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segunda-feira, 2 de abril de 2012

CHAMADOS À SANTIDADE

Desde a Antiga Aliança, realizada através dos Patriarcas, Deus chama o povo à santidade:

“Eu sou o Senhor que vos tirou do Egito para ser vosso Deus. Sereis santos porque Eu sou Santo”
(Lv 1,44-45). O desígnio de Deus é claro: uma vez que fomos criados à sua “imagem e semelhança” (Gen 1,26), e Ele é Santo, nós temos que ser santos também. O Senhor não deixa por menos. A medida e a essência dessa santidade é o próprio Deus. São Pedro repete esta ordem dada ao povo no deserto, em sua primeira carta, convocando os cristãos a imitarem a santidade de Deus:

“A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos, em todas as vossas ações, pois está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1,15-16). São Pedro exige dos fiéis que “todas as vossas ações” espalhem essa santidade de Deus, já que vós sois, uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, afim de que publiqueis o poder daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa” (1Pe 29). Para São Pedro a vida de santidade era uma imediata conseqüência de um povo que ele chamava de “quais outras pedras vivas...materiais deste edifício espiritual, um sacerdócio santo” (1Pe 2,5).

Neste sentido exortava os cristãos do seu tempo a romper com a vida carnal: “luxúrias, concupiscências, embriagues, orgias, bebedeiras e criminosas idolatrias” (1Pe 4,3), vivendo na caridade, já que esta “cobre a multidão dos pecados” (1Pe 4,8).

Jesus, no Sermão da Montanha chama os discípulos à perfeição do Pai:

“Sede perfeitos assim como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,45). Essas palavras fazer eco ao que Deus já tinha ordenado ao povo no deserto: Sede santos, porque eu sou santo” (Lv 11,44). Jesus falava da bondade do Pai, que ama não só os bons, mas também maus, e que “faz nascer o sol tanto sobre os maus, como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos” (Mt 5,45). Jesus pergunta aos discípulos: “Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis?” (46). Para o Senhor, ser perfeito como o Pai celeste, é amar também os inimigos, os que não nos amam. “Amai-vos os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos perseguem e vos maltratam” (44). E mais ainda: “Não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra” (39).

Sem dúvida não é fácil viver essa grande exigência que Jesus nos faz, mas é por isso mesmo que ao cumpri-las vamos nos tornando santos, perfeitos, como o Pai celeste.

Todo o Sermão da Montanha, que São Mateus relata nos capítulos 5,6 e 7, apresenta-nos o verdadeiro código da santidade. É como dizem os teólogos, a “Constituição do Reino de Deus. Santo Agostinho, nos assegura que:

“Aquele que quiser meditar com piedade e perspicácia o Sermão que nosso Senhor pronunciou no Monte, tal como o lemos no Evangelho de São Mateus, aí encontrará, sem sombra de dúvida, a carta magna da vida cristã” (CIC, N° 1966).

É por isso que na festa de todos os santos a Igreja nos faz ler no Evangelho, as Bem aventuranças, que são o início, e como que o resumo, de todo o Sermão do Monte.

É importante perceber que São Paulo começa quase todas as suas cartas lembrando os cristãos do seu tempo de que são chamados à santidade. Aos romanos, logo no início, ele se dirige dizendo: “a todos os que estão em Roma, queridos de Deus, chamados a serem santos...” (Rom 1,7). Aos coríntios ele repete: “à Igreja de Deus que está em Corínto, aos fiéis santificados em Crsito Jesus chamados à santidade com todos...” (1Cor 1,2). Aos efésios ele lembra, logo no início, que o Pai nos escolheu em Cristo “antes da criação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis diante de seus olhos” (ef 1,5). Aos filipenses ele pede que: “o discernimento das coisas úteis vos torne puros e irrepreensíveis para o dia de Cristo” (Fil 1,10).

“Fazei todas as coisas sem hesitações e murmurações a fim de serdes irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus íntegros no meio de uma geração má e perversa” (Fil 2,14).

Para o Apóstolo a santidade é a grande vocação do cristão. Ele diz aos efésios:

“Exorto-vos pois (...) que leveis uma vida digna da vocação a qual fostes chamados, com toda humildade, mansidão e paciência” (Ef 4,1). De maneira mais clara ainda ele fala aos tessalonicences sobre o que Deus quer de nós:

“Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza; que cada um de vós saiba possuir o corpo em santificação e honestidade, sem se deixar levar pelas paixões desregradas como fazem os pagãos que não conhecem a Deus” (1 Tess 4,3-5).

É o amor de Deus que nos leva à santidade. Só por amor ao Senhor, que nos criou e nos resgatou, é que seremos impulsionados, por dentro, a buscar uma vida perfeitamente conformada com a sua santa vontade.

Sabemos que “Deus é amor” (1Jo 4,8), e que, portanto, tudo o que ele faz é por amor e para o amor. Assim, o mundo criado com todas as maravilhas dos reinos mineral, vegetal e animal, espelham a sua glória, o seu poder e, acima de tudo, o seu amor para conosco, já que tudo foi feito para nós, criaturas humanas. Tudo o que os nossos olhos vêem, e nos maravilham; tudo o que os nossos ouvidos ouvem, e nos encantam; tudo o que degustamos com prazer, é nos oferecido gratuitamente pelo Senhor, porque nos ama...

Se o amor de Deus por nós se manifesta na criação e na grandeza de cada ser humano, mais ainda esse amor se manifesta no mistério de nossa salvação. Em Jesus, o Verbo de Deus humanado, esse amor atinge o seu auge. Deus não poderia manifestar de maneira mais intensa o seu amor por nós, do que fazendo-se homem, assumindo a nossa carne e a nossa natureza humana. “Cristo veio principalmente, disse S. Agostinho, a fim de que o homem soubesse quanto Deus o ama”. A partir da Encarnação de Deus ninguém mais pode duvidar do seu amor por nós. Como dizia Santo Antonio, o corpo humano de Jesus foi uma “veste de penitência”. Ele a assumiu livremente, por amor, para pagar em si mesmo o preço dos nossos pecados (cf. Hb 9,26-28).

A partir dessa “experiência do amor de Deus”, a resposta de São Paulo a Deus foi uma resposta de amor sem limites: “A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus que me amou e se entregou por mim” (Gal 2,20). “Amor só se paga com amor”, ensinam os santos, não há outra moeda.

A santidade é a melhor resposta que damos ao amor de Deus. É esse amor retribuído que levaram os santos a fazerem a vontade de Deus e chegarem à santidade. Também conosco há de ser uma resposta pessoal ao amor com que Deus nos ama, a via da nossa santificação.

(Texto retirado do Livro Sede Santos de Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino, págs. 10 a 15, Edições Cleófas, 2ª Edição, Lorena, São Paulo).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

“Óh, Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vos!”


Há 150 anos em Lourdes, na França, Nossa Senhora apareceu para a menina Bernadette. Era o ano de 1858. Em 1854 o Papa Pio XI tinha proclamado solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria. Então, quatro anos depois, a própria Virgem Maria, em pessoa, quis confirmar este dogma. Foi quando em 25 de março de 1858, na festa da Anunciação, revelou seu Nome a Santa Bernadette nas aparições de Lourdes. Disse-lhe ela:

“Eu sou a Imaculada Conceição”.

A partir daí, o padre Peyramale, que era o Cura de Lourdes, passou a acreditar nas aparições de Maria à pobre Bernadette, e com ele toda a Igreja.

“Na plenitude dos tempos”, diz o Apóstolo, “Deus enviou Seu Filho ao mundo nascido de uma mulher” (Gl 4,4). No ponto central da história da salvação se dá um acontecimento ímpar em que entra em cena a figura de uma Mulher. O mesmo Apóstolo nos lembra: “Não foi Adão o seduzido, mas a mulher” (1Tm 2,14); portanto, devia ser também por meio da mulher que a salvação chegasse à terra.

Para isso foi preciso que Deus preparasse uma nova Mulher, uma nova Virgem, uma nova Eva, que fosse isenta do pecado original, que pudesse trazer em seu seio virginal o autor da salvação. A Mãe de Deus não poderia ter o pecado original.

Como nenhum ser humano era livre do pecado e de Satanás, foi então preciso que Deus preparasse uma mulher livre, para que Seu Filho fosse também isento da culpa original, e pudesse libertar Seus irmãos.

Assim, o Senhor antecipou para Maria, a escolhida entre todas, a graça da Redenção que seu Filho conquistaria com Sua Paixão e Morte. A Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi o primeiro fruto que Jesus conquistou com Sua morte. E Maria foi concebida no seio de sua mãe, Santa Ana, sem o pecado original.

Como disse o cardeal Suenens:

“A santidade do Filho é causa da santificação antecipada da Mãe, como o sol ilumina o céu antes de ele mesmo aparecer no horizonte” .

O cardeal Bérulle explica assim:

“Para tomar a terra digna de trazer e receber seu Deus, o Senhor fez nascer na terra uma pessoa rara e eminente que não tomou parte alguma no pecado do mundo e está dotada de todos os ornamentos e privilégios que o mundo jamais viu e jamais verá, nem na terra e nem no céu” (Con. Vidigal, Temas Marianos, p. 307).

O Anjo Gabriel lhe disse na Anunciação: “Ave, cheia de graça…” (Lc 1,28). Nesse “cheia de graça”, a Igreja entendeu todo o mistério e dogma da Conceição Imaculada de Maria. Se ela é “cheia de graça”, mesmo antes de Jesus ter vindo ao mundo, é porque é desde sempre toda pura, bela, sem mancha alguma; isto é, Imaculada.

Em 8 de dezembro de 1854 o Papa Pio IX declarava dogma de fé a doutrina que ensinava ter sido a Mãe de Deus concebida sem mancha por um especial privilégio divino. Na Bula “Ineffabilis Deus”, o Papa diz:

“Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis”.

É de notar que em 1476 a festa da Imaculada foi incluída no Calendário Romano. Em 1570, o papa Pio V publicou o novo Ofício e, em 1708, o papa Clemente XI estendeu a festa a toda a Cristandade tornando-a obrigatória.

Neste seio virginal, diz S. Luiz, Deus preparou o “paraíso do novo Adão” (Tratado da Verdadeira Devoção , n. 18).

Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja e ardoroso defensor de Maria, falecido em 1787, disse:

“Maria tinha de ser medianeira de paz entre Deus e os homens. Logo, absolutamente não podia aparecer como pecadora e inimiga de Deus, mas só como Sua amiga, toda imaculada” (Glórias de Maria, p. 209). E ainda: “Maria devia ser mulher forte, posta no mundo para vencer a Lúcifer, e portanto devia permanecer sempre livre de toda mácula e de toda a sujeição ao inimigo” (idem, p. 209).

S. Bernardino de Sena (†1444), diz a Maria: “Antes de toda criatura fostes, ó Senhora, destinada na mente de Deus para Mãe do Homem Deus. Se não por outro motivo, ao menos pela honra de seu Filho, que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda mancha” (GM, p. 210).

Diz o livro dos Provérbios: “A glória dos filhos são seus pais” (Pr 17,6); logo, é certo que Deus quis glorificar Seu Filho humanado também pelo nascimento de uma Mãe toda pura.

S. Tomas de Vilanova (†1555), chamado de São Bernardo espanhol, disse em sua teologia sobre Nossa Senhora:

“Nenhuma graça foi concedida aos santos sem que Maria a possuísse desde o começo em sua plenitude” (GM, p. 211).

S. João Damasceno, doutor da Igreja (†749), afirma:

“Há, porém, entre a Mãe de Deus e os servos de Deus uma infinita distância” (GM, p. 211).

E pergunta S. Anselmo, bispo e doutor da Igreja (†1109), e grande defensor da Imaculada Conceição:

“Deus, que pôde conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não teria podido concedê-la também a Maria?”

“A Virgem, a quem Deus resolveu dar Seu Filho Único, tinha de brilhar numa pureza que ofuscasse a de todos os anjos e de todos os homens e fosse a maior imaginável abaixo de Deus” (GM, p. 212).

É importante notar que S. Afonso de Ligório afirma:



“O espírito mal buscou, sem dúvida, infeccionar a alma puríssima da Virgem, como infeccionado já havia com seu veneno a todo o gênero humano. Mas louvado seja Deus! O Senhor a preveniu com tanta graça, que ficou livre de toda mancha do pecado. E dessa maneira pode a Senhora abater e confundir a soberba do inimigo” (GM , p. 210).

Nenhum de nós pode escolher sua Mãe; Jesus o pode. Então pergunta S. Afonso: “Qual seria aquele que, podendo ter por Mãe uma

rainha, a quisesse uma escrava? Por conseguinte, deve-se ter por certo que a escolheu tal qual convinha a um Deus” (GM, p. 213).

Quando Deus eleva alguém a uma alta dignidade, também o torna apto para exercê-la, ensina S. Tomás de Aquino. Portanto tendo eleito Maria para Sua Mãe, por Sua graça a tornou digna de ser livre de todo o pecado, mesmo venial, ensinava S. Tomás; caso contrário, a

ignomínia da Mãe passaria para o Filho (GM, p. 215).

Nesta mesma linha afirmava S. Agostinho de Hipona, Bispo e doutor da Igreja (†430), já no século V:

“Nem se deve tocar na palavra “pecado” em se tratando de Maria; e isso por respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça” (GM, p. 215).

Pergunta S. Cirilo de Alexandria (370-444), bispo e doutor da Igreja: “Que arquiteto, erguendo uma casa de moradia, consentiria que seu inimigo a possuísse inteiramente e habitasse?” (GM, p. 216).

S. Bernardino de Sena ensina que Jesus veio para salvar a todos, inclusive Maria. Contudo, há dois modos de remir: levantando o decaído ou preservando-o da queda. Este último modo Deus aplicou a Maria.

Podendo o Espírito Santo criar Sua Esposa toda bela e pura, é claro que assim o fez. É dela que fala: “És toda formosa minha amiga, em ti não há mancha original” (Ct 4,7). Chama ainda Sua Esposa de “jardim fechado e fonte selada” (Ct 4,12), onde jamais os inimigos

entraram para ofendê-la.

“Ave, cheia de graça!” Aos outros santos a graça é dada em parte, contudo a Maria foi dada em sua plenitude. Assim “a graça santificou não só a alma mas também a carne de Maria, a fim de que com ela revestisse depois o Verbo Eterno”, afirma S. Tomás (GM, p. 220).

O´ Maria concebida sem pecado; rogai por nós que recorremos a Vós!

Prof. Felipe Aquino – Fonte: formação.cancaonova.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Advento: João é a voz, Cristo, a Palavra.

João era a voz, mas o Senhor, no princípio, era a Palavra (Jo 1,1). João era a voz passageira, Cristo, a Palavra eterna desde o princípio. Suprimi a palavra, o que se torna a voz? Esvaziada de sentido, é apenas um ruído. A voz sem palavras ressoa ao ouvido, mas não alimenta o coração.

Entretanto, mesmo quando se trata de alimentar nossos corações, vejamos a ordem das coisas. Se penso no que vou dizer, a palavra já está em meu coração. Se quero, porém, falar contigo, procuro o modo de fazer chegar ao teu coração o que já está no meu.

Procurando então como fazer chegar a ti e penetrar em teu coração o que já está no meu, recorro à voz e por ela falo contigo. O som da voz te faz entender a palavra; e quando te fez entendê-la, esse som desaparece, mas a palavra que ele te transmitiu permanece em teu coração, sem haver deixado o meu.

Não te parece que esse som, depois de haver transmitido minha palavra, está dizendo: É necessário que ele cresça e eu diminua? (Jo 3,30). A voz ressoou, cumprindo sua função, e desapareceu, como se dissesse: Esta é a minha alegria, e ela é completa (Jo 3,29). Guardemos a palavra; não percamos a palavra concebida em nosso íntimo.

Queres ver como a voz passa e a palavra divina permanece? Que foi feito do batismo de João? Cumpriu sua missão e desapareceu; agora é o batismo de Cristo que está em vigor. Todos cremos em Cristo e esperamos dele a salvação: foi o que a voz anunciou.

Justamente porque é difícil não confundir a voz com a palavra, julgaram que João era o Cristo. Confundiram a voz com a palavra. Mas a voz reconheceu o que era para não prejudicar a palavra. Eu não sou o Cristo (Jo 1,20), disse João, nem Elias nem o Profeta. Perguntaram-lhe então: Quem és tu? Eu sou, respondeu ele, a voz que grita no deserto: “Aplainai o caminho do Senhor” (Jo 1,19. 23). É a voz do que grita no deserto, do que rompe o silêncio. Aplainai o caminho do Senhor, como se dissesse: “Sou a voz que se faz ouvir apenas para levar o Senhor aos vossos corações. Mas ele não se dignará vir aonde o quero levar, se não preparardes o caminho”.

O que significa: Aplainai o caminho, senão: Orai como se deve orar? O que significa ainda: Aplainai o caminho senão: Tende pensamentos humildes? Imitai o exemplo de João. Julgam que é o Cristo e ele diz não ser aquele que julgam; não se aproveita do erro alheio para uma afirmação pessoal. Se tivesse dito: “Eu sou o Cristo”, facilmente teriam acreditado nele, pois já era considerado como tal antes que o dissesse. Mas não disse; pelo contrário, reconheceu o que era, disse o que não era, foi humilde. Viu de onde lhe vinha à salvação; compreendeu que era uma lâmpada e temeu que o vento do orgulho pudesse apagá-la.

Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja, Séc. IV -V
(Sermão 293, 3: Patrologia Latina. 38 1328-1329).
Prefácio do Advento II (A dupla espera de Cristo)

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Predito por todos os profetas, esperado com amor de mãe pela virgem Maria, Jesus foi anunciado e mostrado presente no mundo por são João Batista. O próprio Senhor nos dá a alegria de entrarmos agora no mistério do seu Natal, para que sua chegada nos encontre vigilantes na oração e celebrando os seus louvores. Por essa razão, agora e sempre, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, cantando (dizendo) a uma só voz…

O Tempo do Advento nos chama a conversão, a mudança de vida, rever as nossas posturas principalmente como me preparo pra encontrar o Senhor que veio que vem e virá. Hoje eu quero ter um encontro com Deus e você?

Oração: Senhor quero me encontrar contigo. Durante este dia desperta o meu coração para esta vigilante expectativa, pois o Senhor pode chegar a qualquer hora, que eu não esteja distraído mesmo tendo que fazer muitas coisas, que eu não esteja despreparado. O meu coração esta alimentado por esta alegre e viva esperança do Senhor que vem. Trago comigo muitas pessoas e situações que quero te apresentar, te entregar e principalmente minha pessoa, minha vida: Vem Senhor Jesus!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Perguntas e Respostas

Caso queira fazer a sua pergunta ou tirar uma dúvida sobre os assuntos tratados ou relacionados a este Blog, me adicione ao seu TWITTER @rafaelleo10 e deixa lá a sua pergunta.

Na medida do possível estarei postando as mesmas aqui em meu Blog.

PERGUNTAS:

1) Pode – se fazer um exorcismo para uma pessoa distante, sem ela saber?
“Pode. Já disse que frequentemente, exorcizo pelo telefone e com eficácia; outras vezes, faço exorcismos (isto é, orações) por aquelas pessoas mais atingidas que se dirigem a mim, embora não saibam, sobretudo a noite. O que não se pode fazer é exorcizar uma pessoa contra a sua vontade: o Senhor oferece seus dons, nunca os impõe.” (Pe. Gabrielle Amorth – Novos Relatos de um Exorcista)

2) Há exorcistas mais fortes e exorcistas mais fracos, ou todos são iguais?
“É inegavél que há diferença entre os exorcistas. Depende de fatores de índole espiritual (a intensidade da oração, de união com Deus, de sacrificios; ouso dizer, depende da santidade) e de fatores humanos como a experiencia, a inteligencia, a cultura especifica, a intuição…Contudo, não é facil avaliar estes fatores e seria errado pretender fazer comparações porque só Deus é juiz. A propósito, um exorcista francês, respondendo ao seu bispo esta mesma pergunta, apresentou – lhe a lista das coisas novas que tinha aprendido, ano após ano, durante o exercício deste ministerio. Em suma, ele quis dizer: só posso comparar – me comigo mesmo e vi que tenho sempre que aprender, mas também vi as vantagens da experiência.

Além disso, não podemos nos esquecer de que, neste setor, influenciam muitos outros fatores: o desempenho da fé e da oração da pessoa atingida e dos seus familiares; a fé na Intercessão da Igreja e, consequentemente, a exigência de ver, no exorcista, um instrumento de Deus, designado pelo bispo. Também notei que há exorcistas que são mais eficazes com determinados tipos de malefícios e outros com outro tipo de males. Mas depois, é o Senhor quem decide concede – como quer – a graça do resultado a um e ao outro, para que só a Ele se dê graças.” (Pe. Gabrielle Amorth – Novos Relatos de um Exorcista)

3) Qual é a causa para que o demônio permaneça mais ou menos tempo na mesma pessoa?
“A expulsão do demônio depende de uma intervenção extraordinária de Deus. Ou seja, cada expulsão do demônio constitui um verdadeiro milagre. E Deus pode praticá-lo a qualquer momento. Nós, exorcistas, podemos prever, através de algo que nos oriente, quanto tempo ser-nos-á necessário para expulsar o demônio de uma pessoa. Por exemplo, uma criança. É mais fácil expulsar o diabo de uma criança que de um adulto. O mesmo passa-se em relação a uma pessoa que nos procura logo após ter sido possuída, uma vez que o demônio ainda não teve tempo de deitar raízes naquela pessoa. O primeiro exorcismo fala em “erradicar e expulsar o demônio”.

Ao contrário, torna-se muito mais difícil quando sou procurado por pessoas de 50, 60 anos, e ao fazer-lhes exorcismos falando com o demônio – pois eu falo diretamente com o demônio quando a pessoa está endemoninhada -, descubro que às vezes a pessoa era criança ou ainda se encontrava no próprio seio materno quando sofreu os primeiros ataques do Maligno.” (Pe. Gabrielle Amorth)

4) Os demônios têm nomes?

“Quando constringidos pelo exorcista a dizer seus nomes, costumam apresentá-los. Os que têm nomes bíblicos ou de tradição bíblica, são demônios fortes e é muito mais trabalhoso exorcizá-los. Continuamente dão nomes como Satanás, Asmodeu, Lilite, denominações igualmente importantes. O nome Lúcifer é de tradição bíblica e não um nome bíblico. Ou seja, nós o atribuímos à Bíblia, mas esta não cita Lúcifer. Encontramos freqüentemente um demônio de nome Zabulom. O nome Zabulom, encontramo-lo na Bíblia, mas nunca como demônio. Zabulom é uma das 12 tribos de Israel. Há um demônio, porém, que tomou posse desse nome e é um demônio fortíssimo.

Encontramos nas Sagradas Escrituras o demônio Asmodeu. Deparo-me muitíssimas vezes com ele, porque é o demônio que destrói os casamentos. Ele rompe os matrimônios ou os impede. É tremendo!

Uma pessoa possuída ou possessa, in genere, pode estar dominada por muitos demônios. Temos um exemplo no Evangelho, quando Nosso Senhor interroga os endemoninhados de Gerasara e pergunta: “Como te chamas?” E o demônio responde: “Legião”, porque são muitos.

Lembro o caso de um demônio fortíssimo que possuía uma freira, uma possessão tremenda (às vezes, são vítimas que se oferecem pela conversão dos pecadores e sofrem esta espécie de possessão). Quando eu lhe perguntava o número, respondia-me: “Milhares!” “Milhares!” “Milhares!” (Pe. Gabrielle Amorth)

5) Qual o rosto de Satanás? Ele tem forma?

“Satanás é um puro espirito. Somos nós que, para imaginá – lo damos uma representação física a ele; quando aparece, assume um aspecto sensível. Por mais feio que o possamos representar, é sempre imensamente mais feio; não se trata de feiura física, mas de perfídia e afastamento de Deus, o sumo bem e o cume de toda beleza. Penso que a representação com chifres, rabo e asas de morcego quer significar a degradação a que chegou este ser espiritual que, criado bom e esplendoroso se tornou arrepiante e pérfido. Deste modo, nós, consoante a nossa mentalidade, vamos imaginando – o um pouco como um homem, que foi mortificado ao nível animal (cornos, cascos, rabo, asas…). Mas trata – se da nossa imaginação. Como também o demônio, quando quer se tornar visivelmente presente, assume aspecto sensível, falso, mas é para se mostrar: poderia ser um cavalheiro elegante; varia segundo o efeito que quer provocar: de modo ou atração.

Quanto aos cheiros (enxofre, queimado, estrume…), trata – se de fenômenos que o demônio pode provocar, como também pode provocar fenômenos físicos sobre a matéria e males físicos no corpo humano.

Pode ainda agir na nossa psique através de sonhos, pensamentos e fantasias; e podem nos transmitir os seus sentimentos: ódio e desespero.

São tudo fenômenos que se verificam nas pessoas atingidas por males satânicos e, sobretudo, nos casos de possessão. Mas a verdadeira feiura deste ser espiritual é superior a qualquer imaginação humana e a qualquer possibilidade de representação.” (Pe. Gabrielle Amorth)

6) Existem possessões mais ou menos graves? O demônio pode dar poderes, benefícios?

“Existe uma vasta série de possessões diabólicas, diferentes em intensidade e em manifestações. Existe diferença de intensidade.

Veio me procurar, uma jovem de 15 anos, que há alguns dias tinha ido assistir, por curiosidade, a um ritual satânico. De volta para casa, ficou furiosa, dava pontapés e arranhava os familiares que procuravam detê-la, cuspia neles.

Foram suficientes poucos minutos de exorcismos para que fosse completamente libertada. Outras vezes, somam-se várias causas, em diferentes idades da vida, e quando a pessoa vem procurar o exorcista é necessário sanar toda uma série de feridas, exigindo, deste modo, um tratamento de muitos meses, frequentemente muitos anos, para atingir a plena libertação.

Existem também grandes diferenças nas manifestações externas. Cito dois casos extremos. Há pessoas que se tornam furiosas, com uma força sobre-humana, gritam e procuram se atirar contra os presentes; contudo, também já tive casos de absoluta imobilidade e silêncio, com uma total falta de reações externas, que exigiram grande esforço e a colaboração de muitos elementos para compreender que se tratava realmente de uma possessão diabólica. Entre estes casos extremos, há espaço para uma série de variações intermediarias.

Outra situação é a de quem consegue realizar completamente os seus compromissos profissionais e familiares, e afazeres de modo que ninguém tome conhecimento do seu mal; diferente é a condição de quem não é capaz de fazer nada, de quem tem necessidade de assistência contínua e, por isso, sente um tédio mortal para com a vida.

Passando à outra pergunta: sim, o demônio pode dar poder e benefícios. É o que faz, por exemplo, com todos os magos e bruxos: o poder da adivinhação e de provocar perturbações; pode também dar vantagens materiais de riqueza, sucesso, prazeres.

Mas uma vez que o demônio apenas pode fazer mal e querer o mal, combina sempre estes dons com grandes sofrimentos. Por isso, aqueles que pedem dons a satanás fazem um péssimo negócio: vivem o inferno já nesta terra e, se não se converterem, irão vive-lo na outra vida também.” ( Padre Gabriele Amorth)

7) Deus e o demônio falam entre si?

Temos na Bíblia que Satanás por vezes quer censurar Deus pelos pecados que cometemos, nos acusando diante Dele, mas isso não pode ser considerado um diálogo autêntico.

Ainda que Deus e Satanás sejam seres espirituais, e isso poderia fazer com que a comunicação entre si fosse válida, estas conversas não acontecem!

Satanás não tem interesse de iniciar nenhum tipo de diálogo com quem ele odeia com todas as suas forças. E da parte de Deu não há interesse de falar com aquele que Lhe odeia, com aquele que Lhe insulta e blasfema, pois Deus tem Sua Dignidade! E Deus também não quer falar porque na realidade não há nada sobre o que falar com Satanás, uma vez que tudo já foi dito!

8 ) Qual a diferença entre tentação e fraqueza humana?
Nem sempre é possível termos uma noção clara de que aquilo que estamos sentindo provém da tentação do Diabo ou provém da nossa concupiscência.

Uma coisa é certa, a diferença principal entre uma e outra é de onde as mesmas nascem.

Uma provém diretamente do Diabo, que quer com a mesma nos seduzir e arrastar ao pecado nos retirando da graça de Deus.

A concupiscência é aquela inclinação que nasce de nós mesmos, dos desejos da nossa carne que um dia foram corrompidos por consequência do pecado original. Não tem a sua fonte ligada diretamente ao Diabo!

Escrevi um artigo chamado “De onde vem a tentação que estou sofrendo?” que nos ajuda a entender um pouco mais e discernirmos se o que estamos sentindo provém do Diabo ou de nós mesmos.

9) Existe algum problema de eu utilizar incenso dentro de casa?

Na teoria não existe problema utilizar incenso dentro de casa no sentido de deixar somente a casa com um bom cheiro! O problema entra quando as pessoas começam a confundir o uso do incenso com superstição! Quando utilizam o incenso para “trazer bons fluídos” ou “espantar maus espíritos”…

É necessário portanto saber onde você esta comprando este tipo de material e para qual utilidade ele esta descrito em sua embalagem! Existem comércios que vendem o incenso e são comércios totalmente exotéricos e por vezes consagrados a determinadas entidades! Assim como também as descrições nas embalagens dos incensos: Encontramos muitas vezes nas embalagens descrições como: “Para trazer paz”…”Para trazer alegria”e assim por diante! Conheci pessoas que trabalhavam com comércios voltados ao exoterismo e que consagravam tudo o que estavam em seus comércios a entidades voltadas a sua crença!

Portanto cuidado onde se compram estes produtos! Existe muitas lojas religiosas Católicas que trabalham também com o comércio de incenso e sabemos que não há nenhum tipo de contaminação ou algo voltado ao exoterismo!

Fonte: Livres pra todo Mal 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Que significa ser santo?



“A santidade, a plenitude da vida cristã não consiste em realizar empreendimentos extraordinários, mas em unir-se a Cristo, em viver os seus mistérios, em fazer nossas as suas atitudes, pensamentos e comportamentos. A medida da santidade é dada pela estatura que Cristo alcança em nós, desde quando, com a força do Espírito Santo, modelamos toda a nossa vida sobre a sua.” (Papa Bento XVI, Catequese 13/04/2011)

Meus irmãos, felizmente hoje encontramos biográfias mais humanas dos santos. Antigamente quando lia a vida dos santos, considerava impossível alcançar a santidade. Pois descreviam os santos como super heróis ou pessoas insensíveis que não sentia o peso da humanidade.

Olhar para esta lado humano dos santos me ajuda a caminhar na santidade, porque vejo que é possível, mesmo nos meus limites e fraquezas, alcançam as bens aventuranças. Percebo que a vida dos santos foram cheia de lutas, quedas, provações, desânimos, desertos, espinhos na carne…

Por isso, não desisto na luta pela santidade, porque ser santo não significa fazer coisas extraordinárias, levitar, bilocar, ter extases espirituais, fazer curas e milagres. Mas em unir-se a Cristo, em viver os seus mistérios, em fazer nossas as suas atitudes, pensamentos e comportamentos. A santidade consiste em viver o amor, que é fruto da graça do Espiríto Santo que age em nosso ser.

Meus irmãos, não desistam de buscar a santidade. Sabemos que a correnteza do mundo é forte demais, nos nossos limites e fraquezas nos unamos a Jesus Cristo. Pois, quando eu me sinto fraco, é então que sou forte. (Icor.12,10b)

Forte abraço, até a próxima!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Quando você não sabe o que rezar

E sua alma chora…


Quando o coração aperta e a alma chora tudo parece longe, perdido sem solução. É neste momento que vem do fundo da alma as lágrimas, e a alma chora… o Senhor não deixa perder nem uma só gota de nossas lágrimas e elas tem o sabor da vitória de um Deus próximo que não nos deixa sozinhos mesmo que a noite seja escura e a tempestade avança e da a impressão que vamos perecer e as palavras fogem ao pensamento e não sabemos o que rezar. É preciso buscar na fé a certeza que o Senhor está presente, sustentando a cada dor, a cada lágrima a nossa alma.



“É muitas vezes pela fraqueza do espírito que este miserável corpo se queixa tão facilmente. Pede, pois, humildemente ao Senhor que te dê o espírito de compunção, e dize, com o profeta: Sustenta-me, Senhor, com o pão das lágrimas e a bebida copiosa do pranto. (Sl 79,6).” (Imitação de Cristo)

Fonte: Blog Seguidores do Caminho

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Na hora da tempestade…

Na hora da tempestade, quando a tribulação chega em nossa vida, a quem temos recorrido?

É sempre bom refletir e pensar, porque nossa boca pode falar de Deus e na “hora H”, quando a situação aperta, podemos nos esquecer que somos cristãos, que há um Deus por perto.

Recorrer a fugas, tentar se esconder dos problemas (nas drogas; na gritaria dentro de casa descontando em quem está perto; no álcool; no cigarro; enfim…) procurando desta forma resolver os problemas é, sem dúvida, sinônimo de procurar mais problemas.

Na hora da dor, da tempestade, da aflição dentro de casa, do coração apertado, nas lágrimas escondidas e também diante das incompreensões é preciso ir a Jesus. Ele é Senhor sobre as tempestades. Deus não quer nos ver sofrendo, mas até destes sofrimentos, das situações que nos causam dor e aflição, Ele pode tirar grande bem e nos dar uma vitória triunfal!

É tempo de refletir e agir. Redefinir passos, na direção daquele que caminha sobre as águas que nos causam medo!
Fonte: Canção Nova

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O que fazer diante dos problemas?

O mundo de hoje está acelerado! Os problemas devem ser resolvidos na hora e as coisas boas passam com tanta facilidade que somos impulsionados a buscar novas insaciavelmente. Até no relacionamento com Deus desejamos que ele nos atenda como num piscar de olhos. A nossa têmpera vai diminuindo, pois já não estamos mais acostumados a administrar os problemas, mas sim em resolvê-los.



Só que temos caído em uma situação mais penosa ainda! Muitos dos problemas que enfrentamos são perigosos de serem resolvidos rapidamente. Existem situações que precisamos viver com calma, intensidade, oração para que não caiamos no erro de criar um problema novo para resolver outro.

Há desafios que nos aparecem não para serem resolvidos, mas sim para sermos convertidos! Em tudo o que nos acontece é preciso questionar: qual a área da minha vida que precisa de conversão?

Temos que gastar tempo na meditação e oração. Precisamos ter cuidado para que na avidez de resolver um problema, não tiremos de Deus a oportunidade Dele resolver do jeito Dele e no tempo Dele.
Que o Senhor nos ajude a resgatar a meditação pessoal e a deixar que ele nos indique o momento de esperar e o momento de agir.

Deus abençoe você!

Meu Grande irmão, Roger

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Os dons que Satanás concede!

Também Satanás dá poderes àqueles que lhe são devotos.

Por vezes acontece que, como ele é um autêntico mentiroso, os destinatários destes poderes não compreendem imediatamente a sua proveniência, ou não querem compreender, tão felizes que ficam por receber estes dons gratuitos.

Pode acontecer que uma pessoa tenha o dom da clarividência; outras vezes basta que ponham à frente uma folha de papel branco, e uma caneta na mão, para redigir espontaneamente páginas de mensagens; outras ainda têm a impressão de se desdobrar e que uma parte do seu ser pode penetrar em casas e ambientes mesmo longínquos; é muito comum que algumas pessoas ouçam uma voz que por vezes sugere oração e muitas outras coisas.

Poderia continuar esta lista. Qual é a fonte destes dons particulares? Trata-se de carismas do Espírito Santo? São presentes de origem diabólica? Ou trata-se muito simplesmente de fenômenos metafísicos? A verdade só pode ser estabelecida depois de um estudo ou de um discernimento efetuado por pessoas competentes.

Quando S. Paulo estava em Tiatira, aconteceu ser perseguido por uma escrava que tinha o dom de adivinhar e que, com este dom, dava muito lucro aos seus patrões. Mas era um dom de origem diabólica, que desapareceu logo quando S. Paulo expulsou o espírito maligno (Act 16, 16-18).

A título de exemplo examinemos alguns extratos dum testemunho assinado por Erasmo di Bari e publicado no Rinnovamento dello Spirito Santo, em Setembro de 1987. As observações que figuram entre parêntesis são colocadas por nós:

Fiz há vários anos, a experiência do jogo do copo sem saber que se tratava de uma forma de espiritismo. As mensagens tinham uma linguagem de paz e de fraternidade (repare-se como o demônio sabe dissimular sob a aparência de bem). Algum tempo depois, recebi poderes estranhos, exatamente em Lourdes (este detalhe também é digno de interesse: não se possam introduzir).

Eu possuía essa faculdade que a parapsicologia define como extrasensorial isto é:clarividência, leitura do pensamento, diagnóstico clínico, leitura do coração e da vida das pessoas vivas ou mortas, assim como outros poderes. Alguns meses mais tarde, apareceu-me outra faculdade: a de suprimir a dor física pela imposição das mãos aliviando ou suprimindo o estado de sofrimento; seria aquilo a que chamam a paranoterapia?

Graças a todos estes poderes, eu podia comunicar facilmente com toda a gente, mas, depois destes encontros, as pessoas ficavam chocadas com o que eu dizia, e ficavam profundamente perturbadas porque eu as condenava pelos pecados que tinham cometido, uma vez que eu via o mais profundo da sua alma. Entretanto, ao ler a Palavra de Deus, dei-me conta de que a minha vida não tinha mudado absolutamente nada. Eu continuava a ser irascível, susceptível às ofensas, lento em perdoar, fácil nos ressentimentos. Tinha medo de carregar a minha cruz, medo do desconhecido que o futuro e a morte representam.

Depois de longas peregrinações e de múltiplos tormentos, Jesus guiou-me até ao Renovamento. Encontrei lá alguns irmãos que fizeram oração por mim e, então, compreendi que o que me acontecia não era de origem divina, mas fruto do maligno. Posso testemunhar que vi o poder de Jesus. Reconheci isso e confessei os meus pecados cometidos no passado, arrependi-me, renunciei a toda a prática oculta. Esses poderes desaparecem e Deus perdoou-me; por isso eu lhe quero dar graças.

Não esqueçamos que a Bíblia também nos fornece exemplos de fatos extraordinários idênticos, realizados por Deus e pelo demônio. Alguns dos prodígios que Moisés realizou por ordem de Deus diante do Faraó, são realizados igualmente pelos magos da corte. Eis porque, quando se trata de fenômenos deste gênero, não basta ter em conta o fato em si: é preciso colocá-lo no seu contexto para determinar a causa.

Devo acrescentar que acontece que muitas vezes as pessoas atingidas por distúrbios maléficos possuem uma sensibilidade particular: apreendem imediatamente se uma pessoa tem negatividade, predizem acontecimentos futuros, têm uma tendência muito clara para querer impor as mãos sobre indivíduos psiquicamente frágeis. Tem por vezes também a impressão de poder influir em assuntos do seu próximo, desejando-lhe mal com uma maldade que está neles próprios, quase com prepotência.

Constatei que é precioso opor-se e vencer todas estas inclinações, para poder obter a cura. ( Padre Gabriele Amorth – Um exorcista conta – nos)

Fonte: Canção nova

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

“Tudo é possível para quem crê”





O mundo passa por um processo em que as pessoas são atormentadas por uma infinidade de doenças, problemas, dificuldades. Mas se pararmos para pensar qual a razão para que tantas pessoas sofram, perceberemos que a falta de fé e principalmente a falta de amor e esperança regem os principais problemas.

As pessoas são sedentas de uma coisa que nem elas sabem o que é, buscam na riqueza, no trabalho, o preencher de suas vidas, mas não percebem que o que elas realmente precisam para alcançar a alegria está mais perto do que elas podem imaginar.

Sua alegria, sua felicidade está dentro do seu coração e é Cristo Jesus. Cristo habita a sua vida, Jesus está dentro de você, pronto para guiar a sua vida, ouvir as suas preces e redirecionar a partir de hoje os seus caminhos.

Não desista, se você sofre hoje por algum motivo, acredite que Deus pode mudar a sua situação. Ele é claro quando em Marcos capítulo 9, versículo 23 afirma que tudo é possível para aquele que acredita: “”Jesus disse: ”Se podes…? Tudo é possível para quem crê.””

Deus nunca disse para ninguém que as provações e problemas desse mundo seriam fáceis, o caminho é árduo, mas também ele nunca disse que abandonaria você. Ele mesmo por meio de sua palavra afirmou para não desistirmos porque estaria conosco até o fim dos tempos, e isso não é eufemismo, é realidade, ele está do seu lado, por mais que você não perceba, por mais que você não veja, ele está com você. “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28, 20).

É disso que o mundo precisa, de esperança. Confiar que a situação pode mudar. Acreditar que Deus tem o controle da situação mesmo que você não tenha mais. Você precisa ter fé e fé não é acreditar no visível, não é uma coisa palpável, assim como a esperança e o amor, você não pode tocar, mas você sente. Ter fé é nunca duvidar do impossível, fé e esperança caminham juntas e não podem se separar.

Ninguém pode dizer que tem esperança se não tem fé, e ninguém pode afirmar que tem fé se não tem esperança, porque não há separação dessas duas palavras, elas não se separam e nem podem.

Convidamos a cada um no dia de hoje, mesmo com suas doenças, seus problemas, suas dificuldades, a deixar fluir uma nova esperança em você. Acredite que Deus pode realizar o impossível na sua vida, não perca a fé de que sua situação por mais difícil que seja pode mudar, seu problema não é maior que Deus, tudo é possível para aquele crê.

Queremos convidar você a rezar diante do seu problema com uma música que se chama “Tudo É Possível Ao Que Crê”, de Ricardo Sá. Deus pode mudar sua situação, acredite!



“Por maior que seja o seu problema
Ele não é maior que Deus
Por maior que seja o seu dilema
Ele é bem menor que Deus
E tudo é possível ao que crê
E nada é impossível a Deus

Tudo é possível ao que crê
Com Jesus nós somos muito mais
Não há mar que não se abra
Não há mal que não se afogue
Pois tudo é possível ao que crê”

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Coragem, Confiança, eu Venci o Mundo

Ânimo, coragem, ousadia. Eu vos dou a minha coragem, assim como disse aos meus apóstolos recebei a minha paz, Eu vos dou a minha coragem. Levante as vossas cabeças, os vossos braços. Eu disse aos meus apóstolos: “No mundo tereis tribulações, mas coragem, confiança, eu venci o mundo”. Coragem meu povo, ousadia, eu venci o mundo. Hoje quero levantar os vossos ânimos, recebei uma porção redobrada do meu Espírito Santo e sedes como éreis no tempo do primeiro amor. Eu vos dou a ordem e vos capacito, levanto os vossos ânimos e vos encho de coragem e ousadia, encho-vos do meu Espírito Santo, reavivo a chama do meu Espírito Santo que já está em vós, dou-vos coragem e ânimo, recebei o meu Espírito Santo. O mundo vos põe no chão, mas Eu estou convosco e vos dou capacidade para serdes fortes.

Infelizmente não estávamos produzindo como o Senhor nos pede, por causa de decepção. A decepção pegou você, e você deixou-se ser pego por ela. A decepção faz com que percamos vida, e infelizmente em muitos, a força do Espírito Santo, a intrepidez, a valentia, foi-se embora e tornaram-se pessoas comuns.

Você julgou que era justo ficar decepcionado diante da situação em que se encontrava, e o ladrão acabou com você, com a valentia do Espírito Santo que estava em ti, talvez houve gente que te apunhalou pelas costas, mas o Senhor está dizendo para você ter coragem e arrancar o punhal das costas, isso está matando você, arranque sem medo e jogue fora.

Eu derramo nas vossas feridas o azeite do meu Espírito Santo, permita que meu Espírito cure como um bálsamo suave as suas feridas, feridas da alma. Eu vos devolvo a paz, a paciência, a alegria. Tu vivias no disfarce, mas agora eu vos devolvo a minha alegria que contagia todo o seu espírito. Sou vosso Deus e vos ponho de pé.

Reaviva a chama do dom de Deus que está em ti, é uma ordem do Senhor a todos nós, reaviva, reaviva. O Senhor sabe que por nós mesmos não podemos fazer nada, por isso Ele reaviva a chama do dom, do carisma, do Espírito Santo que está em nós. Que a vontade do Senhor se realize em nós.

Não enterre os meus dons, desde o menor que é dom de línguas, não enterre, orai no Espírito Santo nos vossos grupos, o céu precisa se alegrar, e o inferno tremer. Orai sem temor, estou tirando todo o temor e vos dando o destemor, a ousadia, orai no Espírito Santo e deixai que os outros dons fluam em vós. O mundo precisa ver os meus prodígios, hoje eu preciso usar do meu corpo que sois vós, minha Igreja, para realizar milagres, eu preciso da vossa oração, da vossa fé, da vossa ousadia, para que o mundo veja o Deus vivo. Entregai-vos hoje a Mim, quero encher a minha Igreja de maravilhas. Recebei o dom da fé. O desânimo tinha caído sobre vós e muita coisa se esvaziou, por isso estou levantando em vós o dom da fé, esse dom que vos dá coragem e ousadia de permitir que Eu me manifeste em vós, Eu quero fazer coisas que humanamente seriam impossíveis, por isso recebam o dom da fé, eu quero falar através do dom da profecia, ele é simplesmente Eu falando através de vós.

Monsenhor Jonas Abbib

terça-feira, 8 de novembro de 2011

As faces da Fé

Nada te perturbe nada te espante tudo passa! Só Deus não muda. A paciência, por fim, tudo alcança. Quem a Deus tem nada lhe falta, pois só Deus basta.

Escrito há 500 anos, essa poesia de Santa Teresa de Jesus continua a ensinar o essencial: Só Deus basta! Mas, o que isso significa concretamente?

Vivemos sobressaltados, preocupados. Inquietos, passamos o dia tentando resolver mil coisas. Ansiosos, não conseguimos dormir bem. Preocupados, acabamos por meter os pés pelas mãos no desejo de evitar que aconteça o que nós consideramos “o pior”. Estressados, acabamos por nos irritar contra tudo e todos. Gritamos no trânsito, gritamos em casa, desmoronamos de cansaço.

O problema está, entre outras coisas, em achar que sabemos o que é o “melhor” e o “pior” para nós. Uma vez estabelecido o que nos convém ou não, tomamos as rédeas para determinar o que consideramos “melhor”. Ocorre que tudo passa e o que ontem nos parecia “o melhor”, hoje é, visivelmente, “o pior”.

A raiz da inquietação, estresse, preocupação e ansiedade que aos poucos nos matam, contudo, reside além do fato de tudo passar, reside na fé.

Há a fé que acredita em Deus e reza contrita, o “Creio em Deus Pai”. Acreditar desse jeito, afirma São Tiago, até os demônios crêem e tremem. Nós, até cremos, quanto a tremer…

Há aquela “fé” que pede a Deus o que acha “necessário”, “imprescindível”, “melhor” e fica ressentida com Deus se ele não atende seu pedido por mais que peça através de todos os meios – diga-se de passagem, nem sempre lícitos. É a fé infantil, diria, até, “birrenta”. Essa fé, “contrariada”, muda de igreja quando não é atendida, assim como criança birrenta põe cara feia e diz aos pais que não é mais filho deles.

Há a fé madura, que crê no Evangelho e na Igreja e vive seus ensinamentos, custe o que custar. É a fé dos santos.

Há a fé que confia em Deus e a ele se entrega inteiramente, tranqüilo, pois sabe que ele é Pai e sempre providencia o melhor para nós. E, para Deus, o melhor para nós é a santidade.

É essa fé madura e inteiramente confiante no amor de Deus que não se perturba com nada. Sabe ser fiel a Deus e ao Evangelho na penúria e na fartura, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

Essa fé madura e confiante que é amada por Deus, não se espanta com nada. Nada a escandaliza, ainda que seja grande tristeza. Seus olhos não estão aqui na terra, mas fixos no céu. Sabe que, aqui na terra, tudo passa tudo muda. Sabe que tudo pode nos enganar e iludir. Sabe, sobretudo, que Só Deus é o mesmo sempre. Só Deus não muda. Só o amor de Deus é sempre o mesmo, pois ele é amor em ato. Essa fé não vive para a terra nem valoriza o que à terra pertence. Vive para o céu, usando as coisas da terra para alcançá-lo.

Por isso nada te perturbes seja fiel, e com os olhos fixos no essencial que é o Céu!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Volta de Jesus: Retomai a essência cristã!

A Paz, amados irmãos!
Queria partilhar contigo, a reflexão que brotou do meu estudo bíblico há alguns dias.

v. 37s: ” Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento.”
v.39s: “E o segundo, semelhante a este, é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo.’ (Lv 19, 18). Nesses dois mandamentos se resumem toda a Lei a os profetas.” ( do trecho Mt 22, 34-40)



Daqui a poucas semanas entraremos no tempo chamado Advento, quando somos convidados a nos preparar para a Segunda Vinda de Jesus, meditando na sua primeira vinda.
E quando sabemos que se aproxima a data de vermos alguém ou algo que amamos, começamos a antecipar este dia, pensando nele.

Não há melhor maneira de nos prepararmos para a Volta de Jesus, do que reavivando o viver da essência da nossa fé cristã.

Neste trecho do Evangelho de Mateus, a Palavra de Deus me ensina que o resumo, a essência, de toda a Lei de Deus, isto é, da Vontade de Deus é: Amar a Deus e amar ao próximo!

Esta essência permanece a mesma por XXI séculos e nunca vai mudar! E se no tempo atual, o Espírito Santo tem suscitado novas formas de promover a restauração do Seu povo, da Sua Igreja. exatamente para preparar a Volta de Jesus, obviamente Ele quer restaurar, reavivar, a busca da vivência profunda daquilo que é a essência cristã!

Muitas vezes passa desapercebido que o Evangelho apresenta este amor duplo com jeito diferente de ser vivido em cada uma de suas faces (a Deus e ao próximo).



Estou observando que o jeito de amar a Deus é: De todo o meu coração, de toda a minha alma, e de todo o meu espírito. E o jeito de amar ao próximo é: Como amo a mim mesmo.

Coração, alma, espírito, expressam a inteireza de meu ser, de minhas capacidades humanas, e “todo” é uma palavra para enfatizar ao máximo este aspecto total, integral, do amor que devo viver a Deus. Envolve a entrega máxima de mim mesmo, dedicação máxima, de toda a pessoa que sou. Se fosse possível, seria amar de modo infinito. É um amor realmente acima de todo e qualquer outro amor.

Como a mim mesmo. Como é o jeito normal das pessoas amarem a si mesmas ? Todo mundo quer ser feliz, quer ser amado, quer ser valorizado, quer ser bem tratado, quer ser reconhecido, quer ser ajudado quando precisa, quer ser do Bem, quer ser perdoado quando percebe que errou, etc.

Seja no trabalho, no estudo, na família, nas amizades, nos namoros, no casamento, no lazer, na sociedade, tudo mundo quer o seu próprio bem, e nunca o mal.

Então já tá explicado o tipo de amor que, como cristão, discípulo verdadeiro de Jesus, eu preciso amar o meu próximo! Fazer o bem a ele em todas as áreas da sua vida!

Como dizia um diretor espiritual que tive na década de 90: “Obras é que são amores”. Querer dizer: Se amo meu próximo, preciso apresentar gestos concretos de amor a ele, pois não existe amor verdadeiro que não se “encarne” nas minhas ações e atitudes.

Falta agora pontualizar:
Como vou expressar concretamente meu amor a Deus nestes dias?
Como vou manifestar em gestos meu amor ao próximo, hoje e nesta semana?

Deus nos abençoe, e nos ensine pelo Espírito a amar nestas 2 dimensões essenciais!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O grande valor da comunhão espiritual

O caminho para quem não pode comungar sacramentalmente


A comunhão espiritual é um ato de desejo interior, consciencioso e sério, de receber a Sagrada Comunhão e, mais especificamente, de se unir ao Senhor. Ela pode ser feita por palavras ou por pensamentos interiores que levam a uma íntima união com Cristo. Jesus não deixará de lhe conceder Suas copiosas bênçãos.

A comunhão espiritual é o caminho para as pessoas que não podem recebê-la sacramentalmente na Missa, mas podem recebê-la espiritualmente. Na hora santa ou quando entrar numa igreja, quando estiver em casa ou no trabalho, e até mesmo nas situações de dificuldade pelas quais se passa na vida, reze: “Senhor, que de Vós jamais me aparte” (Jo 6,35), pois “Quem come deste pão viverá eternamente” (Jo 6,58).

No dia de hoje, faça com frequência a comunhão espiritual como desejo de maior união e intimidade com Deus. Ela é e pode ser até o único meio de união e intimidade com o Senhor para quem não guardou uma hora de jejum eucarístico ou para aqueles que vivem numa situação de irregularidade perante a Igreja, ou até para quem pratica outra religião.

É bom cultivar o desejo da plena união com Cristo, por exemplo, através da prática da comunhão espiritual recordada por João Paulo II e recomendada por santos mestres de vida espiritual (SC,55). Uma visita ao Santíssimo Sacramento é uma boa oportunidade para se fazer esse tipo de comunhão.

Nos Documentos da Igreja, um dos melhores meios para que os divorciados recasados possam participar ativamente da comunidade cristã é, segundo o ensinamento da Igreja, a comunhão espiritual.

A Congregação para a Doutrina da Fé, Carta aos Bispos de 1994, n.6, orienta que “os fiéis devem ser ajudados na compreensão mais profunda do valor da participação ao sacrifício de Cristo na Missa, da comunhão espiritual, da oração, da meditação da Palavra de Deus, das obras de caridade e de justiça”.

“A prática da comunhão espiritual, tão querida à tradição católica, pode e deve ser, em maior medida, promovida e explicada para ajudar os fiéis a melhor se comunicarem sacramentalmente. Isso para servir de verdadeiro conforto aos que não podem receber a comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo por diferentes razões.

Pensamos que esta prática ajudaria as pessoas sozinhas, em particular os deficientes, idosos, presos e refugiados. Conhecemos – afirmam os bispos do Sínodo – a tristeza daqueles que não podem ter acesso à comunhão sacramental devido a uma situação familiar não conforme com o mandamento do Senhor (cf. Mt 19, 3-9).

Alguns divorciados, que voltaram a se casar, aceitam com sofrimento não poder receber a comunhão sacramental e oferecem-no a Deus. Outros não compreendem esta restrição e vivem uma frustração interior. Reafirmamos que, mesmo que na irregularidade da sua situação (cf. CIC 2384), essas pessoas não estão excluídos da vida da Igreja. Pedimos a eles que participem na Santa Missa dominical e se dediquem assiduamente à escuta da Palavra do Senhor para que ela possa alimentar a sua vida de fé, de caridade e partilha” (Mensagem da XI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos ao povo de Deus. Cidade do Vaticano, 21 de outubro de 2005).

A Exortação Apostólica pós-sinodal “Sacramentum caritatis”, de 22 de fevereiro de 2007, confirma: “Mesmo quando não for possível abeirar-se da comunhão sacramental, a participação na Santa Missa permanece necessária, válida, significativa e frutuosa; neste caso, é bom cultivar o desejo da plena união com Cristo através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II (170) e recomendada por santos mestres de vida espiritual” (171) SC,55).

O valor da comunhão espiritual como caminho extrassacramentário da graça encontra apoio no fato de que a Igreja “com firme confiança crê que, mesmo aqueles que se afastaram do mandamento do Senhor e vivem agora neste estado, poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação, se perseverarem na oração, na penitência e na caridade FC 84” (cf. G. Muraro, I divorziati risposati nella comunitá cristiana, Cinisello Balsamo, Paoline,1994 in Sc. Catt. art. cit. 564-565).

Os casais em segunda união são aconselhados a fazer a comunhão espiritual na Santa Missa, devidamente dispostos e desejosos de receber o Corpo de Cristo por uma oração sincera. Se sua fé e amor forem tão intenso e apaixonado, é possível talvez que eles obtenham maior proveito espiritual do que aqueles que, por rotina e sem piedade alguma, recebem a sagrada hóstia em nossas celebrações sem nenhuma convicção e adequada preparação espiritual.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

SERVIR A DEUS, PORÉM COM HUMILDADE!!

A Paz de Cristo, meus irmãos amados!
” Ainda que vosso servo atente aos preceitos do Senhor, guardando-os com todo o cuidado, quem pode, entretanto, ver as próprias faltas ?
Purificai-me das que me são ocultas.
Preservai, também, vosso servo do orgulho; não domine ele sobre mim, então serei íntegro e limpo de falta grave!” ( Sl 18, 12-14)



Para quem crê e se empenha em guardar os preceitos do Senhor com todo o cuidado, em praticar o Evangelho no dia-a-dia, em ser fiel à Doutrina da Igreja, em anunciar Jesus Ressuscitado e denunciar o pecado, vejo que é necessário ter sempre diante dos olhos este trecho do salmo 18.

Nós que queremos e buscamos ser verdadeiros cristãos, não podemos nunca esquecer que somos portadores de uma natureza que traz uma tendência ao erro, ao orgulho, à vaidade, à rebeldia, ao egocentrismo, etc. Nós que somos engajados numa pastoral, num movimento, num grupo de oração, num ministério, precisamos nos lembrar disso de modo diário.

Percebi Deus falando comigo através do meu estudo bíblico, do meu diário espiritual, da minha leitura orante da Palavra de Deus, que eu preciso prestar mais atenção neste ponto, começando na minha vida de oração.



A oração que nasce de um coração realmente contrito e humilde, fecunda nossa alma, nossa mente, nossas palavras, nosso comportamento, com a Graça de Deus. Esta oração é comandada pelo Espírito Santo, e gera frutos de santidade em nosso ser! Este tipo de oração precisa fluir em nós durante toda a nossa vida, pois esta oração se torna um escudo para nós, inclusive nas batalhas espirituais!

”Deus dá a graça ao humilde, mas resiste ao soberbo!” Não há reavivamento espiritual sem humildade e contrição dos pecados!

Este trecho do salmo 18 nos ensina a orar desta forma, posso até tomar estes 3 versículos todos os dias em minha oração pessoal e orar com eles!

Eu, Ulisses, reconheço: o orgulho é uma terrível e forte tendência em minha natureza, em meu temperamento. Porém, Deus me chama a atenção, através da Palavra, para o fato de que reconhecer é indispensável, mas é insuficiente… Preciso vigiar e orar diariamente sobre isto. Preciso na prática colocar Deus no lugar que é só dEle dentro de mim, e na minha vida. Não posso permitir que minha vontade, meu ego, meu jeito de ser, pensar e querer, fique no centro da minha vida, ocupando o lugar de Jesus, da Vontade de Deus, do jeito do Espírito Santo agir e me conduzir no meio das tarefas e imprevistos cotidianos.



Por fim, não é meu esforço em vigiar e orar que me fará triunfar sobre o orgulho e outras imperfeições, mas é a Graça de Deus, e o Amor que Deus tem por mim. Só Ele pode me converter, me santificar, me curar, me libertar!

Muitas vezes, como o passar do tempo no serviço de Deus, acumulamos um conhecimento das coisas de Deus, até da Palavra de Deus, da Doutrina da Igreja, acumulamos experiência no trato com os problemas do ser humano, que sem perceber vamos nos ensoberbecendo, e começamos a pensar e a agir como juízes!

Sobre as pessoas de fora da nossa Igreja, começamos a conversar sobre elas olhando-as por cima, falamos que seguem outras doutrinas, não apenas como se fossem erros ou diferenças doutrinárias, mas como se fossem pobres coitados, seres inferiores, pessoas desprezíveis, uma classe de pessoas abaixo da nossa classe. Como diz a própria Palavra: o conhecimento incha, a caridade edifica! (Lógico que, o conhecimento em si não é mau.).



Há poucos dias via alguns irmãos que são gente muito boa, mas que ao discutir sobre o estilo de outras pessoas e movimentos da NOSSA PRÓPRIA IGREJA, discriminavam sem perceber! Diziam que estes não tinham estilo católico de verdade, que aqueles não cantavam ou não rezavam do jeito realmente católico! Porque o estilo católico de verdade é assim, assim, assim…

Ô Jesus, como caímos fácil em tentação! Nos arvoramos em juízes, queremos estabelecer regras e limites para a ação do Espírito Santo, sem perceber que a Igreja, mesmo com tanta riqueza de conhecimento, sabedoria, e doutrina, jamais faz isso!

Nós caímos sem perceber na tentação do jardim do Éden: Ser como Deus, conhecedores do bem e do mal! Nós colocamos nosso entendimento, nosso estilo, nossa experiência, como se fosse A GRANDE REFERÊNCIA para a Verdade! Mas, a grande referência é uma só: Jesus Cristo! O Verbo de Deus! A Palavra de Deus!

É nEle que fundamenta-se a grande graça de UNIDADE NA DIVERSIDADE vivida pela Igreja! É nEle que existe a unidade de estilos diferentes de movimentos, estilos de espiritualidades diferentes, estilos de cantar diferentes, estilos de anunciar o Evangelho diferentes! Ninguém é obrigado a se identificar com um estilo X ou Y, com o trabalho da pastoral X ou Y, com o estilo de oração X ou Y, mas isto não significa que estou autorizado por Deus a discriminar, a criticar, aquilo é fruto da ação de Deus, que é reconhecido e acolhido pela Igreja. Preciso ter atitude fraterna, no mínimo!



A grande tentação que, como minhas limitações de entendimento, percebo, é que com o passar dos anos queremos, inconscientemente, a UNIFORMIDADE, e não a UNIDADE NA DIVERSIDADE! Triste e pobre seria um cristianimo de uniformidade, onde todos fossem iguaizinhos no jeito de rezar, de cantar, de trabalhar nas paróquias, nos movimentos, nas pastorais, nos grupos de oração! Seria de uma artificialidade, de um farisaísmo, de uma pobreza, que graças a Deus nem existe, nem é possível de existir!

Basta ver como as culturas são diferentes! A maneira das pessoas da nossa Igreja de orar, de cantar, de servir, em cada país é diferente! Coloque um cristão africano orando ao lado de um cristão asiático, por sua vez ao lado de um cristão europeu, também ao lado de um cristão americano, etc, e veja a diferença! Seguem a mesma Palavra de Deus, a mesma Doutrina, no nosso caso, católica, o mesmo Papa, porém, observe como os estilos são gritantemente diferentes! É bênção isso! É unidade na diversidade de estilos!

Ok. Então, Jesus, te peço que comeces em mim. Só dá certo se começar em mim:

” Meu Senhor amado, que antes de me ocupar, de querer interferir, com os ciscos que estão nos olhos dos meus irmãos, do meu próximo, me capacite, me ajude, me faça perceber as traves que estão nos meus próprios olhos, para que eu colabore com Tua Graça, e não deixe o orgulho, a vaidade, o egocentrimo, a auto-suficiência tomar conta de mim! Meu Jesus, dá-me a Tua mente, os Teus pensamentos, os Teus sentimentos, as Tuas atitudes! Só Tu és o Juiz, eu não! Só Tu podes julgar, eu não! Eu não sou, nem nunca serei maior que a Tua Igreja! O que ela acolhe, eu quero acolher! O que ela aprova, eu aprovo! O que é “filho” dela, é Teu filho, é meu irmão, e eu devo amar e apoiar, mesmo que entre nós haja diferenças de estilo! Eu creio que Tua Igreja é conduzida verdadeiramente pelo Teu Espirito! Tudo isto te peço, para que Teu Nome seja Glorificado, e não nós! Amém!”

Deus nos abençoe, em Nome de Jesus Cristo, nosso Senh

sábado, 29 de outubro de 2011

O Ano da Fé



No último dia 17 de Outubro, o Vaticano divulgou a Carta Apostólica “Porta Fidei” (Porta da Fé) na qual o Papa Bento XVI proclamou o Ano da Fé.

Este terá início em 11 de Outubro de 2012, data de comemoração dos cinquenta anos da abertura do Concílio Vaticano II e de vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica (Cf. João Paulo II, Const. ap. Fidei depositum “11 de Outubro de 1992), e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013.

Não é a primeira vez que a Igreja celebra um Ano da Fé. O último foi em 1967, no pontificado de Paulo VI, motivado, já naquela época, pelas “grandes convulsões que se verificaram naquele ano”.

Assim também, hoje, o Papa Bento XVI, diz: “em nossos dias mais que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provem duma diversa mentalidade que, particularmente hoje, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre a fé e ciência autêntica”.

Este novo Ano da Fé, tem igualmente o objetivo de impulsionar os cristãos a aprofundarem o conhecimento sobre a Igreja, dissipando assim, a nuvem negra dos erros de doutrina. “A Igreja prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus. De modo a vencer pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades”.

O Sumo Pontífice refere-se ao Ano da Fé como, um “tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece” e “tempo de particular reflexão e redescoberta da fé”.

O documento trata ainda, que, para alcançarmos uma maior amplitude do dom da Fé, na sociedade e na pessoa em particular, cada crente deve “reavivar, purificar, confirmar, confessar” numa “dimensão pública do crer e do anunciar sem temor a própria fé”. Devemos ter a “responsabilidade social daquilo que acreditamos”. Ou seja, é preciso declarar com a vida o Evangelho do Cristo, não ficarmos tímidos ou tomar partido da maioria, diante das questões contrárias a essência do ser humano e expressar com alegria nossa adesão a fé, pois somos detentores das palavras portadoras da verdade e da vida, que Jesus nos deixou. “Não podemos aceitar que o sal fique insípido e a luz fique escondida (cf.Mt 5, 13-16). Devemos adquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja”.

Várias vezes o Papa Bento insiste neste exemplo: “através do testemunho prestado pela vida dos crentes, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com sua própria vida no mundo, a Palavra da verdade que o Senhor Jesus nos deixou”, “nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção e esperança”.

Entretanto, para que o nosso testemunho esteja de acordo com a fé que professamos é preciso um empenho de nossa parte, particularmente nesse ano, em conhecer e propagar os conteúdos que a Igreja colheu nestes dois mil anos de história. Afinal, o mundo pede respostas cada vez mais racionais e acertadas. “estar com Ele (Jesus) introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita” e “o conhecimento dos conteúdos da fé é essencial para se dar o próprio assentimento, aderir plenamente com a inteligência e a vontade”.

Entre os principais meios, para se chegar a esse conhecimento da fé, o Papa cita:

Os textos deixados em herança pelo Concílio Vaticano II, “É necessário fazê-los ler de forma que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificativos e normativos do Magistério. ” Bento XVI fala fortemente sobre a importância do Concílio Vaticano II: “Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça que beneficiou a Igreja no século XX. Nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa”.

E também o Catecismo da Igreja Católica. Bento XVI considera-o como “subsídio precioso e indispensável. Nele, de fato, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Ali se apresenta não uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja”.

Devemos recorrer constantemente a esse documento, em nossas catequeses, em grupos de estudo e pastorais, como também na formação pessoal.

Ainda, salienta o Papa que, sobretudo, o Ano da Fé é um “repassar a história da nossa fé” para “tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor”. Este, com certeza será uma período de celebrarmos a nossas certezas e princípios, firmar valores para descobrirmos cada vez mais a felicidade e a honra de estar na única e verdadeira Igreja de Cristo.

Entremos portanto, pela Porta da Fé.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um coração ressuscitado bate em você!





A ânsia do Espírito Santo é fazer nosso coração semelhante ao de Jesus: manso, humilde, sereno, que louva ao Pai, que tem o dom de amar, que sabe perdoar e deu a vida para nos salvar. Ao contrário daquele outro coração: de pedra, magoado, frio, sem vida, que não sabe amar, perdoar, partilhar. Ele não vai desistir enquanto não mudar nosso coração.

O que não pode faltar é nossa correspondência. A semente tem em si toda a potência, até mesmo para ser um grande cedro, mas para que isso aconteça, ela precisa de terra que absorva as raízes, que lhe dê a seiva. O Espírito Santo não faz isso sem um solo, sem um terreno. Esse solo, esse terreno, somos nós.

A semente está na terra. O bom agricultor levanta, dorme, passam-se dias, semanas, meses e ele permanece pacientemente aguardando o nascer daquele fruto. Ele não vê o que acontece no interior da terra, mas sabe que pode confiar (cf. Mc 4,26). O mau agricultor é aquele que começa a remexer a terra, desconfiado, para ver se a semente germinou ou não… E acaba estragando tudo.

Deus confia na semente que Ele plantou. Podemos e devemos confiar também. Depois de semeada, entra dia, sai dia, entra semana, sai semana, entra mês, sai mês: a semente germina, lança raízes, crescem as folhas, os cachos, os frutos. Ali se aninham os pássaros. Não é apenas o dono que comerá seus frutos. Os pássaros também. Eles comerão os frutos e se aninharão. É preciso acreditar na ação do Espírito Santo. Acreditar no bom solo que você é. Um coração ressuscitado bate em você!

Deus o abençoe!

sábado, 22 de outubro de 2011

A contaminação pela prática e busca do Oculto!

Existem diversas formas na qual o povo de Deus é contaminado pelas forças de Satanás e por vezes até mesmo pela inocência da pessoa e por falta de conhecimento!
A Palavra de Deus já afirma que o povo perece por falta de conhecimento…
Com isso pretendo descrever algumas atividades que levam a uma contaminação direta da pessoa com as obras das trevas, e que as pessoas ainda que tenham certo conhecimento de Deus, não sabem que estão entrando em terreno inimigo, e com isso se expondo de forma direta aos seus ataques, contaminando a si mesmo e por vezes toda a sua família!

Passes Espíritas: Os passes espíritas são um dos meios que mais o inimigo tem se utilizado para contaminar as pessoas que o buscam. Quando você recebe um passe espírita, você esta deixando que aquela ENTIDADE, que na verdade é o próprio demônio, tome posse de você e daquela situação na para a qual você veio buscar este passe.
Geralmente quando a pessoa recebe um passe, este passe é dado em algumas partes do corpo da pessoa, e que para cada parte do corpo existe um significado para os espíritas.
Geralmente as partes do corpo que recebem estes passes são: A Cabeça, as Costas, o Peito, os Braços e as Pernas.
Apesar de cada parte do corpo ter um significado para estes passe, no fundo você está se deixando escravizar por aquele espírito, por aquela entidade…por Satanás!

A Superstição e os Amuletos: A pessoa acaba se prendendo a um objeto, ou a um tipo de rito, e esquece de quem é o Senhor da vida, e quem é que esta no controle de tudo! E coloca a fé dela em algo morto, sem vida, desviando – se assim cada vez de Deus!
Entre esses amuletos e superstições podemos incluir: Figas, Patuás ( geralmente é um pedaço de pano ou um objeto consagrado a uma determinada entidade), dentes de alho, plantas, ervas, ferradura, pé de coelho; assim como não passar debaixo da escada, não deixar um gato preto atravessar a sua frente, cristais, sinos, incensos e por ai vai….

Oferendas Espíritas: Nestes tipos de oferendas existe uma grande contaminação espiritual na pessoa que se envolve com este tipo de magia. Há um envolvimento direto com a entidade na qual solicitou a pessoa algum tipo de oferenda, de oferta, para fazer aquilo o que a pessoa pediu a esta entidade, a este demônio! Existem diversos tipos de oferendas que dependendo de qual entidade você compactou o seu pedido, ele exige: Bebidas, cigarros, charutos, velas, comidas de diversos tipos, animais vivos, sangue de animais e por vezes o absurdo do sacrifício humano!
A oferenda sempre esta ligada a um ambiente: Cachoeira, encruzilhadas, cemitérios, pedreiras, rios, ruas, esquinas de ruas, matas, dentro das próprias casas ou ainda nos próprios terreiros…
Atenção: O nível de contaminação com este tipo de envolvimento com as trevas é muito grande, pois você esta deixando o demônio compactuar com você, um desejo, te atender em um desejo seu!
Há casos de verdadeiras possessões por causa deste tipo de envolvimento na qual a pessoa se envolveu!

No próximo artigo trarei a realidade na qual muitos dos que se dizem cristãos ainda buscam: O Benzimento! E mostrarei como os mesmos são feitos e os seus objetivos!

Quero deixar claro que quando exponho estas realidades acima, quero ALERTAR você, que muitas vezes por falta de conhecimento se envolve ou não sabe responder à outras pessoas que estão se envolvendo com estes tipos de práticas ocultas… Cada pessoa é livre e jamais minha intenção é julgar as pessoas que praticam tais obras.
Mas nosso dever como cristão que somos, é de também DENUNCIAR as maneiras que o Demônio tem se utilizado para nos prender…
Mas não esqueçamos: “Se o Senhor é por nós, quem será contra nós?” (RM 8,31)

Deus abençoe você, e até o próximo artigo!

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Com o tempo Deus responde as nossas interrogações

Jesus lamenta que os seus ouvintes sejam capazes de interpretar os sinais do tempo, mas não captem os “sinais dos tempos” que representam a chegada do Reino de Deus entre eles. Não descobrem n’Ele e em seus sinais a importância do momento em que vivem.

Jesus repreende seus contemporâneos que sabem distinguir os sinais meteorológicos, mas não o sinal que Ele mesmo é: o Filho Unigênito enviado pelo Pai para salvação de todos. Compreender o tempo em que vivemos é compreender as intenções de Deus que, em todo o tempo, sobretudo pelo mistério da Igreja e dos sacramentos, torna atual o mistério de Jesus com toda a sua eficácia salvífica.

Saber fazer previsões do tempo, analisando os dados da meteorologia, implica uma atenção interessada. Se não estivermos realmente interessados e atentos para nos darmos conta da importância do tempo para nele exercer a justiça e a caridade, corremos um sério risco. Há que se reconciliar radicalmente com aqueles com quem estamos em conflito. Caso contrário, podemos cair no redemoinho do “não perdão”, do qual não sairemos sem danos. É como se Jesus apontasse o sinal do tempo por excelência que é Ele mesmo, como sinal de salvação, mas só para quem se compromete a viver como reconciliado, isto é, na paz, na justiça e na bondade.

É na história que podemos compreender as intenções de Deus e não fora dela. Daí a atenção que devemos dar aos sinais dos tempos. Deus atua dentro do tempo. É também no tempo que responde às nossas interrogações. Quantas vezes Lhe fazemos perguntas na oração e encontramos as respostas na vida!

É, pois, no tempo que havemos de ler os sinais de salvação e de perdição. O sinal de salvação por excelência é sempre Cristo com o seu mistério pascal. Ele nos salva à medida que, lendo os sinais dos tempos e confrontando-os com a Palavra, deixamos que ela mesma – a Palavra – produza frutos em nós e no nosso tempo. Pondo em prática a Palavra, permitimos a Deus fazer muito mais do que podemos esperar.

Um dos sinais do nosso tempo é a chamada globalização, em que passamos de um mundo dividido e fragmentado àquilo a que M. McLuhan chamou de a «aldeia global». Os meios de comunicação, que podem ser instrumentos de divisão e guerra, também podem e devem tornar-se instrumentos de união e de paz. Para isso, todos os homens de boa vontade – e particularmente nós, os crentes – hão de superar a tentação do individualismo que fragmenta e dá espaço à unificação da pessoa e à união entre os homens.

Como crentes temos a certeza de que Cristo habita no nosso coração e que, fundados e radicados na sua caridade, podemos ser repletos da plenitude de Deus e alcançar a unificação do coração e de todas nossas faculdades e forças, a unificação da nossa pessoa. São Paulo nos indica os meios para isso: a humildade, a mansidão, a paciência e o suportar amoroso de nossas índoles.

A chave que temos ao alcance das mãos, para contribuir para a unidade entre os homens, é procurar tudo o que une e deixar de fora tudo o que divide, como dizia e fazia João XXIII. Com essa chave chegaremos à unificação pessoal, comunitária, eclesial e social. Vivendo e realizando esse projeto, o nosso tempo – que está sob o signo de Jesus – tornar-se-á um tempo de claridade, iluminado pela luz da salvação.

Muitas vezes temos um coração duro. Não sabemos olhar em profundidade e não descobrimos (ou não queremos descobrir) o sentido dos acontecimentos; inclusive, olhamos para o outro lado se o que vemos nos compromete.

Pai, corrige a negligência que me impede de entregar-me inteiramente ao Senhor sem demora. Torna-me hábil para as coisas do Seu Reino. Cura a minha cegueira, Senhor, e dê-me a luz do Seu Espírito para ver a profundidade das pessoas.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A paz de Jesus é um fogo purificador

Neste Evangelho, Jesus mais uma vez nos mostra o Seu amor, convidando-nos a conhecer Sua missão em meio às alegrias e dificuldades. Jesus veio nos trazer o Espírito Santo, o Espírito de amor, Aquele que nos ensina todas as coisas.

Jesus nos deixa o exemplo: Ele, que é o Rei, se fez pequeno quando pediu o batismo a João Batista, batismo esse que nos dá forças em meio ao combate espiritual, no qual a carne e o espírito conseguem vivenciar dentro de uma fraternidade de amor e paz. Após o batismo, somos chamados a vivenciar os frutos do Ressuscitado para que possamos ter uma vida plena e cheia do Espírito Santo.

Jesus era consciente de que um efeito do seu trabalho – ainda que não desejado - ia ser causa de divisão entre os partidários do imobilismo e os que lutam por um mundo novo. Por isso, inflamou a ira dos funcionários do Templo e de todos os que se consideravam “donos da verdade”. O fogo da Palavra de Deus não era para funcionários lúgubres, saturados de doutrinas e sedentos de poder.

O fogo de Jesus não é o fogo das paixões políticas, mas do Espírito que tem de ser aprovado na entrega total, no batismo da doação pessoal. A paz de Jesus é um fogo purificador que não se confunde com a “Pax Romana”, aquela paz que Roma – e qualquer império – se esforça por proclamar. Esta é só uma tranquilidade institucional que garante a vantagem dos opressores sobre os oprimidos, do império sobre os subalternos, da injustiça sobre o direito.

O fogo purificador de Jesus faz amadurecer os mensageiros, os discípulos, os profetas, os apóstolos. O destino deles, como do Mestre, é sair ao encontro da obscuridade com um clarão que evidencia tudo o que a ordem atual esconde. O fogo põe às claras também as deficiências pessoais, as ambições subterrâneas, os desejos reprimidos. O fogo que se prova com a entrega total ao serviço do Evangelho.

Devemos observar que o Senhor Jesus Cristo não está atacando o relacionamento familiar, mas indica que nenhum laço terreno, embora muito íntimo, poderá diminuir a lealdade a Ele.

Essa lealdade pode até mesmo causar, em determinados membros de uma familia, que eles sejam afastados ou ignorados pelos outros por terem escolhido seguir a Cristo Jesus.

Podemos resumir que o Senhor Jesus Cristo se refere à espada por ser um instrumento cortante e que, da mesma forma, a sua vinda causará separação em muitas pessoas. E isto não porque Ele quer, mas pela opção de cada um em segui-lo como Senhor e salvador.

Pai, que o batismo de Jesus por sua morte de cruz purifique-me de todo pecado e de toda maldade – como um fogo ardente – abrindo o meu coração totalmente para o Senhor.