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domingo, 1 de julho de 2012

Eucaristia no Código de Direito Canônico




Santa Eucaristia segundo o Código Canônico


Cânon 897 – Augustíssimo sacramento é a santíssima Eucaristia, na qual se contém, se oferece e se recebe o próprio Cristo Senhor e pela qual continuamente vive e cresce a Igreja. O Sacrifício eucarístico, memorial da morte e ressurreição do Senhor, em que se perpetua pelos séculos o Sacrifício da cruz, é o ápice e a fonte de todo o culto e da vida cristã, por ele é significada e se realiza a unidade do povo de Deus, e se completa a construção do Corpo de Cristo. Os outros sacramentos e todas as obras de apostolado da Igreja se relacionam intimamente com a santíssima Eucaristia e a ela se ordenam.

Cânon 899 – § 1. A celebração da Eucaristia é ação do próprio Cristo e da Igreja, na qual, pelo mistério do sacerdote, o Cristo Senhor, presente sob as espécies de pão e de vinho, se oferece a Deus Pai e se dá como alimento espiritual aos fiéis unidos à sua oblação.

Cânon 900 – § 1. Somente o sacerdote validamente ordenado é o ministro que, fazendo ás vezes de Cristo, é capaz de realizar o sacramento da Eucaristia.

Cânon 904 – Lembrando-se sempre que no mistério do Sacrifício eucarístico se exerce continuamente a obra da salvação, os sacerdotes celebrem freqüentemente; e mais, recomenda-se com insistência a celebração cotidiana, a qual, mesmo não se podendo ter presença de fiéis, é um ato de Cristo e da Igreja, em cuja realização os sacerdotes desempenham seu múnus principal.

Cânon 907 – Na celebração eucarística, não é lícito aos diáconos e leigos proferir as orações, especialmente a oração eucarística, ou executar as ações próprias do sacerdote celebrante.

Cânon 908 – É proibido aos sacerdotes católicos concelebrar a Eucaristia junto com sacerdotes ou ministros de Igrejas ou comunidades que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica.

Cânon 913 – § 1. Para que a santíssima Eucaristia possa ser ministrada às crianças, requer-se que elas tenham suficiente conhecimento e cuidadosa preparação, de modo que, de acordo com sua capacidade, percebam o mistério de Cristo e possam receber o Corpo do Senhor com fé e devoção.

§ 2. Contudo, pode-se administrar a santíssima Eucaristia às crianças que estiverem em perigo de morte, se puderem discernir o Corpo de Cristo do alimento comum e receber a comunhão com reverência.

Cânon 916 – Quem está consciente de pecado grave não celebre a missa nem comungue o Corpo do Senhor, sem fazer antes a confissão sacramental, a não ser que exista causa grave e não haja oportunidade para se confessar; nesse caso, porém, lembre-se que é obrigado a fazer um ato de contrição perfeita, que inclui o propósito de se confessar quanto antes.

Cânon 917 – Quem já recebeu a santíssima Eucaristia pode recebê-la no mesmo dia, somente dentro da celebração eucarística em que participa, salva a prescrição do cânon 921 §2 (perigo de morte).

Nota: No mesmo dia, os fiéis podem receber a Sagrada Eucaristia só uma segunda vez. (Pontificia Comissio Codici Iuris Canonici Authentici Interpretando, Responsa ad proposita dubia, 1: AAS 76 (1984) 746).

Cânon 918 – Recomenda-se sumamente que os fiéis recebam a sagrada comunhão na própria celebração eucarística; seja-lhes, contudo, administrada fora da missa quando a pedem por causa justa, observando-se os ritos litúrgicos.

Cânon 919 – § 1. Quem vai receber a sagrada Eucaristia abstenha-se de qualquer comida ou bebida, excetuando-se somente água e remédio, no espaço de ao menos uma hora antes da sagrada Comunhão. (exceção para pessoas idosas e enfermas e quem cuida delas, §3)

Cânon 920 – § 1. Todo fiel, depois que recebeu a sagrada Eucaristia pela primeira vez, tem a obrigação de receber a sagrada comunhão ao menos uma vez por ano.

§2. Esse preceito deve ser cumprido no período pascal, a não ser que, por justa causa, sejam confortados com a sagrada comunhão como viático.

Cânon 921- § 1. Os fiéis em perigo de morte, proveniente de qualquer causa, sejam confortados com a sagrada comunhão como viático.

§ 2. Mesmo que já tenham comungado nesse dia, recomenda-se vivamente que comunguem de novo aqueles que vierem a ficar em perigo de morte.

§ 3. Persistindo o perigo de morte, recomenda-se que seja administrada a eles a sagrada comunhão mais vezes em dias diferentes.

Cânon 844 – § 2. Sempre que a necessidade o exigir ou verdadeira utilidade espiritual o aconselhar, e contanto que se evite o perigo de erro ou indiferentismo, é lícito aos fiéis, a quem for física ou moralmente impossível dirigir-se a um ministro católico, receber os sacramentos da penitência, Eucaristia e Unção dos Enfermos de ministros não-católicos, em cuja Igreja ditos sacramentos existem validamente.

Cânon 924 – § 1. O sacrossanto Sacrifício eucarístico deve ser oferecido com pão e vinho, e a este se deve misturar um pouco de água.

§ 2. O pão deve ser só de trigo e feito recentemente, de modo que não haja perigo algum de deterioração.

§ 3. O vinho deve ser natural, do fruto da videira e não deteriorado.

Cânon 925 - Distribua-se a sagrada comunhão só sob a espécie de pão ou, de acordo com as leis litúrgicas, sob ambas as espécies; mas, em caso de necessidade, também apenas sob a espécie de vinho.

Cânon 927 – Não é lícito, nem mesmo urgindo extrema necessidade, consagrar uma matéria sem a outra, ou mesmo consagrá-las a ambas fora da celebração eucarística.

Cânon 929 – Sacerdotes e diáconos, para celebrarem ou administrarem a Eucaristia, se revistam dos paramentos sagrados prescritos pelas rubricas.

Cânon 931- § 1. A celebração eucarística deve realizar-se em lugar sagrado, a não ser que, em caso particular, a necessidade exija outra coisa; nesse caso, deve-se fazer a celebração em lugar decente.

§ 2. O sacrifício eucarístico deve realizar-se sobre altar dedicado ou benzido; fora do lugar sagrado, pode ser utilizada uma mesa conveniente, mas sempre com toalha e corporal.

Cânon 934 – § 2. Nos lugares em que se conserva a santíssima Eucaristia deve sempre haver alguém que cuide dela e, na medida do possível, um sacerdote celebre missa aí, pelo menos duas vezes por mês.

Cânon 935 – A ninguém é licito conservar a Eucaristia na própria casa ou levá-la consigo em viagens, a não ser urgindo uma necessidade pastoral e observando-se as prescrições do Bispo diocesano.

Cânon 937 – A não ser que obste motivo grave, a igreja em que se conserva a santíssima Eucaristia seja aberta todos os dias aos fiéis, ao menos durante algumas horas, a fim de que eles possam dedicar-se à oração diante do santíssimo Sacramento.

Cânon 938 – § 1. Conserve-se a santíssima Eucaristia habitualmente em um só tabernáculo da igreja ou oratório.

§ 2. O tabernáculo em que se encontra a santíssima Eucaristia esteja colocado em alguma parte da igreja ou oratório que seja insigne, visível, ornada com dignidade e própria para a oração.

§ 3. O tabernáculo em que habitualmente se conserva a santíssima Eucaristia seja inamovível, construído de madeira sólida e não-transparente, e de tal modo fechado, que se evite o mais possível o perigo de profanação.

§ 4. Por motivo grave, é lícito conservar a santíssima Eucaristia, principalmente à noite, em algum lugar mais seguro e digno.

§ 5. Quem tem o cuidado da igreja ou oratório providencie que seja guardada com o máximo cuidado a chave do tabernáculo onde se conserva a santíssima Eucaristia.

Cânon 939 – Conserve-se na píxide ou âmbula hóstias consagradas em quantidade suficiente para as necessidades dos fiéis; renove-se com freqüência, consumindo-se devidamente as antigas.

Cânon 940 – Diante do tabernáculo em que se conserva a santíssima Eucaristia, brilhe continuamente uma lâmpada especial, com a qual se indique e se reverencie a presença de Cristo.

Cânon 943 – Ministro da exposição do santíssimo Sacramento e da bênção eucarística é o sacerdote ou diácono; em circunstâncias especiais, apenas da exposição e remoção, mas não da bênção, é o acólito, um ministro extraordinário da comunhão eucarística, ou outra pessoa delegada pelo Ordinário local, observando-se as prescrições do Bispo diocesano.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A Eucaristia edifica a Igreja



Existe um influxo causal da Eucaristia nas próprias origens da Igreja. Os evangelistas especificam que foram os Doze, os Apóstolos, que estiveram reunidos com Jesus na Última Ceia (cf. Mt 26,20; Mc 14,17; Lc 22,14). Trata-se de um detalhe de notável importância, porque os Apóstolos foram à semente do novo Israel e ao mesmo tempo a origem da sagrada Hierarquia».

1 Ao oferecer-lhes o seu corpo e sangue como alimento, Cristo envolvia-os misteriosamente no sacrifício que iria consumar-se dentro de poucas horas no Calvário. De modo análogo à aliança do Sinai, que foi selada com um sacrifício e a aspersão do sangue,2 os gestos e as palavras de Jesus na Última Ceia lançavam os alicerces da nova comunidade messiânica, povo da nova aliança.

No Cenáculo, os Apóstolos, tendo aceitado o convite de Jesus: «Tomai, comei [...]. Bebei dele todos» (Mt 26, 26.27), entraram pela primeira vez em comunhão sacramental com Ele. Desde então e até ao fim dos séculos, a Igreja edifica-se através da comunhão sacramental com o Filho de Deus imolado por nós: «Fazei isto em minha memória [...].Todas as vezes que o beberdes, fazei-o em minha memória» (1 Cor 11, 24-25; cf. Lc 22, 19) .

A incorporação em Cristo, realizada pelo Batismo, renova-se e consolida-se continuamente através da participação no sacrifício eucarístico, sobretudo na sua forma plena que é a comunhão sacramental. Podemos dizer não só que cada um de nós recebe Cristo, mas também que Cristo recebe cada um de nós. Ele intensifica a sua amizade conosco: «Chamei-vos amigos» (Jo 15, 14). Mais ainda, nós vivemos por Ele: «O que Me come viverá por Mim» (Jo 6,57). Na comunhão eucarística, realiza-se de modo sublime a inabitação mútua de Cristo e do discípulo: «Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós» (Jo 15,4).

Bem Aventurado João Paulo II

Fonte:http://servosdaeucaristiasse.blogspot.com/

sábado, 3 de março de 2012

ROTEIRO PARA ADORAÇÃO EUCARÍSTICA


(Chegada em silêncio. Após a chegada canta-se um refrão meditativo, após alguns momentos acendem-se as velas preparadas no altar.)

1. SAUDAÇÃO

P- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
T- Amém!
P- A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
T- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

2. MOTIVAÇÃO

P- Reunidos para este momento de oração e adoração do Cristo presente no Sacramento Eucarístico, queremos recordar que esta presença decorre da Celebração Eucarística e a ela nos deve encaminhar. A piedade que nos leva à adoração da Santíssima Eucaristia move-nos também a participar radicalmente do mistério pascal.
Permanecendo diante do Cristo Senhor, gozamos da íntima familiaridade com Ele, e abrindo-lhe o coração, pedimos por nós mesmos e por todos, pela paz e salvação do mundo. Oferecendo com Cristo toda nossa vida ao Pai, pela força do Espírito Santo, pedimos o aumento da nossa fé, esperança e caridade. Alimentamos assim, as disposições que nos levam a celebrar com a devida devoção, o memorial do Senhor e a receber com freqüência o Pão que nos foi dado pelo Pai.
Reconhecendo a grandiosidade e a maravilha da obra criadora, elevemos nosso louvor e gratidão a Deus, entoando o cântico das criaturas:

3. HINO

Onipotente e bom Senhor, * a ti a honra, glória e louvor; * Todas as bênçãos de ti nos vêm * e todo o povo te diz: Amém!

Louvado sejas nas criaturas, * primeiro o sol lá nas alturas. * Clareia o dia, grande esplendor, * radiante imagem de ti, Senhor. * Louvado sejas pela irmã lua, * no céu criaste, é obra tua.

Pelas estrelas claras e belas * Tu és a fonte do brilho delas. * Louvado sejas pelo irmão vento * e pelas nuvens, o ar e o tempo, * E pela chuva que cai no chão * nos dás sustento, Deus da Criação.

Louvado sejas, meu bom Senhor, * pela irmã água e seu valor. * Preciosa e casta, humilde e boa, * se corre, um canto a ti entoa. * Louvado sejas, ó meu Senhor, * pelo irmão fogo e seu calor.

Clareia a noite, robusto e forte * belo e alegre, bendita sorte. * Sejas louvado pela irmã terra, * mãe que sustenta e nos governa * Produz os frutos, nos dá o pão * com flores e ervas sorri o chão.

Louvado sejas, meu bom Senhor, * pelas pessoas que em teu amor, * Perdoam e sofrem tribulação, * felicidade em ti encontrarão. * Louvado sejas pela irmã morte * que vem a todos, ao fraco e ao forte.

Feliz aquele que te amar, * a morte eterna não o matará. * Bem-aventurado quem guarda a paz * pois o Altíssimo o satisfaz. * Vamos louvar e agradecer, * com humildade, ao Senhor bendizer.


4. RECONHECENDO AS PRESENÇAS DE CRISTO

L- “A obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus, que tem o seu prelúdio nas maravilhas divinas operadas no povo do Antigo Testamento, completou-a o Cristo Senhor, especialmente pelo mistério pascal de sua sagrada paixão, ressurreição dos mortos e gloriosa ascensão. Por este mistério, Cristo morrendo, destruiu a nossa morte e, ressurgindo, deu-nos a vida. Pois, do lado de Cristo agonizante sobre a cruz nasceu o admirável sacramento da Igreja. Para realizar tão grande obra, Cristo está sempre presente em sua Igreja.” (SC 5).

Todas as vezes que nos reunimos Ele está presente no meio de nós: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles.” (Mt 18,20). Somos o seu corpo, Ele age em nossas ações, “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos.” (Mt 28,20). Por isso, em todos os momentos Ele está conosco, mesmo quando é noite, não estamos sós.

Refrão cantado:
Fica conosco Senhor, é tarde e a noite já vem.
Fica conosco Senhor, somos teus seguidores também.

L- “Cristo está presente na sua Palavra, pois é Ele que fala quando na Igreja se lêem as Sagradas Escrituras.” (SC 7). Portanto, quando ouvimos as Escrituras Ele nos fala e aquece nosso coração.

Refrão cantado:
Fala Senhor, fala da vida,
Só tu tens Palavra eterna, queremos ouvir!

L- Jesus Cristo está presente na pessoa do pobre e excluído. Todas as vezes que fazemos algo por estes, é ao próprio Cristo que o fazemos. (Cf. Mt25,40).


Refrão cantado:
Entre nós está e não o conhecemos,
Entre nós está e nós o desprezamos.

L- Presente na Assembléia reunida, na Palavra proclamada e no pobre, Jesus Cristo está presente de modo especial no Pão Eucaristizado.

5. CANTO PARA EXPOSIÇÃO DO SANTÍSSIMO
(Enquanto se canta realiza-se a exposição do Santíssimo Sacramento)

/:Eu vim para que todos tenham vida,
que todos tenham vida plenamente.:/

Reconstrói a tua vida em comunhão com teu Senhor,
Reconstrói a tua vida em comunhão com teu irmão.
Onde está o teu irmão, eu estou presente nele.

Quem comer o pão da vida viverá eternamente.
Tenho pena deste povo que não tem o comer.
Onde está um irmão com fome, eu estou com fome nele.

Eu passei fazendo o bem, eu curei todos os males.
Hoje és minha presença junto a todo sofredor.
Onde sofre o teu irmão, eu estou sofrendo nele.

Entreguei a minha vida pela salvação de todos.
Reconstrói, protege a vida de indefesos e inocentes.
Onde morre o teu irmão, eu estou morrendo nele.

P- Graças e louvores se dêem a todo o momento.
T- Ao Santíssimo e Digníssimo Sacramento.

6. MOMENTO DE SILÊNCIO
(Após a exposição do Santíssimo faz-se alguns minutos de silêncio, a seguir canta-se a aclamação e segue-se a proclamação do Evangelho)

7. ACLAMAÇÃO E PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO
(Lc 24, 13-35)
(A Sagrada Comunhão e o Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa, p. 85)

8. REFLEXÃO ABERTA OU HOMILIA
(Quem preside faz breve reflexão e motiva para a reflexão pessoal e possível partilha)

9. PRECES

P- Nossa oração diante do Cristo Senhor, presente na Eucaristia, prolonga a união que obtemos ao comungar e renova a aliança que nos impele a viver de acordo com o que recebemos pela fé e pelo Sacramento na celebração da Eucaristia. Elevemos espontaneamente nossas preces ao Senhor.

Respostas cantadas:
Escuta-nos, Senhor da Glória!

(Preces espontâneas)

P- Ajudai-nos Senhor a vivermos com gratidão toda a nossa vida na força do alimento celeste, participando na morte e na ressurreição do Senhor. Que sejamos solícitos em praticarmos boas obras e agradar-vos, impregnando o mundo de espírito cristão e transformando-nos em testemunhas de Cristo em tudo, no meio da comunidade humana. Nós vos elevamos toda esta oração rezando juntos como Jesus nos ensinou:
Pai-Nosso...

10. CANTO E BÊNÇÃO DO SANTÍSSIMO

(A Sagrada Comunhão e o Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa, p. 60)

Tão sublime sacramento adoremos neste altar,
Pois o Antigo Testamento deu ao Novo seu lugar.
Venha a fé por suplemento os sentidos completar.

Ao Eterno Pai cantemos e a Jesus, o Salvador.
Ao Espírito exaltemos, na Trindade eterno amor.
Ao Deus uno e trino demos a alegria do louvor.
Amém, Amém!

(Quem preside faz a oração, de pé, em seguida dá a bênção com o Santíssimo. Enquanto o repõe no sacrário a assembléia canta um canto de aclamação e louvor ao Senhor).

11. CANTO FINAL

Deus infinito, nós te louvamos * e nos submetemos ao teu poder. * As criaturas no seu mistério, * Mostram a grandeza de quem lhe deu o ser. * Todos os povos sonham e vivem * nesta esperança de encontrar a paz. * Suas histórias todas apontam * para o mesmo rumo onde tu estás.

Santo, Santo, Santo, (2x)
Todo Poderoso é o nosso Deus.

Senhor Jesus Cristo, nós te louvamos * e te agradecemos teu imenso amor. Teu nascimento, teu sofrimento, * Trouxe vida nova onde existe a dor. * Nós te adoramos e acreditamos * que és o Filho santo do nosso Criador. * E professamos tua verdade, * que na humanidade plantou tamanho amor...

Deus infinito, teu santo Espírito * renova o mundo sem jamais cessar. * Nossa esperança, nossos projetos * só se realizam quando ele falar. * Todo-poderoso, somos o teu povo * que na esperança vive a caminhar. * Dá que sejamos teu povo santo * que fará do mundo teu trono e teu altar.

quinta-feira, 3 de março de 2011

A presença real de Cristo na Eucaristia


A Igreja nunca duvidou dessa verdade

Desde que Jesus instituiu a Eucaristia na Santa Ceia, a Igreja nunca cessou de celebrá-la, crendo firmemente na presença do Senhor na Hóstia consagrada pelo sacerdote legitimamente ordenado pela Igreja. Nunca a Igreja duvidou da presença real do Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor na Eucaristia. Desde os primeiros séculos os Padres da Igreja ensinaram esta grande verdade recebida dos Apóstolos.

Na Última Ceia, Jesus foi muito claro: “Isto é o meu corpo”. “Isto é o meu sangue” (Mt 26,26-28). Ele não falou de “símbolo”, nem de “sinal”, nem de “lembrança”. São Paulo atesta a presença do Senhor na Eucaristia quando afirma: “O cálice de benção, que bebemos, não é a comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão do Corpo de Cristo?” (1Cor 10,16).E o Apóstolo, que não estava na Última Ceia, recebeu esta certeza por revelação especial do Senhor a ele: “O Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: Tomai e comei; isto é o meu corpo, que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Igualmente também, depois de ter ceado, tomou o cálice e disse: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto em memória de mim todas as vezes que o beberdes”(1Cor 11,23-29).

Sem dúvida a Eucaristia é o maior e o mais belo milagre que o Senhor realizou e quis que fosse repetido a cada Missa, para que Ele pudesse estar entre nós, a fim de nos curar e nos alimentar. “A Eucaristia é ‘fonte e centro de toda a vida cristã’ (LG,11). Os restantes sacramentos, porém, assim como todos os ministérios eclesiásticos e obras de apostolado, estão vinculados com a Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Com efeito, na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa” (PO,5 e CIC n.1324).

O Catecismo da Igreja nos garante que “Os milagres da multiplicação dos pães… prefiguram a superabundância deste pão único da Eucaristia” (CIC, n.1335). Tudo o que foi dito até aqui está baseado principalmente nas próprias palavras de Jesus, naquele memorável discurso sobre a Eucaristia, na sinagoga de Cafarnaum, que São João relatou com detalhes no capítulo 6 do seu Evangelho: “Eu sou o Pão vivo que desceu do céu… Quem comer deste Pão viverá eternamente; e o Pão que eu darei é a minha carne para a salvação do mundo… O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia… Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida.”

Não há como interpretar de modo diferente estas palavras, senão admitindo a presença real e maravilhosa do Senhor na Hóstia sagrada. Lamentavelmente a Cruz e a Eucaristia foram e continuam a ser “pedra de tropeço” para os que não crêem, mas Jesus exigiu até o fim esta fé. Aos próprios Apóstolos ele disse: “Também vós quereis ir embora?” (Jo 6,67). Ao que Pedro responde na fé, não pela inteligência: “Senhor, a quem iremos, só Tu tens palavras de vida eterna”(68). Nunca Jesus exigiu tanto a fé dos Apóstolos como neste momento. E, se exigiu tanto, sem dar maiores esclarecimentos como sempre fazia, é porque os discípulos tinham entendido muito bem do que se tratava, bem como o povo que o deixou dizendo:”Estas palavras são insuportáveis? Quem as pode escutar?” (Jo 6,60).

Também para cada um de nós a Eucaristia será sempre uma prova de fogo para a nossa fé; mas, crendo na palavra do Senhor e no ensinamento da Igreja, seremos felizes. Quando Lutero pôs em dúvida a presença real e permanente do Senhor na Eucaristia, o Concílio de Trento (1545-1563) assim se expressou: “Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu Corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção que o sagrado Concílio de novo declara: pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue; e esta mudança, a Igreja católica chama-lhe com justeza e exatidão, transubstanciação” (DS, 1642; CIC n.1376).

Acima de tudo é preciso recordar que a Igreja recebeu do Senhor o carisma da infalibilidade em termos de fé e de moral, a fim de não permitir que os seus filhos sejam enganados no caminho da salvação (cf. Jo 14,15.25; 16,12-13). Portanto, o que a Igreja garante há vinte séculos, jamais podemos duvidar, sob pena de estarmos duvidando do próprio Jesus.

Para auxiliar a nossa fraqueza, Deus permitiu que muitos milagres eucarísticos acontecessem entre nós: Lanciano (sec VIII), Ferrara (1171), Orvieto (1264), Offida (1273), Sena (1330 e 1730),Turim (1453), etc., que atestam ainda hoje o Corpo vivo do Senhor na Eucaristia, comprovado pela própria ciência. Há tempos, foi traçado na Europa um “mapa eucarístico”, que registra o local e a data de mais de 130 milagres, metade deles ocorridos na Itália.