Os santos são homens e mulheres que se deixaram conduzir pela Palavra e pelo Espírito de Deus e, por isso, alcançaram a santidade. Celebramos hoje a memória de São Francisco Xavier.
O Evangelho de hoje é o de Mt 8,5-11. Estamos diante da narrativa do milagre que também aparece nos Evangelhos de Lucas e de João, com diferenças sensíveis entre si.
O milagre em favor de um pagão, excluído do povo de Deus, é prova de uma fé que não havia sido mostrada em Israel. Assim, Jesus o apresenta como um membro do novo povo de Deus que não mais será formado por aqueles que pertencem a uma raça (a de Abraão), mas por aqueles que têm fé como Abraão: “Em verdade vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé”.
Por isso, cabe dizer que o conteúdo principal da mensagem de Jesus neste Evangelho é a grande manifestação de fé de um gentio e a cura à distância, sem o toque direto d’Ele. A fé do gentio contrasta com a incredulidade dos israelitas. Com esta cura à distância, fica destacada a eficácia da Palavra de Jesus.
Além deste episódio com o centurião, a cura à distância se dá apenas com outra pagã: a mulher cananeia. Assim, é fortalecida a fé dos discípulos nas comunidades, em todo o mundo, que darão continuidade ao ministério de Jesus, sem a sua presença sensível.
Com Jesus, todos os povos de todos os tempos têm seu lugar à mesa de Deus, em comunhão com sua vida divina e eterna. Trata-se, portanto de uma refeição, um banquete aberto para todos os povos, nações, línguas, tribos e raças desde que tenham como elemento fundamental a fé na Palavra do Filho do Homem: “Senhor … dizei somente uma ‘Palavra’ o meu criado ficará curado”.
Foi a partir da fé deste centurião, que hoje – antes de comungarmos – professamos a nossa fé no Corpo e no Sangue de Jesus presentes na hóstia e no vinho consagrados: “Senhor, eu não sou digno de entreis em minha morada, mas dizei somente uma palavra e serei salvo”.
É comungando o Corpo e o Sangue de Jesus que o homem e a mulher se tornam fortes e comprometidos com a missão de anunciá-Lo aos seus irmãos. E, dentre este homens ilustres, a Santa Mãe Igreja nos faz hoje meditar nas qualidades de São Francisco Xavier. Homem de uma fé verdadeira e sincera, o maior missionário dos nossos tempos. Com a garra de um verdadeiro “facho ardente”, São Francisco Xavier levou o Evangelho de Cristo para junto das culturas orientais, adaptando-as ao seu modo de compreender a Palavra da Salvação.
Que São Francisco Xavier nos inspire o seu jeito certo de hoje evangelizar, tal como ele se inspirou em Cristo nosso Senhor.
Padre Bantu Mendonça
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
sábado, 1 de dezembro de 2012
Você tem deixado de esperar Jesus?
Alguns dos discípulos de Cristo estavam comentando como o Templo era adornado com lindas pedras e dádivas dedicadas a Deus. Mas Jesus disse: “Disso que vocês estão vendo, dias virão em que não ficará pedra sobre pedra; serão todas derrubadas”.
“Mestre – perguntaram eles – quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal de que elas estão prestes a acontecer?” Ele respondeu: “Cuidado para não serem enganados, pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ‘O tempo está próximo’. Não os sigam. Quando ouvirem falar de guerras e rebeliões, não tenham medo. É necessário que primeiro aconteçam essas coisas, mas o fim não virá imediatamente”. Então lhes disse: “Nação se levantará contra nação e reino contra reino. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em vários lugares, e acontecimentos terríveis e grandes sinais provenientes do céu”.
Temos como objetivo fazer uma coisa muito gloriosa, que é anunciar o Evangelho do Reino de Deus por todo mundo. Há uma convicção muito clara em nosso coração de que Deus se agrada disso e nos capacita como instrumento, como um canal para honrar, glorificar e exaltar cada vez mais o Nome do Senhor. E temos também a convicção de que o Senhor tem permitido que este trabalho se realize para que almas perdidas venham a ser resgatadas e levadas ao caminho certo que são os passos do Senhor Jesus Cristo.
Muitos estão perdidos, preocupados com as coisas desse mundo. Estão cegos, não conhecem a Palavra. Mas Deus nos chamou para sermos luz. Deixe Deus usá-lo. Ele anseia por isso! Que você seja um canal de bênção para as pessoas. Vigie e ore em todo o tempo, para que não caia nas ciladas do demônio. Fique firme. Fortaleça o seu coração no Senhor, porque d’Ele procede todas as coisas. Ele o ama e quer usá-lo.
“Vigiai”. A atitude que Jesus espera de cada cristão, com relação à sua vinda, não é outra senão a vigilância. “E as coisas que vos digo, digo-as a todos: vigiai” (Mc 13,37). Estar vigilante é estar atento, é estar prestando atenção a todos os acontecimentos, a tudo que ocorre à sua volta, buscando ver nisto os sinais da proximidade da vinda de Jesus.
Apesar da exortação do próprio Senhor ser no sentido do cristão ter de vigiar durante todo o tempo, tem sido uma constante, na história da Igreja, movimentos que têm posto em segundo plano – quando não em último plano – a promessa da vinda de Jesus. Seja por meio da retirada total do tema do discurso eclesiástico, seja por decepções com as falsas profecias de designação de datas para o tão aguardado retorno, muitos cristãos têm negligenciado e deixado de esperar Jesus.
Uma vida cristã sem esta esperança é uma vida sem alento, sem perspectiva da eternidade, uma vida que passa a ser perigosamente envolvida com as coisas deste mundo e que tem grande probabilidade de ser sufocada por estas mesmas coisas, como ocorreu com a semente que brotou entre os espinhos (cf. Mt 13,22).
Os sinais da vinda do Senhor estão se cumprindo. Tudo indica que o retorno de Jesus é iminente. Esforcemo-nos, portanto, para que sejamos vigilantes. Tenhamos uma vida de oração, de santidade, cheia do Espírito Santo, com o verdadeiro e genuíno amor divino em nossos corações e com absoluta fidelidade e lealdade ao Senhor.
Não nos deixemos perturbar pelas falsas profecias, pelos que, mesmo entre nós, começam a esmorecer e a desacreditar da volta do Senhor, passando a buscar as coisas desta vida, mesmo em nome de sua religiosidade, mesmo em nome de Cristo.
Nunca percamos de vista que a razão de ser da nossa fé é a vida eterna, é o convívio para sempre com Nosso Senhor nas mansões celestiais. Vigiemos e, juntamente com o Espírito Santo, que nosso profundo desejo da alma seja dizer: “Ora, vem Senhor Jesus!”
Padre Bantu Mendonça
“Mestre – perguntaram eles – quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal de que elas estão prestes a acontecer?” Ele respondeu: “Cuidado para não serem enganados, pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ e ‘O tempo está próximo’. Não os sigam. Quando ouvirem falar de guerras e rebeliões, não tenham medo. É necessário que primeiro aconteçam essas coisas, mas o fim não virá imediatamente”. Então lhes disse: “Nação se levantará contra nação e reino contra reino. Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em vários lugares, e acontecimentos terríveis e grandes sinais provenientes do céu”.
Temos como objetivo fazer uma coisa muito gloriosa, que é anunciar o Evangelho do Reino de Deus por todo mundo. Há uma convicção muito clara em nosso coração de que Deus se agrada disso e nos capacita como instrumento, como um canal para honrar, glorificar e exaltar cada vez mais o Nome do Senhor. E temos também a convicção de que o Senhor tem permitido que este trabalho se realize para que almas perdidas venham a ser resgatadas e levadas ao caminho certo que são os passos do Senhor Jesus Cristo.
Muitos estão perdidos, preocupados com as coisas desse mundo. Estão cegos, não conhecem a Palavra. Mas Deus nos chamou para sermos luz. Deixe Deus usá-lo. Ele anseia por isso! Que você seja um canal de bênção para as pessoas. Vigie e ore em todo o tempo, para que não caia nas ciladas do demônio. Fique firme. Fortaleça o seu coração no Senhor, porque d’Ele procede todas as coisas. Ele o ama e quer usá-lo.
“Vigiai”. A atitude que Jesus espera de cada cristão, com relação à sua vinda, não é outra senão a vigilância. “E as coisas que vos digo, digo-as a todos: vigiai” (Mc 13,37). Estar vigilante é estar atento, é estar prestando atenção a todos os acontecimentos, a tudo que ocorre à sua volta, buscando ver nisto os sinais da proximidade da vinda de Jesus.
Apesar da exortação do próprio Senhor ser no sentido do cristão ter de vigiar durante todo o tempo, tem sido uma constante, na história da Igreja, movimentos que têm posto em segundo plano – quando não em último plano – a promessa da vinda de Jesus. Seja por meio da retirada total do tema do discurso eclesiástico, seja por decepções com as falsas profecias de designação de datas para o tão aguardado retorno, muitos cristãos têm negligenciado e deixado de esperar Jesus.
Uma vida cristã sem esta esperança é uma vida sem alento, sem perspectiva da eternidade, uma vida que passa a ser perigosamente envolvida com as coisas deste mundo e que tem grande probabilidade de ser sufocada por estas mesmas coisas, como ocorreu com a semente que brotou entre os espinhos (cf. Mt 13,22).
Os sinais da vinda do Senhor estão se cumprindo. Tudo indica que o retorno de Jesus é iminente. Esforcemo-nos, portanto, para que sejamos vigilantes. Tenhamos uma vida de oração, de santidade, cheia do Espírito Santo, com o verdadeiro e genuíno amor divino em nossos corações e com absoluta fidelidade e lealdade ao Senhor.
Não nos deixemos perturbar pelas falsas profecias, pelos que, mesmo entre nós, começam a esmorecer e a desacreditar da volta do Senhor, passando a buscar as coisas desta vida, mesmo em nome de sua religiosidade, mesmo em nome de Cristo.
Nunca percamos de vista que a razão de ser da nossa fé é a vida eterna, é o convívio para sempre com Nosso Senhor nas mansões celestiais. Vigiemos e, juntamente com o Espírito Santo, que nosso profundo desejo da alma seja dizer: “Ora, vem Senhor Jesus!”
Padre Bantu Mendonça
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
A graça de cooperarmos com Deus
‘Ano da Fé’ é tempo de estreitarmos os nossos laços de amizade com Jesus: «Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando» (Jo 13,14). E, como sabemos, o que difere o amigo de um simples servo executor de tarefa será sempre o conhecimento de causa.
Mas como, então, chegar a este nível de relacionamento, no qual a obediência passa a ser expressão de amor cheio de fé? O Evangelho de Mt 4,18-22 aponta-nos uma via segura, trilhada pelos primeiros escolhidos da Nova e Eterna Aliança.
No contexto da perícope citada, Jesus já havia iniciado o Seu ministério na Galileia, anunciando a proximidade do Reino dos Céus (cf. Mt 4,17), quando lança um olhar de eleição e conhecimento sobre a realidade de quem Ele queria compartilhando o Seu destino de vida e missão: «Jesus viu os dois irmãos: Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens» (Mt 4,18-19). Assim, o evangelista apresenta-nos diversos passos que podem ser traduzidos pelos verbos: ver, seguir e fazer.
Diferentemente dos mestres judeus que eram procurados pela cultura e santidade que apresentavam, o Sábio e Santo Jesus é quem toma a iniciativa de procurar as ovelhas para transformá-las em pastores e apóstolos, n’Ele o Pastor Eterno e Apóstolo do Pai.
Jesus, em tudo, comunicou o movimento da Trindade-Amor em relação à humanidade: «Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o Seu Filho como oferenda de expiação pelos nossos pecados» (1Jo 4,10). Por isso Ele, sem merecermos, nos dirige a Sua Palavra chamando, porque ama e, amando, porque chama: «Segui-me».
Estas palavras dirigidas aos primeiros continuam a penetrar a história da humanidade e os corações que se deixam conquistar por tão grande proximidade: «Tu me seduziste Senhor, e eu me deixei seduzir! Foste mais forte do que eu e me subjugaste» (Jr 20,7). Amor rico em promessas: «… eu farei de vós». Assim, no pessoal – «eu»- , Ele aceita bondosamente capacitar aqueles que são olhados e chamados.
Mas com que finalidade? Resposta: para participarmos do cumprimento das promessas de Deus novas e antigas: «Mas agora mando numerosos pescadores – oráculo do Senhor – para pescá-los. Meus olhos acompanham todo o seu caminhar» (Jr 16,16-17). Nas palavras neotestamentárias: «pescadores de homens».
Grande graça é podermos, como povo batizado, participarmos do comum dom e dever do apostolado, o qual tem uma origem divina como é próprio do mistério da Igreja Apostólica, assim ensina o Magistério oficial: «Toda a Igreja é apostólica, na medida em que, por meio dos sucessores de Pedro e dos apóstolos, permanece em comunhão de fé e de vida com a sua origem. Toda a Igreja é apostólica, na medida em que é “enviada” a todo o mundo. Todos os membros da Igreja, embora de modos diversos, participam deste envio. “A vocação cristã é também, por natureza, vocação para o apostolado”. E chamamos “apostolado” a “toda a atividade do Corpo Místico” tendente a “alargar o reino de Cristo à terra inteira”» (Catecismo da Igreja Católica, nº 863).
Por isso, os esforços para uma Nova Evangelização e Missões “ad Gentes” (aos povos distantes), não poderão cessar para a Igreja de Cristo. Contemos com o auxílio de todos os santos e santas que seguem como modelos autênticos de resposta correta e coerente às escolhas de Deus e nossos familiares (cf. CIC, nº 959). Eles (santos) seguem triunfantes no estado da Igreja Celeste como eficazes intercessores para uma milagrosa pescaria, a cada dia primada na qualidade.
Os homens e mulheres do nosso tempo precisam encontrar em nosso olhar, em nossas palavras e ações o reflexo d’Aquele Divino Pescador que, um dia, também nos chamou e nunca cessa de recordar-nos tão grande e imerecido dom do Espírito Santo.
Padre Fernando Santamaria – Comunidade Canção Nova
Mas como, então, chegar a este nível de relacionamento, no qual a obediência passa a ser expressão de amor cheio de fé? O Evangelho de Mt 4,18-22 aponta-nos uma via segura, trilhada pelos primeiros escolhidos da Nova e Eterna Aliança.
No contexto da perícope citada, Jesus já havia iniciado o Seu ministério na Galileia, anunciando a proximidade do Reino dos Céus (cf. Mt 4,17), quando lança um olhar de eleição e conhecimento sobre a realidade de quem Ele queria compartilhando o Seu destino de vida e missão: «Jesus viu os dois irmãos: Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens» (Mt 4,18-19). Assim, o evangelista apresenta-nos diversos passos que podem ser traduzidos pelos verbos: ver, seguir e fazer.
Diferentemente dos mestres judeus que eram procurados pela cultura e santidade que apresentavam, o Sábio e Santo Jesus é quem toma a iniciativa de procurar as ovelhas para transformá-las em pastores e apóstolos, n’Ele o Pastor Eterno e Apóstolo do Pai.
Jesus, em tudo, comunicou o movimento da Trindade-Amor em relação à humanidade: «Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o Seu Filho como oferenda de expiação pelos nossos pecados» (1Jo 4,10). Por isso Ele, sem merecermos, nos dirige a Sua Palavra chamando, porque ama e, amando, porque chama: «Segui-me».
Estas palavras dirigidas aos primeiros continuam a penetrar a história da humanidade e os corações que se deixam conquistar por tão grande proximidade: «Tu me seduziste Senhor, e eu me deixei seduzir! Foste mais forte do que eu e me subjugaste» (Jr 20,7). Amor rico em promessas: «… eu farei de vós». Assim, no pessoal – «eu»- , Ele aceita bondosamente capacitar aqueles que são olhados e chamados.
Mas com que finalidade? Resposta: para participarmos do cumprimento das promessas de Deus novas e antigas: «Mas agora mando numerosos pescadores – oráculo do Senhor – para pescá-los. Meus olhos acompanham todo o seu caminhar» (Jr 16,16-17). Nas palavras neotestamentárias: «pescadores de homens».
Grande graça é podermos, como povo batizado, participarmos do comum dom e dever do apostolado, o qual tem uma origem divina como é próprio do mistério da Igreja Apostólica, assim ensina o Magistério oficial: «Toda a Igreja é apostólica, na medida em que, por meio dos sucessores de Pedro e dos apóstolos, permanece em comunhão de fé e de vida com a sua origem. Toda a Igreja é apostólica, na medida em que é “enviada” a todo o mundo. Todos os membros da Igreja, embora de modos diversos, participam deste envio. “A vocação cristã é também, por natureza, vocação para o apostolado”. E chamamos “apostolado” a “toda a atividade do Corpo Místico” tendente a “alargar o reino de Cristo à terra inteira”» (Catecismo da Igreja Católica, nº 863).
Por isso, os esforços para uma Nova Evangelização e Missões “ad Gentes” (aos povos distantes), não poderão cessar para a Igreja de Cristo. Contemos com o auxílio de todos os santos e santas que seguem como modelos autênticos de resposta correta e coerente às escolhas de Deus e nossos familiares (cf. CIC, nº 959). Eles (santos) seguem triunfantes no estado da Igreja Celeste como eficazes intercessores para uma milagrosa pescaria, a cada dia primada na qualidade.
Os homens e mulheres do nosso tempo precisam encontrar em nosso olhar, em nossas palavras e ações o reflexo d’Aquele Divino Pescador que, um dia, também nos chamou e nunca cessa de recordar-nos tão grande e imerecido dom do Espírito Santo.
Padre Fernando Santamaria – Comunidade Canção Nova
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Explicando A Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças
Hoje a Igreja celebra uma Aparição de Nossa Senhora em Paris: Nossa Senhora das Graças. A Virgem Maria disse a Santa Catarina: “Este globo que vês representam o mundo inteiro e especialmente a França, e cada pessoa em particular. Os raios são os símbolos das Graças que derramo sobre as pessoas que me pedem”.

Enquanto Maria estava rodeada duma luz brilhante, o globo desaparece de suas mãos. Forma-se então um quadro de forma oval em que havia em letras de ouro as seguintes palavras:
Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”
Então Nossa Senhora revelou: “Faze cunhar uma medalha conforme este modelo. As pessoas que a trouxerem ao pescoço receberão grandes graças. As graças serão abundantes para os que a trouxerem com inteira confiança”.
“A medalha milagrosa é a compilação gráfica das grandezas de Maria e de sua história no plano de Salvação de Deus.”
M:
A letra M que sustém uma Cruz sobre uma barra horizontal entrelaçada nos braços do M. Eme de Maria, Mãe de Deus, altar da encarnação divina e participante das dores de Jesus na cruz; Mãe de todos nós.
A Cruz sobre a barra:
Altar da redenção, sinal da Salvação.
Dois corações:
O de Jesus, coroado de espinhos; O de Maria atravessado por uma espada, pela sua participação ativa e eminente na obra da Redenção, junto de seu Filho.
Doze estrelas:
Recordam o texto do Apocalipse:(cf. Ap 12,1) … e na sua cabeça uma coroa de doze estrelas Y, simbolizam as doze tribos de Israel, os doze apóstolos, os doze pilares da Fé.
Uma mulher Vestida de Luz:
Resplandecente, envolvida por luz e graças, significa a glória total.
A inscrição:
Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
Mãos abertas:
Derramados rios de Graças pelo mundo, maternidade solicitada e operante.
Raios:
É específico da Virgem Milagrosa “Os raios que vês são símbolo das Graças que derramo sobre quem, mas pede”. É a expressão da sua mediação eficaz, intercede e distribui.
Globo branco sobre os pés que pisam a serpente:
Maria e o pecado são opostos. Vitória de Maria sobre o pecado e sobre o auto do pecado.
Ó Maria Concebida sem pecado rogai por nós que recorremos a vós!
Enquanto Maria estava rodeada duma luz brilhante, o globo desaparece de suas mãos. Forma-se então um quadro de forma oval em que havia em letras de ouro as seguintes palavras:
Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”
Então Nossa Senhora revelou: “Faze cunhar uma medalha conforme este modelo. As pessoas que a trouxerem ao pescoço receberão grandes graças. As graças serão abundantes para os que a trouxerem com inteira confiança”.
“A medalha milagrosa é a compilação gráfica das grandezas de Maria e de sua história no plano de Salvação de Deus.”
M:
A letra M que sustém uma Cruz sobre uma barra horizontal entrelaçada nos braços do M. Eme de Maria, Mãe de Deus, altar da encarnação divina e participante das dores de Jesus na cruz; Mãe de todos nós.
A Cruz sobre a barra:
Altar da redenção, sinal da Salvação.
Dois corações:
O de Jesus, coroado de espinhos; O de Maria atravessado por uma espada, pela sua participação ativa e eminente na obra da Redenção, junto de seu Filho.
Doze estrelas:
Recordam o texto do Apocalipse:(cf. Ap 12,1) … e na sua cabeça uma coroa de doze estrelas Y, simbolizam as doze tribos de Israel, os doze apóstolos, os doze pilares da Fé.
Uma mulher Vestida de Luz:
Resplandecente, envolvida por luz e graças, significa a glória total.
A inscrição:
Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
Mãos abertas:
Derramados rios de Graças pelo mundo, maternidade solicitada e operante.
Raios:
É específico da Virgem Milagrosa “Os raios que vês são símbolo das Graças que derramo sobre quem, mas pede”. É a expressão da sua mediação eficaz, intercede e distribui.
Globo branco sobre os pés que pisam a serpente:
Maria e o pecado são opostos. Vitória de Maria sobre o pecado e sobre o auto do pecado.
Ó Maria Concebida sem pecado rogai por nós que recorremos a vós!
Fonte: Blog Padre Luizinho
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Que fraquezas e pecados estão predominando em minha vida?
“Mantém o teu coração firme e sê constante, inclina teu ouvido e acolhe as palavras inteligentes, e não te afobes no tempo da contrariedade.” (Eclo 2,2)
Você saberia dizer agora mesmo qual é o pecado que tem predominado em sua vida?
Voce saberia dizer também que defeito tem predominado em você?
Tenho aprendido nestes últimos tempos que é muito importante que eu e que você tenhamos as respostas para estas perguntas acima. Ter estas respostas podem nos ajudar e muito em nosso caminho pessoal de conversão para Deus; e ainda pode nos ajudar a livrar os nossos pés de caminhos que querem nos tirar de Deus!
Existem pecados em nossas vidas que predominam, que insistem em voltar, e que ainda que confessemos os mesmos; acabamos caindo uma hora ou outra….
Nesta experiencia de não conseguir vencer determinado pecado, você precisa aprender algumas lições muito importantes:
- A primeira e importante lição é que você mesmo, por suas forças não conseguirá vencer nenhum pecado, nenhuma limitação… Você precisará lembrar-se constantemente que vencer um pecado ou uma situação de pecado é sempre uma ação da graça de Deus em você. Isso parece ser muito simples de ser entendido. Mas a verdade é que quando você compreende isso, também compreende que se você abandonar a sua vida de oração você cairá novamente. Se existe então uma situação de pecado em sua vida que você ainda não conseguiu superar, isso também significa que você não pode deixar de estar em Deus por meio da Oração! Não abandone a sua vida de oração por causa de pecados cometidos, isso é uma grande tentação! Isso é uma estratégia do demônio para fazer com que você se perca para sempre! Quedas e fraquezas e a nossa vida de oração precisam caminhar juntas!
É somente você pensar bem: Se eu caio constantemente em um determinado pecado, e para vence – lô preciso de Deus; como então posso abandonar a oração se ela é o meio mais eficaz de Deus agir em mim? Acredito que a primeira e mais importante lição é essa….
- A segunda lição que aprendo quando consigo determinar que pecados e que defeitos tem predominado em mim, é que também consigo identificar outras limitações que surgem na minha vida por consequência destes pecados e limitações. Por exemplo, se seu pecado é o pecado do adultério, por consequência dele você se afastará de Deus por não se achar digno de estar com Ele, você estará mais irritado com as pessoas e com as situações que circundam você, você estará indiferente a sua esposa(o) em casa, você sentirá um medo interior e coisas do tipo….
Um outro exemplo é se identifico que há em mim um grande sentimento de rejeição: Quando sinto isso acho que as pessoas estão querendo me deixar de lado ou estão me menosprezando, e isso faz com que eu queira me sobressair em algumas coisas que me estão a minha volta. Por isso começo a ser mais orgulhoso, a soberba começa a se despontar nas minhas reações, isso tudo porque tenho um sentimento de rejeição dentro de mim e não consigo supera – lo.
Então precisamos ficar atentos pois pecados e limitações que insistem em voltar, sempre nos arrastam para outros pecados e limitações…
-A terceira lição importante que aprendo quando descubro pecados e limitações que predominam em minha vida, é que posso então buscar a virtude oposta à eles para poder vence – los.
Isso é muito importante quando detectamos de maneira concreta que existe situações que não conseguimos vencer em nós.
Me lembro que anos atrás eu fiz esta experiência. Eu não conseguia ouvir o que a pessoa estava me falando até o final, e eu começava a falar, dar minha opinião e tudo o mais…Detectei que havia esta limitação em mim, e era uma limitação mesmo, então como vence – lá? Comecei a praticar ouvir mais e somente falar quando a pessoa terminava tudo o que estava falando…E coloquei um papel no monitor do computador onde eu trabalhava escrito: “PRECISO SABER OUVIR”…E todas as vezes que alguém me procurava para apresentar ou falar de um problema, eu me lebrava do papel e fazia o exercicio de ouvir mais….
E assim fiz e ainda faço com muitas coisas em relação ao meu dia a dia, em relação as coisas que vou descobrindo em mim.
Esta lição é importante porque quando não conseguimos arrancar pela raiz um pecado ou uma limitação em nós, fazemos o exercício de vencer o mal através de uma virtude que lhe seja oposta! Com isso não nos concentramos no mal em si, mas na virtude que precisamos praticar para vencer tal mal!
Por isso, hoje eu aconselho você a fazer esta mesma experiencia!
Deus abençoe voce!
Voce saberia dizer também que defeito tem predominado em você?
Tenho aprendido nestes últimos tempos que é muito importante que eu e que você tenhamos as respostas para estas perguntas acima. Ter estas respostas podem nos ajudar e muito em nosso caminho pessoal de conversão para Deus; e ainda pode nos ajudar a livrar os nossos pés de caminhos que querem nos tirar de Deus!
Existem pecados em nossas vidas que predominam, que insistem em voltar, e que ainda que confessemos os mesmos; acabamos caindo uma hora ou outra….
Nesta experiencia de não conseguir vencer determinado pecado, você precisa aprender algumas lições muito importantes:
- A primeira e importante lição é que você mesmo, por suas forças não conseguirá vencer nenhum pecado, nenhuma limitação… Você precisará lembrar-se constantemente que vencer um pecado ou uma situação de pecado é sempre uma ação da graça de Deus em você. Isso parece ser muito simples de ser entendido. Mas a verdade é que quando você compreende isso, também compreende que se você abandonar a sua vida de oração você cairá novamente. Se existe então uma situação de pecado em sua vida que você ainda não conseguiu superar, isso também significa que você não pode deixar de estar em Deus por meio da Oração! Não abandone a sua vida de oração por causa de pecados cometidos, isso é uma grande tentação! Isso é uma estratégia do demônio para fazer com que você se perca para sempre! Quedas e fraquezas e a nossa vida de oração precisam caminhar juntas!
É somente você pensar bem: Se eu caio constantemente em um determinado pecado, e para vence – lô preciso de Deus; como então posso abandonar a oração se ela é o meio mais eficaz de Deus agir em mim? Acredito que a primeira e mais importante lição é essa….
- A segunda lição que aprendo quando consigo determinar que pecados e que defeitos tem predominado em mim, é que também consigo identificar outras limitações que surgem na minha vida por consequência destes pecados e limitações. Por exemplo, se seu pecado é o pecado do adultério, por consequência dele você se afastará de Deus por não se achar digno de estar com Ele, você estará mais irritado com as pessoas e com as situações que circundam você, você estará indiferente a sua esposa(o) em casa, você sentirá um medo interior e coisas do tipo….
Um outro exemplo é se identifico que há em mim um grande sentimento de rejeição: Quando sinto isso acho que as pessoas estão querendo me deixar de lado ou estão me menosprezando, e isso faz com que eu queira me sobressair em algumas coisas que me estão a minha volta. Por isso começo a ser mais orgulhoso, a soberba começa a se despontar nas minhas reações, isso tudo porque tenho um sentimento de rejeição dentro de mim e não consigo supera – lo.
Então precisamos ficar atentos pois pecados e limitações que insistem em voltar, sempre nos arrastam para outros pecados e limitações…
-A terceira lição importante que aprendo quando descubro pecados e limitações que predominam em minha vida, é que posso então buscar a virtude oposta à eles para poder vence – los.
Isso é muito importante quando detectamos de maneira concreta que existe situações que não conseguimos vencer em nós.
Me lembro que anos atrás eu fiz esta experiência. Eu não conseguia ouvir o que a pessoa estava me falando até o final, e eu começava a falar, dar minha opinião e tudo o mais…Detectei que havia esta limitação em mim, e era uma limitação mesmo, então como vence – lá? Comecei a praticar ouvir mais e somente falar quando a pessoa terminava tudo o que estava falando…E coloquei um papel no monitor do computador onde eu trabalhava escrito: “PRECISO SABER OUVIR”…E todas as vezes que alguém me procurava para apresentar ou falar de um problema, eu me lebrava do papel e fazia o exercicio de ouvir mais….
E assim fiz e ainda faço com muitas coisas em relação ao meu dia a dia, em relação as coisas que vou descobrindo em mim.
Esta lição é importante porque quando não conseguimos arrancar pela raiz um pecado ou uma limitação em nós, fazemos o exercício de vencer o mal através de uma virtude que lhe seja oposta! Com isso não nos concentramos no mal em si, mas na virtude que precisamos praticar para vencer tal mal!
Por isso, hoje eu aconselho você a fazer esta mesma experiencia!
Deus abençoe voce!
Fonte: Blog Livres de todo mal
domingo, 25 de novembro de 2012
Jesus tem o direito de reinar em minha vida
Dizer “Cristo Rei” é quase uma redundância, pois Cristo, que significa “messias”, já supõe o significado de ser ungido rei. A repetição, porém, enfatiza e endossa o desejo de realçar o atributo do poderio absoluto, que mais caracteriza sua pessoa divina, expresso também pelo título de “Senhor”, outrossim, releva o múnus régio de Jesus.
A Liturgia de hoje nos ajuda a conhecer a natureza da realeza de Jesus, cujo reinado não é deste mundo (Jo 18,36) e que, por isso, não faz concorrência aos reinos terrestres. Aliás, durante seu ministério público, Jesus foge quando querem fazê-lo rei (Jo 6,15), evitando dar à sua missão messiânica um cunho político e terreno.
No entanto, Jesus é Rei. Ele mesmo o afirma diante de Pilatos em circunstâncias, humanamente falando, pouco régias (Jo 18,37). Cabe a Paulo comentar alguns dos aspectos desta realeza: Jesus é o único mediador da salvação de toda a criação; n’Ele todas as coisas encontram seu acabamento e consistência; por Ele todos os homens têm acesso a Deus Pai, participando da única família do Pai; é Ele o Primogênito de toda a criação, a imagem do Deus invisível, cujo desígnio criador e salvador depende d’Ele; é Ele o Redentor que reconcilia com Seu sacrifício os homens e, vencendo a morte, é elevado à direita de Deus, constituindo-se também primogênito dentre os mortos; finalmente, Ele é também a Cabeça do corpo, que é a Igreja, a qual conquistou com Seu sangue como propriedade ou povo que lhe pertence para realizar a sua vontade (Cl 1,15-20; Ef 1,20-23).
Em um mundo que se descristianiza e se seculariza, como expressar ainda o direito que Jesus tem de reinar? Como manifestar tal direito quando há batizados que se empenham e se responsabilizam pela história, sem nenhuma referência a Jesus e a Seu Evangelho? A resposta que é dada, pelo conjunto da Pastoral exercida pela Igreja, é o próprio sentido da solenidade de hoje. Os autênticos cristãos confessam ser Jesus o Senhor, por consequência, querem que Ele tenha Seu espaço de influência na história que ajudam a construir.
Vivendo o sacerdócio régio, comum a todos os batizados, os fiéis cristianizam o mundo, iluminando a consciência dos homens, libertando-a da escravidão do pecado, tornando-os aptos a descobrirem a beleza de Cristo. As sociedades, com suas estruturas, quando são fermentadas por genuínos cristãos, descobrem espaços contínuos para o estabelecimento do humanismo integral. Onde Cristo chega pela vivência dos fiéis, descortina-se um véu de esperança para o drama humano do sofrimento e da finitude.
Por todas as razões acima expostas, a Solenidade de Cristo Rei privilegia o protagonismo do laicato católico. Por isso, em muitos lugares, hoje é o “Dia do Leigo” ou se administra o Sacramento da Crisma para que, na força do Espírito, os confirmados em Cristo – jovens e adultos – proclamem seu reinado na Igreja, na família e na sociedade, pela palavra, pelo serviço e pelo testemunho.
Pilatos, já informado da situação, pergunta diretamente a Jesus: “Tu és o rei dos judeus?”. Jesus responde com outra pergunta, indaga ao interrogador qual é a origem dessa acusação que, neste ponto, se converte em aclamação. Pilatos não está interessado em estabelecer nenhum tipo de vínculo com Jesus, contudo, segundo a forma como o evangelista João conduz o fio do relato, a realeza de Cristo acaba sendo proclamada não por seus patrícios, mas pelos pagãos.
Indiretamente, Jesus responde de modo afirmativo à primeira pergunta de Pilatos, mas presta um esclarecimento que, certamente, nem Pilatos nem seus acusadores podem entender: “Meu reinado – ou também minha realeza – não é deste mundo”, mas deve ser entendida “não ao modo ou à maneira deste mundo”.
E a explicação continua: “Se minha realeza fosse ao estilo desta realidade, teria sido defendido por meu exército e não teria caído nas mãos dos judeus”.
Mas Pilatos quer uma resposta mais clara, um ‘sim’ ou um ‘não’. E mais uma vez interroga: “Então, tu és rei?”. De novo, São João põe nos lábios de um pagão a expressão que confirma a realeza de Jesus. Pilatos o disse e assim é. Mas, em seguida, Jesus corrige a característica dessa realeza: “Para isso vim, não para dominar nem para infundir terror, mas para servir a verdade”.
Assim, pois, o evangelista deixa claro em que consiste a dimensão messiânica e real de Jesus. Não se trata de um rei ao estilo dos reinos temporais, mas ao estilo do que já se havia entrevisto no Antigo Testamento: a entrega, o serviço ao projeto do Pai, que é, antes de tudo, a justiça. Isso é a verdade para João, o projeto do Pai encarnado em Jesus.
Infelizmente, com o correr do tempo, usou-se de subterfúgios com o conteúdo desse interrogatório, especialmente a resposta de Jesus sobre a origem de sua realeza. Algumas correntes cristológicas – que subsistem até hoje – defendem uma dimensão “espiritual” do reino de Jesus. Conforme isso, “meu reino não é deste mundo” desconecta Jesus e seu Evangelho de todo compromisso e de todo o contato com a ordem temporal, dessa realidade concreta em que vivemos, e o transfere para um mundo “espiritual”.
“Mundo”, para João, é uma forma sintética de referir-se a tudo o que contradiz o projeto divino, e que pode equiparar-se ao que ele deseja descrever também com a expressão “trevas” em oposição à “luz”. Assim, pode-se entender “meu reino não é deste mundo”, como “não é desses reinos que se opõem ao querer de Deus” e, nesse sentido, Jesus realizou toda a sua ação, não contradisse em nada a vontade do Pai.
Como me posiciono a respeito das ideologias e tendências que pretendem manipular a figura de Jesus, como se Ele fosse um chefe monárquico? Em meu trabalho apostólico, reforço essa ideologia ou a descarto? Com base em quais passagens da Escritura sustento minha posição?
Senhor Jesus, aceita-me como membro do Reino que vieste implantar na história humana, deixando que Deus seja o Senhor da minha vida.
Padre Bantu Mendonça
A Liturgia de hoje nos ajuda a conhecer a natureza da realeza de Jesus, cujo reinado não é deste mundo (Jo 18,36) e que, por isso, não faz concorrência aos reinos terrestres. Aliás, durante seu ministério público, Jesus foge quando querem fazê-lo rei (Jo 6,15), evitando dar à sua missão messiânica um cunho político e terreno.
No entanto, Jesus é Rei. Ele mesmo o afirma diante de Pilatos em circunstâncias, humanamente falando, pouco régias (Jo 18,37). Cabe a Paulo comentar alguns dos aspectos desta realeza: Jesus é o único mediador da salvação de toda a criação; n’Ele todas as coisas encontram seu acabamento e consistência; por Ele todos os homens têm acesso a Deus Pai, participando da única família do Pai; é Ele o Primogênito de toda a criação, a imagem do Deus invisível, cujo desígnio criador e salvador depende d’Ele; é Ele o Redentor que reconcilia com Seu sacrifício os homens e, vencendo a morte, é elevado à direita de Deus, constituindo-se também primogênito dentre os mortos; finalmente, Ele é também a Cabeça do corpo, que é a Igreja, a qual conquistou com Seu sangue como propriedade ou povo que lhe pertence para realizar a sua vontade (Cl 1,15-20; Ef 1,20-23).
Em um mundo que se descristianiza e se seculariza, como expressar ainda o direito que Jesus tem de reinar? Como manifestar tal direito quando há batizados que se empenham e se responsabilizam pela história, sem nenhuma referência a Jesus e a Seu Evangelho? A resposta que é dada, pelo conjunto da Pastoral exercida pela Igreja, é o próprio sentido da solenidade de hoje. Os autênticos cristãos confessam ser Jesus o Senhor, por consequência, querem que Ele tenha Seu espaço de influência na história que ajudam a construir.
Vivendo o sacerdócio régio, comum a todos os batizados, os fiéis cristianizam o mundo, iluminando a consciência dos homens, libertando-a da escravidão do pecado, tornando-os aptos a descobrirem a beleza de Cristo. As sociedades, com suas estruturas, quando são fermentadas por genuínos cristãos, descobrem espaços contínuos para o estabelecimento do humanismo integral. Onde Cristo chega pela vivência dos fiéis, descortina-se um véu de esperança para o drama humano do sofrimento e da finitude.
Por todas as razões acima expostas, a Solenidade de Cristo Rei privilegia o protagonismo do laicato católico. Por isso, em muitos lugares, hoje é o “Dia do Leigo” ou se administra o Sacramento da Crisma para que, na força do Espírito, os confirmados em Cristo – jovens e adultos – proclamem seu reinado na Igreja, na família e na sociedade, pela palavra, pelo serviço e pelo testemunho.
Pilatos, já informado da situação, pergunta diretamente a Jesus: “Tu és o rei dos judeus?”. Jesus responde com outra pergunta, indaga ao interrogador qual é a origem dessa acusação que, neste ponto, se converte em aclamação. Pilatos não está interessado em estabelecer nenhum tipo de vínculo com Jesus, contudo, segundo a forma como o evangelista João conduz o fio do relato, a realeza de Cristo acaba sendo proclamada não por seus patrícios, mas pelos pagãos.
Indiretamente, Jesus responde de modo afirmativo à primeira pergunta de Pilatos, mas presta um esclarecimento que, certamente, nem Pilatos nem seus acusadores podem entender: “Meu reinado – ou também minha realeza – não é deste mundo”, mas deve ser entendida “não ao modo ou à maneira deste mundo”.
E a explicação continua: “Se minha realeza fosse ao estilo desta realidade, teria sido defendido por meu exército e não teria caído nas mãos dos judeus”.
Mas Pilatos quer uma resposta mais clara, um ‘sim’ ou um ‘não’. E mais uma vez interroga: “Então, tu és rei?”. De novo, São João põe nos lábios de um pagão a expressão que confirma a realeza de Jesus. Pilatos o disse e assim é. Mas, em seguida, Jesus corrige a característica dessa realeza: “Para isso vim, não para dominar nem para infundir terror, mas para servir a verdade”.
Assim, pois, o evangelista deixa claro em que consiste a dimensão messiânica e real de Jesus. Não se trata de um rei ao estilo dos reinos temporais, mas ao estilo do que já se havia entrevisto no Antigo Testamento: a entrega, o serviço ao projeto do Pai, que é, antes de tudo, a justiça. Isso é a verdade para João, o projeto do Pai encarnado em Jesus.
Infelizmente, com o correr do tempo, usou-se de subterfúgios com o conteúdo desse interrogatório, especialmente a resposta de Jesus sobre a origem de sua realeza. Algumas correntes cristológicas – que subsistem até hoje – defendem uma dimensão “espiritual” do reino de Jesus. Conforme isso, “meu reino não é deste mundo” desconecta Jesus e seu Evangelho de todo compromisso e de todo o contato com a ordem temporal, dessa realidade concreta em que vivemos, e o transfere para um mundo “espiritual”.
“Mundo”, para João, é uma forma sintética de referir-se a tudo o que contradiz o projeto divino, e que pode equiparar-se ao que ele deseja descrever também com a expressão “trevas” em oposição à “luz”. Assim, pode-se entender “meu reino não é deste mundo”, como “não é desses reinos que se opõem ao querer de Deus” e, nesse sentido, Jesus realizou toda a sua ação, não contradisse em nada a vontade do Pai.
Como me posiciono a respeito das ideologias e tendências que pretendem manipular a figura de Jesus, como se Ele fosse um chefe monárquico? Em meu trabalho apostólico, reforço essa ideologia ou a descarto? Com base em quais passagens da Escritura sustento minha posição?
Senhor Jesus, aceita-me como membro do Reino que vieste implantar na história humana, deixando que Deus seja o Senhor da minha vida.
Padre Bantu Mendonça
sábado, 24 de novembro de 2012
Como superar as crises?
Tenho uma pergunta pra você. Como você lida com as suas dificuldades, com as crises que acontecem nas mais diversas áreas da sua vida? Tenho certeza que você pensaria um pouco e responderia nem saberia por onde conversar! Pois é, e quando se fala de relacionamento com o outro? Ai parece que as coisas são mas delicadas que se imagina.
É difícil mesmo poder ter em palavras tudo aquilo que estamos vivendo, temos visões e entendimentos diferentes, queremos ser entendidos e aceitos da forma que queremos e por isso nada e nenhum esforço de alguém será capaz de compreender e entender aquilo que na verdade nem eu e nem você entende.
As crises elas acontecem mais cedo ou mais tarde elas aparecem, faz parte do processo de maturidade e descoberta da nossas vida, o que não faz parte deste processo, deste tempo é fugir, sufocar, menosprezar ou até mesmo maquiar a situação. Por que mais cedo ou mais tarde ela vem como um avalanche na vida e arrasta tudo que aparentemente se é construído. Vivemos tensões sim mais o que fazemos com elas? Como elas podem nos ajudar a crescer e até mesmo a sermos felizes? Como posso crescer e viver bem com as diferenças de pensamentos de outra pessoa?
É difícil mesmo poder ter em palavras tudo aquilo que estamos vivendo, temos visões e entendimentos diferentes, queremos ser entendidos e aceitos da forma que queremos e por isso nada e nenhum esforço de alguém será capaz de compreender e entender aquilo que na verdade nem eu e nem você entende.
As crises elas acontecem mais cedo ou mais tarde elas aparecem, faz parte do processo de maturidade e descoberta da nossas vida, o que não faz parte deste processo, deste tempo é fugir, sufocar, menosprezar ou até mesmo maquiar a situação. Por que mais cedo ou mais tarde ela vem como um avalanche na vida e arrasta tudo que aparentemente se é construído. Vivemos tensões sim mais o que fazemos com elas? Como elas podem nos ajudar a crescer e até mesmo a sermos felizes? Como posso crescer e viver bem com as diferenças de pensamentos de outra pessoa?
#TamosJuntos
Fonte: http://blog.cancaonova.com/radiodf/2012/11/24/como-superar-as-crises/
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
10 Dicas de como conquista a Serenidade
OS 10 MANDAMENTOS DA SERENIDADE
1. Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este meu dia, sem querer resolver os problemas da minha vida todos de uma vez.
2. Só por hoje terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros:
-delicado nas minhas maneiras
-não criticar ninguém
-não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém senão a mim.
3. Só por hoje me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz não só no outro mundo, mas também neste.
4. Só por hoje me adaptarei às circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias se adaptem todas aos meus desejos.
5. Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me que assim como é preciso comer para sustentar meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida da minha alma.
6. Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.
7. Só por hoje farei uma coisa de que não gosto e se for ofendido nos meus sentimentos procurarei que ninguém o saiba.
8. Só por hoje farei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo o caso, vou fazê-lo. E me guardarei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão.
9. Só por hoje ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim, mesmo se existisse só eu no mundo – ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.
10. Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gozar do que é belo e não terei medo de crer na bondade.

2. Só por hoje terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros:
-delicado nas minhas maneiras
-não criticar ninguém
-não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém senão a mim.
3. Só por hoje me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz não só no outro mundo, mas também neste.
4. Só por hoje me adaptarei às circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias se adaptem todas aos meus desejos.
5. Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me que assim como é preciso comer para sustentar meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida da minha alma.
6. Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.
7. Só por hoje farei uma coisa de que não gosto e se for ofendido nos meus sentimentos procurarei que ninguém o saiba.
8. Só por hoje farei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo o caso, vou fazê-lo. E me guardarei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão.
9. Só por hoje ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim, mesmo se existisse só eu no mundo – ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.
10. Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gozar do que é belo e não terei medo de crer na bondade.
Papa João XXIII
Fonte: http://blog.cancaonova.com/mulher/10-dicas-de-como-conquista-a-serenidade/
Fonte: http://blog.cancaonova.com/mulher/10-dicas-de-como-conquista-a-serenidade/
O gosto da profecia cristã
A Igreja nos convida a ouvirmos, meditarmos e daí tirarmos consequências práticas do acontecimento bíblico, agora narrado por São Lucas: Lc 19, 45-48.
Segundo este evangelista, a profética expulsão do Templo ocorreu no mesmo dia em que Jesus entra triunfantemente em Jerusalém, como meta de Sua viagem pascal (cf. Lc 19, 28-39). O mais curto relato dentre os Evangelhos não perdem, nem por isso, a riqueza e profundidade. Vem Espírito Santo e ajuda-nos a desbravarmos este tesouro!
No Evangelho, Jesus se revela como o Senhor e Mestre do templo da Cidade Santa, lugar onde São Lucas apresenta como ambiente próprio dos últimos feitos e ensinamentos do Salvador da humanidade.
Retornando à purificação do Templo, Jesus fundamenta o Seu ato na Palavra de Deus, proferida por Isaías e Jeremias, chamando-O de “novo” Moisés, Isaías e Jeremias, bem compreendendo que n’Ele e para Ele convergiram todas as promessas e profecias, tanto do Antigo como na Nova e Eterna Aliança.
Jesus Cristo é tudo para as Sagradas Escrituras. Mas e para cada um de nós? Resposta que a Igreja Católica reafirmou no Concílio Vaticano II: «A Igreja, por sua parte, acredita que Jesus Cristo, morto e ressuscitado por todos, oferece aos homens, pelo seu Espírito, a luz e a força para poderem corresponder à Sua altíssima vocação; nem foi dado aos homens sob o céu outro nome, no qual devam ser salvos. Acredita também que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e mestre» (Gaudium et Spes, nº 10).
Por isso, neste Ano da Fé, precisamos pedir a graça de Deus para pensarmos e professarmos a nossa fé segundo a Igreja de Cristo, a qual segue na história sendo sinal e sacramento da Salvação presente e testemunhada na Palavra do Senhor. Ela atesta, desde o Antigo Testamento, a autoridade que, um dia, seria revelada por e em Jesus de Nazaré: «Porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos» (Is 56, 7).
É bom recordar que o espaço do Templo em que Jesus atuou era reservado aos gentios, mas precisava ser ponto de encontro dos povos com o Deus amoroso, que a ninguém despreza ou trata inferiorizando. Também Jesus citou uma parte do texto do profeta, talvez, mais contestado e corajoso da Antiga Aliança e, por isso, prefiguração do Missionário e Consagrado do Pai das Misericórdias: «Acaso esta casa consagrada ao meu nome tornou-se, a vosso ver, um esconderijo de ladrões?» (Jr 7, 11).
Neste sentido, é que o contato com a Palavra da Verdade sempre precisa promover uma autêntica conversão, como acontecia com aqueles que se encontravam com Jesus pela fé. Sobre isto também ensinou o Papa Bento XVI, na exortação apostólica sobre a Palavra de Deus: «De fato, é precisamente a pregação da Palavra divina que faz surgir a fé, pela qual aderimos de coração à verdade que nos foi revelada e entregamos todo o nosso ser a Cristo: “A fé vem da pregação, e a pregação pela palavra de Cristo” (Rm 10, 17). Toda a história da salvação nos mostra, progressivamente, esta ligação íntima entre a Palavra de Deus e a fé que se realiza no encontro com Cristo» (Verbum Domini, nº25).
Deixar-se conquistar e purificar pela graça de Cristo, até que nosso pensar, falar, agir e reagir testemunhe-O como o centro de tudo, é uma meta possível de se alcançar, pela ação do Espírito Santo encarnada na nossa história e na disposição de irmos ao encontro dos outros, principalmente os mais desfavorecidos. Por isso, era autêntico o testemunho da Beata Teresa de Calcutá: «Jesus, meu Tudo em tudo!».
Minha vida já comunica esta verdade libertadora? A Providência Santíssima, que nos visita pela Palavra meditada, vivenciada e testemunhada, já foi sentida por mim como amargura aos pecados da minha vida e mel do meu consolo em Deus? Qual é a reação da Palavra de Deus em mim?
O livro da Revelação nos fornece um bom parâmetro: «Vai…“Pega e devora. Será amargo no estômago, mas na tua boca será doce como mel”. Peguei da mão do anjo o livrinho e o devorei. Na boca era doce como mel, mas quando o engoli, meu estômago tornou-se amargo. Então me foi dito: “Deves profetizar ainda contra muitos povos e nações, línguas e reis”» (Ap 10, 9-11).
Eis a Boa Nova de Jesus Cristo que, nem sempre, nos agrada ou está de acordo com as expectativas dos outros. Portanto, precisamos, neste Ano da Fé, nos esmerarmos em pedir humildemente ao Espírito Santo que o nosso profetizar aponte para o Profeta, Senhor, Mestre e centro da Igreja e do plano de Deus para a salvação do mundo.
Ele haverá de transformar todas as realidades e nos ensinar a cooperarmos, com e como Igreja d’Ele e para o mundo. Ainda que custe… «Eu vos digo: se eles se calarem, as pedras gritarão» (Lc 19, 40).
Padre Fernando Santamaria – Comunidade Canção Nova
Segundo este evangelista, a profética expulsão do Templo ocorreu no mesmo dia em que Jesus entra triunfantemente em Jerusalém, como meta de Sua viagem pascal (cf. Lc 19, 28-39). O mais curto relato dentre os Evangelhos não perdem, nem por isso, a riqueza e profundidade. Vem Espírito Santo e ajuda-nos a desbravarmos este tesouro!
No Evangelho, Jesus se revela como o Senhor e Mestre do templo da Cidade Santa, lugar onde São Lucas apresenta como ambiente próprio dos últimos feitos e ensinamentos do Salvador da humanidade.
Retornando à purificação do Templo, Jesus fundamenta o Seu ato na Palavra de Deus, proferida por Isaías e Jeremias, chamando-O de “novo” Moisés, Isaías e Jeremias, bem compreendendo que n’Ele e para Ele convergiram todas as promessas e profecias, tanto do Antigo como na Nova e Eterna Aliança.
Jesus Cristo é tudo para as Sagradas Escrituras. Mas e para cada um de nós? Resposta que a Igreja Católica reafirmou no Concílio Vaticano II: «A Igreja, por sua parte, acredita que Jesus Cristo, morto e ressuscitado por todos, oferece aos homens, pelo seu Espírito, a luz e a força para poderem corresponder à Sua altíssima vocação; nem foi dado aos homens sob o céu outro nome, no qual devam ser salvos. Acredita também que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e mestre» (Gaudium et Spes, nº 10).
Por isso, neste Ano da Fé, precisamos pedir a graça de Deus para pensarmos e professarmos a nossa fé segundo a Igreja de Cristo, a qual segue na história sendo sinal e sacramento da Salvação presente e testemunhada na Palavra do Senhor. Ela atesta, desde o Antigo Testamento, a autoridade que, um dia, seria revelada por e em Jesus de Nazaré: «Porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos» (Is 56, 7).
É bom recordar que o espaço do Templo em que Jesus atuou era reservado aos gentios, mas precisava ser ponto de encontro dos povos com o Deus amoroso, que a ninguém despreza ou trata inferiorizando. Também Jesus citou uma parte do texto do profeta, talvez, mais contestado e corajoso da Antiga Aliança e, por isso, prefiguração do Missionário e Consagrado do Pai das Misericórdias: «Acaso esta casa consagrada ao meu nome tornou-se, a vosso ver, um esconderijo de ladrões?» (Jr 7, 11).
Neste sentido, é que o contato com a Palavra da Verdade sempre precisa promover uma autêntica conversão, como acontecia com aqueles que se encontravam com Jesus pela fé. Sobre isto também ensinou o Papa Bento XVI, na exortação apostólica sobre a Palavra de Deus: «De fato, é precisamente a pregação da Palavra divina que faz surgir a fé, pela qual aderimos de coração à verdade que nos foi revelada e entregamos todo o nosso ser a Cristo: “A fé vem da pregação, e a pregação pela palavra de Cristo” (Rm 10, 17). Toda a história da salvação nos mostra, progressivamente, esta ligação íntima entre a Palavra de Deus e a fé que se realiza no encontro com Cristo» (Verbum Domini, nº25).
Deixar-se conquistar e purificar pela graça de Cristo, até que nosso pensar, falar, agir e reagir testemunhe-O como o centro de tudo, é uma meta possível de se alcançar, pela ação do Espírito Santo encarnada na nossa história e na disposição de irmos ao encontro dos outros, principalmente os mais desfavorecidos. Por isso, era autêntico o testemunho da Beata Teresa de Calcutá: «Jesus, meu Tudo em tudo!».
Minha vida já comunica esta verdade libertadora? A Providência Santíssima, que nos visita pela Palavra meditada, vivenciada e testemunhada, já foi sentida por mim como amargura aos pecados da minha vida e mel do meu consolo em Deus? Qual é a reação da Palavra de Deus em mim?
O livro da Revelação nos fornece um bom parâmetro: «Vai…“Pega e devora. Será amargo no estômago, mas na tua boca será doce como mel”. Peguei da mão do anjo o livrinho e o devorei. Na boca era doce como mel, mas quando o engoli, meu estômago tornou-se amargo. Então me foi dito: “Deves profetizar ainda contra muitos povos e nações, línguas e reis”» (Ap 10, 9-11).
Eis a Boa Nova de Jesus Cristo que, nem sempre, nos agrada ou está de acordo com as expectativas dos outros. Portanto, precisamos, neste Ano da Fé, nos esmerarmos em pedir humildemente ao Espírito Santo que o nosso profetizar aponte para o Profeta, Senhor, Mestre e centro da Igreja e do plano de Deus para a salvação do mundo.
Ele haverá de transformar todas as realidades e nos ensinar a cooperarmos, com e como Igreja d’Ele e para o mundo. Ainda que custe… «Eu vos digo: se eles se calarem, as pedras gritarão» (Lc 19, 40).
Padre Fernando Santamaria – Comunidade Canção Nova
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
É legítimo matar alguém em legítima defesa?
O que a Igreja Católica diz sobre este assunto?
Algumas pessoas me perguntam se matar alguém para se defender, ou para defender a vida de pessoas inocentes, se é pecado. A Igreja ensina que, não havendo outra saída, pode-se matar o agressor injusto para defender a própria vida e a de outras pessoas inocentes; especialmente isso é válido para os que trabalham nas diversas polícias.
Evidentemente que todo esforço deve ser feito no sentido de não matar, mas, se não houver outra saída, paciência…
A Igreja Católica ensina que: “Se os meios não sangrentos bastarem para defender as vidas humanas contra o agressor e para proteger a ordem pública e a segurança das pessoas, a autoridade se limitará a esses meios, porque correspondem melhor às condições concretas do bem comum e estão mais conformes à dignidade da pessoa humana” (João Paulo II, enc. EV, 56 (1995); Cat. §2267).
O Catecismo da Igreja ensina no §2263 que: “A legítima defesa das pessoas e das sociedades não é uma exceção à proibição de matar o inocente, que caracteriza o homicídio voluntário: “A ação de defender-se pode acarretar um duplo efeito: um é a conservação da própria vida, o outro é a morte do agressor… (S. Tomás de Aquino, S. Th. II-II, 64,7). “Só se quer o primeiro; o outro não” (idem). Neste caso não se deseja matar o agressor, mas defender a própria vida e a de inocentes. Não há a intenção maldosa de matar.
A Igreja também ensina que: “O amor a si mesmo permanece um princípio fundamental da moralidade. Portanto, é legitimo fazer respeitar o próprio direito à vida. Quem defende sua vida não é culpável de homicídio, mesmo se for obrigado a matar o agressor” (§2264). O que não se pode é usar de violência mais do que necessário. “E não é necessário para a salvação omitir este ato de comedida proteção, para evitar matar o outro; porque, antes da de outrem, se está obrigado a cuidar da própria vida” (idem).
O Catecismo chega a dizer que: “A legítima defesa pode ser não somente um direito, mas um dever grave, para aquele que é responsável pela vida de outros, pelo bem comum da família ou da sociedade. Preservar o bem comum da sociedade exige que o agressor se prive das possibilidades de prejudicar a outrem… Por razões análogas os detentores de autoridade têm o direito de repelir pelas armas os agressores da comunidade civil pela qual são responsáveis” (§2265). Isto deixa claro pela Igreja que os profissionais que trabalham com a segurança das pessoas devem defendê-las mesmo usando da violência se for preciso para salvaguardar a vida dos inocentes.
Portanto, há que se fazer de tudo para não matar, mesmo ao agressor injusto, mas, se não houver outra saída para se defender a própria vida e a de pessoas inocentes, a vida a ser sacrificada deve ser a do agressor. Isto é o que a moral católica ensina como “mal menor”. Ele só pode ser alegado quando não se tem outra alternativa para se fazer o bem.
Prof. Felipe Aquino
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
É saudade de Deus, sua alma está com saudade de Deus!
Nestes dias vivi uma experiência de rezar com meus sentimentos. Estava um pouco mais recolhido, silencioso, quem olhasse de fora talvez pensasse “ele esta triste!” Havia um vazio e uma saudade, comecei a perguntar-me quais os motivos para tais sentimentos e continuei rezando, trabalhando, fazendo as coisas do dia a dia. No final do dia, no banho clamando a água Viva do Espírito de Deus, senti forte no meu coração: É saudade de Deus, sua alma está com saudade de Deus!
Então desci para capela, chamei outros irmãos que estavam em casa e expus o Santíssimo. Começamos a rezar e entregar tudo que estávamos sentindo a Jesus, rendendo nossa mente, inteligência, vontade e sentimentos a Jesus o Senhor e falando de nossas verdades. Ele nos acolheu como estávamos e depois de cantarmos um canto de adoração silenciamos e Ele nos falou com esta passagem bíblica: “Este é o mandamento, estas são as leis e os decretos que o SENHOR, vosso Deus, ordenou que eu vos ensinasse, para que os observeis na terra em que ides entrar para dela tomar posse. Assim, temerás o SENHOR, teu Deus, observando durante toda a vida todas as suas leis e mandamentos que te prescrevo a ti, a teus filhos e netos, a fim de que se prolonguem teus dias. E tu, Israel, ouve e cuida de os pôr em prática, para seres feliz e te multiplicares sempre mais, na terra onde corre leite e mel, como te prometeu o SENHOR, o Deus de teus pais. Ouve, Israel! O SENHOR nosso Deus é o único SENHOR.5.Amarás o SENHOR teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E trarás gravadas no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno” (cf. Deuteronômio 6, 1-6).
Assim como é tão importante aprender a “ler”, conhecer os sinais do nosso corpo precisamos igualmente e até melhor conhecer os sinais de nossa alma, os apelos do nosso coração que clama por Deus, por silêncio, por oração. Não sabendo nos falta a docilidade e procuramos infelizmente em tantas outras coisas saciar a saudade, à vontade e os sentimentos de maneiras completamente erradas e nunca vamos ser felizes. Hoje procuramos soluções em tudo, remédios, terapias, em pessoas, em coisas. Não sou contra nada disso, realmente precisamos de todo esse conjunto e às vezes o nosso ser que é um todo, corpo, alma e espírito esta pedindo Deus, silêncio, oração, paz interior. Colocar Deus no lugar que verdadeiramente Ele deve ocupar o centro de nossas vidas.
A oração é o sacrifício espiritual que aboliu os antigos sacrifícios. Que me importa a abundância de vossos sacrifícios? – diz o Senhor. Estou farto de holocaustos de carneiros e de gordura de animais cevados; do sangue de touros, de cordeiros e de bodes, não me agrado. Quem vos pediu estas coisas? (Is 1,11). O Evangelho nos ensina o que pede o Senhor: Está chegando à hora, diz ele, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Deus é espírito (Jo 4,23. 24), e por isso procura tais adoradores. Nós somos verdadeiros adoradores e verdadeiros sacerdotes, quando, orando em espírito, oferecemos o sacrifício espiritual da oração, como oferenda digna e agradável a Deus, aquela que ele mesmo pediu e preparou.
Esta oferenda, apresentada de coração sincero, alimentada pela fé, preparada pela verdade, íntegra e inocente, casta e sem mancha, coroada pelo amor, é a que devemos levar ao altar de Deus, acompanhada pelo solene cortejo das boas obras, entre salmos e hinos; ela nos alcançará de Deus tudo o que pedimos. Que poderia Deus negar à oração que procede do espírito e da verdade, se foi ele mesmo que assim exigiu? Todos nós lemos, ouvimos e acreditamos como são grandes os testemunhos da sua eficácia!
Nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome; e, no entanto ainda não havia recebido de Cristo toda a sua eficácia. Quanto maior não será, portanto, a eficácia da oração cristã! Talvez não faça descer sobre as chamas o orvalho do Anjo, não feche à boca dos leões, não leve a refeição aos camponeses famintos, não impeça milagrosamente o sofrimento; mas vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência, aumenta a graça aos que sofrem com fortaleza, para que vejam com os olhos da fé a recompensa do Senhor, reservada aos que sofrem pelo nome de Deus. Outrora a oração fazia vir às pragas, derrotava os exércitos inimigos, impedia a chuva necessária. Agora, porém, a oração autêntica afasta a ira de Deus, vela pelo bem dos inimigos e roga pelos perseguidores. Será para admirar que faça cair do céu as águas, se conseguiu que de lá descessem as línguas de fogo? Só a oração vence a Deus. Mas Cristo não quis que ela servisse para fazer mal algum; quis antes que toda a eficácia que lhe deu fosse apenas para servir o bem.
Conseqüentemente, ela não tem outra finalidade senão tirar do caminho da morte as almas dos defuntos, robustecer os fracos, curar os enfermos, libertar os possessos, abrir as portas das prisões, romper os grilhões dos inocentes. Ela perdoa os pecados, afasta as tentações, faz cessar as perseguições, reconforta os de ânimo abatido, enche de alegria os generosos, conduz os peregrinos, acalma as tempestades, detém os ladrões, dá alimento aos pobres, ensina os ricos, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam, confirma os que estão de pé.
Oram todos os anjos, ora toda criatura. Oram à sua maneira os animais domésticos e as feras, que dobramos joelhos. Saindo de seus estábulos ou de suas tocas, levantam os olhos para o céu e não abrem a boca em vão, fazendo vibrar o ar com seus gritos. Mesmo as aves quando levantam vôo, elevam-se para o céu e, em lugar de mãos, estendem as asas em forma de cruz, dizendo algo semelhante a uma prece. Que dizer ainda a respeito da oração? O próprio Senhor também orou; a ele honra e poder pelos séculos dos séculos.
Do Tratado sobre a oração, de Tertuliano, presbítero
(Cap. 28-29: CCL 1,273-274)(Séc. III).
Adoradores verdadeiros ao Pai adorarão em espírito e verdade; Pois são tais adoradores que o Pai quer e procura. Deus é Espírito e aqueles que o adoram, o adoram em espírito e em verdade. Pois são tais adoradores que o Pai quer e procura (cf. Jo 4).
Então desci para capela, chamei outros irmãos que estavam em casa e expus o Santíssimo. Começamos a rezar e entregar tudo que estávamos sentindo a Jesus, rendendo nossa mente, inteligência, vontade e sentimentos a Jesus o Senhor e falando de nossas verdades. Ele nos acolheu como estávamos e depois de cantarmos um canto de adoração silenciamos e Ele nos falou com esta passagem bíblica: “Este é o mandamento, estas são as leis e os decretos que o SENHOR, vosso Deus, ordenou que eu vos ensinasse, para que os observeis na terra em que ides entrar para dela tomar posse. Assim, temerás o SENHOR, teu Deus, observando durante toda a vida todas as suas leis e mandamentos que te prescrevo a ti, a teus filhos e netos, a fim de que se prolonguem teus dias. E tu, Israel, ouve e cuida de os pôr em prática, para seres feliz e te multiplicares sempre mais, na terra onde corre leite e mel, como te prometeu o SENHOR, o Deus de teus pais. Ouve, Israel! O SENHOR nosso Deus é o único SENHOR.5.Amarás o SENHOR teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E trarás gravadas no teu coração todas estas palavras que hoje te ordeno” (cf. Deuteronômio 6, 1-6).
Assim como é tão importante aprender a “ler”, conhecer os sinais do nosso corpo precisamos igualmente e até melhor conhecer os sinais de nossa alma, os apelos do nosso coração que clama por Deus, por silêncio, por oração. Não sabendo nos falta a docilidade e procuramos infelizmente em tantas outras coisas saciar a saudade, à vontade e os sentimentos de maneiras completamente erradas e nunca vamos ser felizes. Hoje procuramos soluções em tudo, remédios, terapias, em pessoas, em coisas. Não sou contra nada disso, realmente precisamos de todo esse conjunto e às vezes o nosso ser que é um todo, corpo, alma e espírito esta pedindo Deus, silêncio, oração, paz interior. Colocar Deus no lugar que verdadeiramente Ele deve ocupar o centro de nossas vidas.
A oração é o sacrifício espiritual que aboliu os antigos sacrifícios. Que me importa a abundância de vossos sacrifícios? – diz o Senhor. Estou farto de holocaustos de carneiros e de gordura de animais cevados; do sangue de touros, de cordeiros e de bodes, não me agrado. Quem vos pediu estas coisas? (Is 1,11). O Evangelho nos ensina o que pede o Senhor: Está chegando à hora, diz ele, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. Deus é espírito (Jo 4,23. 24), e por isso procura tais adoradores. Nós somos verdadeiros adoradores e verdadeiros sacerdotes, quando, orando em espírito, oferecemos o sacrifício espiritual da oração, como oferenda digna e agradável a Deus, aquela que ele mesmo pediu e preparou.
Esta oferenda, apresentada de coração sincero, alimentada pela fé, preparada pela verdade, íntegra e inocente, casta e sem mancha, coroada pelo amor, é a que devemos levar ao altar de Deus, acompanhada pelo solene cortejo das boas obras, entre salmos e hinos; ela nos alcançará de Deus tudo o que pedimos. Que poderia Deus negar à oração que procede do espírito e da verdade, se foi ele mesmo que assim exigiu? Todos nós lemos, ouvimos e acreditamos como são grandes os testemunhos da sua eficácia!
Nos tempos passados, a oração livrava do fogo, das feras e da fome; e, no entanto ainda não havia recebido de Cristo toda a sua eficácia. Quanto maior não será, portanto, a eficácia da oração cristã! Talvez não faça descer sobre as chamas o orvalho do Anjo, não feche à boca dos leões, não leve a refeição aos camponeses famintos, não impeça milagrosamente o sofrimento; mas vem em auxílio dos que suportam a dor com paciência, aumenta a graça aos que sofrem com fortaleza, para que vejam com os olhos da fé a recompensa do Senhor, reservada aos que sofrem pelo nome de Deus. Outrora a oração fazia vir às pragas, derrotava os exércitos inimigos, impedia a chuva necessária. Agora, porém, a oração autêntica afasta a ira de Deus, vela pelo bem dos inimigos e roga pelos perseguidores. Será para admirar que faça cair do céu as águas, se conseguiu que de lá descessem as línguas de fogo? Só a oração vence a Deus. Mas Cristo não quis que ela servisse para fazer mal algum; quis antes que toda a eficácia que lhe deu fosse apenas para servir o bem.
Conseqüentemente, ela não tem outra finalidade senão tirar do caminho da morte as almas dos defuntos, robustecer os fracos, curar os enfermos, libertar os possessos, abrir as portas das prisões, romper os grilhões dos inocentes. Ela perdoa os pecados, afasta as tentações, faz cessar as perseguições, reconforta os de ânimo abatido, enche de alegria os generosos, conduz os peregrinos, acalma as tempestades, detém os ladrões, dá alimento aos pobres, ensina os ricos, levanta os que caíram, sustenta os que vacilam, confirma os que estão de pé.
Oram todos os anjos, ora toda criatura. Oram à sua maneira os animais domésticos e as feras, que dobramos joelhos. Saindo de seus estábulos ou de suas tocas, levantam os olhos para o céu e não abrem a boca em vão, fazendo vibrar o ar com seus gritos. Mesmo as aves quando levantam vôo, elevam-se para o céu e, em lugar de mãos, estendem as asas em forma de cruz, dizendo algo semelhante a uma prece. Que dizer ainda a respeito da oração? O próprio Senhor também orou; a ele honra e poder pelos séculos dos séculos.
Do Tratado sobre a oração, de Tertuliano, presbítero
(Cap. 28-29: CCL 1,273-274)(Séc. III).
Adoradores verdadeiros ao Pai adorarão em espírito e verdade; Pois são tais adoradores que o Pai quer e procura. Deus é Espírito e aqueles que o adoram, o adoram em espírito e em verdade. Pois são tais adoradores que o Pai quer e procura (cf. Jo 4).
Jesus, companheiro e amigo da nossa vida
Estamos em Cesareia de Filipe. Jesus quer medir o “termômetro” sobre Si, então pergunta aos Seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Um profundo silêncio se espalha entre eles e, num tom celestial, Pedro responde: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.
Jesus ganha um adjetivo. Ele é o Cristo, o Ungido. O termo deriva do fato de, no Antigo Testamento, os reis, profetas e sacerdotes, no momento de sua eleição, serem consagrados mediante uma unção com óleo perfumado. Cada vez mais claramente, na Bíblia, fala-se de um Ungido ou Consagrado especial que virá, nos últimos tempos, para realizar as promessas da salvação de Deus a seu povo.
Toda a tradição primitiva da Igreja é unânime ao proclamar que Jesus de Nazaré é o Messias esperado. Ele mesmo, segundo Marcos, se proclamará tal ante o Sinédrio. À pergunta do sumo sacerdote: “És tu o Cristo, o Filho do Bendito?”, Ele responde: “Sim, eu o sou”.
Jesus aceita ser identificado com o Messias esperado, mas não com a ideia que o Judaísmo havia construído sobre o messias. Na opinião dominante, este era visto como um líder político e militar que livraria Israel do domínio pagão e instauraria, pela força, o Reino de Deus na Terra.
Jesus teve de corrigir, profundamente, esta ideia compartilhada por Seus próprios apóstolos antes de permitir que se falasse d’Ele como Messias. A isso se orienta o discurso que segue imediatamente: “E começou a ensiná-los que o Filho do Homem devia sofrer muito…” A dura palavra dirigida a Pedro, que busca dissuadi-Lo de tais pensamentos: “Afasta-te de mim, Satanás!” é idêntica à dirigida ao tentador do deserto. Em ambos os casos, tratam-se, de fato, do mesmo objetivo de desviar-lhe do caminho que o Pai lhe indicou, o do Servo sofredor de Javé, por outro que é segundo os homens, não segundo Deus.
Lamentavelmente, temos de constatar que o erro de Pedro se repetiu na história. Também determinados homens e mulheres da Igreja se comportaram – em certas épocas – como se o Reino de Deus fosse deste mundo e como se fosse necessário afirmar-se com a vitória sobre os inimigos, em vez de fazê-lo com o sofrimento e o martírio.
Todas as palavras do Evangelho são atuais, mas o diálogo de Cesareia de Filipe o é de forma todo especial. A situação não mudou. Também hoje, sobre Jesus há as mais diversas opiniões das pessoas: um Profeta, um grande Mestre, uma grande Personalidade. Converteu-se numa moda apresentá-Lo nos espetáculos e nas novelas, nos costumes e com as mensagens mais estranhas.
No Evangelho, Jesus não parece se surpreender com as opiniões das pessoas nem se preocupa em desmenti-las. Só propõe uma pergunta aos discípulos e, assim, o faz também hoje: “Para vós, para você, quem sou eu?”. Existe um salto por dar que não vem da carne nem do sangue, mas que é dom de Deus e é preciso acolhê-lo.
A cada dia, há homens e mulheres que dão este salto. Às vezes, trata-se de pessoas famosas – atores, atrizes, homens de cultura – e, então, são notícia. Mas infinitamente mais numerosos são os crentes desconhecidos. Em certas ocasiões, os não-crentes interpretam estas conversões como fraqueza, crises sentimentais ou busca de popularidade e pode dar-se que, em algum caso, seja assim. Mas seria uma falta de respeito à consciência dos outros arrojar descrédito sobre cada história de conversão.
Uma coisa é certa: os que deram este salto não voltarão atrás por nada deste mundo. Mais ainda: surpreendem-se de ter podido viver tanto tempo sem a luz e a força que vem da fé em Cristo. Como São Hilário de Poitiers, que se converteu sendo adulto, estão dispostos a exclamar: “Antes de conhecer-te, eu não existia”.
Tenho de proclamar o Seu Nome: Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo! Foi Ele quem nos revelou o Deus invisível. É Ele o Primogênito de toda a criação, é n’Ele que todas as coisas têm a sua subsistência. Ele é o Senhor da humanidade e o Seu Redentor que nasceu, morreu e ressuscitou por nós.
Ele é o centro da história do mundo. Conhece-nos e nos ama. É o companheiro e amigo da nossa vida, o homem das dores (Is 53,3) e da esperança. É Aquele que há de vir, que será finalmente o nosso Juiz e também – assim confiamos – a nossa vida plena e a nossa beatitude.
Padre Bantu Mendonça
Jesus ganha um adjetivo. Ele é o Cristo, o Ungido. O termo deriva do fato de, no Antigo Testamento, os reis, profetas e sacerdotes, no momento de sua eleição, serem consagrados mediante uma unção com óleo perfumado. Cada vez mais claramente, na Bíblia, fala-se de um Ungido ou Consagrado especial que virá, nos últimos tempos, para realizar as promessas da salvação de Deus a seu povo.
Toda a tradição primitiva da Igreja é unânime ao proclamar que Jesus de Nazaré é o Messias esperado. Ele mesmo, segundo Marcos, se proclamará tal ante o Sinédrio. À pergunta do sumo sacerdote: “És tu o Cristo, o Filho do Bendito?”, Ele responde: “Sim, eu o sou”.
Jesus aceita ser identificado com o Messias esperado, mas não com a ideia que o Judaísmo havia construído sobre o messias. Na opinião dominante, este era visto como um líder político e militar que livraria Israel do domínio pagão e instauraria, pela força, o Reino de Deus na Terra.
Jesus teve de corrigir, profundamente, esta ideia compartilhada por Seus próprios apóstolos antes de permitir que se falasse d’Ele como Messias. A isso se orienta o discurso que segue imediatamente: “E começou a ensiná-los que o Filho do Homem devia sofrer muito…” A dura palavra dirigida a Pedro, que busca dissuadi-Lo de tais pensamentos: “Afasta-te de mim, Satanás!” é idêntica à dirigida ao tentador do deserto. Em ambos os casos, tratam-se, de fato, do mesmo objetivo de desviar-lhe do caminho que o Pai lhe indicou, o do Servo sofredor de Javé, por outro que é segundo os homens, não segundo Deus.
Lamentavelmente, temos de constatar que o erro de Pedro se repetiu na história. Também determinados homens e mulheres da Igreja se comportaram – em certas épocas – como se o Reino de Deus fosse deste mundo e como se fosse necessário afirmar-se com a vitória sobre os inimigos, em vez de fazê-lo com o sofrimento e o martírio.
Todas as palavras do Evangelho são atuais, mas o diálogo de Cesareia de Filipe o é de forma todo especial. A situação não mudou. Também hoje, sobre Jesus há as mais diversas opiniões das pessoas: um Profeta, um grande Mestre, uma grande Personalidade. Converteu-se numa moda apresentá-Lo nos espetáculos e nas novelas, nos costumes e com as mensagens mais estranhas.
No Evangelho, Jesus não parece se surpreender com as opiniões das pessoas nem se preocupa em desmenti-las. Só propõe uma pergunta aos discípulos e, assim, o faz também hoje: “Para vós, para você, quem sou eu?”. Existe um salto por dar que não vem da carne nem do sangue, mas que é dom de Deus e é preciso acolhê-lo.
A cada dia, há homens e mulheres que dão este salto. Às vezes, trata-se de pessoas famosas – atores, atrizes, homens de cultura – e, então, são notícia. Mas infinitamente mais numerosos são os crentes desconhecidos. Em certas ocasiões, os não-crentes interpretam estas conversões como fraqueza, crises sentimentais ou busca de popularidade e pode dar-se que, em algum caso, seja assim. Mas seria uma falta de respeito à consciência dos outros arrojar descrédito sobre cada história de conversão.
Uma coisa é certa: os que deram este salto não voltarão atrás por nada deste mundo. Mais ainda: surpreendem-se de ter podido viver tanto tempo sem a luz e a força que vem da fé em Cristo. Como São Hilário de Poitiers, que se converteu sendo adulto, estão dispostos a exclamar: “Antes de conhecer-te, eu não existia”.
Tenho de proclamar o Seu Nome: Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo! Foi Ele quem nos revelou o Deus invisível. É Ele o Primogênito de toda a criação, é n’Ele que todas as coisas têm a sua subsistência. Ele é o Senhor da humanidade e o Seu Redentor que nasceu, morreu e ressuscitou por nós.
Ele é o centro da história do mundo. Conhece-nos e nos ama. É o companheiro e amigo da nossa vida, o homem das dores (Is 53,3) e da esperança. É Aquele que há de vir, que será finalmente o nosso Juiz e também – assim confiamos – a nossa vida plena e a nossa beatitude.
Padre Bantu Mendonça
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Seja misericordioso antes que o Justo Juiz chegue
Nosso Senhor foi um modelo incomparável de paciência. Suportou um traidor entre Seus discípulos até à Sua Paixão e disse: “Deixai um e outro crescer juntamente, até à ceifa; não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo”. Para figurar a Igreja, previu que a rede trouxesse, sempre para a margem, todo o tipo de peixes: bons e maus. É o Reino comparado à grande rede lançada ao mar que, para nós, é o mundo.
Cristo nos fez conhecer, de muitas maneiras – abertamente ou em parábolas -, que vivemos num mundo, no qual há uma mistura de bons e maus. Contudo, declara que é necessário velar pela disciplina na Igreja quando afirma: “Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás ganhado o teu irmão”. Mas de que maneira? Com misericórdia. Fazendo-o conhecer que “Deus governará a Terra com justiça, e os povos na Sua fidelidade” (Sl 95,13).
No final dos tempos, Jesus juntará, ao seu redor, os eleitos e separará os outros, colocando aqueles à Sua direita e estes à Sua esquerda. Haverá coisa mais justa, mais fiel do que essa? Aqueles que não tiverem exercido a misericórdia – antes da chegada do Justo Juiz – não poderão esperar d’Ele misericórdia.
Aqueles que tiverem exercido a misericórdia serão julgados com misericórdia, porque Ele dirá àqueles que tiver colocado à Sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo”. E atribui-lhes obras de misericórdia: “Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber”, e por aí afora.
Por que você é injusto, não haverá o Juiz de ser justo? Por que lhe acontece de mentir, não haverá de a Verdade ser autêntica? Se quer encontrar um Juiz misericordioso, seja misericordioso antes que Ele chegue. Perdoe a quem lhe tiver ofendido, dê dos seus bens se os possui em abundância.
Dê o que d’Ele você recebeu: “Que tens tu, que não hajas recebido?” Eis os sacrifícios que são muito agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o reconhecimento, a paz, a caridade. Se a tudo isso levarmos em conta, esperaremos, com segurança, o advento do Justo Juiz que governará a Terra com justiça e os povos na Sua fidelidade.
Padre Bantu Mendonça
Cristo nos fez conhecer, de muitas maneiras – abertamente ou em parábolas -, que vivemos num mundo, no qual há uma mistura de bons e maus. Contudo, declara que é necessário velar pela disciplina na Igreja quando afirma: “Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás ganhado o teu irmão”. Mas de que maneira? Com misericórdia. Fazendo-o conhecer que “Deus governará a Terra com justiça, e os povos na Sua fidelidade” (Sl 95,13).
No final dos tempos, Jesus juntará, ao seu redor, os eleitos e separará os outros, colocando aqueles à Sua direita e estes à Sua esquerda. Haverá coisa mais justa, mais fiel do que essa? Aqueles que não tiverem exercido a misericórdia – antes da chegada do Justo Juiz – não poderão esperar d’Ele misericórdia.
Aqueles que tiverem exercido a misericórdia serão julgados com misericórdia, porque Ele dirá àqueles que tiver colocado à Sua direita: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo”. E atribui-lhes obras de misericórdia: “Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber”, e por aí afora.
Por que você é injusto, não haverá o Juiz de ser justo? Por que lhe acontece de mentir, não haverá de a Verdade ser autêntica? Se quer encontrar um Juiz misericordioso, seja misericordioso antes que Ele chegue. Perdoe a quem lhe tiver ofendido, dê dos seus bens se os possui em abundância.
Dê o que d’Ele você recebeu: “Que tens tu, que não hajas recebido?” Eis os sacrifícios que são muito agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o reconhecimento, a paz, a caridade. Se a tudo isso levarmos em conta, esperaremos, com segurança, o advento do Justo Juiz que governará a Terra com justiça e os povos na Sua fidelidade.
Padre Bantu Mendonça
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Saibamos viver na busca do discernimento
Nesta parábola, Jesus fala como se a Terra fosse um campo de trigo, no meio do qual nasce também o joio. Ele explica que o joio precisava crescer junto com o trigo até a colheita, para depois ser retirado, evitando, assim, que, ao arrancar o joio, com ele também fosse arrancado o trigo.
Diante da incompreensão dos discípulos, Jesus se põe a explicar o significado de cada elemento que aparece na parábola: o que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do maligno. O inimigo que o semeou é o diabo. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos.
Portanto, tanto Jesus como o diabo são semeadores. O Senhor semeia o bem, enquanto o inimigo semeia o mal. É como dissesse: “Se você pratica o bem, colhe o bem; se pratica o mal, colhe o mal”. Era a grande proposta de Deus para cada um de nós: o discernimento. Jesus não se propôs a separar o joio do trigo fora do tempo; nem o demônio. Ambos estavam fazendo a sua parte: semeando.
Deus deseja que saibamos viver na busca do discernimento. Se o conseguirmos, estaremos preparados para a colheita. Jesus quis, pois, alertar para o seguinte: “O diabo está fazendo o mesmo que faço: semeando; se vocês souberem discernir o bem do mal e tiverem força para seguir o bem, no final, quando Deus vier julgar – e só Ele tem o poder de separar o bem do mal – vocês estarão preparados para participar do Reino do Pai”.
Jesus quis dar uma explicação bem clara para que a humanidade, através dos séculos, assimilasse aquela verdade. Ele poderia ter explicado outras parábolas também, mas não o fez. E por que esta foi explicada com tanto detalhe? Porque, aqui, o Senhor nos propõe que sejamos astutos e inteligentes.
A colheita será uma só. Tanto se colhe bem o trigo como o joio; tanto se faz uso do trigo como do joio, embora tenham sentidos diametralmente opostos. O importante é sabermos de que lado estamos nos posicionando. Devemos passar por esta vida dialogando sempre com Deus, pedindo, procurando, exercendo a experiência do discernimento, questionando-o: “Deus, eu não entendi! O que está acontecendo? Explique-me! Jesus, vamos conversar? Hoje, quero Lhe escutar”.
Aqui aprendemos, também, como proceder num reino que não é nosso, não é de Deus, mas é tão forte que matou o Filho de Deus. Jesus ressuscitou para nos mostrar que existe um Reino mais poderoso. Mas, quando humanizado, sofreu todos os pendores deste mundo. Não se cria um reino dentro de outro. Um tem de ser eliminado para o outro existir.
O senhor quer nos dizer: “Tenham o discernimento para viver num reino que não é de Deus. Saibam passar por isto com astúcia e sabedoria, para depois encontrarem, realmente, o Reino do Pai”.
Deus quer que Seu Reino venha e substitua o que está aqui. Não se fortalece nem se cria dois reinos no mesmo local. Dialogue com Deus para que Ele possa lhe falar essas coisas.
Para que tenha discernimento, tenha amor nas palavras, firmeza no momento de responder determinadas coisas como provocações e questionamentos em sua vida. Em suas orações, sempre peça a Deus: “Meu Senhor, eu quero ter a capacidade de estar ao Seu lado, contado entre o trigo e não entre o joio. Dai-me esta graça, Senhor: eu quero ser trigo. Que as pressões dos filhos do maligno jamais sejam suficientemente fortes para me levar a renunciar a minha condição de filho do Reino. Quero estar sempre a Seu serviço. Amém”.
Padre Bantu Mendonça
Diante da incompreensão dos discípulos, Jesus se põe a explicar o significado de cada elemento que aparece na parábola: o que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do maligno. O inimigo que o semeou é o diabo. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos.
Portanto, tanto Jesus como o diabo são semeadores. O Senhor semeia o bem, enquanto o inimigo semeia o mal. É como dissesse: “Se você pratica o bem, colhe o bem; se pratica o mal, colhe o mal”. Era a grande proposta de Deus para cada um de nós: o discernimento. Jesus não se propôs a separar o joio do trigo fora do tempo; nem o demônio. Ambos estavam fazendo a sua parte: semeando.
Deus deseja que saibamos viver na busca do discernimento. Se o conseguirmos, estaremos preparados para a colheita. Jesus quis, pois, alertar para o seguinte: “O diabo está fazendo o mesmo que faço: semeando; se vocês souberem discernir o bem do mal e tiverem força para seguir o bem, no final, quando Deus vier julgar – e só Ele tem o poder de separar o bem do mal – vocês estarão preparados para participar do Reino do Pai”.
Jesus quis dar uma explicação bem clara para que a humanidade, através dos séculos, assimilasse aquela verdade. Ele poderia ter explicado outras parábolas também, mas não o fez. E por que esta foi explicada com tanto detalhe? Porque, aqui, o Senhor nos propõe que sejamos astutos e inteligentes.
A colheita será uma só. Tanto se colhe bem o trigo como o joio; tanto se faz uso do trigo como do joio, embora tenham sentidos diametralmente opostos. O importante é sabermos de que lado estamos nos posicionando. Devemos passar por esta vida dialogando sempre com Deus, pedindo, procurando, exercendo a experiência do discernimento, questionando-o: “Deus, eu não entendi! O que está acontecendo? Explique-me! Jesus, vamos conversar? Hoje, quero Lhe escutar”.
Aqui aprendemos, também, como proceder num reino que não é nosso, não é de Deus, mas é tão forte que matou o Filho de Deus. Jesus ressuscitou para nos mostrar que existe um Reino mais poderoso. Mas, quando humanizado, sofreu todos os pendores deste mundo. Não se cria um reino dentro de outro. Um tem de ser eliminado para o outro existir.
O senhor quer nos dizer: “Tenham o discernimento para viver num reino que não é de Deus. Saibam passar por isto com astúcia e sabedoria, para depois encontrarem, realmente, o Reino do Pai”.
Deus quer que Seu Reino venha e substitua o que está aqui. Não se fortalece nem se cria dois reinos no mesmo local. Dialogue com Deus para que Ele possa lhe falar essas coisas.
Para que tenha discernimento, tenha amor nas palavras, firmeza no momento de responder determinadas coisas como provocações e questionamentos em sua vida. Em suas orações, sempre peça a Deus: “Meu Senhor, eu quero ter a capacidade de estar ao Seu lado, contado entre o trigo e não entre o joio. Dai-me esta graça, Senhor: eu quero ser trigo. Que as pressões dos filhos do maligno jamais sejam suficientemente fortes para me levar a renunciar a minha condição de filho do Reino. Quero estar sempre a Seu serviço. Amém”.
Padre Bantu Mendonça
domingo, 1 de julho de 2012
Acolha o chamado de Cristo em sua vida
Estamos diante de dois fatos importantíssimos como cristãos chamados a seguir as pegadas do Mestre: “Tu vens e segue-me”. A opção de seguir Jesus não é minha iniciativa pessoal. É Ele que me chama e consagra para a missão.
No Evangelho de hoje vemos, primeiro, um escriba que se aproxima, afirmando sua determinação de seguimento incondicional a Jesus: “Mestre, estou pronto para seguir o Senhor a qualquer lugar aonde for”. A resposta de Jesus é uma advertência para uma tomada de posição consciente quanto à opção pelo seu seguimento. Cristo apela para o abandono total de si mesmo e renúncia aos bens materiais: “As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde descansar”.
Quem realmente quer seguir Jesus deve abandonar e renunciar tudo e confiar-se tão somente nas mãos providentes de Deus. Jesus, ao afirmar que o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça, quer nos ensinar e levar a aderir ao abandono total nas mãos do Pai.
O segundo episódio – narrado no Evangelho de hoje – é o caso de um dos discípulos que quer “ganhar tempo” e pede que Jesus lhe permita enterrar o pai: “Senhor, deixe-me primeiro ir enterrar meu pai”.
“Pai”, aqui, não se aplica no sentido biológico, mas na permanência das tradições judaicas dos seus antepassados, presos à Lei, que ao invés de salvar e libertar o homem, mata e escraviza. Para nós significa estar preso às nossas idéias egoístas, no orgulho, na vaidade, na preguiça, no individualismo, na tibieza, enfim, nas inúmeras “desculpas” que damos no nosso dia a dia para não nos consagrarmos ao ministério do Senhor como discípulos e missionários d’Ele.
Do mesmo modo que Jesus insistiu com aquele jovem, assim insiste comigo e contigo:“Deixe que os mortos sepultem os seus mortos e tu vens e segue-me”. O chamado de Jesus não está no futuro, mas sim no presente. O tempo é hoje e a hora é agora! Deixe que os “espiritualmente” mortos cuidem dos seus próprios mortos.
Há pessoas que vivem esperando as coisas se ajeitaram para depois servirem a Deus. Eu e você, meu irmão, não temos nem o poder, nem o dever, tão pouco o direito de dizer ‘não’. Portanto, levante-se e siga a Jesus! Ele é o seu Deus e Senhor.
Pare de dar “desculpas furadas”. Quero que saiba que, quando obedecemos a um chamado de Deus, Ele é poderoso para suprir nossas necessidades e nos orientar em toda espécie de dificuldades relacionadas ao Seu chamado para nossas vidas.
Rompa, pois, com todas as barreiras que vedam os seus olhos para não enxergar o projeto de Deus sobre você. Entenda que o “seguir Jesus” significa uma ruptura pura e simples com as antigas tradições mortas que não favorecem a vida, e aderir ao amor vivificante do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Padre Bantu Mendonça
No Evangelho de hoje vemos, primeiro, um escriba que se aproxima, afirmando sua determinação de seguimento incondicional a Jesus: “Mestre, estou pronto para seguir o Senhor a qualquer lugar aonde for”. A resposta de Jesus é uma advertência para uma tomada de posição consciente quanto à opção pelo seu seguimento. Cristo apela para o abandono total de si mesmo e renúncia aos bens materiais: “As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde descansar”.
Quem realmente quer seguir Jesus deve abandonar e renunciar tudo e confiar-se tão somente nas mãos providentes de Deus. Jesus, ao afirmar que o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça, quer nos ensinar e levar a aderir ao abandono total nas mãos do Pai.
O segundo episódio – narrado no Evangelho de hoje – é o caso de um dos discípulos que quer “ganhar tempo” e pede que Jesus lhe permita enterrar o pai: “Senhor, deixe-me primeiro ir enterrar meu pai”.
“Pai”, aqui, não se aplica no sentido biológico, mas na permanência das tradições judaicas dos seus antepassados, presos à Lei, que ao invés de salvar e libertar o homem, mata e escraviza. Para nós significa estar preso às nossas idéias egoístas, no orgulho, na vaidade, na preguiça, no individualismo, na tibieza, enfim, nas inúmeras “desculpas” que damos no nosso dia a dia para não nos consagrarmos ao ministério do Senhor como discípulos e missionários d’Ele.
Do mesmo modo que Jesus insistiu com aquele jovem, assim insiste comigo e contigo:“Deixe que os mortos sepultem os seus mortos e tu vens e segue-me”. O chamado de Jesus não está no futuro, mas sim no presente. O tempo é hoje e a hora é agora! Deixe que os “espiritualmente” mortos cuidem dos seus próprios mortos.
Há pessoas que vivem esperando as coisas se ajeitaram para depois servirem a Deus. Eu e você, meu irmão, não temos nem o poder, nem o dever, tão pouco o direito de dizer ‘não’. Portanto, levante-se e siga a Jesus! Ele é o seu Deus e Senhor.
Pare de dar “desculpas furadas”. Quero que saiba que, quando obedecemos a um chamado de Deus, Ele é poderoso para suprir nossas necessidades e nos orientar em toda espécie de dificuldades relacionadas ao Seu chamado para nossas vidas.
Rompa, pois, com todas as barreiras que vedam os seus olhos para não enxergar o projeto de Deus sobre você. Entenda que o “seguir Jesus” significa uma ruptura pura e simples com as antigas tradições mortas que não favorecem a vida, e aderir ao amor vivificante do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Padre Bantu Mendonça
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Deixa Deus agir através dos teus sofrimentos…
Às vezes, você pensa que Deus não te ouve? Que o seu choro e a sua dor somem no vento? Não, Deus não é surdo. Sabe que Seus filhos têm medo, que nossa fé é pequena, a ansiedade grande, e que, muitas vezes, somos infiéis. Mas Ele, mesmo assim, nos ama incondicionalmente e nos acolhe em Sua infinita misericórdia.
Quantas vezes nos sentimos completamente incapazes de dizer ou fazer qualquer coisa para aliviar a nossa dor e a daqueles que sofrem. E aí perguntamos: “Deus, por que será que passo por isso, mesmo quando O busco com meu coração repleto de amor? Será que o Senhor está querendo me ensinar alguma coisa através das situações dolorosas?” Não seria isso totalmente antagônico, se Deus é sinônimo de vida e de vitória? Jesus nunca nos disse que não teríamos lutas neste mundo. Ao contrário, nos diz em Sua Palavra que no mundo sempre teremos aflições, mas que é preciso coragem, pois Ele venceu o mundo e quer nos dar a vitória! E o cristão que resolve buscar Deus em Sua plenitude, se aproxima d’Ele, mesmo na dor.
É no sofrimento que caímos com nosso rosto por terra. Geralmente não é na alegria, quando tudo vai bem. Deus nos prepara sempre. Se olharmos para a o início da nossa caminhada cristã – vamos observar que Ele nos carregou no colo nas piores situações –, como aprendemos com a famosa lição das “Pegadas na areia”, e que de alguma forma, nos deu a vitória. É Ele quem escolhe como ela será, quando irá acontecer e se estamos preparados ou não para recebê-la.
Deus recebe, acolhe e responde aos nossos pedidos. Mas no tempo d’Ele, porque Ele é o Senhor do nosso passado, do presente e também do futuro e, sabe o que passaremos lá na frente. Nossa ansiedade quer tudo para o agora, nosso coração enganoso faz escolhas erradas, e nossas opções, muitas vezes, não são as de Deus. Deveríamos ser prudentes e praticarmos Sua Palavra. Mas nossa natureza é dura. O Senhor sabe disso. Por isso sofremos. Confiar na dor é difícil, mas é preciso.
O mais bonito no agir de Deus é que quando confiamos n’Ele nesses momentos, Suas bênçãos nos chegam repentinamente, no momento menos esperado. Todo cristão deve crer que um dia todas as doenças, toda a dor, toda a tristeza, toda a frustração, todo o rancor serão curados e todos os dias maus – aqueles cruéis momentos em que esperamos, mesmo sem esperanças – serão recompensados. Mas, enquanto isso, descansemos no colo do Pai, pedindo-Lhe que entre com Sua providência divina em nossas vidas.
Basta darmos um único passo de fé. E não questionar onde Deus está quando somos acometidos pelos sofrimentos. Ele nos observa o tempo todo. E os permite para nos ensinar a repousar e a crer que Ele opera nas circunstâncias mais adversas. Deus trabalha assim. No silêncio. E quem somos nós para questioná-Lo? Unida em oração,
Ana Néri
Coloque suas preocupações nas mãos de Jesus
Estamos diante da cultura hebraica, herdeira da antiga cultura mesopotâmica, a qual considerava como lepra diversas afecções da pele, inclusive bolores que se manifestavam em roupas e paredes.
A lei judaica exigia que a lepra fosse considerada uma doença de excomunhão. Eis o porquê, depois da constatação da cura, de o curado ter de se apresentar ao sacerdote para ser purificado.
É nesse contexto que Jesus cita, expressamente, não só a cura, mas a purificação dos leprosos.
Mais do que a própria doença, o leproso também sofria a exclusão social, porque era considerado religiosamente impuro e pecador. Quem o tocasse se tornaria também impuro. A reintegração dele, após sua cura, era feita diante do sacerdote, mediante ofertas, de maneira semelhante a outros ritos de sacrifício por faltas contra a Lei, que eram qualificadas de pecado.
Nos nossos dias, há muitos leprosos feitos pela sociedade exclusivista. Eles clamam pela cura, querem se aproximar de Jesus, mas a situação social e até mesmo familiar os impede de fazê-lo.
No texto de hoje, o homem se aproxima em vez de se afastar, pois a pureza de Jesus é tão profunda que não pode ser atingida pelo contato exterior. O leproso, num ato de humildade e abandono, confiante e em sinal de adoração, suplicando se ajoelha: “Senhor, eu sei que pode me curar se quiser”.
Jesus, estendendo a mão, toca-o e lhe diz: “Sim, eu quero. Você está curado”. As palavras do Senhor marcam a iniciativa de se passar por cima da interdição da lei, a qual proibia qualquer contato com um leproso.
Ele não hesita em tocá-lo, ciente de que, longe de ser contaminado pelo leproso, é Ele quem purificará o impuro por Seu simples contato. Não é, aliás, do exterior que vem a impureza, mas sim do interior do coração. Não se trata de uma simples cura, mas de compaixão.
Cristo, com Sua prática libertadora e vivificante, acolhe este homem que se prostra diante d’Ele, tocando-o, livrando-o da doença e da exclusão. A acolhida e a identificação com o excluído restituem-lhe a dignidade, integrando-o na comunidade.
A quem entregar todas nossas perturbações? Os discípulos de Jesus colocam n’Ele todas as suas preocupações, pois só Ele é capaz de aliviá-los de suas dificuldades, aflições ou doenças. A pergunta que nos fazemos é: “Buscamos o Senhor com fé e total confiança como este leproso do Evangelho?” Ele não duvidou: “Senhor, eu sei que pode me curar se quiser”.
Assim como ele encontrou a cura pela fé, você também será alvo da misericórdia de Deus. Não diga que tudo está perdido, porque o Senhor já não o escuta, não o ouve nem o atende. Onde você pode apresentar as suas feridas ou à Quem pode entregar a sua difícil situação?
Você que vive a segunda união e quer comungar, mas não pode por causa de sua situação de vida, a resposta para você é: “Só em Deus encontrará refúgio, só n’Ele encontrá a paz, porque Ele o ama, acolhe-o e abraça.
Padre Bantu Mendonça
A lei judaica exigia que a lepra fosse considerada uma doença de excomunhão. Eis o porquê, depois da constatação da cura, de o curado ter de se apresentar ao sacerdote para ser purificado.
É nesse contexto que Jesus cita, expressamente, não só a cura, mas a purificação dos leprosos.
Mais do que a própria doença, o leproso também sofria a exclusão social, porque era considerado religiosamente impuro e pecador. Quem o tocasse se tornaria também impuro. A reintegração dele, após sua cura, era feita diante do sacerdote, mediante ofertas, de maneira semelhante a outros ritos de sacrifício por faltas contra a Lei, que eram qualificadas de pecado.
Nos nossos dias, há muitos leprosos feitos pela sociedade exclusivista. Eles clamam pela cura, querem se aproximar de Jesus, mas a situação social e até mesmo familiar os impede de fazê-lo.
No texto de hoje, o homem se aproxima em vez de se afastar, pois a pureza de Jesus é tão profunda que não pode ser atingida pelo contato exterior. O leproso, num ato de humildade e abandono, confiante e em sinal de adoração, suplicando se ajoelha: “Senhor, eu sei que pode me curar se quiser”.
Jesus, estendendo a mão, toca-o e lhe diz: “Sim, eu quero. Você está curado”. As palavras do Senhor marcam a iniciativa de se passar por cima da interdição da lei, a qual proibia qualquer contato com um leproso.
Ele não hesita em tocá-lo, ciente de que, longe de ser contaminado pelo leproso, é Ele quem purificará o impuro por Seu simples contato. Não é, aliás, do exterior que vem a impureza, mas sim do interior do coração. Não se trata de uma simples cura, mas de compaixão.
Cristo, com Sua prática libertadora e vivificante, acolhe este homem que se prostra diante d’Ele, tocando-o, livrando-o da doença e da exclusão. A acolhida e a identificação com o excluído restituem-lhe a dignidade, integrando-o na comunidade.
A quem entregar todas nossas perturbações? Os discípulos de Jesus colocam n’Ele todas as suas preocupações, pois só Ele é capaz de aliviá-los de suas dificuldades, aflições ou doenças. A pergunta que nos fazemos é: “Buscamos o Senhor com fé e total confiança como este leproso do Evangelho?” Ele não duvidou: “Senhor, eu sei que pode me curar se quiser”.
Assim como ele encontrou a cura pela fé, você também será alvo da misericórdia de Deus. Não diga que tudo está perdido, porque o Senhor já não o escuta, não o ouve nem o atende. Onde você pode apresentar as suas feridas ou à Quem pode entregar a sua difícil situação?
Você que vive a segunda união e quer comungar, mas não pode por causa de sua situação de vida, a resposta para você é: “Só em Deus encontrará refúgio, só n’Ele encontrá a paz, porque Ele o ama, acolhe-o e abraça.
Padre Bantu Mendonça
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Sejamos luz e sal para o mundo
Depois de ter apresentado Seu projeto aos discípulos, agora Jesus revela um novo estilo de vida para eles. Ele os chama a refletir sobre as propriedades do sal e da luz. Aqui quero partilhar somente contigo o que significa o sal e a luz que devemos ser.
O que é o sal que devo ser? Ele conserva, preserva, evita a deterioração e purifica. O cristão – como sal – cria sede espiritual nos outros e, como luz, conduz as pessoas Àquele que é a fonte da salvação.
O sal, antes de ser aplicado, é visível, porém, ao começar a agir – temperando, preservando e purificando – torna-se invisível. Somos também assim ou gostaríamos tanto de aparecer que murmuramos quando isso não acontece? Mesmo não aparecendo, a ação do sal é claramente sentida.
É sabido que a carne com vida não precisa ser salgada para preservar-se. Quando Jesus disse aos seus discípulos: “Vós sois o sal da terra”, deixou claro que a humanidade sem Deus está espiritualmente morta, perdida e prestes a perecer.
“Bom é o sal, mas se este se torna insípido, como lhe restaurar o sabor? Tende sal em vós mesmos e paz uns para com os outros”. Quando Jesus afirmou que nós somos a “luz do mundo”, quis dizer, ao mesmo tempo, que o mundo está nas trevas e que Sua vontade em relação a nós é que sejamos um instrumento seu na evangelização do mundo.
Vejamos, agora, algumas propriedades da luz, que devemos observar:
Sua função é brilhar. Ela o faz sobre um criminoso e sobre uma criança inocente, sobre uma poça de lama e sobre uma flor. Assim também a nossa missão de luz do mundo é mostrar a luz do Evangelho sobre todos os povos, sem qualquer distinção.
A luz a que Jesus se referiu era uma lamparina alimentada por um pavio, mergulhada no azeite. Se faltasse o azeite, o pavio se queimaria e danificava a lâmpada. O mesmo ocorre com o verdadeiro cristão: ele depende sempre do óleo do Espírito Santo para difundir a luz de Cristo.
Mesmo que ela ilumine um monte de lixo, prossegue incontaminada em sua missão. Assim deve ser o cristão: viver neste mundo tenebroso sem se contaminar com seus pecados.
A luz tem progredido pelo tempo. Desde a luz da lenha até a luz fluorescente. E continua a progredir, acompanhando o desenvolvimento da tecnologia. De igual modo, o cristão deve brilhar mais e mais.
Brilhando com intensidade e sem interrupção, ele enxuga brejos, drena a umidade, cicatriza ferimentos e funciona como germicida. É o cristão que, de várias maneiras, abençoa este mundo não só espiritual, mas também materialmente. Qual a intensidade da sua luz? De pleno sol sem nuvens ou luz de eclipse? Continua brilhando ou ofuscada por causa dos problemas do dia a dia?
Padre Bantu Mendonça
O que é o sal que devo ser? Ele conserva, preserva, evita a deterioração e purifica. O cristão – como sal – cria sede espiritual nos outros e, como luz, conduz as pessoas Àquele que é a fonte da salvação.
O sal, antes de ser aplicado, é visível, porém, ao começar a agir – temperando, preservando e purificando – torna-se invisível. Somos também assim ou gostaríamos tanto de aparecer que murmuramos quando isso não acontece? Mesmo não aparecendo, a ação do sal é claramente sentida.
É sabido que a carne com vida não precisa ser salgada para preservar-se. Quando Jesus disse aos seus discípulos: “Vós sois o sal da terra”, deixou claro que a humanidade sem Deus está espiritualmente morta, perdida e prestes a perecer.
“Bom é o sal, mas se este se torna insípido, como lhe restaurar o sabor? Tende sal em vós mesmos e paz uns para com os outros”. Quando Jesus afirmou que nós somos a “luz do mundo”, quis dizer, ao mesmo tempo, que o mundo está nas trevas e que Sua vontade em relação a nós é que sejamos um instrumento seu na evangelização do mundo.
Vejamos, agora, algumas propriedades da luz, que devemos observar:
Sua função é brilhar. Ela o faz sobre um criminoso e sobre uma criança inocente, sobre uma poça de lama e sobre uma flor. Assim também a nossa missão de luz do mundo é mostrar a luz do Evangelho sobre todos os povos, sem qualquer distinção.
A luz a que Jesus se referiu era uma lamparina alimentada por um pavio, mergulhada no azeite. Se faltasse o azeite, o pavio se queimaria e danificava a lâmpada. O mesmo ocorre com o verdadeiro cristão: ele depende sempre do óleo do Espírito Santo para difundir a luz de Cristo.
Mesmo que ela ilumine um monte de lixo, prossegue incontaminada em sua missão. Assim deve ser o cristão: viver neste mundo tenebroso sem se contaminar com seus pecados.
A luz tem progredido pelo tempo. Desde a luz da lenha até a luz fluorescente. E continua a progredir, acompanhando o desenvolvimento da tecnologia. De igual modo, o cristão deve brilhar mais e mais.
Brilhando com intensidade e sem interrupção, ele enxuga brejos, drena a umidade, cicatriza ferimentos e funciona como germicida. É o cristão que, de várias maneiras, abençoa este mundo não só espiritual, mas também materialmente. Qual a intensidade da sua luz? De pleno sol sem nuvens ou luz de eclipse? Continua brilhando ou ofuscada por causa dos problemas do dia a dia?
Padre Bantu Mendonça
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Um novo céu e uma nova terra esperam por nós
Os saduceus fizeram uma pergunta a Jesus sobre a ressurreição, de forma irônica, provavelmente para chacotear os fariseus.
Jesus, entretanto, leva a sério a pergunta, por isso vai buscar a resposta no Pentateuco, aceito, sem discussão, por fariseus e saduceus; e a tira da boca de Deus em diálogo com o maior e mais considerado homem da história dos judeus: Moisés. Jesus lhes fala do episódio da sarça ardente, exatamente o momento em que começa toda a história da libertação dos hebreus e o nascimento deles como povo escolhido por Deus: “Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó” (Cf. Ex 3,6). Deus não diz: “Eu fui o Deus de Abraão”, mas “Eu sou”. O que significa que Abraão, Isaac e Jacó estão vivos e continuam a adorar a Deus.
O alcance do argumento de Jesus era bem mais amplo do que aquele contexto de ressurreição que acreditavam os fariseus, pois para estes a ressurreição era um prolongamento da vida presente, uma espécie de plenitude dos prazeres terrenos.
Para Jesus, quem morre entra na vida eterna, na contemplação da vida divina. O mundo futuro não consiste na continuação da vida atual do corpo. Jesus, porém, não esclarece que tipo de corpo teremos, apenas afirma que seremos iguais aos anjos e faremos uma comunhão com Deus, ou seja, viveremos a vida do próprio Deus.
O mistério da ressurreição foi explicitado por Jesus, sobretudo com Sua própria Ressurreição. A partir da Páscoa, os apóstolos passaram a chamar-se “testemunhas do ressuscitado” e dela fizeram o centro de toda a pregação e o fundamento da fé cristã.
Se a Ressurreição consiste em estar sempre com o Senhor, o viver neste mundo exclusivamente para Ele e com Ele já tem o gosto da eternidade. A certeza da Ressurreição não deve ser apenas uma realidade que esperamos, mas que influencia, desde já, a nossa existência terrena. É o horizonte da Ressurreição que deve influenciar as nossas atitudes; é a certeza dela que nos dá a coragem de enfrentar as forças da morte que dominam o mundo do ter, do ser, do poder indiscriminado, de forma que o novo céu e a nova terra, que nos esperam, comecem a desenhar-se desde já.
Viemos do Deus da Vida e com a morte voltamos para Ele. Ela é o encontro maravilhoso com os amigos e parentes na visão beatífica do Pai. Para este encontro queremos nos preparar na companhia do nosso melhor amigo: Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida. Demos graças a Deus pelo dom da vida e a garantia da Ressurreição em Cristo Jesus.
Padre Bantu Mendonça
Jesus, entretanto, leva a sério a pergunta, por isso vai buscar a resposta no Pentateuco, aceito, sem discussão, por fariseus e saduceus; e a tira da boca de Deus em diálogo com o maior e mais considerado homem da história dos judeus: Moisés. Jesus lhes fala do episódio da sarça ardente, exatamente o momento em que começa toda a história da libertação dos hebreus e o nascimento deles como povo escolhido por Deus: “Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó” (Cf. Ex 3,6). Deus não diz: “Eu fui o Deus de Abraão”, mas “Eu sou”. O que significa que Abraão, Isaac e Jacó estão vivos e continuam a adorar a Deus.
O alcance do argumento de Jesus era bem mais amplo do que aquele contexto de ressurreição que acreditavam os fariseus, pois para estes a ressurreição era um prolongamento da vida presente, uma espécie de plenitude dos prazeres terrenos.
Para Jesus, quem morre entra na vida eterna, na contemplação da vida divina. O mundo futuro não consiste na continuação da vida atual do corpo. Jesus, porém, não esclarece que tipo de corpo teremos, apenas afirma que seremos iguais aos anjos e faremos uma comunhão com Deus, ou seja, viveremos a vida do próprio Deus.
O mistério da ressurreição foi explicitado por Jesus, sobretudo com Sua própria Ressurreição. A partir da Páscoa, os apóstolos passaram a chamar-se “testemunhas do ressuscitado” e dela fizeram o centro de toda a pregação e o fundamento da fé cristã.
Se a Ressurreição consiste em estar sempre com o Senhor, o viver neste mundo exclusivamente para Ele e com Ele já tem o gosto da eternidade. A certeza da Ressurreição não deve ser apenas uma realidade que esperamos, mas que influencia, desde já, a nossa existência terrena. É o horizonte da Ressurreição que deve influenciar as nossas atitudes; é a certeza dela que nos dá a coragem de enfrentar as forças da morte que dominam o mundo do ter, do ser, do poder indiscriminado, de forma que o novo céu e a nova terra, que nos esperam, comecem a desenhar-se desde já.
Viemos do Deus da Vida e com a morte voltamos para Ele. Ela é o encontro maravilhoso com os amigos e parentes na visão beatífica do Pai. Para este encontro queremos nos preparar na companhia do nosso melhor amigo: Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida. Demos graças a Deus pelo dom da vida e a garantia da Ressurreição em Cristo Jesus.
Padre Bantu Mendonça
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Como ser fiel a Jesus Cristo?
Saiba qual o segredo de muitos santos e santas na sua fidelidade a Jesus Cristo.

São Luís Maria Grignion de Montfort, escritor do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, pregou na França pré-revolucionária. A Revolução Francesa, que começou em 1789, era contra o clero e contra a Igreja, a verdadeira religião. Ela queria um clero jacobino, que era a favor da revolução. Os padres da Revolução Francesa precisavam assinar que não eram fiéis ao Papa, mas fiéis ao governo revolucionário da França. Depois de criada a igreja revolucionária francesa, iniciou-se um ataque à religião, para que as pessoas deixassem de ser católicas.
Saiba como os católicos franceses resistiram às perseguições na época da Revolução Francesa e como isso pode nos ajudar nos dias de hoje.
Durante toda essa revolução na França, milhares de católicos foram mortos por serem católicos, por serem fiéis ao Papa, por terem uma verdadeira religião e uma devoção a Virgem Maria. A região onde São Luís Maria tinha pregado, região de pobres camponeses, foi agraciada por numerosíssimos mártires. Isso foi possível através da pregação desse Padre francês, São Luís Maria. Ele não pregava para grandes intelectuais, mas para pobres camponeses, caipiras franceses, que seguindo seu caminho de verdadeira devoção e entrega a Virgem Maria, se dispuseram a morrer por Jesus. Eis aí a prova cabal e concreta de que esse método de consagração funciona.
Os protestantes ficam escandalizados quando dizemos que vamos nos consagrar totalmente a Maria. Eles dizem: não façam isso, isso é idolatria. Vocês tem que se entregar a Jesus, somente a Jesus. Mas, esse método de São Luís Maria foi colocado à prova pela história. Seguindo o método de consagração total a Virgem Maria, ele conseguiu formar uma geração inteira, de homens e mulheres simples, que se entregaram totalmente a Jesus Cristo, a ponto de derramar seu sangue, para se opor ao ateísmo da Revolução Francesa, para se opor àqueles que queriam destruir a religião e a devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Entregando-se a Virgem Maria, nesse método simples, esses pequenos camponeses foram formados como homens e mulheres de uma estatura espiritual que não tinha nada de pequeno. Aqueles camponeses humildes e pobres foram formados numa estatura tal, que se dispuseram a derramar o seu sangue por fidelidade ao Papa, por fidelidade à Igreja, por fidelidade à verdadeira religião.
É isso que nós propomos a vocês, precisamos nos entregar totalmente a Nosso Senhor Jesus Cristo, precisamos ser 100% de Cristo, porque ele é Nosso Senhor. Nós queremos combater toda a idolatria, queremos ser Cristo a ponto de derramar o nosso sangue por Ele. Queremos isso, mal qual é o caminho, qual é o método, como obteremos isso? Olhamos para nós e vemos que não temos fibra para isso. O tecido do qual sou feito não é de mártir. Se depender de mim eu serei um covarde e na primeira oportunidade eu vou trair Nosso Senhor Jesus Cristo, porque, como dizia Orígenes, “diante de uma tentação, o cristão ou sai idólatra, ou sai mártir”.
Quando eu e você somos tentados, nós caímos vergonhosamente. Todo pecado que cometemos é um pecado de quem foi colocado diante da escolha: ou você adora o falso deus, ou morre pelo Deus verdadeiro. A gente sempre escolhe adorar o falso Deus. Não somos gente feita para o martírio, não temos estrutura para isso. Nós somos um bando de covardes, um bando de miseráveis, um bando de traidores.
Queremos entrar na escola que conduz à santidade, à disposição de ser mártires. São Luís Maria realizou esse prodígio. Seu método foi testado pela história. Milhares de camponeses franceses se dispuseram a morrer pela santa religião católica, pela fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo e ao Santo Padre o Papa. Se dispuseram a morrer diante de um governo que se opunha à verdadeira religião. Eles conseguiram isso entregando-se totalmente a Virgem Maria. A entrega total a Nossa Senhora não se opõe a entrega total a Jesus, mas, ao contrário, possibilita, é caminho para conseguir. Isso funciona porque historicamente funcionou.
Transcrição de parte da 1ª palestra do Padre Paulo Ricardo no Consagra-te 2011.
Fonte: padrepauloricardo.org
São Luís Maria Grignion de Montfort, escritor do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, pregou na França pré-revolucionária. A Revolução Francesa, que começou em 1789, era contra o clero e contra a Igreja, a verdadeira religião. Ela queria um clero jacobino, que era a favor da revolução. Os padres da Revolução Francesa precisavam assinar que não eram fiéis ao Papa, mas fiéis ao governo revolucionário da França. Depois de criada a igreja revolucionária francesa, iniciou-se um ataque à religião, para que as pessoas deixassem de ser católicas.
Saiba como os católicos franceses resistiram às perseguições na época da Revolução Francesa e como isso pode nos ajudar nos dias de hoje.
Durante toda essa revolução na França, milhares de católicos foram mortos por serem católicos, por serem fiéis ao Papa, por terem uma verdadeira religião e uma devoção a Virgem Maria. A região onde São Luís Maria tinha pregado, região de pobres camponeses, foi agraciada por numerosíssimos mártires. Isso foi possível através da pregação desse Padre francês, São Luís Maria. Ele não pregava para grandes intelectuais, mas para pobres camponeses, caipiras franceses, que seguindo seu caminho de verdadeira devoção e entrega a Virgem Maria, se dispuseram a morrer por Jesus. Eis aí a prova cabal e concreta de que esse método de consagração funciona.
Os protestantes ficam escandalizados quando dizemos que vamos nos consagrar totalmente a Maria. Eles dizem: não façam isso, isso é idolatria. Vocês tem que se entregar a Jesus, somente a Jesus. Mas, esse método de São Luís Maria foi colocado à prova pela história. Seguindo o método de consagração total a Virgem Maria, ele conseguiu formar uma geração inteira, de homens e mulheres simples, que se entregaram totalmente a Jesus Cristo, a ponto de derramar seu sangue, para se opor ao ateísmo da Revolução Francesa, para se opor àqueles que queriam destruir a religião e a devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Entregando-se a Virgem Maria, nesse método simples, esses pequenos camponeses foram formados como homens e mulheres de uma estatura espiritual que não tinha nada de pequeno. Aqueles camponeses humildes e pobres foram formados numa estatura tal, que se dispuseram a derramar o seu sangue por fidelidade ao Papa, por fidelidade à Igreja, por fidelidade à verdadeira religião.
É isso que nós propomos a vocês, precisamos nos entregar totalmente a Nosso Senhor Jesus Cristo, precisamos ser 100% de Cristo, porque ele é Nosso Senhor. Nós queremos combater toda a idolatria, queremos ser Cristo a ponto de derramar o nosso sangue por Ele. Queremos isso, mal qual é o caminho, qual é o método, como obteremos isso? Olhamos para nós e vemos que não temos fibra para isso. O tecido do qual sou feito não é de mártir. Se depender de mim eu serei um covarde e na primeira oportunidade eu vou trair Nosso Senhor Jesus Cristo, porque, como dizia Orígenes, “diante de uma tentação, o cristão ou sai idólatra, ou sai mártir”.
Quando eu e você somos tentados, nós caímos vergonhosamente. Todo pecado que cometemos é um pecado de quem foi colocado diante da escolha: ou você adora o falso deus, ou morre pelo Deus verdadeiro. A gente sempre escolhe adorar o falso Deus. Não somos gente feita para o martírio, não temos estrutura para isso. Nós somos um bando de covardes, um bando de miseráveis, um bando de traidores.
Queremos entrar na escola que conduz à santidade, à disposição de ser mártires. São Luís Maria realizou esse prodígio. Seu método foi testado pela história. Milhares de camponeses franceses se dispuseram a morrer pela santa religião católica, pela fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo e ao Santo Padre o Papa. Se dispuseram a morrer diante de um governo que se opunha à verdadeira religião. Eles conseguiram isso entregando-se totalmente a Virgem Maria. A entrega total a Nossa Senhora não se opõe a entrega total a Jesus, mas, ao contrário, possibilita, é caminho para conseguir. Isso funciona porque historicamente funcionou.
Transcrição de parte da 1ª palestra do Padre Paulo Ricardo no Consagra-te 2011.
Fonte: padrepauloricardo.org
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