sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Oração de Consagração e Desagravo

Virgem Santíssima e nossa querida Mãe, ao mostrardes o vosso Coração cercado de espinhos, símbolo das blasfêmias e ingratidões com que os homens ingratos pagam as finezas do vosso amor, pedistes que Vos consolássemos e desagravássemos.
Ao ouvir as vossas amargas queixas, desejamos desagravar o vosso doloroso e Imaculado Coração que a maldade dos homens fere com os duros espinhos dos seus pecados.
Dum modo especial Vos queremos desagravar das injúrias sacrilegamente proferidas contra a vossa Conceição Imaculada e Santa Virgindade. Muitos, Senhora, negam que sejais Mãe de Deus e nem Vos querem aceitar como terna Mãe dos homens. Outros, não Vos podendo ultrajar diretamente, descarregam nas vossas sagradas imagens a sua cólera satânica. Nem faltam também aqueles que procuram infundir nos corações das crianças inocentes, indiferença, desprezo e até ódio contra Vós.
Virgem Santíssima, aqui prostrados aos vossos pés, nós Vos mostramos a pena que sentimos por todas estas ofensas e prometemos reparar com os nossos sacrifícios, comunhões e orações tantas ofensas destes vossos filhos ingratos.
Reconhecendo que também nós, nem sempre correspondemos às vossas predileções, nem Vos honramos e amamos como Mãe, suplicamos para os nossos pecados misericordioso perdão.
Para todos quantos são vossos filhos e particularmente para nós, que nos consagramos inteiramente ao vosso Coração Imaculado, seja-nos ele o refúgio durante a vida e o caminho que nos conduza até Deus. Assim seja.

Oração pelos doentes a São Rafael

Ficai conosco, ó arcanjo Rafael, chamado Medicina de Deus! Afastai para longe de nós as doenças do corpo, da alma e do espírito e trazei-nos a saúde e toda plenitude de vida prometida por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Jesus, Aquele que salva



“Se a nossa fé católica diz que mesmo na tristeza temos que ser alegres, devemos praticar isso. Pela morte de Jesus na cruz somos libertos. Ele é Aquele que cura. O início do Seu ministério de cura e libertação se deu no momento de Sua concepção, e não depois de Seu batismo.

Vivemos num tempo em que muitas pessoas estão sendo assassinadas, até mesmo crianças. Jesus veio a terra como feto no ventre de Sua mãe, e o rei Herodes quis matar Jesus bebê. O mundo está cheio de Herodes.

Certo dia, uma mulher foi à minha diocese para me ver e disse que precisava de cinco minutos, mas eu estava muito ocupado, pois me preparava para is em missão e estar com os padres salesianos. Então disse para que ela me procurasse depois, mas, por insistência dela, acabei dando-lhe atenção.

Ela estava grávida de nove meses e, nos últimos três dias, não conseguia mais sentir o movimento da criança. Ao procurar o ginecologista – que não ouviu as batidas do coração do bebê -, este disse a ela que deveria abortar a criança, pois seria um risco para a vida dela, e, caso a criança sobrevivesse, nasceria com problemas mentais. Ela foi a seis médicos famosos e todos disseram a mesma coisa.

Daí ela implorou que queria o bebê. Creio que naquela hora Jesus a ouviu, então coloquei minhas mãos sobre a cabeça dela, quando, de repente, o telefone tocou e fui atendê-lo. Retornando, ela me disse que no momento em que sobrepus a mão nela, tudo começou a mexer dentro dela, como um “ciclone”.

Impus novamente as mãos e comecei a orar. Qual foi a minha oração? Sempre peço ao Espírito Santo que me diga como rezar e a Deus para levar a esperança ao homem. Quando não sei como e o que orar, a Bíblia diz que o Espírito Santo reza por mim.

Disse: “Senhor, como eu fizeste com João Batista no centre de Isabel, faça também por esse bebê no ventre dessa mulher”. Não fiz a oração em voz alta, mas mentalmente. Assim que acabei, a mulher falou em voz alta que o bebê se mexia. Disse para ela: “Tenho que sair agora, mas não levante, continue orando, porque esse bebê não está apenas mexendo, está pulando de alegria, como João Batista”.

Repito o que ela me disse: “Padre, enquanto orava por mim, senti como se um espírito de morte saísse do meu ventre e fosse para minha perna”. Ela não imaginava, amas havia um inimigo agindo, pela inveja, na vida daquele bebê. Alguém da família procurou um feiticeiro para amaldiçoá-lo. Ela sabia que o bebê estava morto, mas que tinha voltado à vida.

Sete anos mais tarde, recebi a ligação dessa mulher que disse querer encontrar-se comigo. Ela levou a criança e contou que pela manhã, na escola, houve distribuição de prêmios e que o garoto foi premiado, pois era o melhorem todas as matérias. Olhei para ele e disse: “Essa era a criança que os médicos mais famosos queriam destruir e diziam que se nascesse teria doença mental e física”.

É exatamente isso que até mesmo o bebê Jesus, o mesmo que fez esse milagre por aquela mãe, pode fazer por nós. O primeiro milagre de Jesus não foi feito na sinagoga, em Nazaré. Ele começou a curar as pessoas ainda no ventre de Sua mãe. Esse é o nosso Senhor Jesus Cristo. Somente Ele pode fazer isso.”

Quem confia no amor de Deus, lança-se na esperança!

Nós necessitamos ser simples e humildes, para compreendermos a vontade do Pai a nosso respeito e conhecer as riquezas do coração de Jesus Cristo. O próprio Filho de Deus, cheio do Espírito Santo, exulta:

”Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado” (Lucas 10,21b).

Nós precisamos nos despojar de nós mesmos e estar disponíveis para o Reino dos céus, pois Cristo quer contar conosco. Não tenhamos medo de vivermos numa total dependência de Deus esperando tudo d’Ele, porque jamais seremos decepcionados. Quem confia no amor de Deus, lança-se na esperança!



Nesta vida, passamos e passaremos pelas mais diversas situações e em todas elas não podemos perder Deus de vista; precisamos permanecer unidos ao Senhor, principalmente, quando não entendemos o que está acontecendo conosco. Na situação em que você se encontra, hoje, una-se a Jesus e espere n’Ele sem jamais perder a confiança na Misericórdia de Deus.

”Este é o nosso Deus, esperamos n’Ele, até que nos salvou; este é o Senhor, n’Ele temos confiado: vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvado” (Isaías 25,9).

Jesus, eu confio em Vós!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia de Finados

O Dia dos Fiéis Defuntos ou Dia de Finados, é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de novembro.

No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos.

Neste dia ressoa em toda a Igreja o conselho de São Paulo para as primeiras comunidades cristãs: “Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros que não tem esperança” ( 1 Tes 4, 13).

Sendo assim, hoje não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas saudades, e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis que, se estiverem no Purgatório, contam com nossas orações.

O convite à oração feito por nossa Mãe Igreja fundamenta-se na realidade da “comunhão dos santos”, onde pela solidariedade espiritual dos que estão inseridos no Corpo Místico, pelo Sacramento do Batismo, são oferecidas preces, sacrificios e Missas pelas almas do Purgatório. No Oriente, a Igreja Bizantina fixou um sábado especial para orações pelos defuntos, enquanto no Ocidente as orações pelos defuntos eram quase geral nos mosteiros do século VII; sendo que a partir do Abade de Cluny, Santo Odilon, aos poucos o costume se espalhou para o Cristianismo, até ser tornado oficial e universal para a Igreja, através do Papa Bento XV em 1915, pois visava os mortos da guerra, doentes e pobres.

A Palavra do Senhor confirma esta Tradição pois “santo e piedoso o seu pensamento; e foi essa a razão por que mandou que se celebrasse pelos mortos um sacrifício expiatório, para que fossem absolvidos de seu pecado” (2 Mc 2, 45). Assim é salutar lembrarmos neste dia, que “a Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados” (Catecismo da Igreja Católica).

Portanto, a alma que morreu na graça e na amizade de Deus, porém necessitando de purificação, assemelha-se a um aventureiro caminhando num deserto sob um sol escaldante, onde o calor é sufocante, com pouca água; porém enxerga para além do deserto, a montanha onde se encontra o tesouro, a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente; ou seja, “o Céu não tem portas” (Santa Catarina de Gênova), mas sim uma providencial ‘ante-sala’.

“Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem! Amém!”

A comunhão com o Deus dos vivos e dos mortos

Nós não podemos nos esquecer dos mortos, porque são eles quem verdadeiramente vivem. Fazemos memória dos mortos, porque com eles estabelecemos uma comunhão única, somente possível pelo mistério da graça e só vivencial no amor que Deus nos tem, porque Ele é Deus dos vivos e dos mortos.

A celebração da Missa pelos defuntos não é uma moda de agora. A (infeliz) moda atual é ignorar o valor da Missa pelos defuntos. Tal desconhecimento deve-se à vontade de ignorar o acontecimento sempre trágico e traumático que é a morte. Perante ela nasce mais depressa a revolta: “Por que Deus não fez nada?“, e a incompreensão: “Se alguém deveria morrer, não era ele!”.

É fé da Igreja que a Missa se oferece pelo perdão dos pecados – e outras necessidades – dos fiéis vivos, mas também pelos defuntos.

A memória dos defuntos é hoje um dos centros psicológicos da Missa. É consensual e até necessário mencionar publicamente os seus nomes. Na verdade, a morte possibilita que nos abramos completamente Àquele que nos fez viver na terra. Tanto assim que, quer os vivos quer os mortos, comungam o mesmo mistério da graça: a incorporação em Cristo no Seu Corpo Místico. É por isso que, vivos e mortos, verdadeiramente nos encontramos na Eucaristia.

Excetuando a memória terna que dos mortos fazemos na oração da Igreja, é bem sabido que a nossa época se esforça por esquecer publicamente a agonia e a morte. É assunto por demais desagradável e inibidor para os de hoje. Será por que nos recorda os nossos limites? Será por que um dia nos tocará? Será por que nos disseram que seríamos “quase deuses intocáveis” e, afinal, pereceremos como os outros? Será que a morte, para além da separação, parece uma derrota? Será por que na morte não vimos um sinal da presença do amor de Deus? Será “por isto”, será “por aquilo” ou “por tudo”?

É verdade que aquilo que nos afasta da comunhão espiritual dos mortos nos afasta também da poderosa força da mensagem cristã da ressurreição. Quem perde uma perde a outra também.

A fé cristã se exprime na comunhão do cristão com Deus, na comunhão dos crentes entre si e também na comunhão dos vivos com os mortos. Entre os fiéis vivos e os fiéis defuntos existe uma solidariedade da qual ambos se beneficiam.

Quando rezamos: “Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno entre os esplendores da luz perpétua; que descansem em paz. Amém”, estamos a rezar aquela mesma palavra de amor que nossos irmãos mortos pronunciam sobre nós desde a plenitude de Deus, e que é:“Depois das lutas, da vida, dai, Senhor, a estes irmãos a quem como nunca amamos no Vosso amor, o descanso eterno e que a Vossa luz igualmente brilhe sobre eles”.

Essa é a comunhão plena dos santos, aquela que ansiamos, que professamos e que já vivemos, embora a partir da perspectiva da fé, não do amor pleno e definitivo.

A Eucaristia é memorial da Paixão e Morte de Jesus. Essa é a razão pela qual ela é o lugar onde melhor podemos recordar os mortos. Ali, recordamos a morte do Rei da vida e professamos a sua ressurreição. Por isso, a recordação da morte dos nossos defuntos é também a da ressurreição. É desumano não fazer memória dos mortos.

Celebremos, pois, a Eucaristia com a certeza de que nela se reatualiza a Nova Aliança. De que por ela nos aproximamos confiadamente de Deus, de que nela fundamentamos a nossa existência, conferimos-lhe densidade e renovamos a comunhão com Deus e os irmãos, isto é, retomamos o projeto inicial de amor no qual Deus nos criou.

Padre Bantu Mendonça

A Volta de Jesus: Retomai a essência cristã!

A Paz, amados irmãos!
Queria partilhar contigo, a reflexão que brotou do meu estudo bíblico há alguns dias.

v. 37s: ” Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento.”
v.39s: “E o segundo, semelhante a este, é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo.’ (Lv 19, 18). Nesses dois mandamentos se resumem toda a Lei a os profetas.” ( do trecho Mt 22, 34-40)



Daqui a poucas semanas entraremos no tempo chamado Advento, quando somos convidados a nos preparar para a Segunda Vinda de Jesus, meditando na sua primeira vinda.
E quando sabemos que se aproxima a data de vermos alguém ou algo que amamos, começamos a antecipar este dia, pensando nele.

Não há melhor maneira de nos prepararmos para a Volta de Jesus, do que reavivando o viver da essência da nossa fé cristã.

Neste trecho do Evangelho de Mateus, a Palavra de Deus me ensina que o resumo, a essência, de toda a Lei de Deus, isto é, da Vontade de Deus é: Amar a Deus e amar ao próximo!

Esta essência permanece a mesma por XXI séculos e nunca vai mudar! E se no tempo atual, o Espírito Santo tem suscitado novas formas de promover a restauração do Seu povo, da Sua Igreja. exatamente para preparar a Volta de Jesus, obviamente Ele quer restaurar, reavivar, a busca da vivência profunda daquilo que é a essência cristã!

Muitas vezes passa desapercebido que o Evangelho apresenta este amor duplo com jeito diferente de ser vivido em cada uma de suas faces (a Deus e ao próximo).



Estou observando que o jeito de amar a Deus é: De todo o meu coração, de toda a minha alma, e de todo o meu espírito. E o jeito de amar ao próximo é: Como amo a mim mesmo.

Coração, alma, espírito, expressam a inteireza de meu ser, de minhas capacidades humanas, e “todo” é uma palavra para enfatizar ao máximo este aspecto total, integral, do amor que devo viver a Deus. Envolve a entrega máxima de mim mesmo, dedicação máxima, de toda a pessoa que sou. Se fosse possível, seria amar de modo infinito. É um amor realmente acima de todo e qualquer outro amor.

Como a mim mesmo. Como é o jeito normal das pessoas amarem a si mesmas ? Todo mundo quer ser feliz, quer ser amado, quer ser valorizado, quer ser bem tratado, quer ser reconhecido, quer ser ajudado quando precisa, quer ser do Bem, quer ser perdoado quando percebe que errou, etc.

Seja no trabalho, no estudo, na família, nas amizades, nos namoros, no casamento, no lazer, na sociedade, tudo mundo quer o seu próprio bem, e nunca o mal.

Então já tá explicado o tipo de amor que, como cristão, discípulo verdadeiro de Jesus, eu preciso amar o meu próximo! Fazer o bem a ele em todas as áreas da sua vida!

Como dizia um diretor espiritual que tive na década de 90: “Obras é que são amores”. Querer dizer: Se amo meu próximo, preciso apresentar gestos concretos de amor a ele, pois não existe amor verdadeiro que não se “encarne” nas minhas ações e atitudes.

Falta agora pontualizar:
Como vou expressar concretamente meu amor a Deus nestes dias?
Como vou manifestar em gestos meu amor ao próximo, hoje e nesta semana?

Deus nos abençoe, e nos ensine pelo Espírito a amar nestas 2 dimensões essenciais!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia de todos os santos – Dia 1 de Novembro



Vocação à santidade.

A liturgia de hoje nos permite relembrar que a santidade é um chamado feito por Cristo a todos nós. Pertencemos a uma multidão de homens e mulheres chamados ao seguimento de Cristo que é impossível de ser contada (Apocalipse 7).

A Festa de todos os santos é a celebração de todos que já dedicaram suas vidas à vivência da caridade ao próximo, dos santos e santas que hoje recebem as honras nos altares e são patronos de nossas comunidades. É a festa de todos os cristãs que, mesmo sem terem seu nome inscrito na lista dos santos da Igreja, foram fiéis à proposta do Reino de Deus. É, também, a nossa festa, todos nós, filhos muito amados por Deus, santos desde já, embora ainda não plenamente, como nos lembra São Paulo.

O dia de hoje deve promover a renovação de nosso desejo de busca da santidade. Não uma visão de santidade romântica, longe de nossa vida. Como vemos no sermão das Bem-aventuranças, a santidade se dá no encontro com o irmão, na compaixão por suas necessidades, na promoção da paz. Buscar a realização do bem, é buscar a implantação do Reino de Deus. E, como Jesus afirma, estes são os filhos de Deus, estes são santos. Santidade, nesta perspectiva, além de dom e chamado de Deus, implica na adesão e resposta consciente pela proximidade de Jesus e o irmão.

Estes devem ser os santos que queremos nos tornar. Queremos ser santos como Deus é santo e nos mostrou na vida de Jesus. Ouvir a Jesus e promover as bem-aventuranças significa nos colocar no caminho de encontro ao Pai. Que todos os santos de Deus nos ajudem nesta caminhada!

Você pode ser santo na sua realidade!



Em 1991 quando João Paulo II visitou o Brasil ele foi enfático sobre as necessidades desse país e declarou com a voz de um pastor “O Brasil precisa de santos: o Brasil precisa de muitos santos”. Hoje em especial a Igreja Católica comemora o dia de todos os santos, uma festa que busca lembrar a memória de todos aqueles que no dia-a-dia fizeram a vontade de Cristo e souberam viver em sua própria realidade o amor.

A ordem hoje para nós é que assumamos as palavras de João Paulo II em nossas vidas, o nosso país precisa de santos e nós podemos ser esses santos que o Papa clamou para o Brasil.

O que é mais belo nessas palavras é que essa realidade de santidade é possível. Ser santo é ser humano, é saber reconhecer os próprios erros, é saber viver sua própria realidade diária de forma diferente. Santo não é ninguém extraordinário que nasceu com uma auréola na cabeça. O santo é aquele que não concorda com as facilidades que o mundo oferece e busca fazer tudo diferente.

Muitas pessoas ainda se questionam se para serem santas precisam ser freiras, padres, etc. e acreditam nessa teoria que só as pessoas que assumiram uma consagração sacerdotal e vida consagrada poder assumir a santidade. Mas hoje eu digo com toda a convicção a todos que ainda acreditam que ser santo é só para essas pessoas, você pode ser santo na sua realidade! Você por ser santo na sua família, no seu trabalho, na sua faculdade, é possível viver a santidade no seu dia-a-dia.

Nas palavras de Levítico 11, 44 Deus faz um convite a cada um de nós: “Eu sou o senhor, vosso Deus. Vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo” (Lv 11,44). Mais do que um convite, essa passagem é uma ordem de Deus para cada um. Fomos feitos para ser santos, a santidade é o maior desejo do Pai para nós. Precisamos assumir esse dom que Deus nos deu gratuitamente que é o da santidade.

Comece a agir diferente naquilo que é seu limite, surpreenda as pessoas com um carinho e um amor diferente. A santidade foi dada para todos, você pode ser santo, basta querer e assumir esse dom gratuito para sua vida.

Sejamos santos ou nada! Estamos juntos.

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

O grande valor da comunhão espiritual

O caminho para quem não pode comungar sacramentalmente


A comunhão espiritual é um ato de desejo interior, consciencioso e sério, de receber a Sagrada Comunhão e, mais especificamente, de se unir ao Senhor. Ela pode ser feita por palavras ou por pensamentos interiores que levam a uma íntima união com Cristo. Jesus não deixará de lhe conceder Suas copiosas bênçãos.

A comunhão espiritual é o caminho para as pessoas que não podem recebê-la sacramentalmente na Missa, mas podem recebê-la espiritualmente. Na hora santa ou quando entrar numa igreja, quando estiver em casa ou no trabalho, e até mesmo nas situações de dificuldade pelas quais se passa na vida, reze: “Senhor, que de Vós jamais me aparte” (Jo 6,35), pois “Quem come deste pão viverá eternamente” (Jo 6,58).

No dia de hoje, faça com frequência a comunhão espiritual como desejo de maior união e intimidade com Deus. Ela é e pode ser até o único meio de união e intimidade com o Senhor para quem não guardou uma hora de jejum eucarístico ou para aqueles que vivem numa situação de irregularidade perante a Igreja, ou até para quem pratica outra religião.

É bom cultivar o desejo da plena união com Cristo, por exemplo, através da prática da comunhão espiritual recordada por João Paulo II e recomendada por santos mestres de vida espiritual (SC,55). Uma visita ao Santíssimo Sacramento é uma boa oportunidade para se fazer esse tipo de comunhão.

Nos Documentos da Igreja, um dos melhores meios para que os divorciados recasados possam participar ativamente da comunidade cristã é, segundo o ensinamento da Igreja, a comunhão espiritual.

A Congregação para a Doutrina da Fé, Carta aos Bispos de 1994, n.6, orienta que “os fiéis devem ser ajudados na compreensão mais profunda do valor da participação ao sacrifício de Cristo na Missa, da comunhão espiritual, da oração, da meditação da Palavra de Deus, das obras de caridade e de justiça”.

“A prática da comunhão espiritual, tão querida à tradição católica, pode e deve ser, em maior medida, promovida e explicada para ajudar os fiéis a melhor se comunicarem sacramentalmente. Isso para servir de verdadeiro conforto aos que não podem receber a comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo por diferentes razões.

Pensamos que esta prática ajudaria as pessoas sozinhas, em particular os deficientes, idosos, presos e refugiados. Conhecemos – afirmam os bispos do Sínodo – a tristeza daqueles que não podem ter acesso à comunhão sacramental devido a uma situação familiar não conforme com o mandamento do Senhor (cf. Mt 19, 3-9).

Alguns divorciados, que voltaram a se casar, aceitam com sofrimento não poder receber a comunhão sacramental e oferecem-no a Deus. Outros não compreendem esta restrição e vivem uma frustração interior. Reafirmamos que, mesmo que na irregularidade da sua situação (cf. CIC 2384), essas pessoas não estão excluídos da vida da Igreja. Pedimos a eles que participem na Santa Missa dominical e se dediquem assiduamente à escuta da Palavra do Senhor para que ela possa alimentar a sua vida de fé, de caridade e partilha” (Mensagem da XI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos ao povo de Deus. Cidade do Vaticano, 21 de outubro de 2005).

A Exortação Apostólica pós-sinodal “Sacramentum caritatis”, de 22 de fevereiro de 2007, confirma: “Mesmo quando não for possível abeirar-se da comunhão sacramental, a participação na Santa Missa permanece necessária, válida, significativa e frutuosa; neste caso, é bom cultivar o desejo da plena união com Cristo através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II (170) e recomendada por santos mestres de vida espiritual” (171) SC,55).

O valor da comunhão espiritual como caminho extrassacramentário da graça encontra apoio no fato de que a Igreja “com firme confiança crê que, mesmo aqueles que se afastaram do mandamento do Senhor e vivem agora neste estado, poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação, se perseverarem na oração, na penitência e na caridade FC 84” (cf. G. Muraro, I divorziati risposati nella comunitá cristiana, Cinisello Balsamo, Paoline,1994 in Sc. Catt. art. cit. 564-565).

Os casais em segunda união são aconselhados a fazer a comunhão espiritual na Santa Missa, devidamente dispostos e desejosos de receber o Corpo de Cristo por uma oração sincera. Se sua fé e amor forem tão intenso e apaixonado, é possível talvez que eles obtenham maior proveito espiritual do que aqueles que, por rotina e sem piedade alguma, recebem a sagrada hóstia em nossas celebrações sem nenhuma convicção e adequada preparação espiritual.