorro e medianeira” (Catecismo da Igreja Católica, § 965).

As faces da Nova Era!

“O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns renegarão a fé, para dar atenção a espíritos sedutores e a doutrinas demoníacas.” ( ITm 4,1 )


Antigamente, há uns 15 anos atrás nós que pertencemos a Igreja Católica, e participávamos dos grupos de oração daRenovação Carismática Católica, ouvíamos muito falar sobre o Movimento da Nova Era. Ouvíamos dizer como eles pretendiam se infiltrar em nosso meio, o que eles queriam naquela época e até como se apresentavam.
Aprendemos sobre os símbolos que eles tentavam colocar em nosso meio de maneira natural, falávamos até de empresas e marcas relacionadas diretamente a Nova Era.


Claro que hoje é de se entender que houve até mesmo um certo exagero da parte de alguns, achando que tudo era coisas da Nova Era.

Mas de tempos para cá, não sei se voce percebeu, mas quase não falamos mais de Nova Era. Nos grupos de Oração, na Evangelização em si, nos encontros,é bem difícil que alguém aponte coisas e até mesmo o nome Nova Era. Mas este “desaparecimento” daNova Era esta ligado ao que? Será que realmente este movimento perdeu suas forças e acabou?

E infelizmente a resposta é NÃO! A Nova Era nao desapareceu, a Nova Era NUNCA deixou de existir, mas a Nova Era, assim como todas as coisas foi se adaptando e se re-moldando as realidades dos tempos de hoje. Assim como a sociedade de 15, 20 anos atras foi se transformando, a Nova Eratambém precisou se “atualizar” para continuar a espalhar os seus efeitos nefastos sobre esta mesma sociedade. E por eu ter contato com tantas pessoas precisando de ajuda, me escrevendo; cada dia mais vejo que a Nova Era foi criando faces dentro da nossa sociedade, dentro do mundo, e ai implantando suas ideologias.

A Nova Era não é uma religião em si, ela não é uma seita e nem mesmo uma Igreja e nem mesmo tem um templo para ela, e ela não esta ligada a uma pessoa ou coisas do tipo. Vou simplificar a minha resposta sobre a Nova Era para que todos possam compreender onde quero chegar: A Nova Era é um estilo de vida, ou um jeito de ser e de ver as coisas, e na qual quer influenciar na formação cultural, filosófica e religiosa das pessoas. Ela quer influenciar todos os aspectos e setores da nossa sociedade, e temos visto e experimentado os seus efeitos de alguma forma.
A forma mais eficaz que tenho visto da Nova Era agir é na questão do Sincretismo Religioso! É amistura que a Nova Era permite que seja feita de filosofias, ensinamentos, elementos de diversos tipos de religioes e seitas e na qual sempre de maneira mais acentuada se encontra as filosofias orientais, o espiritismo, a ecologia, a astrolgia e diversas realidades de terapias alternativas. É neste Sincretismo Religioso que ela quer prender as pessoas.

Mas o que a Nova Era pretende com tudo isso?

Pretende colocar na cabeça das pessoas que elas não precisam seguir a Deus, ao unico e verdadeiro Deus que conhecemos, e com isso elas não precisam seguir também o que a Igreja ensina.

Ir à Igreja, ir à Missa? Para que se Deus esta em todo lugar!!!
Esse é o maior e mais infeliz argumento de quem esta completamente envolvido com a filosofia da Nova Era! Não precisamos mais buscar a Deus, pois Ele esta em todos os lugares. Para que ir a Igreja se Deus esta também na minha casa?
A Nova Era quer permitir que as pessoas busquem o que faz elas sentirem-se felizes, os lugares que fazem com que se sintam bem, e ensinam que isso é o mais importante; o bem estar da pessoa!

E por onde muitas pessoas tem entrado e se deixado convencer pela Nova Era?

A Nova Era se utiliza em meio a esta “salada de doutrinas” uma linguagem muitas vezes cristã para expressar e ensinar uma doutrina totalmente contrária a doutrina do cristianismo. Então falam de Jesus Cristo, da Virgem Maria, dos Anjos; mas no fundo ensinam uma outra doutrina. E as pessoas chegam ao cumulo de dizer: “Mas pratico isso ou vou em determinados lugares e lá eles falam de Deus, de Oração….“

Querem tirar Jesus Cristo do CENTRO DE TUDO! E a linha de doutrina mais difundida nos meios da Nova Era é a Reencarnação e a Auto-ajuda. A Reencarnação despreza a Salvação que obtivemos por meio da morte e ressurreição de Jesus, e a Auto-ajuda faz com que não precisemos de mais nada e ninguém; nós nos bastamos!

Penso que terei que escrever ainda alguns outros artigos sobre a Nova Era para que entendamos mais amplamente a mesma, são muitas faces que ela apresenta.

Mas o que quero deixar hoje em destaque neste primeiro artigo, é que a Nova Era não perdeu suas forças, a Nova Era nao sumiu, a Nova Era esta mais do que nunca trabalhando arduamente para implantar suas filosofias em meio a toda a sociedade. E ela quer implementar isso de maneira mais eficaz por meio do Sincretismo Religioso.
E quem é o inspirador e instigador de todo este movimento?
Não tenham duvidas, é Lucifer, Satanás junto de todos os demônios que trabalham arduamente para eles! É diabólico toda e qualquer forma de manifestação do Movimento da Nova Era em nosso meio!

Deus abençoe voce!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Jornada Mundial da Juventude – Uma esperança


Mais uma vez o Papa vai se reunir com a juventude do mundo todo. A juventude é uma força da Igreja dizia João Paulo II. Muitos santos e mártires foram jovens que viveram profundamente o amor a Deus e a Igreja. Foram jovens Frederico Osanam, São Domingos Sávio, Maria Goretti mártir aos 12 anos, e muitos outros que testemunharam a fé sem medo, desde o pequeno São Tarcisio que morreu defendendo a Eucaristia.

Paul Claudel disse que “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”. Ela ama o desafio, não se contenta com uma vida medíocre. Jesus Cristo a encanta e arrasta porque aponta-lhes um novo caminho de vida, um sagrado desafio, a santidade, beleza, amor, liberdade verdadeira… O jovem sabe que seguir Jesus Cristo é um caminho árduo, mas que nunca decepciona. Ela está cansada de tantos maus exemplos dos mais velhos e das autoridades que não conhecem a Deus; que lhes deveria dar provas de idoneidade e justiça, mas no entanto, o que recebem delas é a mais deslavada imoralidade, corrupção, falta de caráter e negação do sagrado. Só a fé e a Igreja podem dar aos jovens uma vida nova no meio de tanta podridão.

A juventude cristã está enfastiada de tantos descaminhos que lhe são hoje apresentados: uma corrupção institucionalizada, drogas, sexo vazio, violência, desrespeito aos direitos sagrados da pessoa humana e à vida desde a concepção até a morte natural, pornografia desenfreada, individualismo egoísta e um consumismo doentio que não sacia sua sede de felicidade.

Nossa juventude quer ouvir a voz de Deus, e a ouvirá em Madri, nesta Espanha que já foi orgulho da Igreja mas que agora a renega e assume ares ateus, anticatólico, desejando impor à juventude uma educação anticristã nas escolas. Mas o Papa lhes abrirá ainda mais os olhos para esses perigos.

Aqui no Brasil, em 1980, João Paulo II dizia aos jovens: “vocês são o belo horizonte desse país”; e em outra oportunidade: “Vocês são o futuro do mundo, vocês são a esperança da Igreja, e a minha esperança”. E o Papa Francisco repetirá essas palavras, não há dúvidas. Com a grandeza de sempre o Vigário de Cristo na Terra vai encorajar os seus filhos mais jovens do mundo todo a viver o Evangelho para transformar suas vidas e a sociedade. Ele vem para “apascentar as ovelhas jovens do Senhor”, corajosas, alegres, cheias de vida e dispostas a sacrificar a vida pelo Reino de Deus.

A JMJ é uma esperança, nunca é uma simples experiência de massa, sempre há algo novo, diverso e belo. O Espírito Santo estará presente como sempre, sempre novo, assistindo e guiando o Santo Padre para dizer aos jovens as palavras proféticas que hoje eles precisam ouvir. O foco será a pessoa viva de Jesus Cristo e de sua presença através dos Sacramentos, o único Senhor e Salvador, capaz de dar vida e sentido aos jovens. João Paulo II já lhes tinha pedido “não construir as suas vidas em cima de outro alicerce que não seja Jesus Cristo, para não desperdiçá-las.”

Liguemos as antenas da alma para ouvir a Voz do grande Pastor que vai aos jovens e ao mundo com a mesma coragem e disposição que Jesus percorreu as cidades da Galileia anunciando o Reino de Deus. “Convertei-vos, o Reino de Deus está próximo”. Crede no Evangelho e fazei penitência.

Muitos jovens brasileiros hoje partem pelo mundo como missionários de nossas belas Comunidades de Vida e Aliança anunciando Jesus Cristo; é um orgulho para a Igreja e uma glória para Deus. Renova-se aqui a esperança da Igreja; o Papa sabe disso, por isso tem o desejo de vir aqui em 2013 confirmar seus irmãos menores na fé inabalável do Cristo Redentor, que estende seus braços sobre o Rio de Janeiro e sobre o Brasil.

Nosso Brasil que tantas graças recebeu de Deus através de nossa evangelização pelos católicos europeus, agora começa a pagar a Deus essa graça tão grande de sermos colonizados desde o início com a cruz de Cristo trazida do velho continente. Vinde Santo Padre, em 2013, vinde Francisco de Deus. O Brasil e a juventude lhe abrem os braços para recebê-lo. Vinde bendito de Deus; vinde ó “doce Cristo na Terra” (S. Catarina de Sena).

Prof. Felipe Aquino

terça-feira, 2 de julho de 2013

Milagre que deve levar à canonização de João Paulo II é aprovado

Comissão de cardeais e bispos deram sinal verde para cerimônia.
Papa polonês pode virar santo até o fim do ano.

O Papa João Paulo II em 2 de maio de 2001 na Praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: AP)

Os cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos aprovaram nesta terça-feira (2) o segundo milagre pela intercessão de João Paulo II, o que deve levar à sua proclamação como santo, informaram fontes do Vaticano.

Agora só falta o Papa Francisco promulgar o decreto pelo qual se reconhece este milagre, que abre caminho para a canonização de João Paulo II, o que poderia ocorrer em dezembro.

A data da cerimônia será fixada pelo pontífice em um conselho de cardeais.

Em 18 de junho, a comissão teológica da Congregação para a Causa dos Santos deu seu primeiro aval para este milagre, que até o momento só se sabe que foi concedido a uma mulher italiana que sofria de câncer e quer se curou de maneira inexplicável para a ciência em 1º de maio de 2011, mesmo dia da beatificação de Karol Wojtyla.
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O milagre que levou à beatificação de João Paulo II foi realizado na freira francesa Marie Simon Pierre, que se curou de mal de Parkinson.

O caminho rumo à santidade tem várias etapas: a primeira é ser proclamado venerável servo de Deus, a segunda, beato, e a terceira, santo.

Venerável Servo de Deus é o título que se dá para uma pessoa morta que reconhecidamente viveu suas virtudes de maneira heroica.

Para que um venerável seja beatificado é necessário que tenha se produzido um milagre por sua intercessão. Enquanto que para ser canonizado é necessário um segundo milagre. Esse segundo milagre deve ocorrer após a beatificação.

Durante os funerais de João Paulo II, após 27 anos de pontificado, um dos mais longos da história, a multidão gritou "santo subito".

Bento XVI autorizou a análise de suas virtudes e de sua obra para que fosse declarado bem-aventurado.

Segundo fontes religiosas, o Papa Francisco deseja proclamar santos em uma única cerimônia João Paulo II e João XXIII, a quem considera um "modelo de santidade" por sua simplicidade e bondade, mas que surpreendeu o mundo na década de 1960 ao convocar um concílio para reformar e modernizar a Igreja.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Que Maria nos visite no dia de hoje



Essa presença viva, real do Senhor, vem a nós quando a Mãe vem nos visitar. Que Maria nos visite no dia de hoje.

Hoje, celebramos a visita de Maria à sua prima Isabel. Você se recorda bem desse fato? É um dos fatos mais lindos narrados para nós.

Logo no início do Evangelho de Lucas, logo após Maria receber do anjo o anúncio de que estava grávida, havia nela uma expectativa de conceber Jesus, o Filho de Deus encarnado no seu ventre.

Maria foi ao encontro de Isabel. Ela subiu uma região montanhosa da Judeia e caminhou apressadamente ao encontro de sua prima.

Nossa Senhora foi aquela que colocou o próximo à sua frente, colocou-o como meta de serviço, como meta de vida. Seguir Jesus Cristo, estar no Seu caminho significa seguir o próximo, servir o irmão, o necessitado, servir aquele que precisa de nós. Assim o fez Maria, ela optou por servir sua prima, pois esta precisava dela.

O fato de estar grávida, sobretudo do Senhor da vida, não deixou a Mãe de Jesus paralisada; muito pelo contrário, ela, mesmo sabendo que estava grávida, saiu ao encontro da prima para servi-la.

Hoje, nós queremos olhar para Maria, exemplo de humildade, e queremos nos colocar à disposição para servir, ajudando as pessoas que precisam de um encontro pessoal com Deus. Há várias pessoas que estão precisando de alguém que venha as consolar, pois estão na solidão, na doença, na enfermidade, na tristeza e no abandono. Nós podemos ser portadores da presença de Deus para essas pessoas.

Maria foi para Isabel a presença amorosa do Senhor na vida dela. Nós precisamos ser um para com os outros, sobretudo para com os mais necessitados. Essa presença viva, real do Senhor, vem a nós quando a Mãe vem nos visitar.

Que Maria nos visite no dia de hoje, que ela se faça presente em nossa vida, em nossa casa, em nossa família, que ela nos dê o consolo, a bênção e a proteção.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A Festa de Corpus Christi


 
Comemoração ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito
em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.

Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.

Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.

terça-feira, 14 de maio de 2013

O Leão está a rugir…Ficai atento!

“Sede sóbrios e vigiai.” ( I Pd 5, 8 )

 
Aqui está uma ordem do Apóstolo Pedro acerca de duas atitudes que precisamos ter: Sobriedade e Vigilância.

E por que precisamos ser sóbrios e vigilantes?

O próprio Apóstolo nos responde neste mesmo versículo 8: “ Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar.”
E aqui Pedro está desmascarando o demônio e sua artimanha em relação à nós, filhos de Deus. O demônio anda ao redor de nós como um leão que ruge!
Esta é a primeira verdade que Pedro revela à nós: a verdade de que não estamos sós; verdade de que somos “observados” por alguém que como um leão quer nos devorar ao primeiro vacilo que dermos.
A atitude de andar ao redor, é a atitude de “cercar a presa” antes do ataque. Se prestarmos atenção no comportamento dos leões antes do ataque, em muitos ou quase todos os ataques, veremos que antes dele atacar a sua presa ele a rodeia esperando assim o momento exato para o ataque.

A maneira mais comum do ataque do leão é não se expor à sua presa, mas sempre de emboscada, se disfarçando…
E estudando um pouco mais sobre leões pude descobrir algumas coisas interessantes que podemos associar à maneira na qual o demônio age conosco:
Cientistas dizem que o rugido do leão tem diversas finalidades: O leão geralmente ruge para demonstrar à outros que o território esta ocupado. Ele ruge também para demonstrar agressividade.
É isso exatamente que o demônio tenta fazer conosco em suas investidas contra nós. Ele se disfarça, se esconde e de maneira sorrateira se aproxima de nós para nos pegar, para nos fazer cair e nos matar. Pois se ele logo se mostrasse, nós rapidamente fugiríamos dele.

Você já deve ter percebido quantas vezes você se deixou levar por situações em sua vida que somente depois de cair no erro, de cair no pecado; percebeu que se tratava de uma grande tentação?!

O demônio quer fazer de nós o seu território, quer ter exatamente o domínio sobre nós, sobre o que fazemos e da maneira como agimos. E com isso se demonstra por vezes, agressivo em suas investidas sobre nós.
O interessante que descobri foi que o leão quando vai caçar animais selvagens, ele geralmente não ruge como artifício de sua caçada. Nem todos os animais selvagens se espantam ao rugir do leão, e em alguns casos ele de fato com o rugir espantaria sua presa e perderia sua refeição!
Então, por que Pedro diz que o demônio anda ao nosso redor como um leão que RUGE? Se para caçar geralmente ele não se utiliza dos seus rugidos?

Exatamente porque aqui ele utilizada de uma outra artimanha de ataque. No livro de Amós, capitulo 3, versículo 8, diz: “ O Leão ruge, quem não temerá?” Aqui, o que o demônio pretende fazer é nos pegar pelo MEDO. O sentimento de medo quando nos invade, ele nos paralisa, nos faz reféns, nos impossibilita de toda reação. Aqui, este rugir significa as várias maneiras de como o demônio consegue nos inserir o sentimento de medo.

Mais para frente trataremos deste tema, mas agora fica para nós este grande ensinamento do Apóstolo Pedro. Que sabedoria do mesmo ao comparar o demônio a um leão que ruge ao nosso arredor! Penso que ficou claro aqui neste pequeno versículo as duas maneiras na qual o demônio se utiliza para nos fazer cair.
E o Apóstolo Pedro também nos ensina não somente como age o demônio, mas como nós devemos também agir contra ele. Contra este tipo de ataque na qual ele se utiliza do cerco contra nós, aguardando uma falha para o ataque, e que utiliza do medo para nos apanhar; Pedro recomenda que sejamos sóbrios e vigilantes. Para não me estender mais, finalizarei com um versículo do livro de Tiago, na qual resume de maneira clara para nós como devemos nos comportar diante da investida do inimigo:

“Sede submissos a Deus. Resisti ao demônio, e ele fugirá para longe de vós”(Tg 4,7)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Purgatório na Bíblia


Muitos me perguntam onde está na Bíblia o Purgatóri?

Ele é uma exigência da razão e mesmo da caridade de Deus por nós. A palavra “Purgatório” não existe na Bíblia, foi criada pela Igreja, mas a realidade, o “conceito doutrinário” deste estado de purificação existe amplamente na Sagrada Escritura como vamos ver. A Igreja não tem dúvida desta realidade por isso, desde o primeiro século reza pelo sufrágio das almas do Purgatório.

1 - São Gregório Magno (†604), Papa e doutor da Igreja, explicava o Purgatório a partir de uma palavra de Jesus: “No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem no presente século nem no século futuro (Mt 12,31).

Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro” (Dial. 41,3). O pecado contra o Espírito Santo, ou seja a pessoa que recusa de todas as maneiras os caminhos da salvação, não será perdoado nem neste mundo, nem no mundo futuro. Mostra o Senhor Jesus, então, neste trecho, implicitamente, que há pecados que serão perdoados no mundo futuro, após a morte.

2 - O ensinamento sobre o Purgatório tem raízes já na crença dos próprios judeus do Antigo Testamento; cerca de 200 anos antes de Cristo, quando ocorreu o episódio de Judas Macabeus. Narra-se aí que alguns soldados judeus foram encontrados mortos num campo de batalha, tendo debaixo de suas roupas alguns objetos consagrados aos ídolos, o que era proibido pela Lei de Moisés. Então Judas Macabeus mandou fazer uma coleta para que fosse oferecido em Jerusalém um sacrifício pelos pecados desses soldados. “Então encontraram debaixo da túnica de cada um dos mortos objetos consagrados aos ídolos de Jâmnia, coisas proibidas pela Lei dos judeus. Ficou assim evidente a todos que haviam tombado por aquele motivos… puseram-me em oração, implorando que o pecado cometido encontrasse completo perdão… Depois [Judas] ajuntou, numa coleta individual, cerca de duas mil dracmas de prata, que enviou a Jerusalém para que se oferecesse um sacrifício propiciatório. Com ação tão bela e nobre ele tinha em consideração a ressurreição, porque, se não cresse na ressurreição dos mortos, teria sido coisa supérflua e vã orar pelos defuntos. Além disso, considerava a magnífica recompensa que está reservada àqueles que adormecem com sentimentos de piedade. Santo e pio pensamento! Por isso, mandou oferecer o sacrifício expiatório, para que os mortos fossem absolvidos do pecado” (2Mc 12,39-45).

O autor sagrado, inspirado pelo Espírito Santo, louva a ação de Judas: “Se ele não esperasse que os mortos que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerasse que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormeceram piedosamente, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis porque ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, afim de que fossem absolvidos do seu pecado”. (2 Mac 12,44s).Neste caso, vemos pessoas que morreram na amizade de Deus, mas com uma incoerência, que não foi a negação da fé, já que estavam combatendo no exército do povo de Deus contra os inimigos da fé. Cometeram uma falta que não foi mortal.

Fica claro no texto de Macabeus que os judeus oravam pelos seus mortos e por eles ofereciam sacrifícios, e que os sacerdotes hebreus já naquele tempo aceitavam e ofereciam sacrifícios em expiação dos pecados dos falecidos e que esta prática estava apoiada sobre a crença na ressurreição dos mortos. E como o livro dos Macabeus pertence ao cânon dos livros inspirados, aqui também está uma base bíblica para a crença no Purgatório e para a oração em favor dos mortos.

3 - Com base nos ensinamentos de São Paulo, a Igreja entendeu também a realidade do Purgatório. Em 1Cor 3,10, ele fala de pessoas que construíram sobre o fundamento que é Jesus Cristo, utilizando uns, material precioso, resistente ao fogo (ouro, prata, pedras preciosas) e, outros, materiais que não resistem ao fogo (palha, madeira). São todos fiéis a Cristo, mas uns com muito zelo e fervor, e outros com tibieza e relutância. E S. Paulo apresenta o juízo de Deus sob a imagem do fogo a provar as obras de cada um. Se a obra resistir, o seu autor “receberá uma recompensa”; mas, se não resistir, o seu autor “sofrerá detrimento”, isto é, uma pena; que não será a condenação; pois o texto diz explicitamente que o trabalhador “se salvará, mas como que através do fogo”, isto é, com sofrimentos.

4 - Na passagem de Mc 3,29, também há uma imagem nítida do Purgatório:”Mas, se o tal administrador imaginar consigo: ‘Meu senhor tardará a vir’. E começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar (…) e o mandará ao destino dos infiéis. O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes.” (Lc 12,45-48). É uma referência clara ao que a Igreja chama de Purgatório. Após a morte, portanto, há um “estado” onde os “pouco fiéis” haverão de ser purificados.

5 - Outra passagem bíblica que dá margem a pensar no Purgatório é a de (Lc 12,58-59): “Ora, quando fores com o teu adversário ao magistrado, faze o possível para entrar em acordo com ele pelo caminho, a fim de que ele não te arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão. Digo-te: não sairás dali, até pagares o último centavo.”

O Senhor Jesus ensina que devemos sempre entrar “em acordo” com o próximo, pois caso contrário, ao fim da vida seremos entregues ao juiz (Deus), nos colocará na “prisão” (Purgatório); dali não sairemos até termos pago à justiça divina toda nossa dívida, “até o último centavo”. Mas um dia haveremos de sair. A condenação neste caso não é eterna. A mesma parábola está´ em Mt 5, 22-26: “Assume logo uma atitude reconciliadora com o teu adversário, enquanto estás a caminho, para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim, sejas lançado na prisão. Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo” . A chave deste ensinamento se encontra na conclusão deste discurso de Jesus: “serás lançado na prisão”, e dali não se sai “enquanto não pagar o último centavo”.

6 - A Passagem de São Pedro 1Pe 3,18-19; 4,6, indica-nos também a realidade do Purgatório:”Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados (…) padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos na prisão, aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes (…).” Nesta “prisão” ou “limbo” dos antepassados, onde os espíritos dos antigos estavam presos, e onde Jesus Cristo foi pregar durante o Sábado Santo, a Igreja viu uma figura do Purgatório. O texto indica que Cristo foi pregar “àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes”. Temos, portanto, um “estado” onde as almas dos antepassados aguardavam a salvação. Não é um lugar de tormento eterno, mas também não é um lugar de alegria eterna na presença de Deus, não é o céu. È um “lugar” onde os espíritos aguardavam a salvação e purificação comunicada pelo próprio Cristo.

Prof. Felipe Aquino

domingo, 25 de novembro de 2012

Como é o Céu?


O céu é a comunidade bem-aventurada de todos os que estão perfeitamente incorporados a Ele (§1024-1028)

Ninguém será capaz de descrever plenamente como é o Céu, pois é algo inefável, que não há palavras para explicar. São Paulo disse que aos coríntios que: “o que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam”. (1Cor 2,9).

Diz o nosso Catecismo que: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque o vêem “tal como ele é” (1Jo 3,2), face a face: (1Cor 13, 12; Ap 22, 4)”. (§1023)

Jesus Cristo deixou claro: “o meu Reino não é deste mundo” (Jo 18,36), e falou muito do Céu: “De que vale o homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a vida eterna” (Mc 18,36); “ajuntai tesouros no Céu onde a traça e o ladrão não entram…” (Mt 6,20); “os justos resplandecem no Céu” ( Mt 13, 43). Ao moço rico Jesus disse: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, e dá aos pobres, terás um tesouro no Céu” (Mt 18,21).

O Papa Bento XII (1334-1342), na encíclica “Benedictus Deus” confirmou o Céu como dogma de fé e que lá já estão os santos: “Com a nossa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da Paixão de Cristo (…) e de todos os outros fiéis mortos depois de receberem o santo Batismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar, quando morreram, (…) ou ainda, se houve ou há algo a purificar, quando, depois da sua morte, tiverem acabado de fazê-lo, (…) antes mesmo da ressurreição nos seus corpos e de juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao Céu, estiveram, estão e estarão no Céu, no Reino dos Céus e no paraíso celeste com Cristo, admitidos na sociedade dos santo anjos. Desde a paixão e a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, viram e vêem a essência divina com uma visão intuitiva e até face a face sem a mediação de nenhuma criatura” (LG 49).

O Papa Paulo VI, em 1967, e sua Profissão de Fé, “O Credo do Povo de Deus”, ratificou a realidade do Céu e a intercessão dos santos por nós: “Cremos que a multidão daqueles que estão reunidos em torno de Jesus e de Maria no Paraíso forma a Igreja do Céu, onde na beatitude eterna vêem a Deus como Ele é, e onde estão também, em graus diversos, associados com os Santos Anjos ao governo divino exercido pelo Cristo na glória, intercedendo por nós e ajudando nossa fraqueza por sua solicitude fraterna” (n. 29).


A grande força da Igreja nesses vinte séculos, que a fez vencer todas as formas de perseguição e tribulação, foi a certeza do Céu; a Igreja Católica sabe que a eternidade lhe pertence; por isso não se desespera nunca com as mazelas deste mundo. Santa Maria Egípcia, após a sua maravilhosa conversão, viveu no deserto, por mais de cinquenta anos, na mais dura penitência. Próximo da sua morte, São Zózimo lhe perguntou como ela pudera suportar, naquele lugar de horrores, uma vida tão austera. E a resposta foi essa: “Meu padre, com a esperança do Céu”. É essa “esperança do Céu” que precisa ser re-semeada sobre a terra. Para muitos o Céu já nem existe mais… Que tristeza!

Mas como é o Céu? O Catecismo nos ensina muitas coisas: “Essa vida perfeita com a Santíssima Trindade, essa comunhão de vida e de amor com Ela, com a Virgem Maria, os Anjos e todos os Bem aventurados, é denominada “o Céu”. O Céu é o fim último e a realização das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva. Viver no Céu é “viver com Cristo” (Jo 14, 3; Fl 1,23; 1Ts 4, 17). Os eleitos vivem “nele”, mas lá conservam – ou melhor, lá encontram - sua verdadeira identidade, seu nome próprio (Ap 2, 17). Por sua morte e Ressurreição Jesus Cristo nos “abriu” o Céu. A vida dos bem-aventurados consiste na posse em plenitude dos frutos da redenção operada por Cristo, que associou à sua glorificação celeste os que creram nele e ficaram fiéis à sua vontade. O céu é a comunidade bem-aventurada de todos os que estão perfeitamente incorporados a Ele.” (§1024-1028)

A Igreja ensina que na glória do Céu os bem-aventurados continuam a cumprir com alegria a vontade de Deus em relação aos outros homens e à criação inteira. Já reinam com Cristo; “com Ele reinarão pelos séculos dos séculos.” (Ap 22,5; Mt 25, 21. 23)

Na Oração Sacerdotal Jesus disse: “Ora, a vida eterna consiste em que conheçam a Ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste.” (Jo 17, 3). Esta é uma excelente referência de como será o Céu: um conhecimento contínuo de Deus; e, como Deus é infinito, este conhecimento também o será, por toda a eternidade. No Céu não haverá fastio, não nos cansaremos de contemplar a cada instante a Face de Deus que sempre nos será nova. E o louvor, então, naturalmente, será incessante diante das maravilhas de Deus.

Alguns perguntam se no Céu veremos os nossos entes queridos; São Tomás de Aquino, responde: “A contemplação da Essência divina não absorve os santos de maneira a impedir-lhes a percepção das coisas sensíveis, a contemplação das criaturas e a sua própria ação. Reciprocamente, essa percepção, essa contemplação e essa ação não os podem distrair da visão beatífica de Deus. Assim era em relação a Nosso Senhor aqui na terra” (Suma Teológica 30,84). Disse Santo Agostinho, na “Cidade de Deus”, diz que os bem-aventurados “formarão uma cidade, onde terão todos uma só alma e um só coração, de tal sorte que, na perfeição dessa unidade, os pensamentos de cada um não serão ocultos aos outros”.

Jesus ensina que no Céu não haverá mais casamento, e que seremos como Anjos; isto é, a realidade da vida conjugal, sexual, etc. já não haverá, é uma realidade da terra. No Céu nossa alma desposará o próprio Senhor. São Francisco Xavier, lá das Indias, escrevia a Santo Inácio de Loyola, seu pai espiritual: “Dizeis, no excesso de vossa amizade por mim, que desejareis ardentemente ver-me ainda uma vez antes de morrer. De fato, não nos tornaremos a ver na terra senão por meio de cartas. Mas no Céu, ah! Se-lo-á face a face! E então como nos abraçaremos! “ (Cartas de São Francisco Xavier, 93, nº 3).

Prof. Felipe Aquino

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Quem são os irmãos e irmãs de Jesus?

“Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mt 12, 50).

Jesus Cristo estava falando às multidões e sua Mãe, Maria Santíssima, e seus irmãos estavam do lado de fora querendo falar com Ele. Alguém avisa Jesus que sua Mãe e seus irmãos estavam querendo falar com Ele. Ouvindo isso, Jesus aponta para os discípulos, que O ouviam, e diz: “Eis minha mãe e meus irmãos” (Mt 12, 49). Ao dizer isso, Jesus não estava desprezando seus primos, que na cultura judaica eram chamados de irmãos, muito menos a Virgem Maria. Mas, dizendo que os seus discípulos são sua mãe e seus irmãos, Cristo chama a atenção para uma realidade que eles ainda não podiam compreender.

Jesus queria ensinar a aquelas pessoas que entre Ele e os discípulos, que fazem a vontade do Pai, há um vínculo muito mais forte que os laços de sangue. Com isso, Cristo quis demonstrar que aqueles que fazem a vontade de Seu Pai, estabelecem laços espirituais com Ele. Quando fazemos a vontade do Pai, entramos para a grande família espiritual do Senhor. Nos unimos a Deus com laços mais fortes que os de sangue. Por isso, Nossa Senhora alcança uma graça ímpar na Igreja: ela é Mãe de Jesus segundo a carne, mas também se uniu espiritualmente a Jesus Cristo e à vontade salvífica do Pai.

Tal união com a vontade do Pai fez da Virgem Maria a maior cooperadora no projeto salvífico de Deus. Isso confere a ela uma dignidade e uma grandeza que ficou escondida por sua humildade. Ainda que ela tenha se feito pequena, não devemos desprezá-la dizendo que nem mesmo Jesus valorizou sua Mãe. O próprio Cristo, em perfeita comunhão com Sua Santíssima Mãe, não quis exaltar sua Mãe, porque sabia que esta não era a vontade dela. Mas, Ele muito bem sabia da sua grandeza e dignidade em relação a nós.

A Virgem Maria é aquela que nos aponta o seu Filho Jesus Cristo, por isso, ela não quer aparecer. Porém, nós precisamos agradecer a Deus, porque somos parte da geração que chama Nossa Senhora de bendita por causa das maravilhas que o Senhor fez nela (cf. Lc 12, 48). Depois de Cristo, Maria foi quem mais cooperou com o desígnio de salvação do Pai. Unida plenamente à obra do Filho, Maria continua a gerar Jesus no coração dos homens, para que estes cheguem à salvação.

Assim, a consagração total da Virgem Maria à vontade do Pai é também para nós um caminho de salvação. Somos chamados a nos consagrar a Jesus Cristo, único mediador entre Deus e os homens, pelas mãos da sua Mãe, Maria Santíssima. Pois, foi ela quem gerou o Filho e é também ele que deve gerar a cada um de nós, se queremos ser irmãos e irmãs de Jesus. Deixemo-nos gerar pela Virgem Maria, para que Jesus possa dizer de nós: “ esse é meu irmão, minha irmã” (Lc 12, 50b).

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

É legítimo matar alguém em legítima defesa?


O que a Igreja Católica diz sobre este assunto?


Algumas pessoas me perguntam se matar alguém para se defender, ou para defender a vida de pessoas inocentes, se é pecado. A Igreja ensina que, não havendo outra saída, pode-se matar o agressor injusto para defender a própria vida e a de outras pessoas inocentes; especialmente isso é válido para os que trabalham nas diversas polícias.

Evidentemente que todo esforço deve ser feito no sentido de não matar, mas, se não houver outra saída, paciência…

A Igreja Católica ensina que: “Se os meios não sangrentos bastarem para defender as vidas humanas contra o agressor e para proteger a ordem pública e a segurança das pessoas, a autoridade se limitará a esses meios, porque correspondem melhor às condições concretas do bem comum e estão mais conformes à dignidade da pessoa humana” (João Paulo II, enc. EV, 56 (1995); Cat. §2267).

O Catecismo da Igreja ensina no §2263 que: “A legítima defesa das pessoas e das sociedades não é uma exceção à proibição de matar o inocente, que caracteriza o homicídio voluntário: “A ação de defender-se pode acarretar um duplo efeito: um é a conservação da própria vida, o outro é a morte do agressor… (S. Tomás de Aquino, S. Th. II-II, 64,7). “Só se quer o primeiro; o outro não” (idem). Neste caso não se deseja matar o agressor, mas defender a própria vida e a de inocentes. Não há a intenção maldosa de matar.

A Igreja também ensina que: “O amor a si mesmo permanece um princípio fundamental da moralidade. Portanto, é legitimo fazer respeitar o próprio direito à vida. Quem defende sua vida não é culpável de homicídio, mesmo se for obrigado a matar o agressor” (§2264). O que não se pode é usar de violência mais do que necessário. “E não é necessário para a salvação omitir este ato de comedida proteção, para evitar matar o outro; porque, antes da de outrem, se está obrigado a cuidar da própria vida” (idem).

O Catecismo chega a dizer que: “A legítima defesa pode ser não somente um direito, mas um dever grave, para aquele que é responsável pela vida de outros, pelo bem comum da família ou da sociedade. Preservar o bem comum da sociedade exige que o agressor se prive das possibilidades de prejudicar a outrem… Por razões análogas os detentores de autoridade têm o direito de repelir pelas armas os agressores da comunidade civil pela qual são responsáveis” (§2265). Isto deixa claro pela Igreja que os profissionais que trabalham com a segurança das pessoas devem defendê-las mesmo usando da violência se for preciso para salvaguardar a vida dos inocentes.

Portanto, há que se fazer de tudo para não matar, mesmo ao agressor injusto, mas, se não houver outra saída para se defender a própria vida e a de pessoas inocentes, a vida a ser sacrificada deve ser a do agressor. Isto é o que a moral católica ensina como “mal menor”. Ele só pode ser alegado quando não se tem outra alternativa para se fazer o bem.

Prof. Felipe Aquino

Jesus voltará


A Igreja Católica não tem dúvida de que Jesus Cristo voltará na Parusia, para julgar os vivos e os mortos, como ensina o Credo.

“Desde a Ascensão, o desígnio de Deus entrou em sua consumação. Já estamos na “última hora”. (1 Jo 2,18; 1Pe 2,4) diz a Igreja.

O Concilio Vaticano II disse que: “A era final do mundo já chegou para nós, e a renovação do mundo está irrevogavelmente realizada e, de certo modo, já está antecipada nesta terra (LG 48) O Reino de Cristo já manifesta sua presença pelos sinais milagrosos (Mc 16,17-18) que acompanham seu anúncio pela Igreja”. (Mc 16,20)

O Catecismo ensina que o Reino de Cristo já está presente entre nós; ainda não está consumado “com poder e grande glória” (Lc 21,17; Mt 25,31) pela volta do Rei à terra. Esse Reino é ainda atacado pelos poderes maus, (2Ts 2,7) embora estes já tenham sido vencidos em sua bases pela Páscoa de Cristo. Enquanto tudo não for submetido a Ele (1Cor 15,18), “enquanto não houver novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça, a Igreja peregrina leva consigo em seus sacramentos e em suas instituições, que pertencem à idade presente, a figura deste mundo que passa e ela mesma vive entre as criaturas que gemem e sofrem como que dores de parto até o presente e aguardam a manifestação dos filhos de Deus”. (LG 48) Por este motivo os cristãos oram, sobretudo na Eucaristia (1Cor 11,26) para apressar a volta de Cristo (2Pe 3,11-12) dizendo-lhe: “Vem, Senhor” (Ap 22,17.20; 1Cor 16,22). (Cat. §671)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

É saudade de Deus, sua alma está com saudade de Deus!

Nestes dias vivi uma experiência de rezar com meus sentimentos. Estava um pouco mais recolhido, silencioso, quem olhasse de fora talvez pensasse “ele esta triste!” Havia um vazio e uma saudade, comecei a perguntar-me quais os motivos para tais sentimentos e continuei rezando, trabalhando, fazendo as coisas do dia a dia. No final do dia, no banho clamando a água Viva do Espírito de Deus, senti forte no meu coração: É saudade de Deus, sua alma está com saudade de Deus!



Então desci para capela, chamei outros irmãos que estavam em casa e expus o Santíssimo. Começamos a rezar e entregar tudo que estávamos sentindo a Jesus, rendendo nossa mente, inteligência, vontade e sentimentos a Jesus o Senhor e falando de nossas verdades. Ele nos acolheu como estávamos e depois de cantarmos um canto de adoração silenciamos e Ele nos falou com esta passagem bíblica: “Este é o mandamento, estas são as leis e os decretos que o SENHOR, vosso Deus, ordenou que eu vos ensinasse, para que os observeis na terra em que ides entrar para dela tomar posse. Assim, temerás o SENHOR, teu Deus, observando durante toda a vida todas as suas leis e mandamentos que te prescrevo a ti, a teus filhos e netos, a fim de que se prolonguem teus dias. E tu, Israel, ouve e cuida de os pôr em prática, para seres feliz e te multiplicares sempre mais, na terra onde corre leite e mel, como te prometeu o SENHOR, o Deus de teus pais. Ouve, Israel! O SENHOR nosso Deus é o único SENHOR.5.Amarás o SENHOR teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E trarás gravadas no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno” (cf. Deuteronômio 6, 1-6).

Assim como é tão importante aprender a “ler”, conhecer os sinais do nosso corpo precisamos igualmente e até melhor conhecer os sinais de nossa alma, os apelos do nosso coração que clama por Deus, por silêncio, por oração. Não sabendo nos falta a docilidade e procuramos infelizmente em tantas outras coisas saciar a saudade, à vontade e os sentimentos de maneiras completamente erradas e nunca vamos ser felizes. Hoje procuramos soluções em tudo, remédios, terapias, em pessoas, em coisas. Não sou contra nada disso, realmente precisamos de todo esse conjunto e às vezes o nosso ser que é um todo, corpo, alma e espírito esta pedindo Deus, silêncio, oração, paz interior. Colocar Deus no lugar que verdadeiramente Ele deve ocupar o centro de nossas vidas.


A oração é o sacrifício espiritual que aboliu os antigos sacrifícios. Que me importa a abundância de vossos sacrifícios? – diz o Senhor. Estou farto de holocaustos de carneiros e de gordura de animais cevados; do sangue de touros, de cordeiros e de bodes, não me agrado. Quem vos pediu estas coisas? (Is 1,11). O Evangelho nos ensina o que pede o Senhor: Está chegando à hora, diz ele, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Deus é espírito (Jo 4,23. 24), e por isso procura tais adoradores. Nós somos verdadeiros adoradores e verdadeiros sacerdotes, quando, orando em espírito, oferecemos o sacrifício espiritual da oração, como oferenda digna e agradável a Deus, aquela que ele mesmo pediu e preparou.

Esta oferenda, apresentada de coração sincero, alimentada pela fé, preparada pela verdade, íntegra e inocente, casta e sem mancha, coroada pelo amor, é a que devemos levar ao altar de Deus, acompanhada pelo solene cortejo das boas obras, entre salmos e hinos; ela nos alcançará de Deus tudo o que pedimos. Que poderia Deus negar à oração que procede do espírito e da verdade, se foi ele mesmo que assim exigiu? Todos nós lemos, ouvimos e acreditamos como são grandes os testemunhos da sua eficácia!

Nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome; e, no entanto ainda não havia recebido de Cristo toda a sua eficácia. Quanto maior não será, portanto, a eficácia da oração cristã! Talvez não faça descer sobre as chamas o orvalho do Anjo, não feche à boca dos leões, não leve a refeição aos camponeses famintos, não impeça milagrosamente o sofrimento; mas vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência, aumenta a graça aos que sofrem com fortaleza, para que vejam com os olhos da fé a recompensa do Senhor, reservada aos que sofrem pelo nome de Deus. Outrora a oração fazia vir às pragas, derrotava os exércitos inimigos, impedia a chuva necessária. Agora, porém, a oração autêntica afasta a ira de Deus, vela pelo bem dos inimigos e roga pelos perseguidores. Será para admirar que faça cair do céu as águas, se conseguiu que de lá descessem as línguas de fogo? Só a oração vence a Deus. Mas Cristo não quis que ela servisse para fazer mal algum; quis antes que toda a eficácia que lhe deu fosse apenas para servir o bem.

Conseqüentemente, ela não tem outra finalidade senão tirar do caminho da morte as almas dos defuntos, robustecer os fracos, curar os enfermos, libertar os possessos, abrir as portas das prisões, romper os grilhões dos inocentes. Ela perdoa os pecados, afasta as tentações, faz cessar as perseguições, reconforta os de ânimo abatido, enche de alegria os generosos, conduz os peregrinos, acalma as tempestades, detém os ladrões, dá alimento aos pobres, ensina os ricos, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam, confirma os que estão de pé.

Oram todos os anjos, ora toda criatura. Oram à sua maneira os animais domésticos e as feras, que dobramos joelhos. Saindo de seus estábulos ou de suas tocas, levantam os olhos para o céu e não abrem a boca em vão, fazendo vibrar o ar com seus gritos. Mesmo as aves quando levantam vôo, elevam-se para o céu e, em lugar de mãos, estendem as asas em forma de cruz, dizendo algo semelhante a uma prece. Que dizer ainda a respeito da oração? O próprio Senhor também orou; a ele honra e poder pelos séculos dos séculos.

Do Tratado sobre a oração, de Tertuliano, presbítero
(Cap. 28-29: CCL 1,273-274)(Séc. III).

Adoradores verdadeiros ao Pai adorarão em espírito e verdade; Pois são tais adoradores que o Pai quer e procura. Deus é Espírito e aqueles que o adoram, o adoram em espírito e em verdade. Pois são tais adoradores que o Pai quer e procura (cf. Jo 4).

Jesus, companheiro e amigo da nossa vida

Estamos em Cesareia de Filipe. Jesus quer medir o “termômetro” sobre Si, então pergunta aos Seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Um profundo silêncio se espalha entre eles e, num tom celestial, Pedro responde: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Jesus ganha um adjetivo. Ele é o Cristo, o Ungido. O termo deriva do fato de, no Antigo Testamento, os reis, profetas e sacerdotes, no momento de sua eleição, serem consagrados mediante uma unção com óleo perfumado. Cada vez mais claramente, na Bíblia, fala-se de um Ungido ou Consagrado especial que virá, nos últimos tempos, para realizar as promessas da salvação de Deus a seu povo.

Toda a tradição primitiva da Igreja é unânime ao proclamar que Jesus de Nazaré é o Messias esperado. Ele mesmo, segundo Marcos, se proclamará tal ante o Sinédrio. À pergunta do sumo sacerdote: “És tu o Cristo, o Filho do Bendito?”, Ele responde: “Sim, eu o sou”.

Jesus aceita ser identificado com o Messias esperado, mas não com a ideia que o Judaísmo havia construído sobre o messias. Na opinião dominante, este era visto como um líder político e militar que livraria Israel do domínio pagão e instauraria, pela força, o Reino de Deus na Terra.

Jesus teve de corrigir, profundamente, esta ideia compartilhada por Seus próprios apóstolos antes de permitir que se falasse d’Ele como Messias. A isso se orienta o discurso que segue imediatamente: “E começou a ensiná-los que o Filho do Homem devia sofrer muito…” A dura palavra dirigida a Pedro, que busca dissuadi-Lo de tais pensamentos: “Afasta-te de mim, Satanás!” é idêntica à dirigida ao tentador do deserto. Em ambos os casos, tratam-se, de fato, do mesmo objetivo de desviar-lhe do caminho que o Pai lhe indicou, o do Servo sofredor de Javé, por outro que é segundo os homens, não segundo Deus.

Lamentavelmente, temos de constatar que o erro de Pedro se repetiu na história. Também determinados homens e mulheres da Igreja se comportaram – em certas épocas – como se o Reino de Deus fosse deste mundo e como se fosse necessário afirmar-se com a vitória sobre os inimigos, em vez de fazê-lo com o sofrimento e o martírio.

Todas as palavras do Evangelho são atuais, mas o diálogo de Cesareia de Filipe o é de forma todo especial. A situação não mudou. Também hoje, sobre Jesus há as mais diversas opiniões das pessoas: um Profeta, um grande Mestre, uma grande Personalidade. Converteu-se numa moda apresentá-Lo nos espetáculos e nas novelas, nos costumes e com as mensagens mais estranhas.

No Evangelho, Jesus não parece se surpreender com as opiniões das pessoas nem se preocupa em desmenti-las. Só propõe uma pergunta aos discípulos e, assim, o faz também hoje: “Para vós, para você, quem sou eu?”. Existe um salto por dar que não vem da carne nem do sangue, mas que é dom de Deus e é preciso acolhê-lo.

A cada dia, há homens e mulheres que dão este salto. Às vezes, trata-se de pessoas famosas – atores, atrizes, homens de cultura – e, então, são notícia. Mas infinitamente mais numerosos são os crentes desconhecidos. Em certas ocasiões, os não-crentes interpretam estas conversões como fraqueza, crises sentimentais ou busca de popularidade e pode dar-se que, em algum caso, seja assim. Mas seria uma falta de respeito à consciência dos outros arrojar descrédito sobre cada história de conversão.

Uma coisa é certa: os que deram este salto não voltarão atrás por nada deste mundo. Mais ainda: surpreendem-se de ter podido viver tanto tempo sem a luz e a força que vem da fé em Cristo. Como São Hilário de Poitiers, que se converteu sendo adulto, estão dispostos a exclamar: “Antes de conhecer-te, eu não existia”.

Tenho de proclamar o Seu Nome: Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo! Foi Ele quem nos revelou o Deus invisível. É Ele o Primogênito de toda a criação, é n’Ele que todas as coisas têm a sua subsistência. Ele é o Senhor da humanidade e o Seu Redentor que nasceu, morreu e ressuscitou por nós.

Ele é o centro da história do mundo. Conhece-nos e nos ama. É o companheiro e amigo da nossa vida, o homem das dores (Is 53,3) e da esperança. É Aquele que há de vir, que será finalmente o nosso Juiz e também – assim confiamos – a nossa vida plena e a nossa beatitude.

Padre Bantu Mendonça

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ó Precioso e admirável banquete, Alimento para nossa vida!

Aproximando a Solenidade de Corpus Christi, da presença real, Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus na Eucaristia. Tive a graça de estar em Lanciano em 2010 por ocasião do Ano Sacerdotal, foi uma experiência maravilhosa de ver o Milagre Eucarístico que há centenas de anos continua sendo uma prova viva da presença de Jesus na Eucaristia. Trago para vocês dois textos lindos sobre este Sacramento que é alimento de vida eterna para nós, algumas fotos e um vídeo:


Em adoração diante do Milagre Eucarístico em Lanciano – Itália

O dom do Novo Testamento concedido como herança


O sacrifício celeste instituído por Cristo é verdadeiramente um dom do Novo Testamento concedido como herança; é o dom que ele nos deixou como garantia da sua presença, na noite em que foi entregue para ser crucificado. Este é o viático da nossa peregrinação. É o alimento que nos sustenta nos caminhos desta vida até o dia em que, partindo deste mundo, formos ao encontro do Senhor. Pois ele mesmo disse: Se não comerdes a minha carne e não beberdes o meu sangue, não tereis a vida em vós (cf. Jo 6,53).

Ele quis efetivamente com seus dons permanecer junto de nós; quis que as almas, remidas com o seu sangue precioso, se santificassem continuamente pelo memorial de sua Paixão. Por esse motivo, ordenou aos seus discípulos fiéis, constituídos como primeiros sacerdotes de sua Igreja, que sem cessar celebrassem estes mistérios da vida eterna. É necessário, portanto, que estes sacramentos sejam celebrados por todos os sacerdotes em cada Igreja do mundo inteiro, até que Cristo desça novamente dos céus. Deste modo, tanto os sacerdotes como todo o povo fiel, tendo diariamente ante os olhos o sacramento da Paixão de Cristo, tomando-o nas suas mãos e recebendo-o na boca e no coração, guardem indelével a memória de nossa redenção.

Com razão se considera o pão como uma imagem inteligível do Corpo de Cristo. De fato, assim como para fazer o pão é necessário reunir muitos grãos de trigo, transformá-los em farinha, amassar a farinha com água e cozê-la ao fogo, assim também o Corpo de Cristo reúne a multidão de todo o gênero humano e o leva à perfeita unidade de um só corpo por meio do fogo do Espírito Santo.

Cristo nasceu pelo poder do Espírito Santo. E porque convinha que nele se cumprisse toda a justiça, penetrou nas águas do batismo para santificá-las, e saiu do rio Jordão cheio do Espírito Santo que tinha descido sobre ele em forma de pomba. O evangelista dá testemunho disso dizendo: Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão (Lc 4,1).

Do mesmo modo, o vinho do seu sangue, proveniente de muitos cachos, quer dizer, feito das uvas da videira por ele plantada, espremido no lagar da cruz, fermenta por si mesmo em amplos recipientes que são os corações dos fiéis. Todos vós, pois, que fostes libertados do Egito e do poder do Faraó, isto é, do demônio, recebei com santa avidez de coração junto conosco, este sacrifício pascal portador de salvação. E assim, sejamos santificados até o mais íntimo de nosso ser por Jesus Cristo nosso Senhor, que cremos estar presente em seus sacramentos. Seu poder inestimável permanece por todos os séculos.

Dos Tratados de São Gaudêncio, bispo de Bréscia.
(Tract.2:CSEL68,30-32) (Séc.V).

Na Ceia derradeira Jesus tomou o pão,deu graças e o partiu, deu a eles e lhes disse: * Isto é o meu Corpo, entregue por vós. Fazei isto em memória de mim. Aleluia. É este o pão vivo descido dos céus; quem comer deste pão, viverá para sempre. Lc 22,19; Jo 6,58

Oração: Concedei ó Deus, que vejamos frutificar em toda a nossa vida as graças do mistério pascal, que instituístes na vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Um novo céu e uma nova terra esperam por nós

Os saduceus fizeram uma pergunta a Jesus sobre a ressurreição, de forma irônica, provavelmente para chacotear os fariseus.

Jesus, entretanto, leva a sério a pergunta, por isso vai buscar a resposta no Pentateuco, aceito, sem discussão, por fariseus e saduceus; e a tira da boca de Deus em diálogo com o maior e mais considerado homem da história dos judeus: Moisés. Jesus lhes fala do episódio da sarça ardente, exatamente o momento em que começa toda a história da libertação dos hebreus e o nascimento deles como povo escolhido por Deus: “Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó” (Cf. Ex 3,6). Deus não diz: “Eu fui o Deus de Abraão”, mas “Eu sou”. O que significa que Abraão, Isaac e Jacó estão vivos e continuam a adorar a Deus.

O alcance do argumento de Jesus era bem mais amplo do que aquele contexto de ressurreição que acreditavam os fariseus, pois para estes a ressurreição era um prolongamento da vida presente, uma espécie de plenitude dos prazeres terrenos.

Para Jesus, quem morre entra na vida eterna, na contemplação da vida divina. O mundo futuro não consiste na continuação da vida atual do corpo. Jesus, porém, não esclarece que tipo de corpo teremos, apenas afirma que seremos iguais aos anjos e faremos uma comunhão com Deus, ou seja, viveremos a vida do próprio Deus.

O mistério da ressurreição foi explicitado por Jesus, sobretudo com Sua própria Ressurreição. A partir da Páscoa, os apóstolos passaram a chamar-se “testemunhas do ressuscitado” e dela fizeram o centro de toda a pregação e o fundamento da fé cristã.

Se a Ressurreição consiste em estar sempre com o Senhor, o viver neste mundo exclusivamente para Ele e com Ele já tem o gosto da eternidade. A certeza da Ressurreição não deve ser apenas uma realidade que esperamos, mas que influencia, desde já, a nossa existência terrena. É o horizonte da Ressurreição que deve influenciar as nossas atitudes; é a certeza dela que nos dá a coragem de enfrentar as forças da morte que dominam o mundo do ter, do ser, do poder indiscriminado, de forma que o novo céu e a nova terra, que nos esperam, comecem a desenhar-se desde já.

Viemos do Deus da Vida e com a morte voltamos para Ele. Ela é o encontro maravilhoso com os amigos e parentes na visão beatífica do Pai. Para este encontro queremos nos preparar na companhia do nosso melhor amigo: Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida. Demos graças a Deus pelo dom da vida e a garantia da Ressurreição em Cristo Jesus.

Padre Bantu Mendonça

sábado, 2 de junho de 2012

Segundo dia do Papa Bento XVI em Milão

Neste sábado, 02, o Papa Bento XVI, que está em Milão, por ocasião do VII Encontro Mundial da Famílias, esteve na Catedral de Milão. Alí, se encontrou com religiosos e religiosas da arquidiocese. Em seguida, se dirigiu para o estágio San Ciro onde acolheu os crismando e seus familiares.

Às 17 horas (horário de Milão), o Santo Padre irá se encontrar com as autoridades. Para concluir a programação deste dia, às 20 horas, estará no Parco Nord Milano, onde as famílias vivem um dia de testemunhos.



Na catedral milanesa o Papa destacou: “Sem dúvida o amor por Jesus vale para todos os cristãos, mas ganha um significado singular para os sacerdotes celibatários e aqueles que possuem a vocação a vida consagrada: somente e sempre em Cristo se encontra a fonte e o modelo para repetir diariamente o ‘sim’ a vontade de Deus”. Comentou algumas citações bíblicas do rito litúrgico ambrosiano e também parte do discurso de Santo Ambrósio as vírgens: “Cristo é tudo para nós: se deseja curar novamente suas ferias, Ele é o médico; se estás angustiado com o mal estar da febre, Ele é fonte; se sente-se oprimido pela culpa, Ele é jistiça; se precisa de ajuda, Ele é potencia; se tem medo da morte, Ele é vida; se deseja o paraiso, Ele é o caminho; se predominam as trevas, Ele é luz; se está a procura de comida, Ele é o alimento” (Ibid., 16,99)


Seguindo para o estágio San Ciro foi acolhido por cerca de 70 mil pessoas, dentre jovens crismandos, seus catequistas e familiares, com muita alegria, dança e festa. Em seu discurso destacou: “Agora vocês são crescidos e podem dizer seu ‘sim’ livre e consciente. O sacramento da crisma confirma o batismo e infunde sobre vocês abundantemente o Espírito Santo. Agora vocês mesmos, cheios de gratidão, tem a possibilidade de acolher o grande presente que vos ajudará no caminho da vida a se transformar em testemunhas fiéis e corajosas de Jesus”.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Pentecostes



A decida do Espírito Santo aos Apóstolos

“E, porque sois filhos, enviou Deus a nossos corações Espírito de seu Filho que clama: Abbá, Pai” (Gl 4,6).

A Igreja nos ensina que desde quando Deus enviou a nós o seu Filho, enviou sempre seu Espírito, porque a missão dos dois é conjunta e inseparável. Na “plenitude dos tempos” (Gl 4,4), a Virgem Maria concebeu o Verbo bendito de Deus. Pelo Espírito Santo nela, o Pai deu ao mundo o Emanuel, “Deus-conosco” (Mt 1,23). É pela unção do Espírito Santo em sua Encarnação que o Filho de Deus é consagrado Cristo Messias. Por sua Morte e Ressurreição, Jesus é constituído Senhor e Cristo na glória e, de sua Plenitude, derramou o Espírito Santo sobre os Apóstolos e a Igreja no dia de Pentecostes. Ele é a alma da Igreja, sua força, sua luz, seu guia, sua Verdade e sua inspiração. Ele constrói, anima e santifica a Igreja. A missão de Cristo e do Espírito Santo realiza-se na Igreja, Corpo de Cristo e Templo do Espírito Santo.
A Igreja, que vive na fé Apóstolos, que ela transmite, é o lugar de nosso conhecimento do Espírito Santo. Como se dá isso? Primeiro, nas Escrituras que ele inspirou aos hagiógrafos (autores sagrados); por isso, “a Palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes” (Hb 12,4). Depois, pela Tradição Apostólica, da qual os Padres da Igreja são as testemunhas sempre atuais. Foi por eles, inspirados pelo Espírito Santo, que a Igreja discerniu quais os livros canônicos que deveriam estar na Bíblia.
O mesmo Espírito assiste e guia continuamente o Sagrado Magistério da Igreja que diligentemente guarda a “sã doutrina da fé” (1Tm 1,10; Tt 1,9; 2,1) para que não se perca a Verdade que salva e liberta (cf. Catecismo §851). Ele age na Liturgia sacramental, por meio de suas palavras e de seus símbolos, e nos coloca em Comunhão com Cristo; Ele age na oração e intercede por nós (Rm 8,26); Ele manifesta-se nos carismas e nos ministérios, de modo a edificar a Igreja, e também na vida apostólica e missionária da Igreja. Ele é o agente da evangelização; é Ele que dá aos fiéis o ardor evangélico e o desejo divino de salvar as almas. O Espírito Santo age no testemunho dos santos e dos mártires. Enfim, Ele é o artífice das obras de Deus, é o Mestre da oração. Ele é o nosso santificador; pela sua ação em nós vencemos a pior realidade: o pecado. Por isso, é urgente pedir: “Vinde, Espírito Santo!…”

Fonte: Blog Professor Felipe Aquino

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O Demônio quer ter o domínio sobre a sua vontade!

O Senhor tem um PROJETO de FELICIDADE para você!


o Senhor te quer Livre

Quero partilhar com vocês uma realidade na qual precisamos estar muito atentos em nossa vida com Deus, que é a experiencia pessoal de Cura e Libertação que cada um de nós precisamos viver. Toda a experiencia de Cura e Libertação que vivemos, nos ajuda a crescermos em maturidade, e nos ajuda a enxergarmos melhor quem Deus é, e quem de fato somos no PROJETO que Deus tem para cada um de nós!
É certo que Deus tem um PROJETO para você, um PROJETO para a sua vida! Tenho experimentado de maneira muito pessoal esta Palavra de Deus que tem falado muito ao meu coração diante de tudo aquilo que hoje tenho vivido, e quero partilhar com você esta Palavra: “Sei muito bem do PROJETO que tenho em relação a vós – Oraculo do Senhor! É um PROJETO de felicidade, não de sofrimento: dar vos um futuro, uma esperança!” (Jr 29,11)
E no que esta Palavra me ajuda? Me ajuda a ter a certeza de que o Senhor pensa em mim, de que o Senhor jamais deixou de olhar para mim e para tudo o que eu estou vivendo!
E qual a relação que isso tem haver com nosso processo de Cura e Libertação? Tem haver que quanto mais entendemos que o Senhor tem um PROJETO de felicidade para nós, que o Senhor não deixa de voltar os Seus olhos para nós; mais ainda eu devo me empenhar em QUERER ser mais Dele, e de experimenta – ló!

E a pergunta que se faz é: Como então ser mais Dele, e experimentar cada vez mais esse amor?
Entrando de maneira profunda em nosso processo de Cura e Libertação! Sem este processo de Cura e Libertação que precisamos viver de maneira individual, não conseguiremos experimentar esse amor pleno de que Deus tem por nós, pois toda a Cura e Libertação que vivemos nos tira de uma situação que nos prendia, nos paralisava, que fazia com que não tivéssemos coragem de dar um passo…Toda Cura e Libertação que vivemos faz com sejamos, cada vez mais, aquilo que Deus pensou de nós; e por isso nos leva mais para perto Deus; assim sendo, quanto mais perto de Deus estamos mais facilmente conseguimos entender este PROJETO de FELICIDADE que ELE tem para nós!

Não sei se ficou claro para você que descobrir este PROJETO de FELICIDADE que Deus tem para você faz parte de um CICLO que você precisa viver! Uma coisa esta amarrada à outra!

E aqui entra uma das coisas que penso ser de maior importância neste processo de Cura e Libertação,pois se trata de uma ação de Satanás que quer atingir e afetar a nossa vida; e diz respeito a nossaVONTADE! É uma das principais armas que Satanás se utiliza para poder aprisionar a cada um de nós, ele quer que a nossa VONTADE esteja sobre o controle dele, ele quer dominar as nossas VONTADES! E como descobrir se existe em nós esta ação de Satanás sobre a nossa VONTADE? Geralmente percebemos que estamos sobre esta ação de Satanás querendo controlar ou até mesmo já controlando a nossa vontade, através do que chamamos de ATOS COMPULSIVOS DE PECADOS! Podemos aqui citar o exemplo de pessoas viciadas em drogas, pessoas viciadas em álcool, pessoas viciadas em sexo, em pornografia; pessoas que não conseguem controlar pensamentos de morte, pensamentos de suicídio, e etc…
Esta é uma das áreas mais importantes de nossas vidas que pode estar sobre o domínio de Satanás!

Satanás também tentou Jesus no que se referia a Sua VONTADE! Quando Jesus estava no Getsemani, sofrendo a Sua agonia, Ele foi tentado a NÃO querer viver aquele momento, Ele foi tentado em Sua VONTADE e chegou a dizer ao Pai: “Pai, afasta de mim este cálice…” Mas Jesus IMEDIATAMENTE completou: “…contudo não seja feita a minha VONTADE, mas a Tua!” (Lc 22,42)
Jesus foi tentado em Sua VONTADE ao saber que os guardas romanos estavam chegando para prende – lo pois havia chegado a Sua hora, Ele foi tentado a querer fugir; mas permaneceu… E Jesus utilizou uma simples oração, mas de poderosa eficácia para tentações em relação a nossa VONTADE: “…contudo não seja feita a minha VONTADE, mas a Tua!”
Foi desta forma que Jesus conseguiu vencer a tentação que queria controlar a Sua VONTADE! Jesus não manteve isso escondido de nós, mas ensinou também aos Seus discipulos que seríamos tentados em nossa VONTADE, foi por isso que nos ensinou a melhor oração que podemos rezar, a Oração do Pai Nosso!
“Pai Nosso que estais nos Céus, Santificado seja o Teu Nome…” e então Jesus nos ensina… “Seja feita a Tua VONTADE, assim na terra como no Céu!” O que Ele quis dizer com isso? Seja feita Pai a Tua VONTADE na minha vida, em toda a terra, com a mesma perfeição que a Tua VONTADE se faz sempre no Céu!
Jesus nos ensina que Deus precisa estar no controle das nossas VONTADES! Jesus sabia que Satanás teria sempre como tática atacar a nossa VONTADE! Afinal de contas o que foi tentação de Adão e Eva? O pecado foi de desobedecer à Deus, mas a tentação se deu em sua VONTADE!

A Oração do Pai Nosso é a mais eficaz Oração que podemos dirigir à Deus!

Padre Rufus um dia nos disse que em seu ministério de Cura e Libertação, milhares de pessoas começaram a procura – ló, e no começo deste ministério ele realizava somente a Oração Oficial do Exorcismo sobre as pessoas, mas como a quantidade de pessoas começou a crescer, ele nos disse que chegou uma época que ele nao mais conseguia realizar o Exorcismo sobre as pessoas, por ser uma oração mais prolongada, e depois nem mesmo conseguia rezar sobre as pessoas a fórmula mais curta do Exorcismo…E ainda chegou ao ponto dele dizer que nem mesmo uma Oração de Libertação ele conseguia rezar pelas pessoas, devido a quantidade de pessoas que o procuravam…Então ele disse que quando as pessoas o procuravam ele somente as escutava e rezava sobre ela o Pai Nosso.
Esta foi a oração que Jesus mesmo nos ensinou, é a oração da Igreja; é a melhor oração!

Com isso quero concluir e deixar aqui uma tarefa a cada um que leu este artigo: Quero deixar a tarefa de você num momento de oração se colocar sobre à Luz de Nosso Senhor Jesus Cristo, e fazer uma boa revisão de como você tem andando…Se existem áreas da sua vida que você percebe que esta sobre o domínio de Satanás, sobre o domínio do pecado…Se você percebe que tem vivido atos COMPULSIVOS de PECADO…É momento de revisão de vida…

É preciso muito verdade diante de Deus e de nós mesmos para entrarmos neste processo individual de Cura e Libertaçao…E encontrarmos de Deus por meio da oração a resposta para que não caiamos nesta armadilha do Demônio!

Fonte: Blog Canção Nova

A sublime oração de Jesus por cada um de nós

Jesus sabia que Sua hora havia chegado. Assim sendo, não quis deixar Seus discípulos dispersos e desunidos. Sabendo também da força e do poder do “encardido”, Ele, por Seu amor e fidelidade, dá glória ao Pai.

Cristo apresenta a Deus a oração mais sublime de unidade na comunhão do amor. Ele pede que Seu Pai revele e exalte, na natureza pecadora do homem, a natureza divina do Filho que é o próprio Jesus: “Revela a natureza divina do teu Filho a fim de que ele revele a tua natureza gloriosa. Pois tens dado ao Filho autoridade sobre todos os seres humanos para que ele dê a vida eterna a todos os que lhe deste. E a vida eterna é esta: que eles conheçam a Ti, que és o único Deus verdadeiro; e conheçam também Jesus Cristo, que enviaste ao mundo” (cf. Jo 17,17).

Nessa oração, Jesus coloca em destaque, primeiro, Sua glória conjunta com o Pai. Ao mesmo tempo, nos faz saber que a obediência, na realização da vontade divina, constitui a maior glória do Pai na Terra. Por isso, terminando Sua missão, diz: “Eu mostrei quem tu és para aqueles que tirastes do mundo e me deste. Eles eram teus, e tu os deste para mim. Eles têm obedecido à tua mensagem e agora sabem que tudo o que me tens dado vem de ti”.

“Mas embora eles saibam que tu me enviaste, é preciso que tu, ó pai, os guardes na unidade. Para que o lobo não os disperse e devore um por um. Eu peço em favor deles. Não peço em favor do mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu; e a minha natureza divina se revela por meio daqueles que me deste” (cf. João 17,1-11). Esta é a preocupação de Jesus: que permaneçamos unidos a Ele, assim como Ele permanece unido ao Pai. Que o lobo não nos devore!

Você, então, poderia me perguntar. “Padre, que tipo de lobo?”. A resposta é muito simples: o lobo que pode me devorar, talvez não seja o mesmo que possa devorar você. Cada um tem o seu vício, seu hábito, sua dificuldade e seu problema, os quais se tornam “pecados de estimação”. São como pedra no sapato, “vira e mexe” nos põem para baixo, semeando desordem, distúrbio, desunião, confusão, separação, divórcios e tantos outros males em nosso coração.

É esse o “lobo” do qual Jesus quer nos livrar na oração que dirige ao Pai no Evangelho de hoje.

Padre Bantu Mendonça
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